Notas iniciais
olá gentemmmmm!!
amei escrever esse capítulo! eu poderia tê-lo pronlogado mais um pouco, mas acho que ele tinha que terminar assim mesmo! vcs vão entender no final o porquê.
esse capítulo vai ser dedicado a JACKY DENALI. Amei a sua recomendação!
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até lá embaixo.

Um mês depois


A música alta emitida pela própria platéia podia ser ouvida por quase toda a cidade. Os moradores de Londres se acomodavam na arquibancada para assistir o grande espetáculo. Cavalheiros lutariam até onde pudiam para serem aplaudidos e jamais esquecidos. A população segurava bandeiras com o símbolo do escudo de seu cavalheiro favorito.


Em um lugar reservado sentavam-se os grandes senhores feudais junto com o clero. No lugar mais privilegiado da arquibancada, bem em frente de onde ocorreria a luta, haviam cadeiras bem trabalhadas em ouro, onde deveriam sentar a família real. Atrás delas haviam cadeiras menos extravagantes, onde seus acompanhantes de maior prestígio sentariam, como a mãe da futura rainha, o conselheiro real, o general do exército e a dama de companhia da rainha-mãe.

Bella observou a empolgação das pessoas para assistir aquele espetáculo de horror. Eles poderiam morrer e o povo não estava nem aí. Pelo contrário, ansiavam por sangue. Mary estava surtanto de alegria, queria ver quem seria o grande vencedor. Ouviu os gritos dos torcedores e um homem que passava por ela lhe deu uma bandeirinha com uma cobra mostrando os dentes, coisa que ela jogou na primeira lixeira que encontrou. Não colaboraria com aquilo, mas também não poderia deixar de assistir, pois se não levantaria suspeitas. Todos em Londres pareciam amar aqueles três dias de luta, ela não podia ser contra.

A arquibancada de repente exaltou-se em gritos – mas do que o ridiculamente normal – e Bella pôde ver a família real, Jasper, Sam Uley e Lauren acomodando-se em suas respectivas cadeiras. Edward estava com uma de suas melhores roupas – ou piores, dependendo do ponto de vista — acompanhado de um manto preto felpudo. Carregava também uma espada e um cetro. Em seus cabelos cor de cobre reluzia uma coroa com pedras preciosas. Enlaçando o seu braço esquerdo, Tânia Denali sorria em seu melhor vestido.

Bella deu um sorriso triste. Ele deve estar odiando tudo isso, ao contrário de sua digníssima noiva. Ao vê-los juntos soube que se afastar foi o melhor a fazer. O seu lugar não era ao lado de Edward, ajudando-o ao suportar toda aquela merda. Quem ficaria ali era Tânia, mas para piorar tudo com seu sorriso estúpido.

– Bella! – Rosalie a abraçou. – Não esperava vê-la aqui.

– Não posso chamar atenção ficando em casa. E você, porque está aqui? Gosta desse tipo de evento?

– É indiferente pra mim. Para Alice é que é um show de horror. Elizabeth a obrigou a estar aqui.

– Coitada. Acho que a vida dela seria pior se Edward não fosse rei.

Rosalie concordou rindo.

– Com certeza. Mas ainda há a rainha para fazer a vida dela uma desgraça. Ela está infernizando Edward para achar um marido para Alice.

– E Edward?

– Acho que está começando a considerar. – Rosalie falou pensativa. – Sabe de uma coisa? Adoro ser deserdada. – Bella deu uma risadinha. – E você Bella?

– Eu o que?

– Não precisa se fingir de forte. Sou sua amiga, não uma estranha.

Bella suspirou. Havia contado a Rosalie que estava apaixonada por Edward. Precisava desabafar com alguém e Rose era sua melhor opção no momento. Emmett agora estava “best friends forever” de Edward e ele podia soltar alguma coisa sem querer para o rei. Alice fantasiaria um “e viveram felizes para sempre”. Foi bom desabafar com a loira.

– Eu só não quero falar sobre isso.

– Tudo bem.

– Olá meninas.

Emmett se aproximou de Rosalie, fazendo esta se tencionar. Ele estava estranho com ela desde o dia em que transaram. Não queria se iludir, afinal que futuro eles teriam? Em nenhum momento conversaram sobre o que aconteceu e quando ele se aproximava ela fugia. Não queria se apaixonar por ele. Um sexo maravilhoso já havia ultrapassado todos os limites.

– Oi Emmett. – Disse Bella tentando não rir da situação. Rosalie contou a ela como se sentia em relação à Emmett. Ela sabia de tudo e não podia contar nada a nenhum dos dois. Era horrível ser amiga de ambos.

– Olá Emmett. – Disse Rosalie fria, não vendo o olhar triste de Emmett.

– Vamos arranjar um lugar para nos sentar?


[...]



Aquela porcaria de manto estava pinicando seu pescoço branco. Podia sentir a ardência devido aos arranhões causados por sua unha na pele sensível. Ao seu lado esquerdo, Tânia parecia estar maravilhada com a luta a sua frente. Do lado direito, sua mãe parecia sentir a mesma coisa, sorrindo toda vez que ouvia sons de ossos quebrando. Já Alice procurava não olhá-los.


Mas ele não estava nem aí. Que morram! Seu pescoço dava sinal de irritação e mais uma vez ele coçou o pescoço.

– Será que dá pra você parar de se mexer e fingir prestar atenção na luta? – Jasper sussurrou em seu ouvido, sentado na cadeira atrás de Edward. – Como rei, você tem que mostrar seu interesse!

– Esse manto não para de...

Os olhos dele encontraram os de Bella, que estava sentada na arquibancada junto a Emmett e Rosalie. Não a via a um bom tempo por proibição de Emmett e Jasper. Ela não estava diferente da mulher que tinha em mente todas as noites. O pescoço coçando de repente deixou de lhe incomodar.

Os olhos verdes dela o encaravam triste. Talvez não tão diferente dos dele. Mas por quê? Não fora ela que decidiu ir embora? O desgosto quase lhe chegou à face em forma de careta. A verdade era que sentia tanta a sua falta! O quarto de Emmett não havia acabado com as lembranças durante o dia, apenas amenizado. Também não o impedira de ir onde ele a ensinava a atirar com arco e flecha, onde a presença dela era mais viva. Emmett o pegara uma vez ali e o obrigara a voltar para o castelo.

Viu os lábios de Bella se moverem em um estúpido “oi”. O que ela queria com um “oi”? Cumprimentá-lo como se fosse um estranho? Um homem que ela viu na rua e disse “oi estranho que eu nunca beijei na vida”?

Involuntariamente, os lábios do rei se moveram em um “preciso falar com você”. Idiota! burro! Deveria ignorá-la, esclarecer que para ele ela não tinha a menor importância. As palavras saíram de sua boca sem que nem mesmo pensasse sobre elas. Conversaria o quê com Bella? “Como você pôde ir embora? Não vê que eu sou apaixonado por você?”

Bella desviou os olhos e encarou a luta a sua frente. Ótimo! Fuja mesmo.

Seu pescoço voltou a coçar.


[...]



O intervalo para o almoço enfim havia chegado. Em um restaurante privilegiado, a nobreza, o clero e a família real comiam. Foi preciso Jasper tirar Edward dos pensamentos nada animadores que passavam em sua mente para focar-se na entediante conversa. Sentindo a ardência cada vez mais forte em seu pescoço, Edward pediu licença da mesa e se retirou, sendo acompanhado por Jasper. Os dois subiram cada um em seu cavalo tomando o rumo para o hospital da cidade.


Era estranho ver as ruas tão vazias. O povo londrino se concentrava no centro da cidade, onde almoçavam em restaurantes mais simples e bebiam a vontade, se confraternizando e fazendo suas apostas. Com certeza se divertiam muito mais, ao contrário dele, que parecia que ia sufocar naquele restaurante ridículo, vestindo um manto estúpido que perfurava seu pescoço. Rosalie, Emmett e Bella devem estar se divertindo.

– Tá doendo mesmo. – Edward resmungou, levando a mão ao pescoço ferido que ainda coçava.

– Claro, você passou a manhã toda dilacerando ele.

– Tava coçando! – Se defendeu. — Eu também não aguentava mais aquela conversa.

– Quem não aguentava era eu, que fui obrigado a prestar atenção nela enquanto você tava sabe-se onde com seus pensamentos.

Os pensamentos dele se materializaram a sua frente, fazendo-o frear seu cavalo bruscamente e receber um relincho reclamão de Tornado. Jasper fez o mesmo.

– Bella? – Edward falou imediatamente, já descendo de Tornado enquanto recebia um olhar de advertência de Jasper, que permanecia em seu cavalo. – O que você está fazendo por aqui? Não devia estar no centro?

– Na verdade eu estou indo para casa. Eu fingi que estava passando mal para não precisar ver dois homens se matando. – Jasper e Edward deram uma risadinha. – Não sei o porquê de tanto alvoroço pra isso.

– O povo londrino gosta. – Falou Jasper. – Todo ano tem que ter um torneio.

– E você? – Bella se direcionou para Edward. – O que está fazendo por aqui?

– Estou indo para o hospital. – Diante do olhar confuso de Bella, Edward tirou o manto, mostrando-lhe a vermelhidão em seu pescoço, onde podia-se ver também finos filetes de sangue. – Esse manto coça muito.

– Isso está feio. – Disse preocupada. – Não acho que vá encontrar alguém no hospital a essa hora. Os médicos só irão para lá durante a luta para receber os cavalheiros feridos.

– Droga. Eu não posso largar o torneio no meio da luta.

– Eu acho... acho que posso fazer alguma coisa. Pelo menos temporariamente. Mary tem alguns remédios para fazer um curativo em você.

– Seria ótimo. – Edward disse rapidamente. – Onde fica?

Bella apontou para a casa simples onde os dois já haviam passado alguns metros. Edward entregou seu cetro a Jasper e mandou um olhar significativo para que não entrasse com eles, afim de deixá-los a sós. Jasper revirou os olhos e meneou negativamente a cabeça. Ele e Emmett tentaram ajudar Edward durante todo esse tempo, mas era só ver a mulher por quem estava apaixonado que ele jogava todo o trabalho no lixo. É um asno mesmo.

Bella abriu a porta deixando Edward entrar para em seguida fechá-la. Indicou a cadeira da pequena mesa na cozinha para que o rei sentasse, enquanto pegava a caixinha com remédios no armário de Mary. Deu graças a Deus pela senhora não estar, não a queria bajulando Edward como qualquer outra mulher faria ao receber “vossa majestde em sua humilde casa”.

– Por que não tirou o manto assim que começou a coçar? – Disse Bella, colocando a caixinha em cima da mesa e procurando os utensílios que seriam usados.

– Etiqueta. – Disse Edward retirando o que lhe incomodou durante toda aquela manhã. — Eu não aguento mais todo esse fru-fru. Você tem ideia do quanto aquele cetro pesa? Eu tenho que carregar essa coisa para todo lugar que eu vou. E com a cobrança de que se eu perdê-lo, eu não sou digno de ser rei!

Bella riu. Edward parecia uma criança fazendo birra ao jogar o manto no chão. Naquele momento, era impossível não achá-lo adorável resmungando.

– Eu imagino.

Bella se aproximou de Edward, ficando entre as suas pernas. Com delicadeza, segurou seu queixo afim de que olhasse diretamente em seus olhos. Edward engoliu em seco. Bella elevou as duas mãos até a coroa de Edward.

– Posso?

– Por favor. – Edward sussurrou, sem querer quebrar o momento com a sua voz.

Bella retirou a coroa de Edward e a depositou em cima da mesa. Os dois sabiam o que aquele gesto significava. Oficialmente, agora quem estava ali era só o Edward, um homem normal e sem nenhum compromisso. Um cara que estava com o pescoço machucado e que pedira ajuda a Bella. Afastando-se um pouco, a mulher pegou o algodão e o molhou com álcool.

– Eu queria conversar com você. – Começou Edward, sem saber o que seria a conversa. Bella então encostou delicadamente na ferida. – AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAI CARAMBA! VOCÊ QUER ME MATAR? SE QUISER É SÓ FALAR!

Bella revirou os olhos enquanto o homem enorme a sua frente fugia dela, indo para o outro canto da cozinha.

– Eu preciso limpara a ferida. Ela pode infeccionar.

– Ela está limpa! – Disse Edward, protegendo o pescoço com a mão.

– Claro que está! As suas mãos estavam limpíssimas quando coçaram até a morte o seu pescoço. Tão limpas que não ardeu nem um pouco quando eu passei o álcool.

– Mas vai doer! – Choramingou Edward.

– Ah!!!! Tenha dó Edward. – Bella foi até Edward e o puxou pela camisa, obrigando-o a sentar na cadeira a sua frente. – Um homem feito, que já foi pra inúmeras batalhas, que tem milhões de cicatrizes no corpo... Achei que já estava acostumado com isso.

– Os medicamentos eram aplicados quando eu estava desacordado, ok? – Edward resmungou quando o álcool voltou a tocar a sua pele ferida, porém a dor estava amenizada.


Ed Sheeran — Give Me Love


http://www.youtube.com/watch?v=fwccwVbAFMM


Com o pescoço mais anestesiado, Edward parou de reclamar. Em silêncio e sob o olhar verde e intenso de Edward, Bella terminou o curativo. Deu um sorriso pequeno ao sentir as mãos do rei tocarem as suas delicadamente, acariciando-as.


– O que foi? – Bella sussurrou.

Edward se levantou e segurou o rosto de Bella com ternura antes de beijá-la delicadamente. Bella não se opôs. Era um beijo de saudade, lento e demorado. Edward esperou que ela o empurrasse, mas como não aconteceu, desceu as mãos até sua cintura e a empurrou contra ele, enquanto sentia suas mãos pequeninas enlaçarem seus cabelos. Quase havia esquecido o quão maravilhoso era aquela sensação.

– Edward... – Bella o empurrou devagar, se afastando centímetros dele. – Você vai se casar com Tânia.

Como se um balde de água fria caísse sobre Edward, ele enfim acordou. Enfim entendera tudo o que se passava na mente de Bella quando ela decidiu sair do castelo.

– Então é isso! – Edward disse como se tivesse descoberto que o mundo era redondo, e não quadrado. – Você não quis continuar no castelo porque eu vou me casar com Tânia!

– Não é o suficiente pra você? – Bella sentiu as lágrimas chegarem aos seus olhos.

– Bella, eu nunca me importei com Tânia. Você sabe disso mais do que ninguém!

– E ainda assim vai se casar. – Bella elevou a voz, deixando as primeiras lágrimas caírem.

– Eu não tenho escolha! – Edward gritou.

– E é por isso que eu saí do castelo.

– Bella... – Edward se aproximou dela, segurando seus braços. – não jogue tudo fora.

Bella se desvencilhou dele. Levantou o rosto e ainda sem conseguir conter as lágrimas, tentou se recuperar.

– Por favor, majestade, pegue seu manto e sua coroa e vá embora.

– Não me chame de majestade!

– Vá embora! – Bella elevou a voz.

Olhando cético para Bella, suspirou derrotado. Pegou o manto que jazia no chão e a coroa, porém não os vestiu. Olhou mais uma vez para Bella que preferia olhar para o chão e saiu pela porta da frente. Jasper o aguardava ansioso.

– E então???

Edward o encarou sem reação.

– Foi por causa de Tânia, Jasper. Por causa do meu casamento com Tânia que Bella não quis mais ficar no castelo.

Dentro da casa, Bella desabou no chão. Deixou as lágrimas caírem e soluçou alto, coisa que não pudera fazer desde que saiu do castelo. Não podia ter continuado do jeito que estava. Tinha que ter feito aquilo, tinha que ter expulsado-o da sua vida. Era o certo a fazer.

Tudo está acabado.


[...]



Foi lendo o manuscrito que ela conseguiu tirar Edward de seus pensamentos. Pelo menos por um instante. Se afundou na leitura durante toda a tarde, até que chegou a última página. Estava terminado. As quinhentas páginas xerocadas não lhe davam nenhuma pista de quem poderia ter sido seu autor.


Frustrada, folheou as páginas rapidamente, fazendo com que o vento movesse as mechas no seu rosto. Repetiu o gesto mais uma vez, até que viu algo que lhe era inédito. Na última página, aquela que era a mais recente em sua mente, havia um conjunto de letras. Como não as vira ali antes? Podia jurar que não havia nada ali há segundos atrás! Milésimos de segundos na verdade!

No canto da página, letras miúdas e desajeitadas marcavam para sempre a identidade do autor do manuscrito. O primeiro proprietário do Okala. Aquele que naquele século provavelmente o possuía:


DCRJTW


Notas finais
xururururu!
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QUEM É O AUTOR DO MANUSCRITO??? <------------- Pergunta da semana!
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Haha! Só pra acabar com as suas teorias. Eu sou má, pode falar! Estou aqui sentadinha só esperando os seus palpites!
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gente, não ache a bella a maior chata. Na vida real, vocês não fariam o mesmo não? Se disser que não eu mato vocês! Cadê o amor próprio????
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novidades: a nova fic já chegou com exclusividade a minha cabeça! E como sempre, com a originalidade Labap! Não encontrará fic parecida em nenhum outro lugar! Porém ela nem tem nome e nem comecei a escrever! To me concentrando em UP por enquanto.
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bjs gente e até o proximo capítulo!