Notas iniciais
sem comentários quanto aos seus comentários no capítulo anterior.
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O capítulo de hoje é a coisa mais fofa do mundo. no final a gente bate um papinho!
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O de hoje vai ser dedicado a LAIX! amei a recomendação :D

– DCRJTW? Bella, aonde você achou isso? – Disse Emmett.

– Onde mais Emmett?! – Bella revirou os olhos. – No manuscrito!

Emmett franziu o cenho cético antes de Bella lhe entregar o manuscrito, abrindo na última página. Rosalie se aproximou e se posicionou ao seu lado. As letras miúdas no canto da página piscavam para ele.

– Bella, eu e Carlisle reviramos esse manuscrito de cabeça para baixo. A CIA revirou esse manuscrito de cabeça pra baixo. Isso não estava aí!

– Como não estava? – Rosalie perguntou. – A assinatura não foi colocada ai da noite pro dia.

– Exatamente. – Afirmou Bella. – Eu também não tinha visto logo quando terminei de ler, mas...

– Qualquer um vê isso. Por menor que seja.– Disse Emmett resignado. – E isso não estava aí!

– A gente vai ficar discutindo isso ou vai tentar descobrir o que significa? – Reclamou Rosalie. – Por que não sei pra vocês, mas pra mim o maior problema está sendo o que significam essas letras.

Emmett bufou e sentou na cama de Bella. Essa merda não estava aí! Olhou mais uma vez para as letras pequenas em maiúsculo, vasculhando em sua mente doutora em física com bacharelado em química algo que se assemelhasse às inscrições. Nada! Pensou também em alguém que já havia conhecido daquela época. Tem a tiazinha da farmácia, chamada Daniella. Tem o senhor David que vende peixes. Mas definitivamente eles não estavam com o Okala. Se estivessem achariam que era coisa do demônio.

– Não há muita variedade. Rosalie, quantas pessoas você conhece que sabem ler e escrever?- Falou Emmett.

– Dos Cullen só Edward. Nem eu, nem Alice e nem a rainha sabemos. O conselheiro sabe. Os homens que possuem altos cargos no exército inglês. Todo o clero. Nenhum senhor feudal. Não que eu saiba.

– Você está se limitando a Inglaterra Emmett. Lembre-se que eu achei o antigo abrigo na Itália.

– Temos que começar de algum lugar, Bella. – Falou Rosalie.

– Dou meu palpite no clero. – Anunciou Bella. – Eles são mais inteligentes do que aparentam. E abusam disso para manipular os leigos, tornando-os ignorantes e intolerantes. Acho que têm capacidade para estudar o Okala e escrever um manuscrito de 500 páginas. Mas não acredito que seja o clero da Inglaterra, mas sim na Itália. Além de ter achado os vestígios do Okala lá, é onde fica o Vaticano, não?

– É plausível. – Falou Emmett. – Mas como vamos para lá?

– Acho que você e a Rosalie vão ter que ir sem mim. Eu não posso abandonar Mary e a mercearia.

De repente o clima ficou tenso. Ótimo! Bella revirou os olhos. Maldito dia em que eles se envolveram. Agora estava naquele seu quarto minúsculo que não conseguia envolver tamanho constrangimento. O sol já estava se pondo e o torneio deveria estar no fim de seu primeiro dia. Nos próximos dois dias, a mercearia em que trabalhava com Mary continuaria fechada – assim como todo o comércio de Londres – lhe concedendo mais dois dias de folga. Pelo menos para alguma coisa esse torneio serviu. Receando que Mary chegasse e visse Emmett em seu quarto, adiantou-se.

– Emmett, é melhor você ir logo. Mary pode chegar a qualquer momento.

– Verdade. Vejo você amanhã no torneio?

– Não. Pra todos os efeitos ainda estou doente.

– Ok. – Emmett virou-se para Rose. – Você vem Rose.

– Não Emmett. Eu vou bater um papinho com Bella e já estou indo.

Bella estranhou. O que Rosalie tinha para falar com ela? O físico saiu desolado e quando as duas ouviram a porta da sala bater, Rosalie olhou para ela.

– O que aconteceu?

– Como assim? – Bella se fez de desentendida.

– O que aconteceu para seu rosto estar inchado e os olhos vermelhos? Até Emmett percebeu, mas achou melhor não falar nada. Edward de novo?

Bella suspirou, deixando as lágrimas caírem. Sentou-se na cama e Rosalie a acompanhou. Contou-lhe os acontecimentos daquela tarde, limpando as lágrimas que caíam preguiçosamente pelo rosto, como se já estivessem cansadas de tanto cair.

– Ele pediu para eu não jogar tudo que a gente viveu fora. Não há futuro para nós, entende Rosalie?

– Então por que você não aproveita o agora?

– Rosalie, ele vai se casar! Ele tem uma mulher esperando em casa e vai procurar outra na rua. Que por acaso sou eu. Eu não posso permitir isso, não é justo comigo.

– Pelo amor de Deus, Bella! Você está me descrevendo um homem canalha, galinha, que engana uma mulher em casa, prometendo-lhe um milhão de coisas e jurando um amor que não existe, enquanto vai a farra buscar um rabo de saia qualquer pra provar o quanto ele é macho. Se você se apaixonou por um homem assim, você é doente! Agora, se você se apaixonou por um homem que tem que sacrificar o que sente pelo bem de um reino inteiro e se casar com uma mulher que não ama e que sabe perfeitamente disso, um homem que implora para ter ao menos um pedacinho da mulher de quem gosta... você se apaixonou pelo homem mais corajoso e apaixonado de toda a Inglaterra!

Bella ficou sem palavras diante do discurso de Rosalie. Nunca havia pensado daquela forma. Edward era um homem extremamente corajoso, mas será que estava apaixonado por ela como Rose falava ou era só orgulho masculino por sua rejeição ao sair do castelo? E mesmo que fosse paixão, que fosse amor! Ela voltaria para o futuro dentro de um mês e algumas semanas. Rosalie adivinhou o rumo de seus pensamentos.

– Bella, você vai embora dentro de um mês e umas semanas. É escolha sua deixá-las uma tortura ou memoráveis.


[...]


Edward esticou o pescoço a fim de vê-la em algum lugar na multidão. Deve estar com Rosalie ou Emmett. Queria se desculpar pelo dia anterior, tentar uma nova reaproximação, alguma chance!

Estava se sentindo um idiota. Um completo imbecil correndo atrás de uma mulher que não queria nada com ele. Deveria parar com isso, mas era mais forte. Bella lhe dissera que foi por causa de Tânia que se separam, não porque não gostava dele. Aquela afirmação lhe dera uma faísca de esperança e era ela que fazia com que não desistisse.

A cabeleira loira lhe tirou dos pensamentos. A decepção lhe tomou quando não viu a morena ao seu lado.

– Rose! Rose!

Os olhos azuis caíram sobre ele. Sua irmã parou e o abraçou, sendo correspondida. Edward a arrastou para um canto mais escondido, a fim de tirar os olhares curiosos sobre ele e Rose.

– O que houve Ed?

De repente, uma onda de vergonha lhe invadiu. Ainda se sentia um idiota, mas aquela era sua irmã, não era? Não precisava ficar com vergonha dela. Rosalie era sua irmã mais velha e sempre conversaram sobre tudo. Decidiu falar.

– Você sabe se a Bella... se a Bella vem?

Rosalie lhe deu um sorriso compadecido.

– Sinto muito Edward, mas ela ta evitando vir aqui. Fingiu uma doença.

– Para não me ver.

– Ela realmente não gosta do torneio Edward. – Disse Rosalie com firmeza.

– Sabe se ela vai para o baile?

– Nem que eu tenha que arrastá-la pelos cabelos.

Edward deu um sorriso amarelo, olhando para baixo. Rosalie segurou os braços de Edward, chamando sua atenção.

– Bella gosta de você Edward, só está confusa com tudo. Veja o lado dela também, poxa! Não é fácil gostar de alguém comprometido.

– Eu estou de mãos atadas. Eu sinceramente não sei o que fazer.

– Ela também não sabe. Mas eu acho que pode ser definitivo se você falar o que realmente sente para ela.

[...]


– Eu vou chamar um médico!

Bella arregalou os olhos enquanto observava a mulher um pouco idosa e vestida em um simples, mas bonito vestido de gala. A maquiagem clara acompanhava o rosto de preocupação de Mary ao lhe ser revelado que a moça que hospedava continuava doente. Já era noite do grande baile em honra a Jonatha Watson, cavalheiro vencedor do torneio, e durante três dias Bella continuava doente, trazendo-lhe aflição.

– Não precisa Mary. É só um mal-estar.

– Isso quem vai dizer é o médico.

– Para que incomodá-lo hoje? É uma grande noite para todos!

– A sua doença é mais importante.

Mary se retirou do quarto de Bella, indo em direção ao portão quando Bella a chamou. A física estava em pé e o que parecia ser bem disposta, carregando um olhar arrependido.

– Me desculpe Mary. Mas eu não estou doente de verdade. – Mary franziu o cenho. – Eu menti para não precisar ir ao torneio. Detesto ver homens se matando e não queria que os outros soubessem disso.

– Bella! Eu fiquei preocupada com você o torneio inteiro. Não foi justo você ter me enganado!

– Eu sei, eu sei, fui estúpida. – Bella choramingou, o rosto corado de vergonha. – Você tem sido tão boa pra mim e eu só lhe trazendo desgosto.

– Não é bem assim, querida. – Mary a abraçou, acariciando os cabelos da física. – Você não me causa desgosto nenhum. Mas você deveria ter me contado. Então... por que você não vai para o baile?

Porque Edward vai estar lá, todo fru-fru, como ele mesmo diz. Bella deu os ombros desanimada.

– Não estou animada. Pode ir Mary, não se preocupe comigo. E você está linda.

A senhora sorriu e aceitou a desculpa da mulher. Assim que saiu, Bella voltou para o quarto. Mal dormira essas duas noites com o pensamento no que Rosalie dissera. Estava tão confusa que sua cabeça parecia que ia explodir. Ouviu o portão lá fora se abrir e foi até a sala, esperando encontrar Mary. Mas o que viu a fez abrir a boca. Alice e Rosalie entravam na casa segurando uma grande caixa.

– Rosalie? Oh meu Deus!

Alice bateu palminhas sorrindo.

– Eu a convenci de usar vestido! Ela não está linda?

Rosalie revirou os olhos enquanto Bella a encarava bestificada. O vestido de Rosalie possuía vários tons de verde e o cabelo cacheado caia com desenvoltura pelo ombro esquerdo nu. Os braços eram calçados por luvas brancas. A maquiagem marcava os olhos azuis da loira.

– Rosalie! Você está incrível!

Rosalie revirou os olhos.

– Obrigada. Também gostei do resultado, apesar do vestido estar me incomodando e a muito tempo não calçar um sapato de salto! Aproveite a visão porque é só por essa noite.

Bella riu.

– Alice você também está linda.

Alice estava em um vestido lilás e seu cabelo estava repicado para todos os lados. A coroa delicada fechava toda a ternura de a princesa exalava.

– Obrigada Bells, mas não estamos aqui para nos mostrarmos. – Alice lhe entregou a caixa que segurava. – Para você. Um presente meu e da Rose.

Bella franziu o cenho colocando a caixa em cima da mesa na cozinha. Abriu-a, retirando um vestido azul que a fez prender a respiração. Misturava diversos tons, indo do mais claro até o mais escuro, sendo este predominante. O corpete possuía pedras brilhantes e deixava todo o colo e os ombros nus. O vestido possuía mangas que começavam logo no fim do ombro e iam até o pulso, prolongado com um fino tecido brilhante que prendia também no dedo médio.

– Ele é maravilhoso. Mas eu não vou ao baile.

– Como? Você tem que ir! – Alice se irritou. – É uma grande festividade e eu e a Rose planejamos isso com tanto carinho!

Bella suspirou e Rosalie foi até ela, ciente de toda a aflição que sua amiga do futuro passava.

– O que você quer Bella? Ficar trancada nessa casa pelo resto da vida, só para não dar cabimento ao seu coração, ao que você realmente quer?

– Eu sei que estou perdendo alguma coisa nessa história, mas por enquanto não vou deixar a tristeza me atingir. Mas se o argumento da Rosalie for melhor que o meu, eu também acho que você tem que ouvir o seu coração.

Bella se aproximou de Alice e a abraçou.

– Eu vou lhe contar tudo mais tarde ok? Tudo bem, eu vou. Mas não vou ficar muito tempo, ok?

– Então vá tomar banho logo que temos muito a fazer e o baile já vai começar! Vamos, vamos, vamos! – Disse Alice animada.


[...]


– Oh meu Deus! – Alice colocou as mãos na boca. – Você está digna de uma rainha!

Alice não imaginava a ironia de suas palavras. Bella estava se sentindo incrível. O vestido parecia ter sido feito em seu próprio corpo. Caíra-lhe perfeitamente bem. Alice havia feito um coque frouxo em seu cabelo com um broche de flor azul, deixando alguns fios soltos. A pele branca fazia um contraste gritante com o vestido. Bella apostaria em um batom vermelho, mas naquela época só conseguiria um com as meretrizes.

– Está linda mesmo. – Rosalie sorriu. – Vamos?


[...]


Ela definitivamente não teria mais uma experiência como aquela. Uma festa para toda a cidade no século XV não era algo que poderia vivenciar sempre. Os grandes senhores feudais, a realeza, – embora ainda não os tenha visto -, o exército e o clero misturados aos artesãos, pequenos comerciantes e os camponeses em uma só festa tornava o reino da Inglaterra único. Não que agora fossem todos “iguais”, mas a idéia era de que todos reconheciam a coragem do vencedor. Pura enrolação.

O centro da cidade estava iluminado por centenas de lamparinas. O lugar que parecia com um templo – onde já esteve com Edward para ouvir os londrinos – parecia ser a pista de dança. Havia uma banda com diversos instrumentos, e a voz forte e alta do homem podia ser ouvida de onde Bella e Rosalie estavam. Alice havia saído para suas obrigações reais.

– Nada mal. – Disse Rosalie.

– Ta sentindo esse cheiro?

– Que cheiro?

– De hipocrisia no ar. – Rosalie gargalhou.

– Bella! – Bella ouviu a voz de Emmett e se virou para ele. – Você está... Rosalie?

Rose deu um sorriso sem graça diante do olhar abobalhado de Emmett. Certo que entendia o porquê das pessoas estarem surpresas, mas Emmett a olhando assim a deixava constrangida.

– Você está incrível. Vocês duas estão. – Emmett corrigiu e Bella sufocou o riso.

– Você também está ótimo. – Emmett sorriu mostrando suas covinhas e deu uma voltinha.

– Vocês chegaram agora?

– Sim. Olhe! Já vai começar o baile das “pessoas importantes!”. –Disse Rosalie ao ouvir o tilintar da colher de prata no copo de cristal. Alguém já chamava a atenção de todos.– Vamos lá ver de perto.

Os três se encaminharam para o mais próximo que podia do salão. O orador falou algumas palavras bonitas e entediantes sobre o vencedor do torneio e o convocou até o salão. Jonatha Watson trazia consigo uma mulher bonita, que pela intimidade parecia ser a sua noiva. Anunciou também os altos cargos do exército, que traziam consigo mulheres belíssimas.

– Senhorita Swan!

– Sargento Paul? Está tudo bem?!

O sargento vestido com sua farda festiva verde escura, com diversos emblemas e o chapéu da mesma cor, beijou sua mão e Bella estranhou o ato de delicadeza. Se bem lembrava fora ele que a torturava pensando que ela era uma espiã.

– Ficarei melhor se me conceder esta dança. Não tive chance de lhe convidar antes, mas será uma honra tê-la como acompanhante.

– Agora? – Bella assustou-se. – Eu não sei dançar.

– Isso depende de quem a conduzir.

Bella desviou o olhar rapidamente para Rosalie e Emmett, que possuíam sorrisos debochados. Suspirou e sorriu para o sargento.

– O Sargento do exército Inglês, Paul Marchel.

– Então... – Paul olhou-a ansioso.

– Será uma honra.

Os dois encaminharam-se para o salão enquanto Bella se perguntava o que estava fazendo. Paul sorriu para o orador e os posicionou atrás do General Uley, que era acompanhado de sua mulher Emily Uley. Chamaram outros nomes até chegar ao que fez Bella congelar.

– O Conselheiro Real Jasper Theodor Whitlock, acompanhado de nossa princesa Alice Mary Cullen.

Bella quase desfaleceu. Conselheiro Real Jasper Theodor Whitlock. Conselheiro Real Jasper Theodor Whitlock. Conselheiro Real Jasper Theodor Whitlock. DCRJTW. O nome piscava em sua mente e de repente tudo pareceu estar a sua frente e só ela não percebia. A passagem secreta no quarto dele, as horas que ele passava trancado lá... Certo que não sabia o que significava o “D” mas o “CRJTW” já havia sido esclarecido. Provavelmente o “D” era usado para disfarçar, não devia ser nada de importante.

– Você está bem? – O Sargento sussurrou.

– Estou ótima.

– E por fim a nossa majestade, o rei Edward Anthony Cullen III e sua noiva, a Lady Tânia Sarah Denali.

Bella fixou seu olhar no homem que aparecia no meio da multidão. Estava com uma farda azul marinho coberta de broches. A coroa brilhava em sua cabeça e o olhar duro ofuscava os olhos verdes. Não estava com o manto, Bella não sabia se era por causa da alergia ou por que a ocasião não pedia. O cetro também não estava lá ao contrário da loira irritante pendurada em seu braço.

Foi quando ele a viu. Ela estava maravilhosa. O colo que ele um dia beijara estava exposto, em um pedido mudo para que o beijasse novamente. Imaginou o cheiro, a textura. Como a pele ficaria vermelhinha se a beija-se com desejo o pescoço. Imaginou-se no lugar de Paul, que envolvia com orgulho o braço dela. O que ela estava fazendo lá?

Sentiu seu braço ser empurrado por Tânia, que o olhava sem entender.

– Por que parou de repente?

Edward voltou à realidade e se posicionou com Tânia na segunda fila de casais. O maldito destino o fez ficar ao lado de Bella, que estava na primeira fila de casais, do outro lado do salão. Os dois se olharam, mas Bella logo desviou, olhando para frente. Edward só tirou os olhos dela quando os primeiros acordes da música foram ouvidos.


Give me Love – Ed Sheeran

http://www.youtube.com/watch?v=s6JAuELUDMM


– Não me disse em nenhum momento que eu estava bonita. – Tânia sorriu manhosa. – Não acha que eu mereço?

– Me desculpe. – Edward procurou o casal com os olhos enquanto dançava a coreografia – Você está bonita.

– Obrigada, Majestade. Você está bem também. Entre nós, não acha inapropriado o Sargento Paul dançar com a sua antiga serva, a Senhorita Swan.

– Demais. Não está a altura. Não era para ele estar com ela.

Tânia sorriu com a careta de repulsão de seu par, enquanto encarava o casal. Parecia que ia fuzilar os dois. A careta aumentou quanto viu Bella rir nos braços de Paul.

– Claro que não. Ela é inferior! O Sargento Paul está acima dela.

Edward fez uma careta diante do que ouviu, mas permaneceu calado.


[...]


– Não é tão difícil, está vendo?

E de fato não era. A música era lenta e repetitiva, nada impossível para a física.

– Bella, eu te convidei para me desculpar do terrível começo que tivemos. Eu acreditei que era uma espiã, por isso lhe tratei tão mal.

– Não se preocupe, eu entendo. – E realmente entendia. Paul nunca mostrou agressividade nenhuma diante de uma mulher. – Mas o que o fez mudar de idéia?

– Confio no julgamento do rei. Se ele te libertou é porque tem certeza que não fará mal ao reino. Eu lhe admiro por sua força e beleza Bella. É realmente uma honra tê-la como acompanhante nessa dança, mas agora teremos que trocar.

– Trocar?

Paul se afastou no rítimo da música, segurando a cintura da mulher a sua frente. De repente Bella se viu sozinha no salão sem saber para onde ia, até ter sua cintura puxada com firmeza, indo de encontro do corpo de Edward.

– Perdida? – Edward segurou a mão esquerda de Bella, que colocava a sua direita no ombro do rei.

– Um pouco. – Os dois retomaram a dança.

– Não sabia que tinha uma amizade com o Sargento.

– Não sabe de muitas coisas minhas.

– Pode ser, mas sei que ele lhe torturou.

– Não muito diferente de você.

– Não me lembro de ter afogado o seu rosto numa bacia.

– Não se lembra também que me obrigou a servi-lo?

– Tuchê. Mas se pode esquecer o mal que ele lhe fez, tenho certeza que pode esquecer o meu.– Edward a afastou e depois a aproximou novamente, como a coreografia pedia.

– Eu já esqueci há muito tempo. – Edward sorriu sincero, decidido a não tocar mais no assunto.

– Disse uma vez para mim que não sabia dançar essas músicas.

– E não sei. Mas tudo depende se o condutor é bom.

– Como estou me saindo?

– Não muito ruim. – Edward sorriu torto, despertando o sorriso em Bella também.

– Não esperava que você viesse.

– Suas irmãs me arrastaram pelos cabelos. Elas são terríveis quando se juntam.

– Sei disso mais do que ninguém. – Edward aproximou seu rosto do de Bella, cochichando em seu ouvido. – Você está maravilhosa.

Bella se arrepiou quando a respiração de Edward chegou perto de seu pescoço. O rei sorriu ao assistir o rosto da bela mulher sendo tingido de um tom rosado.

– Obrigada.

A música chegou aos acordes finais, tirando os dois de sua bolha ao ouvir os aplausos da platéia. Edward segurou a mão de Bella e a beijou demoradamente, sem desviar os olhos, e a deixou no meio do salão. Bella saiu de seu torpor e recobrou a memória ao ver Jasper sair com Alice em seu encalço, indo atrás de Emmett e Rosalie para contar suas descobertas.

Bella procurou em meio à multidão, até que os viu conversando. Pareciam íntimos. Achou melhor não se intrometer. Procurou Alice com o olhar, mas a encontrou dançando com Jasper. Bufou. Hora de ir pra casa.

O barulho da música diminuía a cada metro que aumentava entre ela e o salão no centro da cidade. As ruas aquela altura estavam mal iluminadas e seu coração disparou quando ouviu trotes de um cavalo se aproximando. Virou-se para encarar quem vinha e não devia ficar surpresa quando a face de Edward tornou-se visível em meio a penumbra. A onda de alívio a invadiu.

– Você me assustou.

– Me desculpe. – Edward desceu de Tornado. – Mas eu não podia deixar você ir embora sem me conceder uma dança.

– Não devia estar na festa enquanto a nobreza te bajula? – Edward se aproximou dela.

– Devia, com certeza eu devia. Mas acho que pelo menos uma vez na vida eu posso me permitir dar ouvidos ao que eu realmente quero. E tudo que eu quero nesse momento é estar com você.

Bella engoliu em seco, desnorteada com a sinceridade do rei.

– Bella Swan, a senhorita me concederia uma dança? – Edward lhe estendeu a mão ao mesmo tempo em que uma música começava. O som que chegava até eles era baixo e a letra da música já não se ouvia, mas ainda dava para se dançar.


All I Need- Within Temptation

http://www.youtube.com/watch?v=tKJkgawDfEk


Bella segurou a mão do rei e este a puxou contra seu corpo, deslizando uma mão para a cintura de Bella enquanto a outra segurava sua mão esquerda. Edward encostou sua testa na dela, mantendo o contato visual ao mesmo tempo em que sentia a respiração um do outro.

Bella tentava acalmar seu coração. Deveria ter dito não, ir embora e esperar trancada no quarto o dia em que finalmente iria embora. Mas já não agia com a razão. As palavras de Rosalie pareciam gritar em sua mente ao mesmo tempo em que sua respiração se acelerava ao sentir o cheiro de Edward.

“Um homem que implora para ter ao menos um pedacinho da mulher de quem gosta... você se apaixonou pelo homem mais corajoso e apaixonado de toda a Inglaterra!”

– Eu sinto tanta a sua falta. – Edward sussurrou enquanto beijava a bochecha de Bella em direção ao seu ouvido. – Eu não tenho conseguido dormir em paz desde que você foi embora.

– Edward...

– Eu preciso te ver todo dia, Bella. Eu preciso falar com você todo dia. Preciso te ouvir reclamar de tudo, brigar comigo. Quero implicar com você enquanto arranjo desculpas esfarrapadas para te beijar. – Edward deu um beijo no nariz de Bella. – Eu quero ter a certeza que sob o mesmo teto em que eu durmo a mulher por quem eu sou apaixonado tem sonhos. E quero continuar pedindo aos céus que esses sonhos sejam comigo.

As lágrimas de Bella desceram, enquanto ela movia suas duas mãos para o pescoço de Edward.

– Sei que não sou digno de lhe pedir coisas, mas fica comigo Bella. Ao menos uma noite. Pelo menos por uma noite me permita ser o homem mais feliz de toda a Inglaterra.

“Você vai embora dentro de um mês e umas semanas. É escolha sua deixá-las uma tortura ou memoráveis.”

Foi Bella que o beijou, sendo correspondida com a mesma intensidade com que se entregara ao momento. Edward a apertara contra seu corpo, como se quisesse fundi-los. Se despediram dos lábios um do outro com selinhos, até Bella se pronunciar sorrindo.

– Eu seria a mulher mais estúpida de toda a Inglaterra se não ficasse com você.

Edward sorriu e a beijou mais uma vez. Segurou-a pela mão e a levou até Tornado, colocando-a em seu tronco e subindo em seguida. Edward deu um tapinha em seu cavalo favorito e ganhou velocidade.

– Gosto de seu cabelo preso. – Sussurrou Edward, beijando o ombro de Bella.

– E eu posso saber por quê? — Bella sorriu sapeca, acomodando-se mais no peito de Edward.

– Seu colo fica mais acessível. – Edward sorriu, mordendo levemente o pescoço de Bella.

– Aproveite então. Ele é todo, todo seu. – Disse Bella, deitando-se no ombro de Edward.

– Não provoque se não eu perco o controle de Tornado e ele nos leva para a Espanha.

"Você ainda pode ver um coração em mim?

Toda minha agonia desaparece

Quando você me envolve em seu abraço"

All I Need- Within Temptation

Notas finais
*.*
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amei escrevê-lo.
Acho que não vou descrever a cena de sexo, vou deixá-la sub-entendida. Não sei porque eu meio que travei, entende? Não consigo. Ia colocá-la nesse capítulo, mas vou tentar dar um tempo a minha cabeça pra ver se consigo inspiração. Se não, fica assim mesmo.
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daqui pra frente eu vou focar mais no casal. A fic já está acabando e acho que a convivencia como casal entre Bella e Edward precisa de foco. acredito que só teremos mais uns quatro, cinco capítulos pela frente. Não mais que isso. E como em toda fic minha que está acabendo, aquele sentimento de saudade já chegou. Ai, ai!
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bjs e até o próximo.