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11 Capítulo 10 - Vingança é um prato que se come frio


Estávamos a caminho da detenção. Todos nós estávamos andando sem nenhuma pressa pelo corredor que nos levava ao temido castigo com a diretora a nossa escoltava. Eu observei Michell de cabeça baixa sem se dar ao trabalho de encarar a diretora, deveria estar assustado. O ar dele de medo somado a imponência da diretora a nossa frente dava um ar aquela situação de “cada um por si” e isso fazia meu estomago revirar.

Notei um ruído que vinha dos fones que estava balançando um pouco no peito dele e conforme ele andava fiquei me esforçando para descobrir qual era a musica. Depois de muito esforço eu finalmente descobri, era I walk alone. Cara, Green Day servindo de trilha de fundo na nossa caminhada a detenção era foda.

Quando enfrentamos os sermões da diretora é que descobrimos o real motivo de estarmos na detenção.

“Gazeteiros”, nós fomos pegos por que havíamos ficado na quadra em horário de aula. Até que não era tão ruim assim considerando o fato de que se fosse descoberto á nossa brincadeira estaríamos em sérios apuros, sem contar que eu estaria procurando outro colégio agora. Digamos que a minha relação com a diretora não é das melhores. Em termos simples – Ela vivia me caçando e só esperando um deslize para me foder pros meus pais.

Na sala da detenção havia poucos alunos, alguns deles se viraram para nos encarar quando entramos e nos dirigimos para o fundo nos sentando. Ficamos ali ainda em estase por termos escapado da brincadeira e rindo e imaginando como seria a reação daqueles idiotas quando fossem pegar os uniformes e materiais. Depois de algum tempo naquela sala Mich resolveu se calar, virou- se para frente colocou seus fones e ficou ouvido musicas enquanto parecia estar dormindo. Era o que eu precisava pra ficar "sozinho" com Frank.

Quando ele notou seu amigo dormindo começou a ficar agitado na cadeira, parecia meio nervoso e isso começou a me afetar. Como estávamos no fundo da sala, os poucos alunos na detenção nem eram de tamanho incomodo que não desse para eu me aproximar dele, mais o nervosismo dele estava crescendo, eu podia ver isso.

Desejei conversar com ele mais não tinha nenhum assunto. Era frustrante. Ele estava muito inquieto e sempre olhava para Mich e disfarçava como se esperasse que ele olhasse de volta. Rolei meus olhos pela sala procurando qualquer coisa que pudesse usar para iniciar uma conversar e quando eu finalmente tenho algo pra usar como desculpa eu me viro rápido e ele se move ao mesmo tempo. Nós ficamos face a face e muito próximos. Minha garganta secou e eu sinto meu coração disparar, olhei em seus olhos claros e brilhantes. Por Deus, como é lindo.

- Ah... E- u queria saber se você vai fazer alguma coisa depois da aula...

- Vou cuidar do Mikey... Ele precisa de mim...

PORRA GERARD! O que foi isso? Que idiotice!

- Ah sim.. Entendo. — Eu o havia desapontado e isso fez eu me odiar.

O sinal tocou e eu observei todos saindo da sala menos ele, permanecendo sentado e em silêncio. Michell saiu apressado com seu celular na mão e nem se deu o trabalho de dizer tchau. Frank fez menção em levantar mais eu o detive levando minha mão em sua coxa o que fez ele parar imediatamente e voltar a se sentar.

Quando o ultimo aluno saiu eu soltei sua coxa e ele se levantou, eu fiz o mesmo. Ficamos fitando um o outro e eu pude ler nos olhos dele o quanto ele me queria.

Eu segurei em sua camisa branca de uniforme e o puxei para mim soltando um rápido ofego, contornei os botões de sua camisa com meu polegar enquanto o olhava fixamente e então ele aproximou seus lábios dos meus e os moldou delicadamente. Senti o ar escapar de suas narinas enquanto ele pressionava meus lábios me fazendo prender a respiração. Era uma sensação maravilhosa que eu estava desfrutando, a pressão que seus lábios faziam sobre os meus me fazendo flutuar sem ao menos sair do chão. Era tão bom ficar ali nos braços dele que mais nada importava, era apenas eu e ele naquela sala.

Abri minha boca lentamente permitindo que sua língua começasse a invadir a minha e então eu me entreguei totalmente a ele naquele momento. Suas mãos seguravam firme em meu quadril enquanto sua língua percorria minha boca se enroscando na minha num beijo lento e intenso.

Ele conseguia retirando todas as minhas forças e eu só conseguia sentir o seu gosto. Oh céus como ele é perfeito!

Suas mãos me puxaram para mais perto de seu corpo e eu senti meu coração se acelerar ainda mais. Ele se encostou em uma carteira e eu sentia nossos corpo colados me fazendo deixar escapar um gemido curto e baixo. Uma de suas mãos tocou o meu rosto e eu senti a ponta de seus dedos fazerem deliciosas caricias em minha pele e eu perdi completamente a noção da realidade.

Um barulho quebrou o silêncio dos corredores nos assustando e nos fazendo separar rapidamente. Alguém estava vindo e estava fazendo muito barulho. Um grupo de pelo menos dez pessoas passou pela porta da sala e pudemos ver, eram alguns jogadores e suas "garotas". Merda, justo agora!

Eles pararam na porta da sala e começaram a nos encarar por um tempo. Eu notei que Frank estava paralisado. Não sei o que eles haviam visto mais eu estava sentindo medo e felicidade se misturarem dentro de mim. Medo do que poderia acontecer e felicidade pelo nosso beijo.

Frank agarrou sua mochila com pressa e seguiu para a porta, eu só pude o segui sem falar nada e quando passamos pelos idiotas e eles começaram as provocações.

- As bixas estavam sem agarrando na sala!

- Iero, seu safado. Cansou de comer o Michell?

Ouvimos as risadas chegarem até nós acompanhada das piadas sem graça. Frank parou de andar e eu o assisti de cabeça baixa ouvindo todas as provocações e deboches.

Eles eram uns filhos da puta. Gente inútil que não tinha o que fazer e estavam provocando.

Eles começaram a se aproximar de nós dois e um deles teve a ousadia de chegar perto demais e eu me assustei. Eu estava temendo entrar em uma briga e acabar como o Mikey. Pobre Mikey.

"Aberrações!" Todos riam e as garotas que estavam acompanhando eles estavam na porta da sala e soltavam gargalhadas tão escandalosas e insuportáveis que estava me dava náuseas.

Senti um deles me empurrar e eu quase cai no chão com o forte impulso. Não acreditei no que vi até notar o garoto que havia me empurrado estar caído no chão e o sangue escorrer do nariz para a boca dele.

Frank havia se movido tão rápido e acertado um puta soco nele que este só pode cair no chão e gritar de dor. "Se fodeu!" Eu penso.

Os outros ficaram indignados e tentaram se vingar mais o olhar de Frank era muito ameaçador pois até as garotas que estavam a uma boa distancia de nós rindo das provocações se calaram e fugiram correndo.

Eles receavam mais ainda investiam tentando começar uma briga.

- Não toquem nele! — Sua vós tinha um tom calmo mais não se engane quanto a isso. Enquanto falava ele mostrou o dedo em um gesto obsceno e me agarrou pelo braço me afastando de perto deles.

Quando chegamos no portão a escola já estava vazia. Havia apenas alguns alunos na esquina esperando pelo ônibus.

Eu olhei para baixo e notei, a mão dele estava suja com o sangue do garoto. Levei minha mão até a dele e observei seu rosto ainda estava vermelho mais não tinha mais aquela expressão assustadora.

Aqueles idiotas estavam seguindo em nossa direção e eu pude ver que agora eles já tinham recuperado a coragem. O garoto que havia levado o soco estava com a mão no nariz e sua roupa estava suja de sangue. Foi um puta soco.

Todos estavam com cara de prontos para uma luta e isso me assustou, eu não queria que Frank se machucasse mais os cinco passaram nos encarando com olhares que talvez fosse mais para nos assustar mais parecia que Frank não estava se importando.

- Vai ter volta, tampinha... é só aguardar