Unlike Cinderella...
21 Capítulo 20 - I Like You...
Notas iniciais
POV Austin
– Fico feliz que tenha vindo, Austin. – fala o moreno, assim que chego ao seu encontro. – Sente-se, por favor.
– O que você quer comigo, Prince? – pergunto sem enrolação.
Ele pega seu copo de café, toma um gole e, em seguida, ri, parecendo achar graça da minha desconfiança. Ele faz um gesto com a mão, indicando que eu deveria me sentar. Resolvo fazer o que ele havia pedido e me sento a sua frente.
– Você quer alguma coisa? – pergunta, estendendo o cardápio para mim e chamando a garçonete.
– O que desejam, senhores? – pergunta a mulher, sorrindo, parecendo animada por estar nos atendendo.
– O que vai querer, Austin? – fala Prince, sorrindo simpático.
– Um refrigerante. – digo, desconfiado.
– Ouviu o garoto, Gina. – Prince responde a garçonete com um sorriso carismático no rosto.
– Tudo bem. Eu já trago o seu pedido, Prince. – a garota sai rapidamente e não demora a voltar com o meu pedido. – Aqui está. Se precisarem de mais alguma coisa, não hesitem em me chamar.
– Certo. Muito obrigado, Gina. – responde o moreno e depois dá uma piscadela para a garota, que cora com o gesto de Prince e depois sai sorrindo como uma criança no parquinho.
– O que foi isso? Você me chamou aqui apenas para que eu presenciasse você dando em cima de uma garota? – digo sem paciência.
– Não seja tão sério, Austin. Eu não estava dando em cima da garota, apenas estava sendo gentil. Deveria fazer isso mais vezes. – fala Prince, rindo e voltando a tomar um gole do líquido marrom em seu copo.
– Escute aqui, Prince. Eu não tenho todo o tempo do mundo. Eu tenho uma apresentação para fazer mais tarde. Seja direto ao ponto ou eu irei embora. – falo, deixando bem claro que eu não estava satisfeito por estar sentado em uma cafeteria, às cinco da tarde e junto com ele.
– Vejo que ainda não confia em mim. – comenta, olhando em meus olhos. – Tudo bem. Não posso fazer nada quanto a isso. No entanto, eu realmente preciso falar com você.
– Se for sobre as músicas, eu...
– Não, Austin, não é sobre as músicas. – Prince me corta com seriedade.
– E sobre o que seria, então? – questiono, desconfiado.
– Escute, Austin, eu confesso que não gostaria de estar aqui, mas vamos deixar as coisas claras. – começa, sentando-se melhor. – Eu não tenho nada contra você e muito menos contra a sua família, mas não estou de acordo com o plano que eles fizeram com os reis de Krósvia. Eles não entendem os riscos que você e Ally correm com isso.
– O que quer dizer com isso? – pergunto, interessado no que Prince falava.
– Bom, infelizmente, é tarde demais para voltar atrás com o plano. – fala Prince, aproximando-se de mim. Ele parecia estar sendo sincero. – As coisas irão se complicar muito daqui para frente. Como eu já esperava que acontecesse, os inimigos de Krósvia já sabem que a princesa não está em seu país. Agora, mais do que nunca, Ally corre perigo. O rei Lester e a rainha Penny não conseguirão impedir, por muito tempo, os ataques de Gavin. Ele é o único capaz de derrotar o reino de Krósvia.
– O que? Gavin? Quem é Gavin? O que está acontecendo, Prince? – as dúvidas começam a surgir de maneira tão avassaladora, que eu não consigo parar de questionar Prince.
– Austin, você precisa manter a calma e isso em segredo. – Prince tenta me acalmar. – Eu posso te contar o que acho que deva saber, mas não aqui. Não estamos seguros.
Após dizer isso, começo a olhar para onde Prince olhava. Não entendo o que ele quer dizer com não estarmos seguros aqui. Respiro fundo, tentando me acalmar.
– O que quer dizer com não estarmos seguro aqui? – falo mais baixo.
– Estamos sendo vigiados. – responde, parecendo acostumado com isso. Ele balança a cabeça de leve na direção onde eu havia olhado anteriormente, e toma mais um gole de seu café.
– E agora? – pergunto, tentando parecer tão natural quanto o homem de terno a minha frente.
– Antes de mais nada, espero que esse nosso encontro se mantenha em segredo. Não só você como todos a sua volta estão sendo monitorados tanto por inimigos quanto aliados. Infelizmente, nenhum dos dois gostam muito de mim e não podem saber da minha existência. – explica, sorrindo sem graça.
– O que? – eu estava confuso. – Como eles não gostam de você e não sabem da sua existência?
– As coisas são muito mais complicadas do que se parecem. – fala, sério. – Mas, eu tenho uma pergunta a fazer, Austin: Você está disposto a confiar em mim e a ouvir o que eu tenho a dizer?
– Eu não confio em você, Prince. – relembro o fato incontestável a Prince.
– Eu sei. – ele diz, sorrindo de canto.
Olho para o refrigerante em minhas mãos. Abro a lata e tomo um gole do líquido. Eu estou confuso. Não confio em Prince, mas sou grato a ele por ter salvo Ally. Meus instintos estão fora de controle e eu não sei bem o que fazer.
Volto a encarar Prince. Seus cabelos escuros, arrumados, sem nenhum fio fora do lugar, a barba por fazer e suas roupas sociais davam um ar de maturidade. De alguma forma, ele exala confiança e isso me preocupa. Suspiro frustrado.
– Tudo bem, Prince. – concordo, cansado e preocupado. Será que estou fazendo a escolha certa? – Eu te darei uma chance.
– Ótimo. – fala Prince, sorrindo pela resposta. – Venha a esse endereço amanhã de manhã. Não leve seus amigos e não conte a ninguém sobre o nosso encontro. Isso precisa permanecer em segredo.
Ele me entrega um cartão com um endereço e um número de telefone. Observo o que está escrito por um momento. Olho para o moreno e analiso o que ele havia dito. Esconder de todos?
– Até mesmo de Ally? – questiono, esperando alguma reação de Prince.
Ele olha para mim e seu sorriso se fecha. Seu olhar se torna distante e, por um momento, eu vejo culpa e medo. Ele respira fundo e volta a me encarar, ainda bem sério.
– Sim. Até mesmo de Ally. Eu irei explicar melhor amanhã. Depois de ouvir a minha história, você pode decidi se ela deve saber ou não. Mas, por enquanto, ninguém pode saber disso. Sem exceções. – alerta.
– Está bem, Prince. – concordo.
O homem se levanta e sorri carismático. Ele coloca umas notas em cima da mesa e pega sua pasta que estava ao seu lado. Ele volta a olha para mim, como se estivesse agradecido por eu ter concordado com tudo o que ele havia dito.
– Muito bem, Austin Moon. Vejo você amanhã de manhã. Agora, eu preciso ir. E boa apresentação. – após dizer isso, Prince vai embora, deixando-me sozinho com meus pensamentos. O que vai acontecer amanhã?
[...]
– Onde você estava? Eu estou tentando falar com você faz mais de quarenta minutos e você não atende a porcaria do seu celular. – Trish reclamava sem parar.
– Trish, será que dá para deixar o sermão de lado, pelo menos, por enquanto? – pergunto para a latina.
Eu havia acabado de chegar a casa de Brooke e a festa já rolava com força total. O som alto, que vinha de dentro da mansão, tocava algumas músicas eletrônicas. Havia pessoas de todos os tipos e espalhadas por todo o lugar. Aquilo estava uma loucura.
– Você está me devendo uma, Austin. – avisa, mal humorada.
– Eu? Por quê? – pergunto confuso, enquanto tentava passar pelo mar de pessoas.
– Você mesmo! Eu não queria está aqui. Eu odeio a Brooke e a minha vontade é de matar aquela cachorra pelo que fez com a Ally. – grita em resposta. Com tanto barulho era difícil a gente conversar.
– E acha que eu queria está aqui? – falo, de maneira debochada. – E, afinal, cadê o Dez e o pessoal?
– Estão lá no palco, arrumando os instrumentos. – responde, apontando para o pequeno palco que havia na sala.
Todos os móveis haviam sido tirados da sala, deixando o lugar bem espaçoso. Algumas cadeiras foram distribuídas pela ampla sala, mas a maior parte das pessoas só queriam saber de beber, dançar e se agarrar.
Quando finalmente consegui chegar ao palco, meus amigos reclamaram por estarem sendo obrigados a tocar na festa da vaca, mas logo se calam ao notarem que eu não estava com paciência para ouvi reclamações.
– Amorzinho. – grita Brooke, vindo em minha direção e me beijando, assim que chegou a minha frente.
Afasto Brooke, a empurrando com menos força do que eu gostaria. Trish e os outros olham para mim sem entender o que estava acontecendo.
– Oi Brooke. – falo, sem ânimo.
– Que bom que você chegou. – diz animada.
Olho para a garota e vejo que suas roupas estão mais curtas e coladas do que de costume. O extravagante vestido preto brilhante deixava tudo à mostra. Definitivamente, esse tipo de garota me dá repulsa. Será que ela não poderia diminuir a quantidade de maquiagem não? A sombra preta forte e o batom vermelho vivo completavam o visual... Estranho da garota, para não dizer outra coisa.
– Nós não ficaremos muito tempo, Brooke. – aviso e vejo meus amigos respirarem aliviados.
– Por que não? – pergunta, desconfiada.
– Amanhã temos muito o que fazer, Brooke. – fala Elliot, para a minha sorte.
Eu não tinha uma desculpa para dá. Assim como meus amigos, eu não estava com a menor vontade de tocar na festa da pessoa que machucou Ally. Para dizer a verdade, eu estou bem surpreso por ninguém ainda ter xingado a Brooke. Todos pareciam estar controlando bem as emoções, mas os conhecendo como conheço, qualquer frase que a vaca soltar, eles não vão se segurar.
– Em pleno domingo? – Brooke continua desconfiada. – Isso por acaso é uma desculpa para fugir da festa? Vocês já inventaram coisas bem melhores. Sinceramente...
– Escuta aqui, cadela, diferente de você, todos nós temos mais o que fazer. Austin e os garotos estão fazendo um grande favor a você, então, se está achando ruim, nós vamos embora sem problema nenhum. – responde Trish, irritada e pronta para ir para cima de Brooke.
– Olha como você fala comigo, garota! Eu te coloco para fora daqui num piscar de olhos. – ameaça Brooke, aproximando-se de Trish.
– E eu estou louca para saber como você vai fazer isso. – Trish não se intimida com Brooke. – Por acaso vai me empurrar de uma estante? Oh, sinto muito, eu não estou vendo nenhuma por perto.
– O que você está insinuando? – pergunta Brooke, fazendo-se de desentendida.
– Quer saber de uma coisa: Eu não fico mais aqui! – grita Dez, irritado. Eu nunca o vi tão revoltado como estava agora. – Eu não sei quanto a vocês, mas eu não aguento tanta falsidade em uma só pessoa. Não consigo engolir tanta falta de noção. Tchau para vocês.
– Dez tem razão. – concorda Elliot. – Desculpa ai, Austin, mas eu não vou consegui tocar, sabendo que essa... Essa... Garota, machucou a Ally. Eu já estou indo.
Os outros garotos começam a recolher seus instrumentos e eu nem sabia o que fazer. Mesmo que eu conversasse com os cinco, nada iria mudar. Eles estavam decididos a não tocar na festa de Brooke e ponto final.
– O que vocês pensam que estão fazendo? Não podem ir embora sem tocar alguma música. – grita Brooke, com muita raiva.
– Nós podemos fazer o que a gente quiser. – fala Jason, friamente. – E, sabe de uma coisa, nós queremos ir embora, então, saia da frente.
Brooke encarava a banda sem acreditar no que estava vendo. Enquanto os rapazes saiam, levando com eles os instrumentos, um a um fazia questão de passar perto de Brooke apenas para esbarrar na garota. Por último, Trish sai dando dedo para Brooke, quanto Dez me repreende com o olhar. Suspiro frustrado por saber que ele não deixaria a história de lado.
– Não vai fazer nada? – pergunta Brooke para mim.
– O que quer que eu faça? – questiono de volta, sem me importar com o que estava acontecendo. Eu não estava a fim de tocar na festa mesmo. Eu estava aliviado por ver que não seria mais preciso.
– Como assim, o que eu quero que você faça? Você disse que sua banda ia tocar aqui. Dê um jeito nisso. – ordena a garota, irritada.
– Espera um pouco ai, Brooke. Eu não posso obrigar ninguém a fazer nada. A culpa é toda sua por provocar. Todos sabem que você machucou a Ally e ninguém está feliz. Pode me obrigar a ser seu namorado, mas não pense que pode me controlar ou controlar os meus amigos. – digo, olhando friamente para a morena. – E quer saber de uma coisa? Eu vou embora. Não estou com saco para te aturar.
Viro-me, pronto para ir embora, no entanto, uma frase me fez parar imediatamente. Quase não acreditei no que eu ouvi. Volto a encarar a garota, incredulamente.
– O que você disse? – pergunto, surpreso.
– Eu disse que se você for embora, eu terei o prazer de quebrar a outra perna de Ally. – repete, sorrindo diabolicamente.
– Como você sabe que a Ally quebrou a perna? – questiono, preocupado.
– Eu tenho meus contatos. – responde, aproximando-se de mim. – Agora, seja um bom namorado e vá pegar uma bebida para mim.
Relutante, saio a procura de algo para ela beber. Eu nunca imaginei que pudesse odiar uma pessoa tanto quanto odeio Brooke. Sua crueldade não tem limites. Para ela, machucar pessoas é como uma diversão e isso me preocupa. Ela não está brincando. Ela quer, realmente, machucar Ally.
Suspiro frustrado, olhando a minha volta. Inúmeras pessoas reunidas e fora de controle. Tantas pessoas desconhecidas e nenhuma delas é a que eu queria que estivesse comigo.
É, pelo visto, a noite vai ser longa. Bem longa...
[...]
Finalmente, eu pude voltar para casa. Olho em meu relógio, enquanto abro a porta de entrada da casa. Três e quarenta e oito da manhã. Suspiro cansado. Definitivamente, aquela foi a pior festa que eu já fui em toda a minha vida. Ou talvez eu só não estava com humor para aturar Brooke e o seu grupinho de amigos populares.
Entro em casa e tudo se encontra em completo silêncio. Subo as escadas com cuidado e vou para o quarto de Ally. A saudade que eu estou sentindo da morena é bem intensa.
Abro a porta bem devagar, tentando não fazer barulho e acordar a garota. O abajur ao seu lado estava ligado. Seu caderno de músicas estava sobre ela, assim como um lápis.
Aproximo-me de Ally e retiro os objetos de cima da garota. Os deixo em cima da cômoda ao seu lado. Pego o coberto e a cubro. Sorrio ao ver como ela parece em paz quando dorme.
Dou-lhe um beijo na testa e apago a luz do abajur. Começo a me afastar. O dia havia sido cansativo. A minha conversa com Prince não sai da cabeça e ainda tive que aturar Brooke durante a festa toda.
– Austin. – ouço o doce chamado de Ally.
– Hey, desculpa, eu te acordei? – pergunto, voltando a me aproximar de Ally.
– Não. – responde, balançando a cabeça. – Você está bem?
– Sim, eu estou bem. – digo, fazendo um leve carinho em sua cabeça. – Volte a dormir. Ainda é madrugada.
– Como foi a festa? – pergunta, tentando se levantar.
– Horrível. – respondo, ajudando a garota a se sentar na cama.
– Mesmo? Por quê? – questiona curiosa.
– Brooke não saiu do meu pé. – explico, suspirando cansado. – Além disso, o pessoal não ficou na festa, então eu tive que aguentar toda aquela loucura sozinho.
– Não tem nada para me contar não, Austin? – pergunta desconfiada.
– Como assim? – falo nervoso.
– Você está namorando com Brooke? – questiona Ally, chateada.
– Como você descobriu isso? – pergunto, surpreso.
– Então é realmente verdade. – fala, sorrindo sem acreditar. — Dallas me mostrou a mensagem que Brooke havia enviado para todos e Trish e Dez me avisaram sobre o beijo. Eu não quis acreditar, mas estou vendo que eu fui uma tola. Como eu sou boba...
– Não é bem assim, Ally. Eu posso te explicar. – digo, preocupado com a reação da garota.
– Então explica, Austin. – pede. Eu via em seus olhos uma enorme tristeza e decepção. Vê-la assim quebrou o meu coração.
– Eu... Eu... – gaguejo, tentando achar uma desculpa convincente. Eu não quero mentir para Ally, mas sei que ela jamais concordaria com os meus motivos.
– Não precisa falar nada, Austin. Você não me deve explicações. – fala, tristemente. – Ainda não somos casados e nem oficialmente noivos. Você pode ficar com quem você quiser.
– Eu não quero ficar com Brooke. – respondo sem pensar duas vezes.
– Não é o que parece, Austin. Ela é a sua namorada. – diz Ally, começando a chorar. – É com ela que você está, não é mesmo?
– Não é isso Ally. Eu...
– Vai embora, Austin. – pede Ally, interrompendo-me.
– Não, eu não vou embora. – digo, determinado. – Ally, eu não gosto da Brooke. Na verdade eu a odeio e ...
– Então por que você está com ela? – grita Ally, assustando-me. – Se não gosta de Brooke, por que você está com ela, Austin?
– Porque eu gosto de você, Ally! – grito em resposta.
O silêncio se instala sobre nós. A surpresa no rosto de Ally é evidente. Nem mesmo eu acreditava no que eu havia dito. Quer dizer, eu já havia dito a mim mesmo que diria a Ally que gosto dela, mas no momento certo.
– O que? – sussurra, estática.
Aproximo-me mais de Ally e coloco minhas mãos em seu rosto, obrigando a morena a olhar para mim. Ela havia parado de chorar, mas sua face ainda estava molhada. Limpo com delicadeza as lágrimas que desceram de seu belo rosto e suspiro, preocupado.
– Eu... Eu gosto de você, Ally. – repito, com medo. Eu não sabia o que a garota iria me responder. E se ela me rejeitar? Como serão as coisas depois disso?
– Eu... – ela sorri de uma maneira tão linda que eu tive certeza que me apaixonei mais ainda por Ally. – Eu também gosto de você, Austin.
Puxo Ally com cuidado e a beijo. A sensação, mais uma vez, foi única. Nunca, em toda minha vida, uma garota mexeu tanto comigo como Ally mexe. Eu sinto uma atração inexplicável por ela.
Sentir as pequeninas mãos de Ally em volta de meu pescoço enquanto tenho seus lábios sobre os meus é algo indescritível. Talvez, o fato de saber que ela corresponde aos meus sentimentos torne tudo mais especial e intenso ainda.
A maneira como nossas bocas se moviam em perfeita sincronia estava a ponto de me levar a loucura. Bem, não seria novidade. Quer dizer, desde que Ally chegou em minha vida, tudo, sem exceção, que a envolver, é insano e eu nem sei dizer o porquê de parecer tão certo.
Separamo-nos devagar. Sorrio como um bobo, mas ao ver o rosto de Ally se entristecer, preocupo-me novamente. Analiso a garota, cuidadosamente, tentando entender o que há de errado.
– O que foi, Ally? – pergunto, acariciando seu rosto.
– Você ainda está com Brooke, Austin. – explica, baixinho, como se doesse falar sobre aquilo. — Nós não podemos nos beijar, enquanto você namora com ela. Isso é errado.
Ela tem razão. Eu estou namorando a Brooke, querendo ou não. E o pior de tudo nessa história é que eu não posso terminar com ela, pois, dessa forma, a cobra voltaria a machucar Ally.
Ally está sendo ameaçada por inimigos de Krósvia e, para completar, Brooke entrou na fila de quem quer machucar a princesa. Sem ter conhecimento nenhum de quem estou enfrentando, a maneira mais fácil de proteger Ally é lidando com Brooke primeiro. O problema é: Existe outra forma de manter a cobra longe sem ser namorando com ela?
Por que minha vida tem sempre que ser complicada? Princesas e casamentos arranjados, garotas mimadas que estão prontas para atrapalhar qualquer relacionamento que eu queira ter, aparentemente, existem pessoas querendo matar minha noiva e eu, todos a minha volta parecem esconder segredos... Que ótimo! Alguém ai está a fim de trocar de vida comigo?
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Continua...
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