V-card
2 Capitulo 2
Notas iniciais
Ela não seria Rachel Berry se jogasse o cuidado ao vento e não tivesse um plano. E ela tinha, o plano desta noite haviam regras e elas já estavam sendo planejadas.
Regra 1. Absolutamente nada de dormir com um fã ou uma celebridade. Ela se recusava a fazer sexo com uma pessoa que ficasse alimentando seu ego. Ela já tinha seu status na EGOT para isso. Além disso, ela não queria alguém para espalhar algo aos tabloides. Ela já podia ver a manchete “Rachel Berry, atriz da Broadway e Bissexual em encontro sexual com uma celebridade”.
Regra 2. Não dormir com alguém se estiver muito bêbada.Por mais que ela escolhesse ter essa situação apagada da sua memória, na manhã seguinte, ia sentir como se devesse ser capaz de ter alguma ligação com a pessoa durante o ato, sendo que era sua primeira vez e tudo mais.
Regra 3. Não fazer sexo com desconhecido na boate.Isso significava lugares como banheiro ou algum lugar privado, mesmo que ela não tivesse certeza que a boate tinha esse tipo de sala.O nome "VIP" a fez se perguntar se havia algum desses tipos de salas privadas. Nada de sexo com desconhecido em seu loft.Sendo caseira como era ela não acha melhor ficar se repreendendo com a memória ruim do seu primeiro encontro sexual.Era para isso que quartos de motel foram inventados.
Regra 4. A última regra era 'Jogar a precaução ao vento'. Ela teria que tentar dormir com a primeira pessoa que se aproximasse dela e que se encaixasse nos critérios acima.
O pânico logo a atingiu quando percebeu que, se houvesse uma fita amarada nela durante o ato sexual provavelmente estaria escrito: "Estrela da Broadway Bissexual e gostosa". Pensamentos aleatórios vieram a sua mente. Ela precisava ligar para Katy na parte da manhã para conseguir tirar esse maldito tabloide de Estrela da Broadway Bissexual. O termo estava começando a soar irritante. Ela havia decidido abortar o plano e se virou de frente para o bar, e estava prestes a pedir seu quinto martini, quando ouviu alguém dizer atrás dela.
Q: Eu pensei que a bebida de Rachel Berry fosse vinho Chardonnay.
A morena reconheceria aquela voz em qualquer lugar. Seus olhos se arregalaram e ela tomou o resto de sua bebida em um gole só, enquanto simultaneamente se virava. Rachel agora estava cara a cara com Quinn Fabray, ela estava deslumbrante, seu cabelo estavam curtos seus olhos cor de avelã foram realçados pela camisa verde-claro, e ela usava uma saia preta pecaminosamente curta. Rachel inconscientemente lambeu os lábios. Seus olhos percorreram o corpo da loira. Neste ponto, com a mistura do álcool e o choque de antes, ela não sabia ao certo como estava a expressão em seu rosto, mas quando seus olhos se encontram com os da ex-HBIC, ela viu que a loira tinha uma expressão levemente divertida em seu rosto, com a cabeça ligeiramente inclinada. O pânico se instalou quando ela percebeu que agora seria um bom momento para usar suas habilidades de atuação e tentar não parecer tão embriagada como estava.
R: Quinn Fabray... Oh meu Deus. Que... Como?
Q: Não acredito que consegui a proeza de deixar Rachel Berry sem palavras? — Quinn diz com um sorriso inabalável.
Rachel olha para a loira com a boca ligeiramente aberta. Droga Rachel, você precisa dizer algo espirituoso... Algo prolixo... Diga alguma coisa... Qualquer coisa! Pelo menos feche a boca enquanto você olha para ela! Oh Deus, por favor, me diga que não tem saliva escorrendo pelo meu queixo...
Com esse último pensamento, Rachel apertou sua mandíbula e imediatamente saiu de seu torpor. Ela ajeitou sua postura e tentou se levantar para abraçar a loira, mas ao tentar se mover um centímetro, ela começou a sentir os efeitos dos martinis. Rachel fique na maldita cadeira, se for preciso. Só não demonstre que você bebeu demais. Fique como uma estátua se for preciso, basta ser educada.
Quinn estava olhando para ela como se pudesse escutar seu monólogo interno.
Q: Rachel gostaria de subir ao meu escritório e conversar um pouco?
R: Claro. Espera... Por que você tem um escritório no andar de cima? -Perfeito! Você pode formar palavras em uma frase novamente.
Q: Eu trabalho aqui... Bom... Digamos que é uma herança que Russell Fabray me comprou. — Quinn disse o mais indiferente possível, enquanto segurava o braço da diva e a puxava para as escadas, onde Rachel estava 65% confiante de que seus saltos ficariam presos entre as tábuas e que ela fosse cair de bunda no chão.
A diva sentia que tudo estava se movendo mais rápido enquanto ela tentava subir as escadas. Quinn estava atrás dela e instintivamente levou a mão à cintura da morena quando ela se atrapalhou no topo da escada. Quinn permitiu que Rachel fosse à frente dela gentilmente a guiando, mantendo as mãos na cintura da morena. Finalmente, elas chegaram à porta do escritório. Ambas pararam e Rachel recuperou seu equilíbrio, por isso não havia necessidade Quinn segurá-la, mas suas mãos ainda estavam lá.
Q: Você sabe que a porta não vai abrir sozinha. Você tem que girar essa coisa chamada maçaneta para abri-la.
R: Quinn Fabray, não fale comigo como se eu fosse uma criança, eu sei como abrir uma porta, eu só não quis ser presunçosa desde que eu nunca estive aqui antes e, portanto, não abri. — Rachel diz em um só fôlego. Estou quase sendo Rachel Berry Estrela da Broadway Bissexual e gostosa... Espera o quê? Ah, foda-se os tabloides! Rachel geme e se apoia mais que o necessário em Quinn. A morena desiste de tentar parecer sóbria na presença de Quinn que provavelmente consegue ler mentes, Quinn se inclina para frente e gira a maçaneta entrando em sua sala com Rachel.
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