Universo Paralelo
18 Capítulo 17
Notas iniciais
.
bom, primeiramente quero agradecer aos comentários e dedicar o capítulo às autoras das três recomendações: SEREIA20102010;
JSK; HELLEN DIAS DE FARIA. muuuuuuito obrigadaa, amei lê-las!
bom, comentários no final
Holding on and Letting go- Ross Copperman
http://www.youtube.com/watch?v=eab8WrL--q8
Ela esperava vê-lo, se despedir. Mas desde que acordara não havia nem ouvido a voz dele, nem que fosse emanando ordens para todo o castelo. Olhou para o grande palácio a sua frente. Seria a última vez que pisaria ali? Talvez sim, talvez não. Tinha Alice, Rosalie e agora Emmett morando ali. Este último quisera sair junto com ela, mas Bella insistira para que ele ficasse ali se não todo o teatro de que Emmett viera para ver Rosalie estaria estragado.
Não havia sido uma decisão fácil. Talvez optasse por ficar se não fossem as palavras do conde pairando em sua mente. “Não pense que Edward deixará de se casar para ficar com você. Ele tem a minha filha. Ela tem classe, é dotada e tem sangue nobre. Será ela que ele apresentará como sua rainha, enquanto manterá outras para aquecer sua cama.”
Não era aquelas garotinhas bobinhas e influenciáveis por caras mauzões como nas histórias infantis. Ela era uma física, ela pensava por si só e encarava os fatos. Por mais nojento que aquele velho fosse, no final ele tinha razão. Edward se casaria com Tânia e ela voltaria para o futuro em três meses. Essa era a realidade. A união de sangue nobres. Certo que Edward não amava Tânia, mas também ele nunca se declarou para Bella. Apenas dizia que a desejava, assim como ela mesmo disse a ele.
E assim como ela encarava o fato de não poderem ter uma história juntos, ela encarava o fato de estar apaixonada por ele. Quem não cometeria esse pecado se conhecesse verdadeiramente Edward como ela conhecia? Esse era o motivo das lágrimas que ela teimava em segurar. Esperaria para chorar sozinha. Se fosse sofrer, sofreria maquiada, penteada e de salto alto.
E mesmo que ele jogasse tudo para o alto, mesmo que a realidade se destorcesse e ele decidisse ficar com ela... como explicaria o lance dela ser do futuro. Ela mentiu para Edward esse tempo todo. Ele com certeza a odiaria ou mandaria para um hospício. E como o último não existia na época, mandaria a matar dizendo que ela foi possuída por algum demônio.
Mas isso tudo passaria. Já se apaixonara mais de uma vez e sabia que isso passaria. Era só ficar longe dele. E foi com essas inúmeras conclusões que decidira arrumar as malas. Ou as trouxas no caso. Ângela deu o endereço de sua mãe, que era dona de uma pequena mercearia na cidade. Em troca de um teto e comida, trabalharia com a mãe de Ângela.
- Senhorita Swan? – Jasper tirou Bella de seus devaneios. – Carlos já disse que está pronto para levá-la.
Bella acenou com a cabeça e se despediu de Alice, que não segurava as lágrimas. Rosalie a abraçou forte, dizendo que sempre a visitaria. Emmett segurava as lágrimas. É um bundão mesmo! Bella revirou os olhos. Só tem tamanho.
- Eu vou estar na cidade, não é como se eu fosse me mudar para outro país!
- Foi o que eu disse para esses dois. – Afirmou Rosalie.
- Mas eu não vou te ver mais todo dia! – Chorou Alice. – Eu quero te ver sempre!
- Então venha me visitar.
Jasper acolheu Alice e recebeu um olhar chamativo de Bella. Os dois se afastaram do grupo.
- Eu não tive a oportunidade de te agradecer por ontem.
- Não precisa Bella. – Disse Jasper no tom sério de sempre.
- Precisa sim. Sei que não gosta muito de mim e mesmo assim me defendeu.
- Eu te defenderia de qualquer forma. O que ele fez foi monstruoso. E não é que eu não goste de você, eu só ainda não confio plenamente.
Pegando o conselheiro de surpresa, Bella o abraçou. Jasper ficou estático por alguns segundos até devolver o abraço, meio sem graça. Talvez ela não fosse uma pessoa tão ruim como ele pintara.
- Obrigada. – Bella se afastou. – Jasper?
- Oi.
- O rei... – Disse Bella sem graça. – não vem?
Jasper sorriu amarelo.
- Ok. – Bella mordeu o lábio inferior. – Até algum dia.
- Até.
[...]
N/a: Se a música tiver acabado, botem para tocar novamente.
A carruagem saiu de seu campo de visão, atravessando o horizonte. Por que diabos a havia libertado? Uma gota de esperança havia surgido em seu peito quando decidira isso na noite anterior. A esperança de que ela ficasse depois do que havia acontecido entre eles na manhã do dia anterior. Mas não foi o que aconteceu. Ela decidira partir.
De seu quarto no alto da torre, observou os últimos passos de Bella em sua propriedade. Se sentia traído. Havia se aberto a ela. Certo que não havia sido nem um pouco gentil nos primeiros dias, mas o depois não contava? Havia compartilhado com ela o efeito que a mesma tinha sobre ele e depois ela ia embora. Havia contado sobre sua família, como se sentia perante seu falecido pai e depois ela nem hesitara em deixá-lo.
A ardência na ponta do nariz e nos olhos, junto com um caroço na garganta, anunciavam o que a muito não fazia. Chorar. Não era pra tanto, era? Mas era fato que sentiria falta daquela baixinha arrogante e metida. Ela estava em todos os cantos daquele castelo. No escritório, na cozinha, na sala de estar e até mesmo em seu quarto. Em minha cama.
O fato era que queria estar com ela. Queria ouvir suas implicâncias e alfinetadas. Queria ouvir ela reclamando de tédio e de que estava cansada dele. Só para depois o beijar e dizer que ele era mais especial do que o próprio queria demonstrar. Queria sentir seu cheiro de morangos, o cabelo macio, a pele branca e leitosa. Os lábios...
Apertou os olhos com a ponta do polegar e o indicador, retendo as lágrimas, ao mesmo tempo que Jasper abria a porta de seu quarto.
- O que diabos deu em você pra entrar no meu quarto sem minha autorização? – Berrou Edward.
- Você não iria abrir. – Jasper fechou a porta atrás dele enquanto Edward soltava alguns resmungos. – Por que não desceu?
- Descer pra quê? – Edward se fez de desentendido, colocando as mãos no bolso.
- Você sabe pra quê, Edward. A Swan decidiu ir embora e sei que você está ciente disso.
- Eu não me importo! Dei a opção dela ficar e mesmo assim ela quis ir. Ela escolheu o que queria e eu não estou nem aí!
- Você está tentando me enganar ou se enganar? – Edward bufou, voltando a olhar para a janela de seu quarto. – Ela perguntou por você.
- O quê? – Edward dedicou toda a sua atenção para o loiro.
- Bella perguntou se você iria se despedir dela. Mas como o idiota que você é, presumi que não iria. E acertei não é mesmo? – Jasper suspirou. – Ela queria ter falado com você.
Edward suspirou. Falar o que? Desculpe Edward, mas ontem não significou nada, eu só fiquei carente. Obrigada por finalmente me libertar dessa merda de castelo e principalmente de você. Não via a hora!
- Que foi agora? Caiu de amores pra cima dela?
- Digamos que... ela talvez não seja como eu pensava que era. – Edward revirou os olhos e Jasper se aproximou dele. – Sabe do que você precisa?
- Do quê?
- Encher a cara. Hoje nós vamos a uma taverna.
[...]
A música era alta demais. Podia ouvir homens bêbados gritarem e brindarem por coisas indiscerníveis. Bêbados demais para notarem que o rei e o seu conselheiro adentraram na taverna. E era assim que tinha que ser.
Edward não costumava freqüentar esse tipo de lugar. Quando queria se embebedar sempre ia a sua adega particular e se afundava em suas bebidas mais caras, fortes e refinadas. Mas uma vez que via Bella em todos os lugares de seu castelo, beber lá não era uma boa idéia. Colocou sua roupa mais simples e menos pomposa e junto com Jasper saíram pelas ruas de Londres.
O lugar não era o mais limpo que Edward já vira, mas dava para o gasto comparando com outras tavernas. Se esquivando dos bêbados que caíam no chão devido a alguma briga, se encaminharam a bancada de frente para o bar. O garçom, que em seu ombro carregava um paninho branco, tentava se virar atendendo os pedidos dos vários homens.
Jasper e Edward se sentaram em um banquinho alto e marrom, aguardando receber a atenção do garçom, que ao vê-los, dirigiu-se imediatamente.
- Ma-majestade. – O garçom arregalou os olhos. – Não esperava vossa excelência aqui.
- Eu preferia discrição essa noite. – Edward sussurrou.
- Claro Majestade! Serei o mais discreto possível. O que os “senhores” vão querer?
- Pra começar duas canecas de cerveja. Bem forte. – Falou Jasper.
- Agora! – Disse o garçom retirando-se.
- Quando eu vim beber essa noite, as últimas pessoas que eu pensaria em encontrar seriam vocês. “Senhores”. – Emmett falou, dando uma piscadela ao pronunciar a última palavra. Ouviu o pedido de discrição de Edward e entendia perfeitamente o porquê. O rei e seu conselheiro ficaram agradecidos.
- McCarty. – Edward cumprimentou. – Todo homem precisa encher a cara alguma vez.
- Costuma beber, McCarty? – Perguntou Jasper.
- Sim. Mas hoje eu não vim só beber algumas doses, vim ficar bêbado.
- E qual é a ocasião especial? – Perguntou Edward, enquanto o garçom entregava as canecas de cerveja.
- O sexo oposto e sua feitiçaria sobre os homens. – Emmett falou amargurado.
- E parece que é sempre o mesmo motivo, não é? Elas são a ruína dos homens. – Edward resmungou.
- Então brindaremos. – Jasper levantou sua caneca. – Às mulheres!
- Às mulheres!
- Às mulheres!
[...]
- Mas ela é um anjo! – Disse Edward com uma voz embaralhada, fazendo biquinho.
Os bêbados de Londres que estavam na taverna se sentaram nas cadeiras organizadas em um grande circulo. Até mesmo os garçons, o barman e os músicos se juntaram a eles. Todos seguravam uma caneca com algum tipo de bebida alcoólica. Em união, os homens compartilhavam suas maiores frustrações. Em um estado de consciência igual ao de todos aqueles homens, Edward, Emmett E Jasper se permitiram igualarem ao nível.
- Um anjo? – Perguntou um homem.
- Sim! Ela caiu do céu. Bum!
- Bum! – Falou outro homem.
- Bum!- Os bêbados acompanharam, elevando as canecas.
- É triste sabe. Ela fugiu de mim. – Disse Edward triste.
- Fugir... você não sabe o que é fugir! – Resmungou Emmett com a voz embaralhada. – Eu me deitei com uma bela mulher, incrível na verdade, e depois ela vai embora. “Só foi por hoje”. SOU EU QUE DIGO ESSA FRASE! E pela primeira vez na minha vida eu não queria dizer! Rosalie não tem o direito de fazer isso comigo.
- Pelo menos você se aproximou dela. Eu sou um babaca. – Choramingou Jasper. – Eu não sei chegar numa mulher. Eu sou um molenga e o pior de tudo é que eu sei que Alice gosta de mim e mesmo assim...
- Dê um whisky para ela.
- Nãããoo. Leva uma cerveja.
- Claro que não, seu bêbado! Dê uma espada pra ela.
- BELLA FOI EMBORA!! E agora eu estou em um bar, bêbado e com uma dor no peito. Ela é uma sem coração. – Edward soluçou. — E eu to apaixonado por ela!
- Eu também! – Emmett chorou.
- Eu a amo. – Jasper se entregou às lágrimas.
- NÓS TAMBÉM AS AMAMOS. – O coro de bêbados da taverna gritou.
[...]
- De todos os lugares que eu esperaria encontrar vocês, o estábulo seria o último. – Disse Rosalie acompanhada de Carlos.
Os três estavam jogados no feno. Com a fala de Rose, Edward, Jasper e Emmett acordaram desnorteados. Ao mesmo tempo, os três colocaram a mão na cabeça em uma tentativa frustrada de conter a dor de cabeça.
- Fale baixo Rosalie. – Resmungou Edward. – Minha cabeça parece que vai explodir.
- Quanta decadência. Três homens feitos jogados no feno. Tornado deve estar decepcionado com você Edward.
Os três sentaram com dificuldade, tentando se acostumar com a claridade. Não sabiam como foram parar ali, mas agora os três compartilhavam um segredo. E precisavam conversar sozinhos. Apesar das memórias incertas, as declarações eram bem vivas.
- Os senhores precisam de ajuda? – Perguntou Carlos.
- Não. Podem ir na frente, nós já estamos indo.
- Vão rápido. A rainha está dando outro chilique porque Alice não quer se casar com quem não ama. Ainda bem que eu fui deserdada. Até mais! – Disse Rose antes de se retirar com Carlos.
Aquilo magoou Emmett. Ela não pensava em se casar? Nem depois deles terem dormido juntos? Que tipo de mulher era aquela?
- Ok. Nós precisamos conversar. – Falou Jasper.
- Sim, sim! Porque vocês dois estão interessados nas minhas irmãs. E que um deles – Edward rosnou avançando para Emmett.– tirou a pureza de uma delas.
- Ei, ei. Calma aí! Eu não tirei a pureza de Rosalie! –Se defendeu Emmett. – E eu não sei se você notou, mas eu quero muito mais com ela do que ela comigo! E você também está de olho na minha irmã!
- Bella não é sua irmã!
- Mas é como se fosse. E a situação é ainda pior, porque você está apaixonado por ela sendo comprometido com outra!
O silêncio tomou conta do estábulo. O clima era tenso entre os dois. Edward passou as mãos no cabelo, derrotado. Era a realidade. Estava apaixonado por Bella, talvez desde que a intitulara como sua prisioneira, usando regulamente o pronome possessivo “sua”. Não se importava com Tânia e desde que Bella apareceu em sua vida, menos ainda.
- Eu não pedi por isso. – Sussurrou Edward.
- Ninguém pediu por isso. – Disse Emmett. – Nós chegamos ao ponto de irmos para um bar compartilhar nossas desgraças amorosas com outros bêbados.
- Ele tem razão. – Disse Jasper. – Nós somos três desgraçados sofrendo que nem cães por causa de três mulheres. Temos mais em comum do que imaginamos.
- Iremos esquecê-las. Não pode ser tão difícil. – Edward se levantou.
- De agora em diante vamos ajudar um ao outro a esquecê-las. – Jasper acompanhou Edward e Emmett o seguiu.
- Juntos!
[...]
- Ah Bella! Ela não quer nada comigo!
Ela segurava o riso. Era simplesmente ridículo. Havia um homem adulto de vinte nove anos, coberto de músculos e tão grande como um urso, deitado em sua cama com a cabeça em seu colo. Seu corpo convulsionava no ritmo de seus soluços, com as grossas lágrimas banhando sua saia.
- Ela disse que era só por aquela vez, que não queria que eu me iludisse. Ela é um monstro!
- Emm... – Bella acariciou seus cabelos. – Você dizia a mesma coisa para as garotas com quem se deitava.
- Mas é diferente! As mulheres já esperam que os homens ajam como canalhas.
- Mas isso não as magoa menos.
- Você não está ajudando. – Emmett chorou alto. – Ela é diferente. É ousada, inteligente, corajosa. É linda também.
- Rosalie é uma mulher incrível. Vocês fazem um belo casal mesmo.
- Eu sei! – Emmett se sentou. – Bella, conversa com ela.
- Não creio que possa fazer alguma coisa. Se ela não te ouviu...
- Bom, quanto a isso. – Emmett esfregou a nuca. – Eu não disse a ela que estou apaixonado.
- Como não disse? – Bella arregalou os olhos. – Ela não sabe que você gosta dela?
- Eu não sei como agir, sou inexperiente. Eu nunca gostei de ninguém Bella.
- Emmett, me escuta. É melhor deixar isso como está, sabe. Nós somos de outra época, voltaremos em dois meses e meio.
- Eu sei. – Emmett enxugou as lágrimas. – É tudo ridículo, não é? Deus me pregou uma peça e quer que eu sofra como um condenado. A primeira mulher por quem eu me apaixono é impossível para mim. Mas eu vou esquecê-la. Jasper e Edward vão me ajudar.
- Como? Quando é que os três ficaram amiguinhos íntimos?
- Ontem a noite, quando ficamos podres de bêbados.
- Edward e Jasper ficaram bêbados? – Disse Bella assustada.
- Sim. Acabamos nos encontrando lá e dividimos a nossa dor.
- Que dor?
- Está muito tarde. Tchau Bella. – Emmett se levantou apressadamente.
Bella teria continuado insistindo se não ouvisse a porta da casa de Mary abrindo. Empurrou Emmett de seu quarto antes que a senhora de meia idade o visse lá dentro. A mulher olhou para o grande homem com receio.
- Mary, este é Emmett, um amigo meu do castelo.
Emmett sorriu e beijou a mão da mulher.
- É um prazer conhecer a mãe de Ângela. Tão bonita quanto. – A mulher deu um sorriso forçado, sendo notado por Emmett. – Bom, eu estou de saída. Até mais.
Emmett saiu rapidinho, deixando as duas mulheres se entreolharem. Mary colocou as compras em cima da mesa de madeira e olhou para Bella.
- Bella, eu sei que agora você está morando aqui e tem todo o direito de receber suas visitas. Mas um homem solteiro não deve entrar em lares com uma moça solteira sem que haja supervisão.
- Eu entendo. Me desculpe Mary, não era minha intenção afrontá-la.
- Sei que não. Você veio muito bem recomendada pela minha filha e acredito no julgamento dela. Está fazendo um ótimo trabalho me ajudando na mercearia e eu estou feliz em tê-la em minha casa. Desde que meu marido morreu às vezes me sinto solitária.
- Estou feliz em lhe fazer companhia. Emmett é um grande amigo meu e eu estava tão alegre em vê-lo que não pensei na tamanha imprudência.
Bella se segurou para não revirar os olhos a cada palavra que saltava de sua boca. Não que estivesse ridicularizando Mary, estava revoltada com a estupidez medieval. Se aproximou de Mary para ajudá-la a guardar as compras.
- Ah! Olha o que eu recebi. – Mary entregou um papel para ela. Nela havia o desenho de um escudo e uma espada. Em baixo um letreiro chamativo. “Honra e glória”. – Haverá mais uma competição de cavaleiros. Jorge sempre participava. Mas nunca ganhou um.
- Como é essa competição?
- Deus! Sempre me esqueço que você perdeu a memória. São homens competindo com espadas pela glória reconhecida por todo o reino. O rei Edward III deixou de competir porque sempre ganhava. – Mary deu uma risadinha. – Isso depois de desaparecer por sete anos.
Imaginou Edward competindo com sua espada e escudo, mostrando sua bravura e coragem. A saudade apertava em seu peito, mas prometera a si mesmo não perguntar por ele a ninguém. Principalmente a Emmett que agora é seu best forever. Perdeu o meado da conversa com Mary. Não era mais a mesma e quando ouviu a mãe de Ângela falando sobre Edward o início de um choro ameaçou sair. Mas se segurou.
– Depois de três dias de competição, o vencedor é conhecido e o palácio dá uma festa para toda Londres em nome dele. É uma das maiores festas que o palácio organiza.
- E quando será?
- Daqui a um mês. – Falou Mary, colocando a panela no fogão a lenha. – Não vejo a hora! Você tem que comprar um vestido.
[...]
Ele olhava para os papéis a sua frente. Era tudo mais fácil com ela. Desde que sua prisioneira passou a trabalhar com ele o tempo passava mais rápido. Quantas vezes não segurara o riso diante de alguma basbaquice que saía da boca dela? Ela iluminava o local mesmo que o rei não admitisse na época.
Mas não podia ficar parado pensando nela. O seu povo precisava dele. Tinha que terminar o trabalho burocrático e receber os senhores feudais para acordos e mais acordos. Tinha um julgamento a tarde e precisava curar a maldita ressaca que não passava.
- Acho que entrei no lugar errado. – Edward ouviu a voz de Emmett. – Até momentos atrás eu jurava que aqui era meu quarto.
Edward suspirou.
- Eu não podia ficar no escritório. Tudo lá me faz lembrar dela.
- Por que então você não foi para os seus aposentos reais? Acredito que são bem mais confortáveis.
- Porque...
- Oh meu Deus! Vocês dois, vocês...
- Não! Quer dizer... quase. – Edward coçou a nuca, sorrindo levemente enquanto se lembrava do dia em que ficou doente e Bella afirmou que ia dormir em sua cama. Se não fosse por sua cicatriz, provavelmente teriam chegado aos finalmentes. – O fato é que eu vou trabalhar de agora em diante aqui, onde não tenho lembranças dela nesse cômodo. Você não vai nem notar a minha presença aqui.
- Claro que não. É só o rei da Inglaterra sentado em sua escrivaninha improvisada de frente pra minha cama. Muito normal.
Edward revirou os olhos.
- Eu sou o rei e mando aqui. Fim de conversa.
Notas finais
Também foi o início de uma amizade entre o trio ternurinha e as palhaçadas de Emmett bundão, segundo Bella.
Jasper tbm está vendo Bella com outros olhos, o que pode mudar o destino da fanfic, mas a partir de agora vou calar minha boquinha, ou os dedinhos no caso.
.
foi ótimmo ler as recomendações e quero ler muito mais!!! então, botem seus dedinhos para funcionar!
.
bjs e até o próximo capítulo.
Fale com o autor