Notas iniciais
Oláaa
eu sei que eu demorei mas é que eu fiquei realmente sem tempo. Estava trabalhando e estudando, mas desde quarta agora eu só estudo
graças a Deus!
Mas foi a fofa da Gyslaine que me incentivou a terminar o capítulo e postar ele hj, quando foi atras de mim pedindo por mais. Agradeçam a ela!
Gente, nas notas finais eu queria dar uma palavrinha com todas as ROBSTEN de plantão. E sim, é uma bronca!
affs gente! todo mundo adinvinhou quem era o ser que atingiu Bella. Teve nem graça!
Bjs e até o fim!

A estranha mulher tinha fechado os olhos, ficando inerte em seu colo. O que foi que eu fiz? Não queria feri-la, pensava que era um animal. O barulho captado por seus ouvidos treinados para ouvir de longe, lembrava-lhe um veado trotanto. Preparou então sua arma química, feita da mistura de essências de certas ervas, e mirou no local por onde vinha o som. Estranhou não ouvir o baque surdo de um animal caindo, e sim um pulmão implorando por oxigênio.

Correu por entre as árvores e se desesperou ao encontrar uma mulher se revirando. Sabia o que sua arma poderia causar em um animal, mas e em um humano? Ajoelhou-se ao lado dela e logo tratou de arrancar sua pequena seringa caseira. Colocou o bonito rosto em seu colo e tirou os cabelos do rosto.

– Pelo amor de Deus! Acorde! – Choramingou.

Pôde ouvir som de galopes aumentando gradativamente. Ninguém pode me ver. Depressa, se escondeu atrás de uma árvore, um pouco distante da mulher, e esperou o barulho diminuir. Mas não foi o que aconteceu.

Logo apareceu um cavalo negro comandado por um homem literalmente familiar. Não importava a quantos anos não o via, poderia reconhecê-lo em qualquer lugar. Os cabelos cor de bronze ainda eram desarrumados, e os olhos verdes ainda estavam lá. Crescera muito, da ultima vez que se viram ele ainda era só um moleque desobediente. Sorriu com a memória.

Seu irmão pulou do cavalo ainda em movimento e se ajoelhou ao lado da mulher caída no chão. Puxou-a rapidamente para seu colo e segurou sua cabeça com firmeza, acariciando a bochecha que cada vez ficava mais branca.

– SWAN! Acorde! Isso é uma ordem.

A voz dele agora era grossa. O quanto ela perdera de sua vida? Edward sacudiu a mulher como se exigisse algo e urrou com sua voz de trovão:

– Se você não levantar imediatamente eu vou torcer esse seu maldito pescoço! Levante Swan! Você não vai conseguir fugir de mim! Ainda mais com esse teatrinho barato.

O peito de Edward se apertou ao ver sua prisioneira perdendo cada vez mais a cor. Alguém havia feito aquilo com ela, mas como? Não há indícios de feridas. Com cuidado, ergueu Bella no colo e já ia em direção a Tornado, quando viu algumas folhas se agitarem a sete metros deles. Antes mesmo de averiguar o que era, uma mulher saia timidamente de trás da árvore, carregando um sorriso doce em seus lábios. Por um instante, Edward esqueceu da prisioneira desfalecida em seus braços. O reconhecimento passou em seus olhos como um flash.

– ROSE! NÃO ROSE! – Edward correu pelo jardim, atrás da garota de longos cabelos loiros e cacheados. – ROSE!

Ao ouvir a voz do irmão de dez anos chamando seu nome, Rosalie se virou e viu o garotinho correndo em sua direção, trazendo lágrimas nos olhos.

– Por favor, não vai! – Edward agarrou sua cintura. – Ele vai mudar de idéia, você vai ver. Não me deixa sozinho.

Rosalie, enxugando suas próprias lágrimas, acariciou os cabelos arruivados do irmão.

– Ele não vai e você sabe disso Eddie. Além disso, você não está sozinho, você tem a Alice. E acredite, eu estou feliz.

– Mas você está chorando! – Rosalie sorriu e se agachou diante dele.

– Edward, eu estou livre. Finalmente!

Edward fungou e observou os olhos azuis e molhados da irmã.

– Me escute. Você agora vai ter que cuidar e proteger a Licinha sozinho. Ela é ingênua demais e não entende a indiferença do rei com ela. – Rose desde pequena se recusava a chamá-lo de pai. – Continue forte como sempre foi. Será o melhor rei que a Inglaterra já teve, eu tenho certeza disso. E quando eu voltar quero ver um homem feito, corajoso e justo. Quero ter orgulho de dizer que é meu irmão. Você me promete?

Edward afirmou com a cabeça e voltou a abraçar a irmã mais velha.

– Prometo.

– Eu te amo Eddie.

Despedindo-se com um beijo nos cabelos do irmão, Rosalie partiu, deixando um garotinho chorando e crescendo com o rancor dentro de si.

– Rosalie?

Edward franziu os olhos. Não podia acreditar. Aquela era a sua irmã? A imagem que via era de uma mulher já adulta, com o cabelo envolto em uma trança, usando uma calça bege justa ensacada numa bota marrom. A blusa branca era folgada e de mangas compridas que estavam arrastadas até o cotovelo. Em sua mão havia algo parecido com uma flecha.

A mulher abriu o sorriso, derramando uma lágrima. Se aproximando dele, acariciou com ternura a bochecha do rei. Ele cresceu tanto! A barba por fazer pinicava sua mão calejada e os olhos verdes ainda estavam desacreditados.

– Oi Eddie.

O rosto dela já não era jovem. Era alegre, mas também sofrido. Possuía cicatrizes nos braços e uma na sobrancelha. Mas mesmo assim continuava bonita. Sempre fora. A beleza foi a única coisa que os três herdaram de bom de seus pais. Se isso fosse considerado uma coisa boa. Quando ela tentou o abraçar, pode se lembrar de Bella em seus braços. Não podia mais ficar nem um minuto ali. Rapidamente, subiu com sua prisioneira em Tornado.

– Rose, eu preciso... Você...

– Estou indo atrás de você Edward. Não se preocupe. Vou só pegar meu cavalo.


[...]


Alice podia reconhecer os galopes de Tornado de longe, já que desde pequena se acostumara a ouví-los. Sempre assistia seu pai treinar um Edward mal-humorado a acertar a flecha no alvo, enquanto estava em movimento. Tornado sempre acompanhava seu dono nos treinamentos, exigência de seu irmão.

Foi esse o motivo de se levantar rapidamente do último degrau do palácio antes mesmo que Sue, Ângela e Jacob — que se recusaram a fazer qualquer coisa antes que Bella voltasse — se levantassem também. Ansiosa, Alice esticou o pescoço querendo ver além do que conseguia, o que não demorou muito, devido a velocidade do cavalo.

Os quatro se agitaram quando viram o rei carregando alguém. Era a Bella! Ela está viva! Pensou Alice feliz. Mas havia algo estranho. Naturalmente, Bella estaria resmungando, brigando ou batendo no rei, enquanto este revidava. Mas sua dama estava deitada calmamente no peito dele, enquanto seu irmão estava com o cenho franzido e o rosto sério. Aconteceu alguma coisa. Os criados, também percebendo a situação, ficaram tensos, enquanto Edward se aproximava a rápidas galopadas.

– O que aconteceu? – Disse Sue apertando o peito com a mão, que segurava um pano de prato. – Tem alguma coisa errada com a menina!

– Ela está bem? – Disse Ângela franzindo o cenho.

– Tem que estar bem, Ângela! – Ralhou Jacob.

– Já já vamos saber. – Disse a princesa com voz agoniada.

Assim que o cavalo parou, Edward desceu com Bella em seus braços. Engolindo a irritação ao ver Jacob com o olhar preocupado para sua prisioneira, adentrou o castelo sem responder a nenhuma pergunta, indo imediatamente a enfermaria com os quatro em seus calcanhares.

– Sue, pegue a carroça com o Black e vão os dois chamar imediatamente o doutor Sweter. – Sue e Jacob assentiram e obedeceram prontamente o rei, enquanto este depositava delicadamente a mulher no leito.

– O que é que eu não posso fazer para ter que chamar um médico? – A velha enfermeira Lourdes entrou no seu local de trabalho, alheia a tensão. – Oh meu Deus! O que houve com a senhorita Swan? Ela está pálida.

Edward rosnou e passou as mãos pelo cabelo. Nem ele mesmo sabia! Só sabia que aquela miserável tinha que acordar porque ele estava mandando e ponto final! Se soubesse quem havia feito isso com ela... Talvez Rosalie tivesse visto... ROSALIE!

– Parece que é algo mais que uma ferida ou uma perna quebrada. – Disse Alice, acariciando os cabelos de sua dama.

– Eu já volto.

Correndo, Edward foi até Tornado — que o esperava tranquilamente na porta principal — e cavalgou até os muros do castelo. Ordenando para os guardas que abrissem a porta, esperou por mais três minutos, até ver uma loira montada em um cavalo com perfeição e correndo em sua direção.

Os guardas, ao virem uma mulher da calças se aproximando, se prepararam para proteger seu rei, empunhado as armas na direção dela.

– ABAIXEM AS ARMAS! – Ordenou Edward. – EU POR ACASO MANDEI VOCÊS AS EMPUNHAREM, SEUS IMBECIS?

Rose desceu do cavalo e puxou a perna de Edward, obrigando-o a descer. Sem mais esperar, abraçou o moleque que tanto amava, sendo correspondida timidamente.

– Desgruda Rose. – Resmungou Edward baixinho. – Está me fazendo passar vergonha na frente de meus guardas.

– Que se dane os guardas. – Disse Rose segurando a face de um Edward turrão. – Você cresceu tanto. Tem até barba!

– E você tem peitos. Jurava que ficaria reta pelo resto da vida. – Rosalie gargalhou.

– Sabe que eu preferia? Eles doem quando estou...

– Chega Rose, não quero saber detalhes. – Edward deu um pequeno sorriso. Sua irmã estava de volta. Mas logo ele foi destruído com a lembrança de sua prisioneira inerte, branca como a neve, e deitada em um leito hospitalar.

– Vamos logo.

Edward montou no cavalo e estranhou sua irmã não imitar o ato.

– O que foi?

Rosalie mordeu o lábio inferior. Sua prisioneira também fazia isso quando estava nervosa. Droga, vamos logo Rose...

– A Rainha Elizabeth está aí?

Edward entendeu. Sua mãe não era tão horrível quanto seu pai, mas tinha problemas com Rose também. Edward achava que sua irmã, até os quatorze anos, ainda tinha esperança de que Elizabeth tivesse um resto de carinho por ela, já que o pai a odiava. Foi uma grande decepção. A rainha apoiou prontamente a decisão de deserdar Rosalie da família.

– E o que interessa? O castelo é meu.

Rosalie sorriu.


[...]


– Ela está ficando cada vez mais gelada. – Disse a Senhora Lourdes, sacudindo o termômetro.

– E branca! – Alice acariciou o rosto de sua dama. – Você tem ideia do que se passa com ela?

– Não, princesa. Infelizmente não.

Alice resmungou chorosa. Sentia-se culpada de alguma forma. Se não estivesse tão distraída com as medidas de seu vestido, Bella não teria conseguido fugir. A bela mulher estava agora com aparência de cadáver e os únicos indicadores que desmentiam o infeliz estado eram as batidas fracas do coração e a respiração sofrida.

A porta sendo bruscamente aberta foi o que tirou os pensamentos da princesa. Por ela, entrou um rei com passos firmes, rápidos e ritmados, ao contrário de sua companheira, que ainda estava na porta como se não quisesse entrar. A enfermeira e a princesa depositaram toda a atenção na mulher de longos cabelos cacheados e trançados, “vestida de homem”. Se as duas já não soubessem quem era, teriam estranhado. Rosalie era única e, ao contrário dos pais, era querida por todos os moradores do castelo que a conheciam desde menina. Reconhecê-la era tarefa fácil.

– Oh meus Deus! – Dona Lourdes colocou uma mão no coração. – Princesa! É você mesmo! Não é? Rosalie?

Rosalie deu um sorriso meigo. Aquela enfermeira fora como uma mãe para ela. Sempre que se machucava era para ela que corria, implorando para passar a noite naquela enfermaria e não ter que encarar os pais. Embrenhava-se tanto nos matos e caia com tanta frequência, que já era comum que dormisse por lá. Dona Lourdes sempre a acolhia e contava histórias, diminuindo os constantes pesadelos que atormentavam a mais velha dos Cullen.

– Oi Lourdinha. – A ex-princesa soltou o apelido que dera a mulher e esta correu para abraçá-la. Sua moleca estava de volta.

Alice se levantou e ficou encarando a suposta irmã. Não tinha memórias concretas da infância com Rosalie, já que ainda era muito nova quando ocorreu toda aquela barbaridade. Mas conhecia bem aqueles olhos azuis. Eram os mesmos que transmitiam-lhe paz enquanto sua dona acariciava seus cabelos e cantava uma música de ninar para que ela se desligasse e não ouvisse os gritos de uma criada qualquer sendo agarrada por seu pai.

– Rosinha?

– Licinha... – Disse Rose quando finalmente foi solta pela senhora, elevando as mãos no lábio. Correu até a irmã mais nova e parou a sua frente. – Você já é uma mulher.

Com a confirmação, Alice abraçou forte a sua irmã mais velha. Mas o momento foi logo interrompido quando a porta foi novamente aberta e Sue, Jacob e um senhor de meia idade entraram na enfermaria, devolvendo novamente o clima ruim ao lugar.

– É aquela moça ali. – Disse Sue ao médico. – Rosalie?

– Oi Sue. – E como todos os outros, a cozinheira foi só mais uma que abraçou com amor a menina dos cabelos dourados.

O rei não prestava atenção aos cumprimentos, abraços e beijos entre as mulheres. Quando entrou, sua atenção foi dirigida a mulher que perdia a cor. Os lábios estavam roxos e aquilo o deixava agoniado. Se aproximando do leito, tocou discretamente a ponta do dedo indicador na pele lisa da mão da mulher. Está gelada. Olhando para os lados e reafirmando que ninguém o observava, acariciou a mão de Bella.

Mas quando a porta se abriu, o rei recolheu imediatamente o braço, olhando para o médico de meia idade que corria até o leito da sua prisioneira. O Doutor Sweter depositou a maleta em cima dos lençóis brancos de algodão, enquanto as sete pessoas se aproximavam.

– O que houve? – Disse o médico tocando a testa de Bella, sentindo sua temperatura.

– Eu a encontrei desmaiada na floresta. – Disse Edward. – Dê logo um remédio para essa mulher que ela tem muito trabalho pra fazer!

– Há algum ferimento nela? – Disse o médico, ignorando o resmungo de Edward.

– Não.

O médico abriu sua maleta e tirou seus instrumentos, medindo a freqüência dos batimentos cardíacos e da respiração, além de medir a temperatura.

– AAAAAH! PELO AMOR DE DEUS! É só dar uma daquelas suas pílulas coloridas. Não há nada sério com ela! – Disse Edward, passando as mãos no cabelo.

– O senhor está me atrapalhando, majestade! – Ralhou o Doutor Sweter.

O senhor de meia idade conhecia bem o temperamento do rei já que era o médico da família real. Edward III era justo e honesto, mas também extremamente estúpido e impaciente. Não que isso fosse algo que o fizesse odiar o rei. Jamais! Graças a Edward, o posto médico de Londres havia se transformado em um grande hospital, trazendo saúde para toda a população.

– Então faça logo alguma coisa! Alice quer essa mulher em pé imediatamente! – Rosnou Edward.

Terminando seu diagnóstico, o médico olhou para os sete pares de olhos ansiosos ali presentes. Olhou com pesar para... Aquela é a Rosalie? Não pode ser!

– Diga doutor! – Disse Jacob.

Voltando para o mundo real, o médico concluiu.

– Ela está intoxicada. E eu não posso fazer nada se não souber de que exatamente.

– Você deve ter algo para cessar a intoxicação! – Falou Jacob, ignorando o olhar rabugento do rei em si. – Essa maleta é gigante!

– Se eu der qualquer outro remédio que não seja o certo, eu posso matá-la!

Edward rosnou. Isso não estava longe de acontecer. Para quê que aquela baixinha dos infernos fora se embrenhar no mato? Os lábios dela estavam roxo e as pálpebras se remexiam em agonia. Aquilo o torturava e o fazia querer socar a cara daquele médico inútil. Rosalie, que estava inquieta desde a fala proferida pelo médico, se pronunciou.

– É uma mistura de essência de ervas-laranja com flor-falsa-rosa.

O médico, sem perguntar mais nada, vasculhou a maleta atrás do antídoto certo, enquanto todos olhavam Rosalie perplexos.

– Foi você que atacou a Bella, Rosalie? – Alice disse, elevando as mãos a boca.

– NÃO! NÃO! Quer dizer... foi mas... — Rosalie falou agoniada. – Eu juro! Não foi por querer.

– Como não foi por querer? – Se exaltou Jacob. – Bella está morrendo por sua culpa!

– ELA NÃO ESTÁ MORRENDO! – A voz do rei foi ouvida por todo o palácio.

– Eu pensava que era um veado. Eu estava caçando quando ouvi um barulho. Como por aquelas bandas nunca aparecia um humano eu simplesmente disparei. Essa mistura é um tranquilizante feito para animais. A carne fica mais macia se o animal estiver dormindo quando for morto.

– Eu não sei o que é mais assustador: a Bella ser confundida com um veado ou a Rose saber qual o melhor ponto da carne. – Alice suspirou. — De qualquer jeito, acho que você está birutinha, minha irmã.

– Eu não queria... Juro que não.

– Isso não importa mais, não é mesmo? Está tudo bem agora, Bella já está medicada e logo logo estaremos ouvindo ela resmungar do quanto o vestido dela pesa. – Disse Sue, soltando o riso de todos, menos o de Edward, que preferiu escondê-lo. Era típico dela mesmo. E a queria desse jeito mesmo: chata e irritante, não morta.

– Essa pelo jeito é das minhas. – Disse Rose, já sentindo a simpatia que nasceria entre as duas.

– Pronto. A senhorita Swan já está medicada, e agora precisa ficar em repouso. A situação dela é estável e as próximas horas serão decisivas.

– Quando ela vai acordar? – Perguntou Ângela.

– Tudo dependerá de como o organismo dela vai reagir. Acredito que dei o antídoto a tempo dele surtir efeito. Se tivesse demorado mais algumas horas, a intoxicação atingiria um nível avançado demais para qualquer medicamento. Senhora Lourdes, — O médico prosseguiu. – a senhora assume o controle a partir daqui. Qualquer complicação, sabem onde me encontrar.

– Sim doutor. Agora Bella precisa descansar, não quero ver ninguém aqui na minha enfermaria.

– Deixo claro que estou saindo porque quero. – Resmungou Edward.

– Sim Majestade. – Disse Lourdes risonha.


[...]


– Parece que estou tendo um déjà-vu.

Todos aqueles corredores lhe traziam lembranças. Ruins, mas ainda sim lembranças. Os grandes quadros de seus antepassados ainda jaziam nas paredes de mármore. As cortinas de veludo, onde por tantas vezes se escondera de seu pai por trás delas, enalteciam o lugar.

– Então é verdade o que os criados cochicham pelos quatro cantos do castelo.

A voz da mulher causou-lhe calafrios. Nunca havia superado a rejeição da mãe. Apesar da idade, a rainha Elizabeth continuava tão bela quanto em suas mais dolorosas lembranças. Foi tarde que Rosalie descobrira que só podia contar com seus irmãos. Os olhos azuis iguais aos seus a olhavam com desprezo e nojo.

– Posso saber o que uma plebéia que veste-se que nem um homem está fazendo no meu palácio?

– O palácio é meu e eu sou o rei. Determino quem entra e quem sai. Rosalie sempre será bem vinda nesse castelo e será tratada como parte da família real.

– ELA NÃO É UMA CULLEN!

– Ela é a nossa irmã! – Indignou-se Alice.

– Deixou de ser no bendito dia em que seu pai resolveu deserdá-la! Rosalie não é mais da família e foi proibida por Edward de entrar nesse castelo.

– EU SOU O REI E ESTE CASTELO AGORA É MEU! – Vosciferou Edward. – Se não estiver satisfeita com a presença de Rosalie sugiro que saia dele, pois ela ficará o tempo que quiser aqui.

Rosalie sorriu para o irmão. A postura séria e grosseira não lhe lembrava nem um pouco o garotinho doce que um dia deixara para trás.

– Um ultraje! Uma falta de respeito com seu falecido pai que deu o sangue para que você assumisse esse trono. Mas tudo bem. Só não espere que eu aceite esse entojo dentro do meu lar.

A rainha saiu sem falar mais nada.

– Você vai dormir no meu quarto hoje. – Disse Alice sorridente, como se nada tivesse ocorrido.

– Eu sinceramente não sei se ficarei nesse castelo mais do que essa noite. Na verdade, só quero ficar aqui até Bella acordar e eu ter certeza de que ela ficará bem.

– Depois a gente conversa sobre isso. – Desconversou Edward. – É melhor nós descansarmos um pouco antes de Sue servir o jantar.



Notas finais
O maior problema das fans de Crepúsculo é misturar a fantasia com a realidade.
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A algumas semanas houve uma fatalidade que desmotivou várias leitoras e autoras de fanfic, levando elas a largar esse nosso pequeno mundo.
Uma frase dita por uma autora me chamou bastante atenção. Ela falava que pensava que o amor dos dois era um amor verdadeiro e que iria desistir de escrever por causa disso. Amor verdadeiro é o amor de Bella e Edward, dois personagens fictícios criados por uma autora fantástica.
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Kristen e Robert são só duas pessoas normais, igual a mim e a vocês, e não são o Edward e Bella disfarçados, coisa que a mídia fala e a maioria dos leitores fazem questão de acreditar. Eles eram um casal normal no qual a menina se rebaixou a tal ponto de traí-lo com um cara casado. Ela errou? Pra cacete, mas a vida é deles e eles fazem o que quiser dela. NÓS NÃO TEMOS NADA A VER COM ISSO!
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Agora, a partir do momento em que leitores estupidos, infantis e , acima de tudo, ALIENADOS, largam qualquer coisa que se refira a crepusculo por causa dessa traição, estão tendo uma tremenda falta de respeito com Stephanie Meyer, que merece todo o nosso agradecimento por criar uma história tão criativa e envolvente. É graças a ela que estamos aqui e não por causa de atores bonitinhos de Hollywood. É a ela que devemos fidelidade.
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Aos que estam tristes por causa do rompimento do casal, não recrimino vocês. DEIXO BEM CLARO que a minha crítica está naqueles que confundem a realidade com a ficção. Mas Labap, você não ficou triste? Óbvio que fiquei, como disse na primeira linha desse meu desabafo, nós fans de crepusculo, temos um quedinha pela ficção que se transforma em realidade, mas eu jamais abandonei nem me deixei desmotivar por causa disso, pois sou fiel a uma das minhas autoras prediletas. E vocês deviam ser também!
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Posso estar perdendo leitores nesse exato momento, mas eu não posso ficar calada diante deste drama digno de besteirol americano. Também não sou opressora e vou odia-las só porque descordam de mim. A fic está aberta a comentários, discussões, mas não a baixaria. Aos que discordarem de mim, só terão minha resposta se isso for tratado com educação, pois eu não desço do salto por tão pouco.
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um bjs para todas vocês e até o proximo capítulo.