Vagalumes Cegos

2 Fica bem aí


Notas iniciais
Fica bem aí, que essa luz comprida, ficou tão bonita, em você daqui~~ Sério, gente, ouçam Cícero. É a fórmula do amor, sérinho.

Akashi podia dizer que, seja lá como isso tenha acontecido, ele já estava ciente daqueles sentimentos há algum tempo.

E de um jeito estranho, ele estava até se sentindo muito bem com isso.

É que ele tinha tanto controle sobre os próprios sentimentos e as próprias emoções, que quando ele se deu conta de que estava amando Reo, foi tão sutil quanto uma folha caindo no chão. Um dia eles eram colegas, amigos que sempre andavam juntos pelos corredores da escola, e no outro, cada centímetro, cada movimento, cada palavra de Reo chamava por ele, roubava sua atenção. A presença de Reo estava ali a todo vapor, inconscientemente provocando-o, fazendo-o ter calafrios.

Não era como um livro de romance, ou em um filme de amor. Akashi podia não sentir o coração fazendo dum dum dum dum dum sem parar a cada vez que Reo se aproximava, mas ele sabia que estava sentindo alguma coisa. Ele sabia que tinha um sentimento popularmente chamado de amor enchendo-se (não enchendo-o, veja bem) pouco a pouco como um balão no seu peito. Esse era o tipo de amor dele, e de verdade, ele estava feliz com aquilo.

Seijuurou estava feliz, porque apesar de não ficar vermelho toda vez que via Reo ou não sentir a vontade maluca de pular nos braços dele, ele estava amando e isso era tão bom.

Não que alguém pudesse, ou melhor, fosse notar isso.

Ele achava. Err.

— Sei-chan, você está com cara de quem está apaixonado. Está saindo com alguém?

Akashi não arquejou.

— Claro que não.

— Para qual das minhas frases?

— A última — Akashi ponderou. — Eu não estou saindo com ninguém.

— Então, você está apaixonado por alguém.

— É. Acho que tem alguém de quem eu gosto — Uma encarada básica no lançador que havia casualmente largado o livro que lia na grama. — Não vamos além disso, Reo.

Ele, riu. Era especialista em se fazer de bobo.

— Oh, me desculpe, me desculpe — Foram duas as coisas que quase fizeram Akashi pular em cima dele e mordê-lo na cabeça até tirar um naco daqueles cabelos brilhosos: a primeira, foi que Reo definitivamente não se sentia arrependido. E a segunda era que não havia nada de diferente no sorriso dele. Ele parecia genuinamente feliz por Akashi, e isso cutucou um pontinho especifico em seu estômago. — Suponho que você não vai me dizer de quem se trata?

— Não vou.

— Foi isso o que eu pensei.

Nada mudou entre eles. Akashi ficava feliz estando perto de Reo. Ele não ansiava por sentimentos recíprocos, nem por declarações românticas. Todo esse negócio de amar alguém estava sendo bem simples para ele, na verdade.

Akashi não precisava estar beijando-o, não precisava ser abraçado nem segurado por ele. Se Reo não se sentia da mesma maneira, não havia absolutamente nenhum motivo para ficar triste sobre isso. Akashi sentia-se bem tendo Reo por perto, ele estava bem por tê-lo, sabendo que Reo sempre estaria ali em volta dele e por ele.

Isso era o que Akashi carecia.

Nada mais que isso.

Notas finais
O capítulo onde Akashi está feliz, quer arrancar um naco da cabeça do Mibuchi e nenhum trocadilho é feito c;