Notas iniciais
olá pessoinhassss!!
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então, como prometido, a história começará agora!
esse capítulo é extremamente importante, leiam com atenção!
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obrigada pelos reviews que estão cada vez mais aumentando e me deixando mt feliz!!!
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nos vemoslá em baixo
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Boa leitura!

Ela estava extremamente irritada. Não só com a situação ridícula a qual fora submetida, mas também com os criados inconvenientes do castelo. Não houve um que não lhe perguntara se ela era a desmemoriada quando Sue a apresentou. Mesmo que fosse verdade, se sentia incomodada sabendo que sua suposta amnésia era o assunto principal daqueles que ela nem se quer conhecia.

No momento estava almoçando sozinha o delicioso ensopado de camarão que Sue fez. Por opção sua, preferiu comer na cozinha e não no refeitório junto com os outros criados. Precisava de um tempo para si, coisa que não conseguiu desde que acordou. Empurrou o prato dela para frente quando terminou de comer. Encontrava-se exausta mentalmente.

Ainda estava distante quando não percebeu a entrada de um homem alto e forte. Ele tinha cabelos negros e a pele morena, seus traços eram grosseiros. Ao ver a estranha, se assustou e derrubou o copo de vidro já vazio em suas mãos. Bella se levantou assustada e olhou para o moço que estava sem graça.

- Me desculpa, eu sou um idiota. – O homem se agachou e colocou o prato de vidro que carregava ao seu lado. Sem muito sucesso, juntava os cacos.

- Não se mecha, pode acabar se cortando. Sabe onde está a vassoura e a pá? – Perguntou preocupada.

- Ao lado da pia. – Disse o moreno ainda agachado.

Bella pegou os instrumentos e varreu os cacos grandes, enquanto ele catava os pequenos. A física se agachou para ajudá-lo, fazendo o homem avaliá-la melhor. Era provavelmente a mulher mais linda que ele já viu. Concentrada no que fazia, não percebeu o moço admirando o rosto delicado da moça. Distraído por sua beleza, apoiou sua mão no prato, colocando todo o peso de seu corpo na peça de vidro. Sem mais resistir, o objeto também se partiu.

- Eu realmente sou um idiota. Dessa vez eu limpo.

- Eu não me importo em... sua mão está sangrando! Precisa ir à enfermaria antes que isso infeccione.

O homem olhou para sua mão e chegou à conclusão de que o ferimento não era grande coisa. Sorriu torto ao ver a bela desconhecida tão preocupada com ele.

- Não é necessário. Ali tem um armário com uma caixinha de curativos. Você pega pra mim?

Bella obedeceu e pediu para o homem se sentar. Pegou os remédios (que eram um tanto limitados pela época) e aplicou no corte superficial do rapaz. Foi impossível não notar o interesse dele em si enquanto fazia o curativo.

- Nem me apresentei. Sou Jacob Black, cuido dos cavalos da família real.

- Bella Swan, dama de companhia da Ali... Princesa Alice.

- A desmemoriada. – Bella bufou e revirou os olhos. – Pelo jeito não gosta de ser chamada assim, não é?

- Nem um pouco.

- Me desculpe, mas é que todo mundo se refere a você assim. Mas já que você não gosta, que tal: O anjo que caiu do céu. – Bella riu envergonhada.

- Não. Mas estou aberta a sugestões. — Retribuiu a investida do rapaz.

Jacob sorriu com a deixa dela e colocou um dedo no queixo, como se estivesse pensando.

- Então, humm... Que tal macaca?

- Macaca? – Bella disse risonha.

- Macacos caem de árvores o tempo todo, não sabia? – Disse Jacob com ar de especialista.

- Não quero macaca, é muito feio.

- Eu tenho um perfeito. – Disse acariciando com a mão boa o rosto da mulher que colocava gaze na mão ferida. – Flora. As flores caem no inverno. És tão bela como elas.

- Está pronto. – Jacob se levantou. – Gostei de Flora. Melhor que macaca com certeza. E pode deixar que eu limpo a cozinha.

- Obrigado. Pelo curativo também. Apareça lá no celeiro se quiser conversar com alguém que fede a cavalo, seria um prazer.

- Pode deixar que eu vou. Cuidado para não pisar nos cacos.

- Tudo bem. Até mais Flora!

- Até Jacob.

O grande homem saiu da cozinha e Bella se virou para terminar de varrer os cacos no chão. Jacob era um cara bonito e atraente e Carlisle não havia falado nada sobre não se divertir um pouco. Até poderia, mas parecia impossível com aquele rei arrogante pegando em seu pé.

[...]

Porcaria de vestido!

Estava suando para chegar até o último degrau da escada. O vestido grosso e pesado junto com o corpete apertado que lhe impedia de respirar, só dificultava o processo. As pernas já estavam cansadas quando terminou de subir a escada. Ofegante, se apoiou no corrimão. Havia subido apenas quinze degraus e estava tão cansada que parecia que tinha corrido uma maratona.

Afastou-se do corrimão para seguir até o quarto de Alice, mas foi impedida ao sentir seu vestido preso a algo. Observou melhor e notou que um bordado tinha prendido no detalhe bem desenhado do corrimão. Era só o que me faltava. Se puxar com força é bem capaz de ficar nua. Tentou se esquivar, mas acabou se desequilibrando e rolando escada abaixo. EU VOU MORRER!

Quando seu corpo em fim parou de rolar, abriu os olhos. Só para encontrar um par de íris verdes a olhando sinicamente. Ele estava aí o tempo todo e nem me segurou? Ela sabia que mesmo com o rosto sério, o corpo ereto e com as suas duas mãos unidas atrás das costas; o rei gargalhava por dentro. Aquele maldito olhar superior foi direcionado a ela como se a situação em que ela se encontrava era a mais normal do mundo: estatelada no chão após cair de uma escada.

- Você está aí desde quando? — Disse indignada.

- Me trate como Vossa Alteza. Eu sou o seu rei.

- Desde quando está ai? — Continuou ela.

- Faz uns cinco minutos. Apenas observando sua tentativa fracassada de subir a escada.

- E não me segurou? — Disse cética, sentando-se.

- Não quis. — Disse Edward sacudindo os ombros.

- Você é um brutamontes! Não tem o mínimo de cavalheirismo. — Bella tentava se levantar. Já se sentara, mas o vestido era tão pesado e estava tão cansada que não tinha forças para se levantar. Olhou para Edward e suspirou. — Pode me ajudar?

- Ah um segundo atrás disse que eu era um brutamontes e que não tinha o mínimo de cavalheirismo. Deixarei você ter razão. — Disse dando um sorriso cínico. Estúpido!

- Fala isso porque não sabe o peso desse treco! Por favor. Eu não tenho mais força pra nada, acabei de rolar escada abaixo, to toda machucada e esse vestido pesa quilos. Por favor, me ajude.

Eu não acredito que to me humilhando tanto só pra ficar de pé.

- E o que eu ganharia com isso?

- Um “obrigado”? — Disse Bella sorrindo amarelo.

- Minha paciência e força valem mais que um obrigado.

- O que você quiser! Mas terá que me ajudar também a subir a escada.

Mordeu a língua. Por que ela tinha que falar tanta besteira? Com esse “o que você quiser” ele iria transformar a vida dela num inferno. Mas era tarde demais pra voltar atrás. Não queria se fazer de covarde na frente dele, desistindo do que lhe falara.

Edward a estudou. Fazer o que ele quisesse? Uma proposta interessante, porém burra da parte dela. Mas ele aceitaria. E escolheria o quê na hora certa.

- Ok, eu aceito. Mas direi o que eu quero em outra hora.

Bella levantou os braços e Edward a segurou. Com firmeza, deitou-a em seu colo e subiu a escada com facilidade. Ao colocá-la no chão, Bella virou-lhe as costas e seguiu em direção ao quarto de Alice, ignorando o cheiro maravilhoso que o rei possuía.

- Um “obrigado” seria conveniente para uma dama. — Ironizou o rei.

- Irei lhe pagar por me trazer até aqui. “Obrigado” é para favores.

- Faça uma reverência a mim! — Ralhou Edward. — Sou o seu rei!

- Uma reverência só é válida quando é verdadeira. E eu decididamente não reverencio você.

Bella entrou no quarto sem nem mesmo esperar sua resposta. Petulante! Ele deveria lhe dar um belo castigo por isso. Afinal ele era o rei! Mas tudo tem sua hora. Ela ainda irá saber que não deve destratá-lo nunca.

[...]

- Está lindo. Você tem jeito em arrumar cabelos. — Afirmou Alice olhando o penteado no espelho. — Será que você tem uma filha? Assim você arrumaria sempre ela. Já deve ser treinada nisso.

Bella corou. Não se sentia bem mentindo pra Alice. Ela tinha sido tão boa com ela que se sentia envergonhada por enganá-la tão descaradamente. Alice a olhou sem jeito.

- Desculpe. Não devia ter falado sobre isso né?

- Quem são? — Desconversou Bella, olhando para um quadro pendurado no quarto de Alice.

Nele havia três crianças, todas muito bonitas. Duas meninas e um menino. A do lado esquerdo possuía cabelos curtos, lisos e castanhos, com grandes olhos azuis. Baixinha, tinha um sorriso doce como o de uma fadinha. O garoto do meio estava com uma cara emburrada. Cabelos acobreados e bagunçados, e olhos verdes intensos. A menina do lado direito era loira e seus cabelos cacheados iam até a cintura. Seus olhos eram azuis.

- Eu, Edward e... Rosalie. — Disse Alice sorrindo com nostalgia.

- Quem é Rosalie? — Perguntou Bella. Não se lembrava de ter conhecido mais nenhum membro da família real que não fosse Alice, a rainha Elizabeth e o arrogante rei.

- Minha irmã mais velha. Ela era... um tanto diferente. Foi deserdada aos quatorze anos por nosso pai. — Disse Alice como se a lembrança a repugnasse.

- Como assim diferente? — Viu Alice bufar. — Desculpe, eu não queria...

- Não Bella. Você vai trabalhar aqui até recuperar a memória. Vai saber de qualquer jeito. E além disso, é melhor saber a verdade do que as fofocas mentirosas que esse povo conta. — Alice se sentou na cama e chamou Bella para acompanhá-la. — Rosalie nunca foi como as outras garotas. Ela nunca se conformou que uma menina tivesse que ficar em casa aprendendo a bordar enquanto os garotos estavam por aí correndo, brincando. Ela sempre fugia dessas obrigações, e Edward sempre a ajudava. Era fácil vê-la subindo em árvores, brincando com plebeus, voltando pra casa com o vestido imundo, escabelada e cheia de arranhões. Ela era a maior dor de cabeça do meu pai. Papai já até chamou um padre para exorcizá-la. Ela era a “vergonha da família real”. Mas aos quatorze anos, papai a pegou vestindo uma roupa de Edward e manuseando — com muita habilidade devo dizer- uma espada. Foi o gota d’água. Se Rosalie não fosse apaixonada por um plebeu ela seria enforcada por heresia. Besteira! Achar que Rosalie gostava de outras garotas. Ela só queria ser livre! Qual é o problema nisso?

O problema era ter nascido na época errada. Rosalie estava à frente de seu tempo, isso era um fato. Olhou novamente para a menina no quadro. Tão bonita e realmente parecia uma princesa. Foi interrompido de seus pensamentos com o riso doce de Alice.

- O que foi? — Perguntou Bella confusa.

- Rosalie era maluquinha. Ficava inventando formas extraordinárias de fugir e se casar com seu amor.

- Eu sinto muito por tudo.

- Não sinta. Ela está como sempre sonhou: livre.

Bella voltou a olhar para o quadro, só que agora focando no garotinho emburrado.

- Ele sembre foi assim? De mal com a vida? — Alice riu.

- Ele sempre odiou posar para o pintor. Nesse dia ele foi arrastado pela orelha pela minha mãe. Por isso que ele está com essa cara emburrada. Mas voltando a sua pergunta, papai que o transformou no homem que ele é hoje. Por ser o único filho, papai o via como seu seguidor e Edward se negava a ser como ele. Apanhou demais do nosso pai e só teve sossego quando ele morreu.

Bella sentiu pena do rei. Não importava o quanto Edward fosse estúpido, apanhar durante toda a vida não deveria ter sido fácil. Automaticamente se lembrou com nostalgia de seu pai. Tão doce com ela e sua mãe, mais tão turrão com os outros, principalmente com os namorados da filha. Sempre era um pesadelo quando os apresentava a Charlie. Se não fosse por Renné acalmando a situação, acabaria em morte. Só com o tempo que Charlie ia aceitando a idéia de ver sua filha com outro homem.

- Bom, ele não fala, mas duvido que tivesse voltado se papai já não estivesse morto.

- Voltado?

- Sempre esqueço que você perdeu a memória! Minha família estava viajando para a Itália, para o casamento do primogênito do Rei Laurent Fitcher. Durante a viagem, bandoleiros invadiram a carruagem e roubaram toda a nossa bagagem. Edward e meu pai resistiram, mas os bandoleiros levaram Edward. Depois desse dia, nosso exército procurou por meu irmão durante um mês, mas não o encontramos. Por sete anos achamos que ele estava morto. Meu pai morreu três meses antes de Edward voltar, trazendo consigo seu atual conselheiro: Jasper Whitlock. A história que ele contou era de que foi achado pelo Jasper em situações precárias: perdido, ferido e sem memória. Jasper era imigrante e vivia em uma floresta afastada da cidade, por isso não conhecia a família real. Acolheu Edward em sua casa, e os dois se tornaram amigos. Só depois de sete anos, já com vinte e três anos, é que Edward se lembrou de tudo e voltou para nós. Mas papai já tinha morrido. Edward então se tornou rei e nomeou Jasper seu conselheiro, como forma de agradecimento e também por Jasper ser um homem sensato e de confiança. — Continuou Alice. — Talvez Edward nunca tivesse perdido a memória. Ele só não queria voltar para o inferno que era o castelo nas mãos do meu pai. Desde que Rosalie foi deserdada, a relação entre Edward e meu pai só piorou. Se estava realmente livre do meu pai, pra quê que Edward voltaria antes dele estar morto?

[...]

O fim da tarde e a noite passaram rápido. Bella fez questão de ir pra cama o mais cedo possível para fugir de Edward. Definitivamente, não gostava do rei e evitá-lo era a melhor forma de não ter dores de cabeça.

Já vestindo uma camisola branca, longa e com mangas, que deixava o colo e os ombros nus, Bella conversava com Sue. A mulher gorducha reclamava da loira que seria a futura rainha da Inglaterra. Como a festa de noivado seria no dia seguinte, Sua estaria totalmente ocupada com o buffet da festa.

- Não dá nem gosto de cozinhar. Aquela mulher é um demônio, Deus me livre! Coitado do meu menino, terá um destino terrível se casando com aquela mulher.

- Claro, porque ele é um amor de pessoa. — Resmungou Bella enquanto Sue ria da implicância que a moça tinha com Edward. — Os dois se merecem, não conheço casal mais perfeito que os dois.

- Edward pode ser turrão, mas tem um bom coração. Aliás, mesmo filhos de quem são, Edward e Alice saíram completamente diferentes dos pais.

- E Rosalie, Sue? Como ela era? — Perguntou.

Bella observou Sue se remexer na cama barulhenta.

- Era uma menina incompreendida. Vivia fugindo do castelo e odiava os vestidos que sua mãe comprava para ela. Era sempre acobertada pelos irmãos, e por mim também, admito. Mas era uma menina doce, carinhosa e apaixonante. Um senso de justiça enorme. — Com a voz triste, Sue continuou. — Infelizmente, não creio que esteja viva. O mundo oferece muitos perigos, criança. E Rosalie foi simplesmente largada nele ainda muito nova. Sua esperteza talvez não tenha sido suficiente para mantê-la viva.

Bella lembrou-se da menininha do quadro. Imaginou-a correndo pelo reino, com seus fios dourados esvoaçando, voltando toda suja para o castelo. De alguma forma, se sentiu ligada a história trágica de Rosalie. A menina que nem chegara a conhecer a intrigou imensamente.

Fora interrompida de seus pensamentos quando ouviu um burburinho do lado de fora do quarto. Os gritinhos animados das outras empregadas no corredor do dormitório feminino fez Bella se sentar na cama.

- Quando é que elas vão aprender? — Bufou Sue.

- O que é isso?

- O Rei Edward deve estar aí.

- Edward? Mas o que diabos ele está fazendo aqui? — Disse Bella já em pé, calçando as pantufas que Alice lhe dera.

- Procurando diversão. — Disse Sue simplesmente.

Bella arregalou os olhos.

- Ele violenta as criadas? — Disse a professora cética.

Sue deu uma risadinha.

- É mais fácil elas o violentarem do que o contrário. — Sue explicou calmamente. — Edward de vez em quando desce até aqui para se deitar com uma delas. Nunca as enganou nem prometeu nada. Elas simplesmente se oferecem. Elas teimam em acreditar que Edward pode vir a se apaixonar por uma delas e as pedir em casamento. E se isso não acontecer... bom, Edward é um homem bonito, respeitoso, e não as machucaria. Para elas valem a pena tentar, correr o risco. E as que já não são puras... tentam novamente encantá-lo. Só que isso nunca aconteceria. Elas ainda não enxergaram isso.

Bella ainda olhava chocada para a Sue. Decidiu ir lá fora, ver o que acontecia. Devagar, girou a maçaneta e colocou o rosto para fora do quarto. Viu então no fim do corredor, Edward conversando com uma loira sorridente, pelo jeito a escolhida da noite. As outras meninas a olhavam com raiva. Encostou então o corpo na parede, metade para dentro do quarto e a outra metade para fora.

Não sabia bem o porquê daquilo, mas queria analisar os dois. A garota, que sabia se chamar Jéssica, tocava o braço de Edward sugestivamente, enquanto o mesmo deixava. De certa forma, aquilo a incomodava. Como se sentisse o olhar da física queimando em si, Edward a olhou. Pensou em sair dali e se esconder no quarto, mas a gravidade parecia não querer deixá-la realizar tal ato.

Foi olho no olho, verde no verde.

Ela era um enigma para ele. Uma estranha que parecia ter nascido com a função de lhe assombrar. Bella estava ali, o encarando de uma forma tão intensa que ele não saberia explicar. Desde que pôs os olhos nela, naquela cela escura, com os cabelos molhados, a pele branca ferida e o olhar amedrontado, ela o instigava a algo que ele não sabia o que era.

Perturbadora. É isso que ela é.

Sentiu a mão da criada em seu rosto. Jéssica sorriu para ele descendo os dedos até seus lábios, acariciando-os. Edward segurou seu pulso, afastando-se dela.

- Com licença.

Sem olhar para trás, Edward saiu do dormitório feminino dos empregados. Com paços rápidos, subiu as escadas indo direto aos aposentos daquele que poderia confiar a sua vida. Ao entrar, a dor já conhecida o atingiu.

Ao mesmo tempo, saindo de outra porta ligada ao quarto, Jasper Whitlock vinha distraído. Em seus pés, grandes pedras pesadas estavam amarradas. Ao ver seu amigo ajoelhado e gemendo de dor, Jasper logo tratou de desamarrá-las. Pegando uma maleta branca que estava em cima do criado-mudo, segurou seu amigo e saiu de lá, indo direto aos aposentos do rei.

- Você está maluco? Sabe que não pode entrar lá! — Ralhou Jasper, enquanto sentava Edward na cama.

- Eu precisava falar com você. — Disse ofegante. Seu peito já não doía tanto.

- Tire a blusa. — Ordenou Jasper. — E não poderia esperar?

Edward fez o que seu conselheiro pediu, revelando a cicatriz semi-aberta que liberava uma quantidade considerável de sangue. Jasper fez uma careta de raiva e abriu a maleta. Em um algodão colocou um líquido escuro, passando em seguida sobre a ferida. Edward gemeu de dor.

- Vamos, me diga. Quero saber o que não poderia esperar.

- Acho que devo matá-la. — Jasper sorriu irônico.

- Então me diga. Quem é a pobre donzela que despertou a fúria do grande Rei da Inglaterra.

- Bella Swan.

Jasper parou o que fazia por um instante, mas logo voltou a sua tarefa.

- Sabe que não pode. Não sabemos se ela é a única. De onde ela veio pode muito bem vir mais.

- Eu não sei como você consegue essa sua sensatez extrema. — Resmungou Edward.

- Não é uma sensatez extrema. Qualquer pessoa na nossa situação saberia disso. — Jasper parou o que fazia. — Qual o seu problema com essa garota Edward? Além do óbvio, é claro.

- Nenhum. Ela só não me desce. — Diante da resposta, Jasper voltou a fazer o curativo.

- Pois aprenda a engoli-la. Enquanto não descobrimos o porquê de estar aqui, terá que aprender a conviver com ela.

- Acha que ela está mesmo com amnésia? — Perguntou Edward.

- É possível. A queda foi grande. Mas não acredito que essa perda de memória possa durar muito tempo. Nós temos que estar atentos a isto. Muito atentos.

Notas finais
Algo estranho no reino da Dinamarca em? Alguem percebeu?
O mistério só está começando...
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O capítulo 6 já está escrito, mas para postá-lo vcs vão ter que me convencer.*risadamaléfica* Lembrando que ele terá uma "coisa especial" entre nossos protagonistas. O que será? Tá tão bonitinho *.*
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Bjs e até o proximo capítulo!!!