Unlike Cinderella...

15 Capítulo 14 - In Love?!


Notas iniciais
Caupcakeeeeeeeeeeeeeees ♥! OMG, EU RECEBI MAIS UMA RECOMENDAÇÃO!!!! AAAAAAAAAAAA, MUITO OBRIGADA ItsTheBest *0*!!! CUPCAKES, VOCÊS SÃO DEMAIS *0*!! 5 RECOMENDAÇÕES? AIN, GOD, ME SEGURA!! ItsTheBest, ESSE CAPÍTULO É PARA VOCÊ!!!!! Muito obrigada Isabelle Santos, Mara Leite, Kay (Lynch), Letícia Merlo, Dream Sweet Dream, Jade, Jenny (Gatinha MÁ), Biiah Lynch, Fran, Milazinha 90, NatalhaLynch, Quiet Little Reader, Gabs, Leleh10, May (Dreams And Wishes), Sophia Stephane, Paloma Coutinho, Reader Secret, Miley Demi1920, Carolzinha1107 e Jeh (CereJeh)!!! Sério, eu amei os comentários *0*!!! Boa Leitura....

POV Austin

– Você parece ter feito um amigo novo. – comento, tentando fingir indiferença.

– Dallas? Ah, sim. Ele é muito divertido. É impossível não se dá bem com ele. – fala Ally, sorrindo animada.

– Você está gostando dele? – pergunto, irritado.

– O que? Eu não gosto de Dallas. De onde tirou isso? – diz a morena, parecendo surpresa com o que eu havia dito.

– Não foi o que pareceu, depois de ter passado o dia todo com ele. – digo com raiva.

A garota começa a ri, de uma hora para outra. Olho para ela, confuso, tentando entender o que se passa em sua cabeça. Ela parecia não está acreditando no que ouvia.

– Você está com ciúmes de Dallas comigo? – pergunta, após se recuperar de sua crise de riso.

– O que? De onde você tirou isso? – questiono em choque. Eu não estou com ciúmes. Estou?

A verdade é que desde que vi Ally conversando com aquele garoto, um sentimento de posse tomou conta de mim. Agora, além de aguentar o mala do Elliot dando em cima dela, terei que aguentar esse tal de Dallas? E foi nessa hora que eu me toquei que eu estava mesmo com ciúmes de Ally.

– Não encontro outro motivo para você agir assim. Dallas é um rapaz incrível. Ele é animado, doce, gentil e um ótimo amigo. – elogia a garota, ainda com um sorriso moldando seus lábios.

– E você ainda não quer que eu pense que você gosta dele. E eu tenho certeza que ele está todo animadinho para o seu lado. – digo com raiva. Droga, eu estou mesmo com ciúmes, mas eu tenho motivos, não tenho? Ah, foda-se a lógica. Eu não posso controlar o que sinto.

– Austin, Dallas tem namorada e posso afirmar que ele é louco por ela. Aliás, devo informá-lo que a namorada dele é Cassidy, a sua ex. – responde a menina. Nessa hora, minha surpresa é tanta que engasgo com a minha própria saliva. Como assim, esse cara é o atual namorado da minha ex-namorada?

– Você está falando sério? – pergunto, incrédulo.

– Sim. – fala, rindo de minha cara. – Você tem que ver o quanto ele fala dela e como os olhos dele brilham ao descrever algum momento dos dois. Dallas ama a Cassidy.

– Ah. – não consigo dizer muita coisa. Minhas bochechas ganham uma coloração avermelhada. Eu já nem sei mais onde colocar a minha cara.

– Austin, acho melhor nós irmos embora. Já está ficando tarde e acredito que sua mãe esteja bem preocupada. – fala Ally, depois de minutos angustiantes de silêncio, provavelmente, tentando acabar com aquele clima estranho.

– Claro. – respondo.

Voltamos para o carro em silêncio. A essa altura, eu já não sabia mais como reagir perto de Ally. Desde que a conheci, meu corpo, minha mente e meu coração agem de forma estranha. Não consigo controlar minhas ações e tudo se torna confuso.

Chegamos em casa tarde. Ficamos calados e perdidos em nossos próprios pensamentos, enquanto encarávamos meu lar, ainda, dentro do carro.

– Parece que chegamos. – Ally quebra o silêncio, sem graça.

– É, parece que sim. – afirmo, sem olhar para a garota.

Ally abre a porta do carro e sai. Observo a cena e, por algum motivo, corro para alcançá-la e impeço que a mesma entre em casa, segurando, com delicadeza, seu braço. Estávamos em frente a entrada da casa. Ally olha para mim, meio confusa, meio indecisa sobre o que fazer exatamente.

– Austin? – chama baixinho.

– O que há de errado com nós dois? – pergunto, aproximando-me mais de Ally.

– Eu não sei. – sussurra, com um brilho diferente em seus olhos.

Encarar seus olhos e estar tão próximos de Ally, sem poder me aproximar é torturante. Não resisto a tentação de sentir sua pele. Coloco minha mão em seu rosto e me aproximo ainda mais da morena.

Em nenhum momento Ally recuou ou deixou de olhar em meus olhos. Eu sabia o que estava por vir e ela também. Sei que é errado, já que quero acabar com essa loucura de casamento, mas não consigo controlar mais as minhas ações.

– Ally. – sussurro próximo a seus lábios. Alternano meu olhar entre seus olhos e seus lábios. Por que a boca de Ally parecia tão convidativa?

– Austin. – sussurra Ally, ainda olhando em meus olhos.

Quando eu estava prestes a beijá-la, a maldita porta é aberta. Com o susto, Ally e eu nos afastamos atordoados.

– Ally! Finalmente você chegou! – fala Elliot, abraçando Ally.

Qual é? Não tinha hora pior para aparecer não? Por que raios esse cara sempre tem que entrar no meu caminho? Continuo a achar que devo ter sido uma Cria de Satanás na minha outra reencarnação para eu ter que pagar tantos pecados.

– Elli... Elliot? O que está fazendo aqui? – pergunta Ally, gaguejando um pouco e ainda me encarando.

– O que? Não está feliz por me ver? – questiona o moreno, brincando, parecendo não perceber como Ally e eu ainda estávamos tensos.

– Não. Não é isso. – diz a garota com um sorriso amarelo. – Apenas estou surpresa por vê-lo aqui.

– Entendo. No entanto, eu queria lhe fazer uma surpresa. – responde Elliot, alegre. – Queria te levar para jantar.

– O que? – questiono, com incredulidade.

– Algum problema, Austin? – fala Elliot. Sinto uma certa provocação no seu tom de voz. Ele está me testando. Posso ver isso pela maneira como me encarar.

Olho para todos os presentes alí. De alguma forma, meus pais e meus melhores amigos também estavam lá. Talvez, por estar tão perdido em minhas inúmeras ideias de como matar Elliot por ter me atrapalhado, acabei não notando a presença dos quatro.

– Não, nenhum. – digo, entredentes. Vejo Elliot suspirar frustrado, disfarçadamente. Parecia que ele não havia gostado da resposta, mas, ao encarar Ally, ele logo voltou a sorrir como um idiota.

– E então, Ally? Aceita jantar comigo essa noite? – pergunta Elliot.

– Eu... Eu não sei. – responde a garota, indecisa. Ela olha para mim de relance e depois encara meus pais. Parecia querer a opinião ou aprovação dos dois.

– Por que não vai, querida? – incentiva minha mãe.

– Acho uma excelente ideia, Ally. – completa meu pai.

Não demonstrei, assim eu espero, mas eu estava frustrado, muito frustrado. O meu dia está sendo uma quebra de planos atrás da outra. Sabe a sensação de estar perdendo o controle da situação? Pois é, eu estou com essa sensação neste momento.

– Se vocês concordam, tudo bem. – diz Ally, sorrindo com educação. – Só espere um minuto. Preciso trocar esta roupa.

– Ótimo. Não me importo em esperar. – responde Elliot e a morena concorda, balançando de leve a cabeça.

Ally, antes de sair, olha em meus olhos e posso ver a confusão que está sentindo. Bem, não posso dizer que estou em uma situação melhor. Eu iria beijá-la. Iria mesmo. Eu queria isso mais que qualquer coisa naquele momento e, por mais difícil que seja, para mim, admitir, eu ainda quero muito.

– O que ainda estamos fazendo aqui? – pergunta minha mãe, sorrindo simpática. – Vamos, vamos! Aqui fora está frio e desconfortável para esperar a Ally.

Aos poucos, todos entram. Enquanto meus pais e meus melhores amigos se sentam no confortável sofá da casa, afasto-me dos quatro. Vou para a janela da sala, sem motivo aparente. Apenas queria ficar sozinho, mas estava cansado demais, emocionalmente, para ir para outro lugar.

– Parece frustrado, Austin. – comenta, Elliot, aproximando-se de mim. Nem me dou ao trabalho de olhar para ele.

– Cai fora, Elliot. – rosno, mal humorado. Normalmente, quando eu ajo assim, as pessoas logo me deixam sozinhas. Conhecendo meu temperamento como conhecem, meus amigos notam, apenas ao ouvir “cai fora”, que preciso ficar sozinho. Uma pena que isso não funcione com Elliot.

– Sério, Austin, eu não te entendo. – diz, olhando para mim, como se tentasse me entender. – O que você quer afinal?

– O que isso tem a ver com você, Elliot? – digo, grosseiramente.

– Acredito que você saiba que eu tenho tudo a ver com isso. – responde sério.

Antes que eu desse qualquer resposta a Elliot, Ally aparece na sala. Usava um vestido vermelho tomara que caia, não muito justo, mas que valorizava suas curvas. Calçava um salto alto preto e estava com os belos cabelos soltos, ondulados, o que davam um “Q” de sensualidade. Ou seja, ela estava, incrivelmente, linda.

– Uau. – sussurro para mim mesmo. Elliot olha para mim e depois volta a encarar Ally. Ele, com certeza, havia escutado o meu sussurro, mas resolveu deixar para lá.

– E o que eu achava impossível se tornou realidade. Como conseguiu ficar mais bonita ainda do que já é? – pergunta o moreno, enquanto se aproxima de Ally e beija a sua mão. – E não estou exagerando.

– Obrigada. – agradece Ally, tímida. Ver aquela interação dos dois me dava nos nervos.

– Acho melhor vocês irem. Já é bem tarde. – alerta Dez, sorrindo.

– Tem razão, Dez. – diz Elliot, pois se dirige a Ally: — Vamos?

– Claro. – responde a garota, sorrindo belamente. Sinto um aperto em meu peito, pois queria ser o motivo de seu sorriso. O único motivo de seu sorriso.

– Tchau. – despede-se Elliot, levando consigo a morena sorridente, conduzindo-a pela cintura.

Depois que os dois saíram, não fiquei na sala. Não conseguiria. Eu sentia tanta raiva e frustração. Eu não queria que ele saísse com ela. E o pior de tudo isso é que eu estimulei que ela topasse o plano de “nos apaixonar por outras pessoas” e isso me deixava ainda mais frustrado.

Fui para meu quarto e me joguei na cama. Dez e Trish ainda tentaram falar comigo, mas apenas os ignorei. Olhei para a minha amada guitarra e percebi que nem com ânimo para tocá-la eu estava. Vendo que eu não falaria nada, o ruivo e a baixinha resolveram me deixar em paz.

Minha cabeça estava tão confusa que chegava a doer. Afinal, por que eu estou agindo como uma criança perdida? Nunca, em toda minha vida, uma garota tinha conseguido me fazer ficar tão louco como Ally está fazendo.

– Austin. – chama meu pai, batendo de leve na porta.

Não respondo ao seu chamado. Eu realmente queria ficar sozinho. No entanto, meu pai parecia não querer obedecer ao meu desejo. O homem entra em meu quarto e fecha a porta em seguida. Ele me olha, analisando a cena deplorável em que presenciava.

Meu quarto, como sempre, estava um caos, assim como eu. Roupas sujas espalhadas por todo o cômodo, minha cama estava por fazer e eu, no meio de tanta bagunça, estava deitado de barriga para cima, com as mãos em meus cabelos, puxando-os, na tentativa falha de desaparecer com todos os meus problemas mentais.

– Filho. – volta meu pai a me chamar.

– Quero ficar sozinho, pai. – peço, com a voz mais grave do que o normal.

O homem de expressões calmas, mas, parecendo cansado, aproxima-se de mim, sem pressa. Parecia refletir sobre o que falar comigo. Ele se senta ao meu lado da cama e começa a encarar o nada. Olho para meu pai em dúvida.

– O que aconteceu, filho? – pergunta paciente.

– Nada. – digo, rapidamente.

Ele solta uma risada baixa, quase nostálgica. Balançando a cabeça negativamente, meu pai me olha com ternura. Ele parecia entender tudo o que estava acontecendo comigo, como se já soubesse que isso uma hora ou outra aconteceria.

– Sabe, filho, é impressionante como você e sua mãe são tão parecidos. – comenta meu pai, com um sorriso carinhoso no rosto. – Ainda acho incrível que vocês tentem me enganar, mesmo sabendo que eu não caio nessa.

– O que quer dizer? – questiono, sentando-me ao seu lado.

– Por que não me conta o que aconteceu? – sugere meu pai, com tranquilidade.

– Acho que estou ficando louco. – admito, depois de alguns minutos, apenas encarando meu pai.

– Por que acha isso? – pergunta me encarando.

– Eu já nem sei mais dizer o que estou sentindo, pai. Ao mesmo tempo que Ally me encanta, ela consegue trazer à tona todos os meus sentimentos mais insanos, o que existe de pior dentro de mim. Eu sempre consegui distinguir bem o que eu estava sentindo e como resolver as coisas a minha volta, mesmo não sendo tão paciente. Mas, agora... – faço uma pausa, pensando em como colocar em palavras todas as minhas angustias. – Pela primeira vez em minha vida, eu estou me sentindo sem chão, perdido.

– Ela mexe com você, não é, filho? – fala meu pai, mais afirmando do que perguntando.

– Mexe, pai. No entanto, eu nem sei dizer se é de uma forma boa ou ruim. – digo, sentindo minha garganta secar.

– Sua mãe estava certa. – comenta, com um sorriso presunçoso no rosto.

– No que minha mãe estava certa? – pergunto, confuso.

– Você e Ally. – diz, vagamente, no entanto, eu consegui entender o que ele quis dizer com isso.

– Por quê, pai? Por quê, justo eu, fui escolhido como noivo de Ally? – questiono, frustrado.

– Na hora certa você saberá, Austin. – fala meu pai, tranquilo.

– Quando é a hora certa de saber, pai? Eu não aguento mais ter essa pergunta rondando minha mente. Por que eu tenho a sensação de que estou sendo usado como uma experiência? – digo, com raiva.

– Precisa confiar em nós, filho. Existem muitas coisas envolvidas entre seu casamento com Ally. Acredite em mim, saber demais, neste momento, só colocaria você e Ally em perigo. – responde meu pai, enigmático.

– Ao menos, pode me dizer como conheceu os pais de Ally? – pergunto, decepcionado por não obter respostas.

– Não sei se cheguei a comentar com você, mas Mimi e eu nascemos e crescemos em Krósvia. A família Moon e a família Dawson são conhecidos de longas datas. Lester e eu nos tornamos amigos ainda muito jovens, devido a nossa convivência meio que forçada, já que nossos pais eram grandes amigos, também. – fala meu pai, sem entrar em muitos detalhes.

– E? – incentivo meu pai a me dar mais alguma informação.

– E é isso. – meu pai encerra o assunto Krósvia.

– Por que tantos segredos? – questiono, desconfiado.

– Um dia, você entenderá, filho. – após dizer isso, o homem suspira frustrado. Ele parecia querer me contar, mas algo o impedia.

Observo meu pai com atenção. Pelas marcas em seu rosto, dava-se para ver que ele já passou por muitas coisas. Mike Moon exala sabedoria e conhecimento. Meu pai é o homem que mais admiro no mundo. Já perdi as contas de quantas vezes ele aguentou as minhas discussões com minha mãe e acalmou os ânimos. Ele é meio que a nossa base em casa. Enquanto minha mãe e eu somos extremos, meu pai é neutro, a pessoa que mantém a calma e a ordem no ambiente.

– Eu entendo a confusão pela qual está passando, Austin. Não é o único que passa por esse “transtorno”. — fala meu pai, fazendo aspas ao dizer transtorno.

– Mesmo? – pergunto, afobado.

– Com certeza. – fala, rindo de minha reação exagerada.

– E como faço para acabar com isso? – questiono, com esperança.

– Por que não me responde essa pergunta? – diz meu pai, esboçando um sorriso presunçoso.

– Como assim? – eu estava confuso.

– A resposta é bem clara, filhão, apenas você que não quer aceitar os fatos.

– Eu não estou te entendendo, pai. – digo, pensativo.

– Quer mesmo saber qual o seu problema? – pergunta meu pai, levantando de minha cama.

– É claro que quero. – respondo de imediato. No entanto, dentro de mim, meu estômago tremia de ansiedade.

– O que você têm, Austin, é visível para qualquer um. – começa e depois faz um breve suspense. – Você está apaixonado.

Olho assustado para meu pai. Apaixonado? Não, isso não podia ser verdade. Quer dizer, eu conheço a Ally a uns 5 dias no máximo. Como eu poderia me apaixonar tão rápido assim? Isso é impossível! Além disso, eu já me apaixonei antes e nenhuma vez eu senti o que sinto quando estou com Ally.

– Isso é impossível! – falo baixo, sem olhar para meu pai.

– Bem, resta, agora, a você escolher se aceita a verdade ou não. – fala meu pai, andando até mim e depois me dá um beijo na cabeça. – Eu te amo, filho. Quando quiser desabafar, não receie em falar comigo, tudo bem?

Sem esperar por respostas, meu pai me deixa só. Volto a deitar em minha cama, ainda mais desesperado do que antes da conversa com meu pai.

– Apaixonado? – pergunto a mim mesmo, encarando o teto do meu quarto. – Será mesmo?

Acabo dormindo, sem jantar, algo incrivelmente raro, devo dizer, questionando-me sobre o que meu pai havia dito, encarando minha janela e relembrando a cena do quase beijo.

“Como seria beijar Allycia Dawson?”

Continua...

Notas finais
E então? O que acharam? Críticas, elogios, erros ortográficos? Awwwn, emoção a mil!! Amei escrever esse capítulo e estou louca para saber o que vocês acharam dele!!! Beijocas, Cupcakes ♥ *** PS: Quem quiser participar do grupo no face: www.facebook.com/groups/677328449023646/ >o< !! PS.2: Criamos um grupo no WhatsApp, então podem participar também >o