V-card
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Rachel verifica as horas em seu celular. Sua agente estava bêbada em sua mais recente indicação ao Tony para a categoria “Melhor atriz em um musical”. De qualquer forma, Rachel Berry tinha alcançado o status na EGOT a 4 horas atrás. Sua agente Kathryn decidiu que desta vez, ao invés de trabalhar duro e ser a profissional que geralmente é ao representar Rachel Berry, ela iria comemorar esta conquista da sua cliente. A diva já tinha percorrido todo salão cumprimentando os convidados e agradecendo as felicitações sinceras. Rachel estava perdida em pensamentos quando Kathryn foi até ela.
K: Rach, ondee você esteve? — Ela questiona. — Isso é tããão incrível e eu estou totalmente orgulhosa de você. Acho que devemos transar hoje à noite. — Rachel arqueia a sobrancelha. Sua agente estava se apoiando nela enquanto a diva tentava suportar seu peso. — Bom... Quero dizer, não juntas como você e eu, mas, devemos encontrar alguém para transar. — Sua agente tentou piscar para ela, mas acabou fechando os olhos por uns bons 5 segundos.
Rachel finalmente disse,
R: Katy, eu acho que devemos ir para casa. — Ela acena para um de seus guarda costas que acompanha suavemente sua agente ate o estacionamento onde um carro esta esperando para levá-la para casa.
T: Isso é tudo Srta. Berry? — O guarda costas pergunta a ela.
R: Tony, por favor, me chame de Rachel. Sei que você não tem costume de me chamar assim, mas minha equipe é minha família. Você me protege, então por que não confiar em você me chamando pelo primeiro nome? — Tony sorri.
T: Ok, vamos levá-la para casa em seguida. — Ele estende o cotovelo dobrado a ela que felizmente pega em seu braço indo em direção ao elevador.
A porta do elevador abre e Rachel e Tony agora estão no lobby principal indo na direção do estacionamento.
R: Pensando bem, Tony, eu acho que não estou pronta para ir para casa agora. Existem casas noturnas nesta área?
T: Hmm, tem um lugar cerca de 7 quarteirões daqui.
R: Bom, podemos dar uma olhada?
T: Você é a chefe Rachel. Vamos.
Eles se dirigiram ao clube noturno chamado VIP Lounge. Havia uma luz neon logo acima da porta. Rachel entrou e viu que era uma boate no subsolo. Ela olhou para Tony um pouco apreensiva. Ele sorriu.
T: Não se preocupe Rachel. É um lugar muito elegante. Se você quiser, podemos entrar juntos e você vê se gosta ou não, então podemos encontrar outro lugar para ir.
R: Ok. Eu vou entrar.
T: Bom, você sabe o que fazer, estarei por perto e você trouxe o interruptor de pânico? — Ela levantou o controle remoto que tinha um único botão vermelho, Tony confirmou. — Ótimo.
R: Obrigada Tony.
T: A seu dispor Rachel.
A pequena diva desceu as escadas, seu ouvido estava zumbido com a vibração da música enquanto se aproximava da entrada. Ela parou perto da corda de veludo onde estava um homem alto.
– Nome na lista VIP?
A morena começou a se atrapalhar com as suas palavras, porque tinha anos que alguém havia feito tal pergunta. Ser uma estrela da Broadway lhe permitia acesso à lugares de elite em Nova York, mas, por algum motivo, o VIP Lounge não a fazia se sentir VIP. Ela estava prestes a virar as costas para o segurança, quando um homem menor puxou-a pelo braço e sussurrou em seu ouvido.
– Eu sinto muito Srta. Berry, você pode passar.
Ela dá aos dois homens seu clássico sorriso quando passa pela corda. E timidamente faz o seu caminho através do salão principal e vai ate o bar do lado oposto da entrada. A decoração interior foi feita por alguém com bom gosto e havia uma parede feita inteiramente de um aquário gigante. Ela entendia por que havia uma lista VIP para quem entrava, este lugar era elegante. O proprietário parecia querer se espelhar o lugar a um restaurante, porque todo mundo estava calmo, a música era otimista, mas não ao ponto que o volume fosse capaz de abafar seus pensamentos. Havia um local para comer, um local para dançar e um bar com um balcão de forma estranha.
Ela puxou um banquinho no bar (o mais próximo à parede do tanque de peixes) e se sentou. Rachel Berry. Como os outros a descreviam? Super estrela. Talentosa. Elegante. Como ela descreveria a si mesma? VIRGEM! A morena pediu um Martini e o bebeu em um só gole, enquanto jogava a cabeça para trás.
R: Posso ter outro, por favor? — O barman encheu seu copo enquanto Rachel se acomodava melhor.
Ela sentia que tinha que se esconder para evitar ser vista por isso ela tentou manter a cabeça baixa e não olhar para multidão. Como tudo isso aconteceu? Ela tinha tudo planejado. Ser uma estrela da Broadway, se apaixonar, EGOT, casamento e filhos. No entanto, aqui estava ela sentada sozinha em um bar, incapaz de compartilhar seu sucesso com um companheiro, e mais especialmente virgem. A maioria dos relacionamentos que teve foi muito curto, devido à sua opção de, por sua carreira acima de qualquer coisa e chegar a um acordo com a sua sexualidade ser aberta com a imprensa sobre o assunto: ("Rachel Berry, estrela da Broadway Bissexual", para ser manchete no jornal), faria com que ela tivesse mais opções. No entanto, isso não aconteceu. Seu estado virgem não significava que ela não tinha feito sexo, mas que ela nunca chegou perto disso, porque ela nunca sentiu que pudesse confiar plenamente alguém que ela conheceu. Além de sua ambição ficando no caminho do sexo, havia também o fato de que ela era uma menina que acreditava em se apaixonar como nos filmes. Alguém levando o tempo necessário para conhecê-la. Encontrar alguém tão antiquado como na vida rápida de Nova York era quase impossível e depois de uma série de relacionamentos curtos, a diva decidiu adiar a busca pelo amor e se concentrar em sua carreira. Ali estava ela agora, totalmente famosa, totalmente realizada e totalmente sozinha. Depois de esvaziar o seu quarto Martini, a diva decidiu fazer uma promessa. Ela virou-se de costas para o bar e encarou o local aberto examinando a multidão. O lugar era um estabelecimento respeitável e os clientes estavam bem vestidos e elegantes. Com essa observação perspicaz, Rachel decidiu que esta noite iria perder sua virgindade. Ela decidiu jogar a precaução ao vento e deixar o destino decidir quem era a pessoa de sorte, (ou a pessoa azarada, já que ela não tinha ideia de como era seu desempenho na cama, pois seria sua primeira vez). Ela fechou os olhos e se encolheu com o pensamento de sexo ruim com um estranho, mas sabia que tinha que ser feito.
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