Unlike Cinderella...

16 Capítulo 15 - Interruptions...


Notas iniciais
CUPCAKEEEEEEEEEES ♥! OMG, EU RECEBI MAIS UMA RECOMENDAÇÃO!!!! AAAAAA, MUITO OBRIGADA Miley Demi1920 PELA LINDA RECOMENDAÇÃO!!!! ESSE CAPÍTULO É PARA VOCÊ!!! Awwwn, obrigada também a Anninha (Blogueira Anonima), Lêh (Letícia Merlo), Biiah Lynch, Fran, Jenny (Gatinha MÁ), Quiet Little Reader, Reader Secret, Milazinha 90, Lala (Gabs), May (Dreams And Wishes), Jads (Jade), Isabelle Santos, Carolzinha1107, Dream Sweet Dream, Paloma Coutinho e Jeh (CereJeh) pelos comentários!! Espero que gostem do capítulo meninas!! PS.: Ultrapassei de novo o meu limite e escrevi um pouco mais que 3.000 palavras u.u!! Boa Leitura...

POV Ally

“- O que há de errado com nós dois?”

A pergunta de Austin rondava minha mente desde que ela foi feita. Não estou agindo como ajo normalmente. Estou demonstrando demais as minhas emoções e isso pode ser um problema quando se é a sucessora do trono.

Eu estava em um belo restaurante, que nem sei dizer qual é o nome. Enquanto o moreno ao meu lado não para de falar sobre a sua vida, eu estou mais entretida em mexer no guardanapo em meu colo. Não que Elliot seja uma pessoa chata, pelo contrário, ele é divertido e animado. O real problema sou eu. Estou frustrada por não ter beijado Austin e isso só me deixa mais inquieta ainda. Por que eu queria tanto aquele beijo?

– E então, Ally, o que acha? Ally? – chama Elliot, balançando a mão de frente para o meu rosto.

– Sinto muito. Disse alguma coisa? – pergunto sem graça, por deixar tão óbvio que eu não estava prestando atenção na conversa.

– Você está bem? Permaneceu o jantar inteiro calada, meio distante. Parece até que só o seu corpo está aqui. Nem tocou na comida direito. – pergunta preocupado.

– Eu estou bem. Apenas alguns pequenos problemas que estão tirando toda a minha atenção. Além disso, eu estou cansada. – explico, sorrindo meio envergonhada.

– Você quer ir para casa? Não tem problema. – questiona Elliot.

– Se não for pedir muito. Hoje o dia foi um pouco complicado. – digo e o mesmo maneja a cabeça, concordando.

O caminho de volta para casa foi silencioso. Elliot ainda tentou puxar alguns assuntos, mas eu não conseguia manter a conversa. O problema era que a minha mente estava longe demais para prestar atenção no que acontecia ao meu redor.

Ao chegarmos de frente a casa da família Moon, tirei o cinto de segurança e dei um rápido "tchau", mas, antes de sair do carro, Elliot segurou meu braço.

– Espera, Ally. – pede, com um tom de voz sério.

– Algum problema? – questiono, confusa.

– Eu fiz alguma coisa de errado? – pergunta preocupado, após dá um suspiro frustrado.

– Não. De forma alguma, Elliot. – não demoro a responder. Eu sabia que não estava agindo da maneira correta com ele, mas eu não conseguia evitar pensar em Austin, o que me fazia, às vezes, esquecer-me, por completo, de dá atenção ao moreno.

– Então o que aconteceu? – questiona.

– Não foi nada. – respondo, desviando o olhar.

– Ally. – sussurra Elliot, segurando meu queixo e me obrigando a olhar para ele.

Aquela situação estava me deixando nervosa. Elliot me encarava de uma maneira diferente. Ele se aproximava cada vez mais. Meu corpo todo me dava sinais de que aquilo era errado. E, para completar tudo, a imagem de Austin, quando estávamos prestes a nos beijar, apareceu em minha cabeça. Olho para Elliot e ele estava muito próximo a meu rosto.

– Elliot, eu...

– Shii... – Elliot me interrompe, sorrindo gentil. Ele, realmente, ia me beijar.

– Sinto muito, Elliot. – digo, empurrando-o, atordoada. Eu simplesmente não conseguiria fazer aquilo. Não ali, não agora, não com Elliot.

– Desculpa. – pede Elliot, sem graça. Ele estava envergonhado.

– Sinto muito, é só que... Eu não posso, Elliot. – falo, tentando achar uma boa desculpa para não magoá-lo.

– Por que não, Ally? – pergunta, parecendo um pouco decepcionado.

– Eu... Eu só não posso. Sinto muito. – digo. Eu não queria dizer a ele que eu não queria beijá-lo, no entanto, também não queria mentir. Apresso-me em me arrumar e olho para ele, sorrindo um pouco: — Boa noite. — Não esperei resposta. Saí do carro e entrei em casa, com o coração a mil.

Assim que conseguir chegar no meu quarto, fecho a porta e escorrego na mesma, com as mãos na cabeça.

– O que está acontecendo? – pergunto a mim mesma, meio desesperada. Meu coração batia tão forte que eu tive medo que eu tivesse um ataque cardíaco.

Levanto-me e caminho rumo a varanda do meu quarto. A lua cheia se destacava no belo céu de Miami. A brisa marinha roçou o meu rosto e, com aquela sensação de paz que o leve vento trazia, fecho meus olhos. E mais uma vez a cena volta. Eu realmente queria beijar Austin? Por que naquele momento, beijá-lo pareceu a coisa certa a se fazer? Abro meus olhos, frustrada por só arrumar mais questionamentos.

Deito-me em minha cama e volto a fechar os olhos, tentando, assim, pegar no sono. O problema é que havia uma adrenalina no meu corpo, que me impedia de dormir. Lembrar os lindos olhos de Austin estava acabando de vez com a minha sanidade. E, a sensação piora ao recordar de que seu quarto é em frente ao meu. O que ele está fazendo? Será que está dormindo? Será que está pensando no nosso quase beijo tanto quanto eu? Será que ele sentiu as pernas tremer e o coração saltar ao constatar que iriamos mesmo nos beijar?

[...]

Nunca, em todos esses dias, a vinda para a escola foi tão estranha. Austin estava tenso, com a cara de quem não havia dormido nada, assim como eu. Permanecemos calados a viagem inteira. Eu queria dizer alguma coisa, no entanto, toda vez que olhava para o loiro, eu não conseguia falar uma só palavra. A vergonha e o medo de que tivesse estragado a nossa amizade tomava meu corpo.

A hora de nos despedirmos foi ainda mais estranha. O máximo que conseguir fazer foi dizer um baixo “adeus” e, ainda, sem olhá-lo. Austin não respondeu. Apenas, sentir que ele balançou a cabeça, concordando e saiu, assim que fechei a porta do carro e me afastei.

– Ally! – fala Cassidy, abraçando-me com força na entrada da escola.

– Cassidy? O que está fazendo aqui? Não deveria ir para a escola? – pergunto, correspondendo ao abraço de imediato.

– Não tive aula hoje. Aconteceu algum problema na escola e todos os alunos foram informados para não ir para lá hoje. – responde, assim que se afastou de mim.

– Entendo. – digo, sorrindo. – Bom dia, Dallas.

– Bom dia, Ally. – cumprimenta o moreno, dando-me um abraço.

– Está tudo bem com você, Ally? Parece que não dormiu a noite. – pergunta a loira.

– Ah, eu não consegui pegar no sono. – respondo, olhando para o chão, meio envergonhada.

Ouço o casal ri baixinho. Eles pareciam entender o que havia acontecido. Olho para eles, desconfiada. Cassidy olha para o namorado e balança a cabeça.

– Mesmo? – diz, Dallas, ainda rindo.

– Do que está rindo? – pergunto.

– Não é nada. – responde. Ele olha para a namorada e volta a olhar para mim. – Nadica de nada.

– Acho que já está na hora de vocês entrarem. – comenta Cassidy, olhando em seu relógio.

– Tem razão. – diz Dallas.

– Eu vou indo na frente. – falo, não querendo atrapalhar o casal a se despedir. – Tchau, Cassidy.

– Tchau, Ally. E pode me chamar de Cassy. – diz, sorrindo gentil e me dando um forte abraço. – Venho vê-la na hora da saída.

– Tudo bem, Cassy. – afasto-me dela e acena para Dallas. Depois disso entro na escola.

Caminho sem pressa até o meu armário. Ainda que tivesse perto do sinal tocar, daria tempo de pegar meus livros e chegar na sala de aula a tempo.

Bem, esse era o plano inicial. Houve apenas um acontecimento que impossibilitou que tudo ocorresse como eu planejei. Assim que eu abrir a porta do meu armário, um balde, cheio de tinta vermelha, caiu sobre mim, sujando-me por completo. Todos que estavam no corredor olharam para mim e começaram a ri.

Tiro o balde de tinta de cima da minha cabeça, limpo meus olhos e olho ao meu redor, procurando encontrar quem havia sido responsável por aquela brincadeira sem graça. Brooke estava lá, sorrindo com um visível veneno em sua boca. Foi ela. Brooke armou aquilo para mim.

– Ally? Você está bem? – pergunta Dallas, preocupado.

– Sim. Eu estou bem. – respondo, controlando-me ao máximo para não partir para cima daquela garota.

– Quem fez isso com você? – questiona, com raiva.

– Não sei. – digo, mesmo sabendo quem havia sido o responsável. No entanto, não se deve acusar ninguém sem provas.

– Vem. É melhor ir ao vestiário e se lavar. Vou ver se consigo alguma roupa para você com a sua amiga Trish. – disse, enquanto me abraçava de lado e me conduzia até o vestiário da quadra de esportes do colégio, onde eu poderia tomar um banho e tirar toda aquela tinta gosmenta. E, mesmo nos afastando da multidão de pessoas que havia no corredor da escola, era possível de se ouvir o som das risadas e os comentários maldosos de muitos por ali.

Enquanto estou debaixo do chuveiro, ouço passos no lugar. Imagino ser Trish, por isso, apenas desliguei o chuveiro, me enrolei em uma toalha que Dallas havia encontrado e sair. Para a minha surpresa, não era Trish que estava ali e, sim, Brooke.

– O que você está fazendo aqui? – pergunto, friamente.

– Vim conferir se você aprendeu a lição. – diz, sorrindo venenosa.

– Então foi, realmente, você. – concluo, apertando fortemente meus punhos. Eu estava a ponto de perder a classe e avançar na garota.

– Eu te avisei. A culpada aqui é você. – fala Brooke, com deboche.

– Você é louca. – digo, incrédula. Como uma pessoa poderia fazer esse tipo de coisa?

– Louca? – ela ri, parecendo ouvir a maior idiotice do mundo. – Olha aqui, novata, eu mando nessa escola. Eu te disse. É melhor fazer o que eu mando ou faço da sua vida um inferno. Você me desafiou, então, agora, é melhor se preparar, pois estou apenas começando.

– Eu não tenho obrigação nenhuma de fazer o que você quer. – falo, aproximando-me da garota. Paro em sua frente e a encaro sem medo e com firmeza. – E eu não vou obedecer nenhuma de suas ordens.

– É mesmo? – diz, rindo com deboche. – Vamos ver até quando você aguentará, novata de nada. Eu sou rica, popular e filha do dono da escola. Todos me obedecem. E você... Acho que eu não preciso dizer mais nada. – termina, olhando para mim, com nojo.

– Eu não tenho medo de você, Brooke. – respondo, sem me intimidar por suas ameaças. Sinceramente, é nessas horas que dá vontade de falar para ela que eu sou uma princesa de verdade e que irei governar um país inteiro.

– Pois deveria ter. – comenta, com sarcasmo. – Eu vou adorar destruir você de todas as formas possíveis. Será bem divertido ver você no chão, implorando por misericórdia.

– Não espere isso de mim. – digo, confiante. As ameaças de Brooke não chegam nem perto do que eu já tive que enfrentar em Krósvia em épocas de guerra.

– Ally? – ouço gritos de Trish do lado de fora do vestiário. – Saia já da minha frente, sua loira oxigenada. ‘Tá achando que é quem?

Provavelmente, Trish havia sido barrada pela a loira que vivia andando com Brooke e, pelo tom de voz da baixinha, se a garota continuasse a impedir sua passagem, Trish não se importaria em passar por cima da garota.

– Isso mesmo, novata. Continue a achar que pode conseguir. Quanto mais você tenta me enfrentar, mais eu vou ter o prazer de esfregar na sua cara quem é a melhor. – fala Brooke, caminhando rumo a porta. – Ah, e fique bem longe de Austin. Ele é meu. Aproxime-se dele e eu terei o prazer de dar a você a passagem só de ida para o inferno.

Após dizer isso, a garota sai. Respiro fundo, tentando controlar minhas emoções. Nunca, em toda minha vida, eu senti tanta repulsa de uma pessoa como sinto de Brooke.

– Ally. – fala Trish, abraçando-me com força. – Aquela vaca te fez alguma coisa? Você está bem? Se machucou? Eu juro que vou acabar com a raça daquela vadia se ela tiver encostado em um fio de cabelo seu.

– Eu estou bem, Trish. – digo, séria. – Ela só veio dizer bobagens.

– Aqui. Eu trouxe um conjunto que a diretora tinha de reserva do uniforme de Educação Física. E, a Sra. Gibson pediu para avisar que conversará com você no intervalo. – Trish entregou um conjunto de calça e blusa ¾ de cores amarela e azul, como símbolo da escola estampado.

– Obrigada. – agradeço, sorrindo com sinceridade. – Eu nem sei como te agradecer.

– Ally, você é minha amiga. Pare de me agradecer. Eu não estou te fazendo favor algum. Agora vai lá se trocar que eu te espero aqui. – fala, sorrindo gentilmente.

Concordo e volto para o quadrado onde eu havia tomado banho. O uniforme ficou um pouco apertado, mas é melhor do que vestir roupas sujas de tinta ou ficar pelada.

Faltava pouco para a segunda aula começar, por isso, voltei em meu armário, que já havia sido limpo pelo pessoal da limpeza da escola, e peguei meu livro de Matemática. Fiquei esperando o sinal tocar junto com Trish, que não saiu de perto de mim em nenhum momento, como se tentasse me proteger.

Assim que o sino tocou, fui para a sala e me sentei na frente, ao lado da janela. Aquela aula eu tinha junto com Dallas, por isso, não tardou o rapaz a sentar do meu lado.

– Tudo bem? – perguntou preocupado.

– Estou, sim. Obrigada. – respondo, sorrindo, na tentativa de tranquilizá-lo.

– Cassy tinha razão. É melhor tomar cuidado, Ally. Essa escola está cheia de pessoas maldosas. – comenta, tenso e em um tom mais baixo.

– Eu vou ficar bem. – encerro o assunto. O professor chegou na sala e começou a dá a matéria.

– Eu espero que sim. – ouço Dallas sussurrar.

Volto a prestar atenção no que o professor dizia e a pensar no que eu havia me metido. Brooke não iria me deixar em paz. Eu sei que posso resistir a qualquer coisa que ela faça comigo, mas, e se ela mexesse com os meus amigos? Eu conseguiria suportar perder algo que eu sempre sonhei em ter desde que vivia em Krósvia? Conseguiria viver sem meus preciosos amigos?

[...]

– Sente-se, Allycia. – pede a Sra. Gibson. Obedeço a seu pedido e a encaro, esperando qualquer pergunta que ela fizesse a mim. – Poderia me contar o que aconteceu?

– Assim que abri a porta de meu armário, uma lata de tinta caiu sobre mim, derramando uma grande quantidade de tinta vermelha. – explico, sem enrolar muito.

– Tem alguma ideia de quem possa ter feito isso com você? – pergunta a mulher, encarando-me, como se analisasse cada palavra que saísse de minha boca.

– Não vou dizer que não tenho suspeitas de quem fez isso comigo, Sra. Gibson, no entanto, seria injusto de minha parte acusar alguém sem provas. – falo. Claro que havia sido Brooke, mas do que adiantava falar que a filha do chefe dela havia feito isso comigo se nem provas eu tenho.

– Entendo. – diz a Sra. Gibson, suspirando cansada. – Muito bem, Allycia. Você está liberada. Irei analisar as fitas de segurança e quem quer que tenha feito isso com você, receberá as devidas punições.

– Tudo bem. Obrigada, diretora. – agradeço e saio de sua sala.

Ao fechar a porta e me virar, encontro três pares de olhos curiosos, esperando para saber o que eu havia dito a Sra. Gibson e o que aconteceu lá dentro.

– E então? – pergunta Trish, curiosa.

– A diretora vai analisar as fitas de segurança e descobrir quem fez isso comigo. – respondo, enquanto ando em direção ao refeitório. A cada pessoa pela qual eu passava, sentia o olhar sobre mim e ouvia as risadinhas e os comentários de mal gosto.

– Você está bem, Ally? – questiona Dez, preocupado.

– Eu estou bem, Dez. Obrigada pela preocupação. – agradeço e o garoto sorri carinhosamente para mim.

– E agora? Você sabe quem foi, não sabe? O que você vai fazer? – pergunta Dallas.

– Eu não sei. Neste primeiro momento, prefiro ficar na minha à espera de qualquer coisa que venham aprontar. Não há como tomar providências sem saber do que eu devo me defender. – explico, cansada.

– Você vai a festa de Brooke? – perguntou Dez.

– Festa? Ela fará uma festa? – questiono confusa.

– Você não sabia? – vendo a minha cara de confusa, Trish balança a cabeça negativamente e continua: — Será esse sábado. Ela dará uma festa e Austin vai cantar com a banda.

– Não irei. – respondo. – Eu não seria bem-vinda e nem me sentiria a vontade na casa de Brooke.

– Eu, no seu lugar, faria a mesma coisa. – comenta Dallas.

Chegamos ao refeitório e sentir todos os olhares direcionados a mim. Respiro fundo e caminho como se nada tivesse acontecido. Muitas pessoas riam de mim ou cochichavam alguma coisa sobre o que aconteceu. Era óbvio que a história se espalharia pelo colégio. Sentei-me na mesa mais afastada e os meus três amigos me acompanharam.

– Ignore esses idiotas. Eles não conseguem cuidar da vida deles. – fala Trish, bem alto. A “indireta” pareceu surgir um pouco de efeito e uma parte das pessoas que me encaravam, virou o rosto.

– Tudo bem. – afirmo, com confiança. Eu não vou dizer que aquilo não estava me incomodando, porque, dessa forma, eu estaria mentindo, mas já passei por situações piores.

Dez se ofereceu para pegar meu lanche e não aceitou um “não” como resposta. Fiquei na mesa com Trish e Dallas, procurando, disfarçadamente, Austin ou Brooke. Nenhum dos dois estavam no refeitório. Aquilo me fez ter um aperto no coração. Será que ele estava com ela? Será que os dois estariam se beijando neste momento? O último pensamento fez meu estômago embrulhar. Só de pensar em Brooke nos braços de Austin, eu sentia nojo, angustia.

Assim que Dez voltou para a mesa com a minha bandeja com o lanche, pedi licença para ir ao banheiro. Trish queria ir comigo, mas insistir que ficaria bem indo sozinha.

Enquanto caminhava pela escola, sentir meu corpo ser puxado para dentro do armário do zelador e minha boca ser tampada. Assustada, começo a me remexer, tentando me soltar da pessoa que havia me prendido ali.

– Ally. Calma, sou eu. – fala a pessoa e logo a reconheço.

– Austin? – pergunto, assim que me acalmei e o mesmo soltou a minha boca.

– Você está bem? A Brooke te machucou? – ele perguntava com o desespero estampado em seu rosto.

– Eu estou bem. – digo, boba por ver a preocupação do loiro.

– Graças a Deus. – fala, suspirando em alívio e, em seguida, abraça-me com carinho. – Eu fiquei tão preocupado quando soube o que aconteceu.

Meu coração dispara com o gesto de Austin e suas palavras faladas próximas ao meu ouvido. O cheiro do perfume de Austin me embriagou de uma forma como nunca imaginei.

– Eu estou bem. – volto a repetir, com dificuldade. Minha sanidade estava sendo levada embora aos poucos.

– Eu vou te proteger, Ally. Eu prometo. Brooke não voltará a lhe fazer mal. – fala, com as duas mãos em meu rosto, segurando com carinho e me fazendo olhar em seus olhos.

– Eu não quero que me proteja. – digo, segurando suas mãos. A fraca claridade que entrava pelas frestas da porta, impossibilitava-me de ver a expressão de Austin por completo.

– Ally...

– Não, Austin. Não tente me proteger. Existem coisas que são inevitáveis. De um jeito ou de outro Brooke voltará a aprontar e eu não quero que você se machuque ou algo assim. – interrompo-o, falando de maneira decidida.

– Você não pode estar falando sério. – diz, parecendo não acreditar no que ouvia. – Ally, eu já te expliquei do que a Brooke é capaz. Não quero que aconteça com você...

– O mesmo que aconteceu com Cassidy. – interrompo-o, mais uma vez, frustrada. – Quantas vezes eu terei que repetir que eu não sou a Cassidy?

– Eu nunca disse que era. – volta a dá a mesma resposta de sempre.

– Então pare de me comparar a ela, Austin. – digo, chateada.

– Eu não estou te comparando com ela. – fala Austin, mais perto ainda de mim.

– Sim, você está. Precisa confiar em mim. – falo, aproximando-me mais de Austin.

Eu não sabia o que estava acontecendo ali. Quer dizer, por que eu estava sentindo a necessidade de ficar mais e mais próxima do loiro? Parecia que ele exercia uma atração incontrolável sobre mim.

– Eu confio em você. Eu não confio em Brooke. – sussurra, encarando meus olhos com intensidade.

– Então não tente me proteger. – sussurro de volta e sinto suas mãos em meu rosto, assim como na noite anterior.

– Eu não posso. – sussurra, mais próximo de meu rosto.

– Por que? – minha voz estava por um fio. Eu já estava quase fechando meus olhos.

– Porque você é importante demais para mim. Não posso permitir que alguém machuque você. – sussurra a milímetros de minha boca. Fecho meus olhos, sentindo sua respiração próxima. Meu coração saltitou como nunca ao ouvir Austin murmurar tais palavras.

Aquilo estava sendo demais para mim. Eu já tinha mandado minha consciência para o alto e colocado meus braços em volta do pescoço de Austin e quando íamos nos beijar, a porta é aberta de uma vez. Afasto-me de Austin assustada e acabo batendo a cabeça na parede do armário.

– O que vocês estão fazendo ai dentro? – pergunta o simpático zelador, rindo de nossas expressões de tormento.

Na mesma hora, Austin e eu saímos de dentro do armário, completamente vermelhos e sem saber ao certo o que dizer. Aquela situação era constrangedora demais. Então, a minha única reação foi sair apressada rumo ao banheiro feminino, torcendo para que nenhum outro inconveniente acontecesse, pois, a minha saúde mental estava abalada demasiadamente para qualquer outra situação impactante.

“Como pude me apaixonada por você, Austin Moon?”

Continua...

Notas finais
E então? O que acharam? Críticas, elogios, erros ortográficos? Awwwn, eu estou tão feliz por ter escrito esse capítulo!!! Sério, eu amei, mas estou ansiosa para saber o que acharam!!! Beijocas, Cupcakes ♥ *** PS: Quem quiser participar do grupo no face: www.facebook.com/groups/677328449023646/ >o< !! PS.2: Criamos um grupo no WhatsApp, então podem participar também !!