Universo Paralelo
10 Capítulo 9
Notas iniciais
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a quanto tempo fiass!!!
pois é, complicado pra mim escrever, mas desistir jamais, nem se preocupem. E se isso acontecer, o que está fora de cogitação, eu avisaria.
Mas vamos que vamos.
Eu fiquei surpresa com a reação de vocês ao meu desabafo. Pensei que ia perder um monte de leitoras mas pelo contrário, só fiz ganhar. E eu to ralmente feliz por vocês concordarem comigo e continuar a lerem as fanfics Beward. Mostram que minha leitoras são da mais alta qualidade e isso me deixa super hiper mega ultra feliz.
Sobre esse capítulo, ele ficou um pouco menor que os outros. Eu pensei em deixar pra postar mais tarde para aumentar as linhas, mas ai demoraria mais pra postar e eu não acharia justo.
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Bom, então está ai. No final a gente se encontra.
Ele não conseguia dormir. Pra variar um pouco. Coincidência ou não, desde que sua prisioneira havia pisado em seu reino suas noites tranquilas haviam diminuído consideravelmente. Mas a coisa agora era um pouco mais complicada. Conforme o médico havia dito, as próximas horas eram decisivas. Depois do jantar, ainda fora na enfermaria com suas irmãs, porém não havia diferença no estado da mulher.
A sua inquietação diante da constatação desse fato não passou despercebido por Jasper, que se limitou a mandar-lhe um olhar indagador, ignorado pelo rei. O conselheiro estava estranho com ele desde a noite passada, quando se encontraram na cozinha após ter dançado com sua prisioneira. Como se duvidasse de algo que Edward não fazia a menor idéia do que fosse.
O conselheiro preferiu passar o dia todo evitando Edward e teria conseguido se a sua prisioneira não tivesse fugido. Algo incomodava Jasper. Mas o quê? Edward olhou para seu peito nu, onde jazia a cicatriz. Aquela que o salvara. Aquela que podia ser aberta sem o mínimo esforço. Aquela que tantas vezes Jasper recuperara.
Deduziu que esse alvoroço que impedia Edward de ter um sono tranqüilo era devido à acusação ilógica de Alice.
– É sua culpa sim! Se não a mantivesse enjaulada nesse palácio duvido que ela quisesse fugir. Você me fez perder uma amiga! – A princesa voltou a chorar. – E sabe por que Edward? Por que ninguém aguenta essa sua arrogância e senso de superioridade! Bella sempre odiou estar sob o mesmo teto que você. Se eu fosse ela, também fugiria!
Ela não entendia. Como poderia entender? Não conhecia Bella! Ela podia ser perigosa. Não tinha nada a ver com “arrogância” ou “senso de superioridade” que ridiculamente Alice atribuíra a ele. O rei prezava acima de tudo pela segurança de seu reino. Não era culpa dele se Bella era estúpida o suficiente pra se quer cogitar a idéia de fugir dele. Como se isso fosse possível. Acharia ela até no inferno. A única culpada na história toda era daquela que estava morrendo na enfermaria. Esse último pensamento fez ele grunhir. Ela não está morrendo!
Sua porta foi aberta com dificuldade, deixando tempo suficiente para que ele procurasse uma camisa e escondesse seu tão precioso milagre em forma de cicatriz. Por ela, Alice e Rosalie entravam, vestindo longas e largas camisolas brancas e dando risadinhas travessas, como se estivessem fazendo algo proibido.
– Posso saber o que vocês duas estão fazendo no meu quarto? – Rosnou Edward.
– Deixa de ser turrão, Edward. – Alice segurou em sua mão, enquanto Rose ia atrás dele e o empurrava até a cama.
– Nós viemos relembrar os velhos tempos. – Disse Rose enquanto os três se sentavam na cama do rei. – Quando ficávamos embaixo do lençol contando histórias de terror.
– É... mas estamos cansadas demais e vamos pular logo para quando dormíamos juntos, nós três. – Disse Alice, deitando-se na grande cama, sendo acompanhada por Rose.
– Saiam da minha cama e me deixem em paz. – Edward resmungou, cruzando os braços. – Quero dormir e não vou conseguir com dois trambolhos em cima dela.
– Olha como ele tá de mau humor Licinha. – Rose riu.
– Deixa de ser besta Edward. – Alice puxou a mão de Edward com força, fazendo-o deitar no colchão em meio às duas.
– Vão embora daqui. – Bufou Edward, cruzando os braços.
– Nem pensar. – Rose e Alice deitaram suas cabeças em cima do peito de Edward, como faziam quando eram apenas três crianças. – Boa noite Licinha, Eddie.
– Boa noite Rose. Boa noite Edward.
– Eu juro que se eu não estivesse tão cansado, eu chutaria a bunda de vocês duas pra fora daqui.
– Nós também te amamos. – Suspirou Rose.
Edward fechou os olhos e esperou o sono chegar. Mas este não veio. Certificando-se de que as irmãs já ressonavam tranquilas, saiu com cuidado da cama para não acordá-las e vestiu o roupão vermelho-sangue por cima de sua roupa.
Contraiu as pálpebras com força e crispou os lábios um no outro quando sua porta fez barulho ao abri-la. Olhou para sua cama, temendo ter acordado uma de suas irmãs, mas apenas Rose se remexeu no colchão. Suspirou fundo e saiu do quarto de vez.
Christina Perri – Distance
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A direção era certa, mas a mente teimava em achar justificativas racionais para seguir aquele caminho. Olhava para todos os lados com receio de ser visto. Ter que dar satisfação a alguém era a última coisa que queria. Não que fosse obrigado, afinal ele era o rei! Mas o fuxico entre criados era algo que ele não conseguiria impedir.
Abrindo a porta da enfermaria e certificando-se de que Lourdes não estava lá para pegá-lo no flagra, entrou e fechou a porta.
– Ahá! Te Peguei! – Sussurrou, observando a mulher inerte na cama. – Não adianta me enganar Swan, eu já sei que você está mentindo.
Não obtendo resposta, suspirou fundo. Não sabia bem o que fazer, só queria ela de olhos abertos, mesmo que pra isso bancasse o idiota. Aproximando-se do leito, sentou no banquinho alcochoado ao lado. Ela parecia mais ingênua quando não queria matá-lo. Acariciando sua bochecha, sentiu a pele macia dela na temperatura ideal e seu rosto já estava corado novamente. Parecia que um peso havia saído de algum lugar de seu corpo.
“As próximas horas serão decisivas.”
Olhando para o belo e delicado rosto a sua frente, foi impossível não lembrar de uma das poucas noites em que se sentira livre.
Edward se aproximou dela. A respiração acelerada denunciava que ela não estava dormindo. Então tomou a decisão. A mão delicada que estava em cima do travesseiro foi puxada de maneira grosseira por uma outra calejada, fazendo com que o corpo deitado na cama se erguesse com rapidez e os cabelos cacheados se movimentassem livremente. Bella soltou um gritinho agudo.
Os olhos verdes e confusos dela encaram outros olhos verdes que estavam determinados.
– Me conceda uma dança. Agora!
Bella sorriu.
– Uma trégua?
– Só por essa noite. — Edward deu um leve sorriso.
– Só por essa noite. — Bella concordou.
Ao som de uma nova música que tocava na festa, Bella se levantou e colocou uma mão no pescoço de Edward, enquanto este aproximou os dois corpos com sua grande mão que passava pela cintura fina da mulher a sua frente. Com a mão livre, Bella retirou a coroa de Edward, depositando-a em sua cama.
– Esta noite, enquanto estiver aqui comigo, você será só uma pessoa sem qualquer obrigação. — Bella juntou sua mão com a de Edward e os dois se esqueceram do mundo.
Com cuidado, entrelaçou sua mão na dela, acariciando com o polegar a parte superior.
– Não quero que você morra. Que sofra bastante, mas não morra.
[...]
Dona Lourdes havia se levantado cedo naquela manhã. Sem querer perturbar a cozinheira, preparou seu próprio café e o da sua nova paciente, caso ela acordasse. Antes de se deitar na noite anterior, conferiu o estado de Bella e concluíra com alegria que ela melhorara. Tudo indicava que hoje mesmo ela levantaria.
Carregando a bandeja, adentrou em sua enfermaria. O susto ao ver um rei dormindo de forma desajeita fez com que abrisse a boca em formato de “O”. Edward Cullen III estava sentado em um pequeno e desconfortável banquinho, com o peso do corpo apoiado no leito. Sua cabeça estava deitada em cima da barriga de Bella, enquanto as mãos dos dois estavam entrelaçadas.
Com um sorriso surgindo em seus lábios, dona Lourdes depositou a bandeja na cômoda ao lado de sua paciente.
– Majestade! – Sussurrou Lourdes. – Majestade!
Desnorteado, o rei se levantou rapidamente, sendo acompanho de uma grande pontada nas costas. Resmungando, percebeu onde estava quando viu Lourdes o olhando.
– Droga! – Disse se espreguiçando, enquanto escutava o estalar de suas costas. – Faz muito tempo que amanheceu?
– Não, na verdade eu acordei cedo demais e vim logo para enfermaria. E aí eu encontrei você aqui e... – A enfermeira foi interrompida quando começou a sorrir sugestivamente.
– Eu só vim aqui averiguar se ela estava viva! Alice está impaciente. Quer que ela acorde logo.
– Claro, a princesa Alice! – Lourdes segurou o riso. – Se me permite uma opinião, acho melhor você voltar logo para o seu quarto, majestade, antes que os outros acordem e façam fuxicos mentirosos. Afinal, você passou a noite na enfermaria com a senhorita Swan.
– Sobre isso Lourdes...
– Não se preocupe, não contarei a ninguém.
– Obrigado.
Desajeitado com o olhar risonho da enfermeira, Edward saiu da enfermaria ajeitando o cabelo bagunçado. Subiu a escada rapidamente e entrou no seu quarto, suspirando aliviado quando viu que suas duas irmãs ainda dormiam. Com cuidado, deitou-se no meio delas e dormiu o restinho que lhe sobrara da manhã.
[...]
Sua mente despertou antes de seu corpo. Imagens turvas e sem sentido passaram diante de seus olhos fechados. O Okala, Carlisle, a floresta, e..., um homem loiro se aproximando dela. Dor... muita dor... falta de oxigênio.
– Será que ela acorda ainda hoje? – Identificou a voz de Alice.
– Provavelmente Licinha. Ela já está com os lábios rosados, veja. – Ouviu uma voz feminina, mas não conseguiu ligar a nenhuma mulher que conhecera naquele palácio.
– Tudo indica que sim. – Disse Lourdes. Lourdes? Eu estou na enfermaria?
– É bom mesmo. Se ela morresse... – A voz era de Jacob.
– Você daria pulos de alegria, não é Jake? – Disse baixinho, abrindo os olhos com dificuldade.
–FLORA! – Jacob correu até ela, dando um longo beijo na testa. – Você ta viva!
– Acho que sim.
– Bellinha, que bom que acordou. – Disse Alice sorrindo, sendo acompanhada por Lourdes e a outra mulher. Esta, dava um sorriso envergonhado.
Não foram pelas características físicas que Bella identificou com certa dificuldade quem era a desconhecida, mas sim pelas roupas. A calça, que nenhuma outra mulher ousaria vestir naquela época, foi a peça-chave. Oh meu Deus! Estava diante de Rosalie Cullen, a mulher com quem tanto se identificara e se solidarizara. Aquela que fez com que sua admiração atingisse níveis altíssimos.
– Oh meu Deus. – Bella se sentou com certa dificuldade no leito. – Você é a Rosálie? Estou certa?
Rose olhou com surpresa. Não era essa a reação que ela esperava. Talvez um olhar torto, um sorriso falso, ou com raiva pelo acidente caso ela lembrasse.
– Sou sim. Como sabe?
– Alice me falou de você. – Disse Bella sorrindo. – Eu não posso acreditar! Como você voltou? Alias, como eu vim parar aqui? O que aconteceu?
Um pouco acanhada, Rose contou tudo, enquanto Lourdes saia disfarçadamente da enfermaria para avisar ao rei que Bella finalmente acordara. Sabia que sua paciente não gostaria nem um pouco da presença de Edward, mas ele era o rei e tinha que ficar por dentro de tudo que acontecia em seu castelo. E quem sabe por outro motivo também. Aquele que o fizera dormir desconfortavelmente em uma enfermaria ao invés de dormir em uma cama enorme e confortabilíssima. Esse pensamento vez ela dar um risinho.
[...]
– Me desculpe Bella, eu juro que eu não...
– Ei!!! Tá tudo bem. – Disse Bella, segurando na mão de Rose. – Eu tô viva, não tô?!
– Pelo menos isso. – Disse Jacob. – Como você está?
– Um pouco sonolenta. – Disse, enquanto Jacob beijava sua mão.
– Nós ficamos tão preocupados. – Alice deu a volta e se aproximou da física. A essa altura, Bella já estava rodeada pelos três.
– Está tudo bem. Obrigada por tudo.
Bella estava realmente comovida. Não esperada que tivesse toda essa atenção e não pôde evitar de ficar um pouco culpada por querer fugir deles. Só que a história era mais complicada do que parecia. Ela tinha um mundo pra salvar. Este último pensamento fez ela segurar o riso. Eu sou a mulher-maravilha.
–BEEEEEEEEEEEEEEELLA SWWWWWWWWWWWWWAN!
O trovão foi ouvido antes mesmo da porta ser aberta com brutalidade, revelando um ser de 1,85 m, com olheiras e um cabelo acobreado extremamente bagunçado, vestindo um imponente uniforme azul marinho. O maxilar de Edward estava travado, escondendo um sorriso que surgiria ao ver a íris tão parecida com a dele.
Seus dez minutos de paz sumiram imediatamente. Bella gemeu de desgosto quando o rei entrou pisando forte na enfermaria. Escondeu-se embaixo da coberta, rezando para que o rei tivesse ficado cego durante o tempo em que esteve desacordada. Assim não poderia vê-la.
– Saiam todos daqui. AGORA!
Não. Ele não tinha ficado cego.
– Quanta brutalidade! – Resmungou Alice, saindo da enfermaria.
–Olha o que você vai fazer Edward. – Avisou Rosalie.
Uma vez que todos haviam saído, Edward puxou com rapidez sobre-humana o lençol, revelando a camisola curta para enfermos. Por um milésimo de segundo, esquecera o que veio fazer ali ao observar as pernas brancas e delineadas, agora desnudas da mulher. Mas a sua raiva era extrema para dar atenção a qualquer reação de seu corpo traidor.
– Quanta audácia! – Reclamou Bella, sentando-se no leito. – Me devolva o lençol!
– AUDÁCIA? AUDÁCIA? – Disse Edward vermelho. – EU SÓ NÃO QUEBRO O SEU PESCOÇO NESSE EXATO MOMENTO PORQUE NÃO QUERO SUJAR MINHAS MÃOS COM O SEU SANGUE!
– Quer me dar sermão agora é? Você não acha que eu já sofri demais não?
– Não. – Edward se aproximou lentamente. – Eu vou fazer você sofrer de verdade.
Bella se levantou do leito, temendo o que aquele rei doido poderia fazer com ela. O medo estava ali, mas ela que não deixaria transpassar. Afastou-se o máximo que pôde, enquanto o rei teimava em se aproximar de sua caça.
– Daqui pra frente Swan, você fará o que eu mandar.
– Que novidade! Eu não tenho vontade própria nesse castelo mesmo. – Disse virando as costas e jogando o cabelo pra trás. Queria provocar o rei, e estava conseguindo.
– Você não está entendendo. – Com rapidez, Edward puxou o braço dela, fazendo sua cara bater de frente com o peitoral duro do rei.
–Aí! Meu nariz!
– Você agora será a minha “Dama de companhia”.
– Claro, uma mocinha como você precisa de alguém que faça uma trança em seu longos cabelos!
– PARE DE ME PROVOCAR! – Bella não pode deixar de se intimidar. – Você agora vai andar sob minhas vistas. Esqueça Alice, porque ela não vai mais ser sua senhora!
Bella engoliu seco.
– Hoje mesmo você começa. E eu lhe garanto, não sou tão mole quanto Alice.
Soltando o braço de Bella, foi impossível não notar a marca vermelha de seus dedos na pele branca de sua prisioneira. A raiva era tanta que não se controlara. Mas ela também provocava!
– Você começa depois do almoço. E é bom se apressar. — Edward se afastou e atravessou a porta sem olhar para trás.
– Ai meu Deus. – Bella sentou em um leito qualquer da enfermaria, elevando a mão à boca. — Eu to ferrada!
Notas finais
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Então, vamos conversar um pouquinho?
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a história ta caminhando e alguns mistérios estão surgindo. Essa união de Bella com Edward não é só um pretesto para o envolvimento do casal, mas sim para o aprofundamento dos mistérios e as suas soluções.
Edward e Jasper mantém um segredo cabeludo, e pelo que eu to pensando e imaginando nessa minha cabeça, a rainha Elizabeth também será alvo de algumas interrogações.
Só a pobre Alice que é a ingênua da história.
E essa amizade de Rose com Bella? Algo me diz que ela vai ser muito útil para Bella procurar o Okala.
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Tá tá, já falei demais.
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Gente, acredito, NÃO PROMETO, que o próximo capítulo já poderá sair no próximo fim de semana. As coisas estarão mais vagas pra mim.
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Um ótimo fim de semana e até o próximo capítulo!
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