Unlike Cinderella...

20 Capítulo 19 - Visits...


Notas iniciais
Oiii Cupcakes ♥!!! OMG, EU CHEGUEI A 300 COMENTÁRIOS *0*!!MUITO OBRIGADA PELO CARINHO, MENINAS *0*!!! Obrigada Carolzinha1107, Lêh (Letícia Merlo), Danielle Martins, Anninha (Blogueira Anonima), CqC, Thaís Lima, Milazinha 90, May (Dreams And Wishes), Biiah Lynch, Lala (Gabs), Jenny (Gatinha MÁ), Nathy odrigues, Isabelle Santos, Jads (Jade), Manu (VacuumCleaner), Bea (Reader Secret), Nilima, Luah (Someday), Jeh (CereJeh Lynch), Paloma Coutinho, Fran, Sôh (Sophia Stephane), Quiet Little Reader, Dream Sweet Dream e Emy0216 pelos comentários maravilhosos!! Eu sinto muito por não ter respondido os comentários, mas é que eu não tive tempo hoje!! Prometo responder todos até domingo!! Ah, não tive tempo de revisar o capítulo, também, por isso, sinto muito pelos erros!! Boa Leitura...

POV Ally

O sol já dava seus primeiros sinais do início do dia quando eu acordei. Olhei em meu relógio e ainda eram seis horas da manhã. Por ter me ferido ontem, não iria para a loja nem hoje, sábado, e nem segunda e terça, assim como para a escola.

Suspirei um pouco frustrada e preocupada. Desde a hora que Austin saiu do hospital, eu não tive mais notícias do loiro. Não faço ideia do que ele fez ou o que aconteceu.

Um pouco depois das sete da manhã, Tia Mimi veio ao meu quarto e me ajudou na minha higiene. Eu estou bem limitada em meus movimentos, o que me deixa bem frustrada. Não gosto de depender dos outros. Eu me sinto muito impotente.

Algum tempo depois, ouço batidas na porta e Austin entra com o meu café-da-manhã na bandeja. Por causa dos machucados nas costas e a perna quebrada, eu ainda não estou podendo andar e os médicos recomendaram repouso absoluto por pelo menos três dias.

– Bom dia. – ele me cumprimenta e depois me dá um beijo na testa. Coro com a ação do loiro.

– Bom dia. – digo, tentando disfarçar a minha vergonha. – Você está bem?

– Não deveria ser eu a fazer essa pergunta? – fala Austin, rindo um pouco.

– É sério, Austin. Você está bem? Não fez nenhuma bobagem ontem, fez? – pergunto, preocupada. – Desde que você saiu alterado lá do hospital, eu fiquei preocupada.

– Está tudo bem, Ally. – responde, sorrindo fracamente. – Conversei um pouco com a Brooke e depois fui para o farol. O tempo passou tão rápido que, quando dei por mim, já era tarde.

– O que conversou com a Brooke? – questiono, desconfiada.

– Nada demais. – responde, desviando o olhar.

– Austin. – repreendo, querendo respostas concretas.

– Ally, está tudo bem. A Brooke não vai mais te machucar e todos saem felizes nessa história, não é? – a maneira como Austin falava me fazia sentir que não estava nada bem. Seu olhar estava distante e eu via frustração em seu tom de voz.

– Será mesmo? – pergunto, levantando-me, um pouco, com a ajuda de Austin, após colocar a bandeja no chão.

– O que quer dizer com isso? – fala o loiro, enquanto me ajeitava melhor na cama.

– Você está estranho, Austin. Aconteceu alguma coisa. Eu sei. – digo, preocupada. – O que houve?

Austin pega a bandeja que havia trago e coloca em meu colo, sem olhar em meus olhos e em silêncio. Ele arruma tudo e se senta em uma cadeira próximo de mim. Ele suspira cansado.

– Deveria comer enquanto ainda está quente. – desconversa, olhando para a janela do meu quarto.

– Você fará o mesmo que os outros? – pergunto, chateada.

– O mesmo que os outros? – questiona, confuso.

– Esconder as coisas. Eu pensei que não esconderíamos assuntos importantes. Você me obrigada a falar sobre a Brooke, mas não quer me dizer o que aconteceu? – explico, começando a comer, sem nem olhar para Austin.

– Ally... – ele suspira frustrado. – Eu só não estou pronto para te contar, tudo bem? As coisas se complicaram mais do que eu imaginei. Só... Só me deixa absorver tudo, por favor?

Olho para o garoto. Analiso suas feições e, ao ver desespero em seus olhos, arrependo-me de ter cobrado respostas. O problema é que vê-lo tão preocupado me afeta.

– Sinto muito, Austin. – digo, arrependida. Abaixo minha cabeça, um pouco envergonhada. – Eu sinto muito mesmo.

Ouço Austin se movimentar. Ele se aproxima de mim e levanta meu rosto com delicadeza. Olho em seus olhos e ele parece me analisar. O loiro sorri com carinho e balança a cabeça de forma negativa.

– Ally, você não fez nada de errado. – ele diz, sorrindo gentilmente. – Não se sinta culpada. Você é a vítima dessa história toda que está me atormentando.

– O que? – pergunto, sentindo que Austin não falava apenas sobre Brooke.

– Quero que saiba que nada de ruim vai acontecer com você. – responde, fazendo um leve carinho em meu rosto. A sensação era tão incrível que foi inevitável não fechar meus olhos para aproveitar o momento.

– Pare de tentar me proteger de tudo. – sussurro, ainda de olhos fechados.

– Não me peça para descumprir com a minha promessa. – sussurra de volta.

Abro meus olhos, surpresa. Austin havia feito uma promessa? Ele estava bem próximo de mim. Em seus olhos eu conseguia ver a sinceridade em suas palavras.

– Promessa? – questiono.

Ante que ele pudesse me responder, o celular de Austin toca. Ele olha na tela e se levanta. Olha para mim, por um momento, e sai do meu quarto, indo atender o celular no lado de fora.

Após alguns minutos, Austin volta para o quarto, com a expressão séria. Ele parecia irritado. Quando nossos olhares se encontram, ele suspira frustrado. Aproxima-se de mim e me dá um beijo na testa.

– Eu vou ter que sair. – explica, depois de se afastar de mim.

– Aonde você vai? – pergunto, desconfiada.

– Preciso resolver um problema. – responde, sem olhar em meus olhos.

– Hoje é a festa de Brooke, não é? – afirmo, lembrando-me do convite que ele havia feito noites atrás.

– Sim. – confirma, infeliz. – Eu vou ter que ir ensaiar com o pessoal e depois levar os instrumentos para a casa da Brooke.

– Tudo bem. – falo, controlando a minha voz. Na verdade, eu estava com raiva de mim mesma por sentir ciúmes de Austin com a cobra da Brooke.

– Eu prometi que ia, Ally. – ele fala, preocupado.

– Não se preocupe, Austin. – digo, forçando um sorriso. – Eu entendo. Você precisa ir.

– Ally...

– Você vai se atrasar. – interrompo sua fala, sorrindo mais confiante.

– Certo, mas eu vou voltar para almoçar com você, tudo bem? – diz Austin.

– Estarei esperando. – respondo, sorrindo de canto, feliz pelo o que Austin havia dito.

O garoto pisca para mim antes de sair. Suspiro, frustrada. Por que eu não consigo manter o controle dos meus sentimentos quando o assunto é Austin Moon?

Afasto a bandeja, com muita dificuldade, após terminar de comer e pego o caderno que estava próximo a mim. Começo a escrever as palavras que fluíam em minha mente. Quando finalizo a letra, sorrio com o resultado.

Uma letra a menos. Esse pensamento me alivia um pouco. Talvez, eu possa aproveitar esse tempo em que não terei que ir para a escola e nem para a loja para compor.

O único problema nesse plano é que eu prefiro compor com algum instrumento musical. Para ser mais específica, com o piano. Suspiro com tristeza. Eu sinto falta de tocar meu amado piano.

Com esse pensamento, inúmeras lembranças retornam a minha mente. Os dias em que Joe e Vick me ensinavam sobre a música, quando compus minha primeira letra e como era relaxante poder colocar para fora todas as minhas frustrações através das melodias tocada no piano.

Sou tirada de meu transe por batidas na porta. Tia Mimi entra no quarto e sorri com carinho para mim. Correspondo o gesto da mesma maneira.

– Você está bem, querida? – pergunta, pegando a bandeja de meu colo.

– Estou sim, Tia Mimi. – falo, sorrindo agradecida pela preocupação.

A mulher me analisa com cuidado. Depois de um tempo, ela sorri com ternura. Tia Mimi coloca a bandeja em cima da penteadeira e se senta na cadeira ao meu lado.

– Sabe, Ally, eu nunca fiquei tão preocupada como ontem, ao receber a ligação da diretora. – comenta, sorrindo ao se lembrar de ontem.

– Eu sinto muito, Tia Mimi. – digo, sentindo-me culpada.

– Você não teve culpa, querida. – responde, fazendo carinho em minhas mãos. – Eu tenho medo do que pode acontecer a você, Ally. Nós duas sabemos do perigo que corre estando tão longe de casa.

Encaro Tia Mimi, surpresa. Depois, concordo, com um balançar de cabeça. Eu entendia o que ela queria dizer com isso. Krósvia, ainda que estivesse em constante perigo, era o único lugar onde eu estava segura.

– O que está acontecendo, Tia Mimi? – pergunto, preocupada. – Austin está distante, preocupado. A senhora parece angustiada e eu já nem sei mais o que pensar.

– Ally, os inimigos de seus pais já estão desconfiados. Eu não sei como, mas eles parecem saber que você não está em Krósvia. As ameaças de uma futura guerra está assustando seus pais. Eu não deveria te contar isso, mas acredito que você precisa estar ciente sobre a situação de seu país. – fala Tia Mimi, preocupada.

Arfo em desespero. Meu povo enfrentaria mais uma guerra? Mais confrontos e mortes? Não estamos preparados para mais um combate. A última guerra que ocorreu em Krósvia foi a quase cinco anos atrás. Outra batalha como aquela poderia afetar de maneira inexplicável a situação do país.

– Quem são os nossos inimigos? – pergunto, com a voz fraca.

– Eu não sei dizer. Mas, precisa manter a calma e confiar em seus pais, Ally. – aconselha.

– Eu sei. – respondo, suspirando. – Eu só não consigo fingir que eu estou bem com isso. Meu povo não merece passar por aquilo de novo, Tia Mimi.

As lembranças da guerra passada retornam. Sinto meus olhos marejarem, mas não choraria. Volto a olhar para a mulher a minha frente e vejo seu olhar de preocupação sobre mim.

– Tudo ficará bem, minha querida. – diz, levantando e, em seguida, abraçando-me com cuidado para não me machucar. – Seus pais vão consegui evitar a guerra, mas precisamos ter cuidado com a sua segurança. Não sabemos do que os inimigos de Krósvia são capazes de fazer.

– Não se preocupe, Tia Mimi, eu tomarei cuidado. – falo, confiante.

– Eu sei que sim. – ela diz, bagunçando meus cabelos.

Ficamos um tempo em silêncio. Eu não conseguia parar de pensar em meus pais. Eu não ouvia a voz dos dois havia dias. A saudade faz meu coração se apertar. Como eles estão? Será que pensam em mim com a mesma frequência que eu penso neles?

– Mas, diga-me, Ally, como anda a sua relação com Austin? – pergunta Tia Mimi, ansiosa. A encaro com surpresa.

Ela estava tentando aliviar a tensão, mudando de assunto. Bom, eu não me incomodaria com isso se o próximo tema não fosse algo relacionado a Austin e eu.

– Como assim? – desconverso, nervosa.

– Oh, vamos lá, querida. Não precisa esconder de mim. Posso ver em seus olhos que está apaixonada pelo meu filho. – responde, rindo da minha surpresa.

– Eu... Eu não estou apaixonada. – minto, rindo forçadamente. Ok, eu sou uma péssima mentirosa.

– Estou decepcionada, Ally. Eu esperava que conversar com você sobre a relação de vocês seria mais fácil do que com Austin. – diz, fingindo estar ofendida.

Ofego, preocupada. O que eu falo? Desde que havia descoberto a minha paixão por Austin, eu não havia conversado com ninguém. Na verdade, eu nem sabia ao certo como contar algo tão íntimo como meus sentimentos pelo loiro.

Fecho meus olhos, frustrada e nervosa. Respiro fundo, preparando-me para soltar a verdade de uma vez só. Pode parecer bobagem, mas não estou acostumada a me abrir com as pessoas. No entanto, por mais que seja difícil para mim, eu preciso dizer isso a alguém. Eu já não aguento mais guardar meus sentimentos apenas para mim.

– Eu estou apaixonada por Austin. – digo, apressadamente.

Tia Mimi bate palmas, animada. Ela parecia uma criança em um parque de diversão. Com toda sua animação, ela acaba se esquecendo que eu estou machucada e se joga em cima de mim. Solto um gemido de dor e logo a loira se levanta, assustada e preocupada.

– Oh, meu amor, eu sinto muito. Eu te machuquei? Desculpa, desculpa. – pede, com os olhos arregalados.

– Está tudo bem, Tia Mimi. – digo, rindo de sua preocupação. – Eu estou bem.

– Ainda bem. – ela suspira em alivio e, em seguida, me olha maliciosamente. – Eu nem acredito que finalmente você admitiu estar apaixonada por Austin. Isso é tão incrível!

– Nem tanto assim. – falo, tristemente.

– O que quer dizer com isso? – pergunta, confusa.

– Promete não contar para ninguém? – pergunto, tentado encontrar uma posição mais confortável. Aquele gesso e os curativos em meu tórax estavam me incomodando.

– Claro, querida. Prometo não contar a ninguém. – fala, sentando-se ao meu lado na cama.

– Apesar de gostar de Austin, eu não sei dizer se ele gosta de mim. – desabafo, um pouco frustrada. – Existem momentos em que ele parece ainda gostar de Cassidy. Além disso, Brooke está sempre em cima dele. Eu nunca consigo ter uma conversar com ele sem que o nome das suas seja citado. O pior de tudo é que eu não consigo controlar o ciúmes que sinto de Austin. Eu estou confusa e perdida. Essa é a primeira vez que sinto tantas coisas ao mesmo tempo. Juro que estou a ponto de enlouquecer.

Tia Mimi ri, parecendo se divertir com o que ouvia. A observo, confusa. Será que eu sou tão boba assim? Coro, envergonhada por me expor tanto. A mulher abraça-me com carinho e depois me olha nos olhos, com compreensão.

– Eu estou tão feliz por estar apaixonada por Austin, querida. Vocês são tão lindos juntos. É maravilhoso ouvir você dizer isso, mas confesso que não sou a melhor pessoa para dar conselhos sobre como agir em situações como essa. – confessa, sorrindo sem-graça. – Esse tipo de assunto é muito mais a cara de Mike. Sinto muito por não saber o que dizer. Mas, pode ter certeza que tudo vai dá certo no final. Você vai ver!

Olho para Tia Mimi e começo a ri. Por incrível que pareça, eu estava muito feliz por saber a opinião de uma das mulheres que mais admiro. E, mesmo sem saber o que dizer, ela havia tirado um enorme peso de minhas costas.

– Obrigada Tia Mimi. – falo, aliviada e encostando minha cabeça em seu ombro. Surpreendo-me ao sentir o cafuné que Tia Mimi começa a fazer.

– Eu amo você, querida. Nunca se esqueça disso. – diz, enquanto ajeita-me da maneira mais confortável possível e depois beija a minha cabeça. – Não importa o que aconteça, você pode sempre contar comigo.

[...]

A hora do almoço não demorou a chegar. Assim como havia prometido, Austin veio almoçar comigo. Não falamos sobre a festa de Brooke, para meu alivio. Infelizmente, ele teve que sair, mais uma vez. Confesso que me decepcionei um pouco por não ter ficado mais tempo com ele.

Eu já estava entediada por ficar tanto tempo na cama, sem poder fazer nada. Eu já havia lido um livro, mas nem isso serviu para tirar o meu tédio. Eu queria poder ir para loja ou estudar, enfim, fazer algo de útil.

– Ally? – Tio Mike chama, batendo na porta de meu quarto.

– Pode entrar, Tio Mike. – digo, arrumando-me um pouco.

– Querida, Mimi e eu teremos que ir para a loja. Ligamos para seus amigos e Dez disse que já está vindo para ficar com você, tudo bem? – fala, após entrar no meu quarto.

– Claro. – digo, sorrindo feliz por poder ter a companhia de mais alguém.

– Ótimo. Eu já vou indo, então. Se precisar de alguma coisa, por favor, me ligue, imediatamente. – avisa, depois de me dá um beijo na testa. – Até mais.

– Tchau, Tio Mike. – aceno para o homem, enquanto o observo sair do meu quarto.

– Adivinha quem veio te alegrar com sua beleza e carisma? – pergunta Dez, entrando no quarto de maneira exagerada.

Rio, ao ver a animação do garoto. Atrás dele estavam Dallas e Cassidy, que entram no quarto de mãos dadas e riem ao ver a pose que Dez fazia. Surpreendo-me ao ver a loira e o moreno.

– Olá. – cumprimento, com cuidado.

– Ally, você está bem? – pergunta Cassidy, preocupada, correndo ao meu encontro. – Eu quase enlouqueci ao saber o que aconteceu com você.

– Oi Cassy. – digo, enquanto a abraço. – Como soube?

– Dez me contou ontem a noite. Queríamos ter vindo antes, mas achamos que você precisasse de descanso depois do que passou. – explica Dallas, olhando preocupado para mim. – Você está bem?

– Não precisam se preocupar, pessoal. Eu estou bem. – respondo e todos suspiram aliviados. – Estou feliz por estarem aqui.

– A Trish queria ter vindo também, mas ela teve que sair com os pais. Pediu desculpas e disse que quando chegasse em casa, ela iria te visitar. – fala Dez, sentando na poltrona do meu quarto.

– Certo. – falo, enquanto observo meus amigos se acomodarem no quarto.

– Eu vou ser sincera com você, Ally. Eu jamais imaginei que você fosse noiva do Austin. – fala Cassidy, rindo.

– Vocês sabem? – pergunto, arfando surpresa. – Mas, como?

– Dez nos contou toda a sua história. – diz Dallas, animado. – Então, é verdade que você é uma princesa?

– Sim. – respondo, desconfiada. – Vocês não parecem surpresos com isso.

– Eu já tinha visto sua foto em um site, falando sobre seu reino, Ally, algum tempo atrás. Eu confesso que tinha me esquecido de você, mas quando Dez nos contou que você era uma princesa, eu me lembrei da reportagem onde tinha a sua foto. Então, não foi difícil aceitar a verdade. – explica Cassidy.

– Além do mais, suas atitudes são muito estranhas, sem querer ofender. – fala Dallas. – Nenhuma adolescente é tão... Tão... Eu nem sei como te definir. A maneira como anda, fala ou agi meio que denunciam você.

– Por que contou para eles? – pergunto a Dez.

– A Cassidy e o Dallas me obrigaram a trazer eles aqui. Eles iriam desconfiar por você morar na mesma casa que Austin, então, a minha única alternativa foi falar a verdade. – responde o ruivo, dando de ombros. – Eles são de confiança. Não acho que possa ser um problema eles saberem sobre seu casamento com Austin e a sua história.

– Eu sei. Só estou preocupada por envolvê-los em um assunto tão complicado. – digo com sinceridade.

– Nós iremos guardar segredo, Ally. – promete Cassidy. – Não precisa se preocupar.

– Obrigada. – agradeço, vendo a sinceridade nos olhos de meus amigos. — Mas, mudando de assunto, vocês irão na festa da Brooke?

– Não sei. Não quero ir, mas Austin vai cantar lá, então eu estou em dúvida. Além disso, não quero te deixar sozinha aqui. – responde Dez.

– Dallas e eu podemos fazer companhia a Ally, se for preciso. – oferece Cassidy, sorrindo simpática.

– Não precisam se preocupar. Pode ir a festa, Dez. E, Cassy, você e o Dallas devem aproveitar o sábado para passarem o dia juntos. Eu vou ficar bem. – digo, sentindo-me mal por está atrapalhando o dia de todos.

– Não seja boba, Ally. Cassy e eu não iriamos fazer nada de especial hoje. – repreende-me Dallas. – Vai ser divertido fazer companhia a você.

– Dallas tem razão. Além disso, nem animada para sair eu estou. Nós podemos assistir filmes e nos divertir juntos. – complementa Cassidy.

– Vocês têm certeza disso? – questiono, preocupada. – Não quero atrapalhar os planos de vocês.

– Nós temos certeza, Ally. Agora, deixa de ser boba e para de se preocupar com idiotices. – responde Dallas, rindo.

– Eu queria muito ficar aqui com vocês. – comenta Dez, desanimado. – Apesar das festas na casa da Brooke serem demais, eu não estou animado para fingir que ela não te fez nada. Dessa vez ela passou dos limites.

– O que? Quem disse que foi Brooke quem me machucou? – pergunto, nervosamente.

– Não precisa mentir, Ally. A Trish descobriu e me contou. Ela ficou uma fera. Por muito pouco ela não foi atrás de Brooke. Eu tive que fazer um esforço extremo para impedir ela de ir quebrar a cara da cobra. – fala Dez, rindo ao se lembrar de Trish.

– Como ela descobriu? – pergunto, curiosa.

– Parece que ela ouviu a conversa das meninas na saída da escola. Uma delas comentou sobre o plano de Brooke. Trish, louca do jeito que é, as obrigou a contar direito o que aconteceu. Depois disso, ela foi atrás de você, mas você já tinha sido levada para o hospital. Ela me encontrou e contou o que aconteceu. – explica Dez.

– Eu ainda não acredito que aquela piranha foi capaz de fazer isso com você, Ally. – fala Cassidy, com raiva. – A cada dia que passa, ela se torna mais insuportável ainda.

– Espero que dessa vez haja punições. – comenta Dallas, com seriedade. – Já está passando da hora dessa garota ter uma lição.

– Isso vai ser difícil de acontecer, Dallas. – fala Dez, frustrado.

– Por que? – pergunta o moreno, confuso.

– A cadela da Brooke é protegida por todos, amor. Não existem provas de que foi ela que fez isso com a Ally. Por mais que eu odeie admitir, a vadia não é idiota. – explica Cassidy, demonstrando toda a sua frustração.

– Eu queria entender o que se passa na cabeça de Brooke. – digo, olhando para os rostos sérios de meus amigos.

– Isso não importa, Ally. – diz Dez. – A verdade é que ela te marcou. Você precisa tomar cuidado. Ela não vai parar até conseguir o que ela quer.

– E o que ela quer? – pergunta Dallas.

– Acabar com a minha vida. – respondo, frustrada.

Continua...

Notas finais
E então? O que acharam? Críticas, elogios, erros ortográficos? Oi Cupcakes, não tive tempo de revisar o capítulo, por isso, sorry pelos erros!! Prometo que quando eu tiver um tempinho, eu arrumo tudo que tiver de errado. Beijocas ♥ *** PS.1: Quem quiser participar do grupo no face: www.facebook.com/groups/677328449023646/ >o< !! PS.2: Criamos um grupo no WhatsApp, então podem participar também !!