Notas iniciais
Hello my friends! How are you?
.
bom gente, esse capítulo teria ficado um pouco maior, só que eu iria postar bem depois e seria muito tempo sem nada, então decidi postar o que eu já tinha. A facu ta pesando, provinhas chegando, e eu não quero me ferrar.
Esse capítulo está revelador, mas depois a gente conversa.
E as recomendações menhagente? e os comentários?
bjs e até lá embaixo

Edward aproximou ainda mais os corpos ao passar as mãos pela cintura dela, como se ansiasse por ter ela mais perto. Sentira medo ao vê-la novamente perto da morte e sinceramente não sabia como lhe dar com aquilo. O jeito petulante, teimoso e extremamente irritante dela havia se tornado algo necessário em sua vida.

O ar faltou, e os dois se separam contra a vontade.

Um lance de incredulidade passou no olhar dos dois. Como isso havia acontecido? Ofegantes e desconcertados, Edward afastou-se de Bella no mesmo instante em que esta tentava se levantar, mas foi impedida pela dor, soltando um gemido amargurado. O rei, notando a sua situação, aproximou-se novamente dela, ajudando-a a se levantar.

Calados e com certa dificuldade, ambos subiram o desnível de terra, encontrando apenas um cavalo: o de Bella.

- Me lembre de nunca mais subir em um cavalo que não seja o Tornado. – Bufou o rei diante da frustração de não encontrar o cavalo em que montara. Cavalo estúpido! – Vem, você sobe primeiro.

Obedecendo e com o auxilio do rei, Bella subiu no cavalo sendo logo seguida por Edward, que se posicionara atrás dela. O arrepio passou pelos dois. Que merda é essa? Os corpos tão próximos e os braços de Edward envoltos na cintura da prisioneira, não poderiam levar os dois a pensar em qualquer outra coisa que não fosse o beijo ridículo e sem fundamento que tiveram minutos antes. Calados e perdidos nos seus próprios auto-xingamentos, encaminharam-se para o castelo.

- Você precisa ir à enfermaria. – Edward quebrou o gelo.

- Eu já estou de saco cheio daquele lugar. – Bufou Bella. – Durmo mais lá do que no meu próprio quarto.

- Se você não tivesse nascido com dois pés esquerdos não precisaria ir para lá toda noite. – Alfinetou Edward.

- Talvez se você não resolvesse me prender nesse castelo, eu não teria precisado de uma enfermeira toda noite.

- Claro! Porque no dia em que você resolveu fugir não foi quase foi morta. – Debochou Edward.

- Contratempos da vida! – Bella empinou o nariz.

- Não. – Edward fez uma cara sarcástica, mesmo que esta não pudesse ser vista por sua prisioneira. — Burrices da Swan.

- Eu juro que se eu não estivesse machucada eu viraria agora mesmo e te daria um soco.

- Com ou sem machucados, isso não faria nem cócegas.

- Ei!!! Eu sou forte, ok?

- Claro. – Edward revirou os olhos.

- Eu estou falando sério! – Disse Bella ofendida.

— Eu disse que não estava?

- É sério Cullen!

- Seriíssimo. – Edward sorriu debochado.

- Você não acredita! – Disse Bella inconformada. – Pois então nós dois vamos ter uma luta de espadas.

- Isso é um desafio? – Disse Edward sorrindo.

- Exatamente.

QUE MERDA EU ACABAI DE FAZER? A culpa era toda dele que a provocava e ela não conseguia se controlar. Maldita boca! Maldita boca! Segurou a careta de pavor que surgiria naturalmente e decidiu olhar para ele, só para constatar que naquela posição seu lábio ficava muito próximo ao dele. Girou sua cabeça rapidamente para frente e respirou novamente. Que porra é essa?

- Eu só preciso treinar um pouco. – Bella contornou a situação. – Afinal eu perdi a memória.

- O tempo que quiser Swan. – Os dois se aproximaram da árvore que havia em frente ao castelo e Edward parou o cavalo. — Nunca vai conseguir me vencer mesmo.

Edward desceu e depois a segurou pela cintura, descendo-a com cuidado.

- É o que veremos. – Bella não perdeu a pose, apesar de reclamar da dor.

Os dois se assustaram com o baque surdo causado por uma loira que pulava da árvore a frente deles enquanto mordia uma maçã. A primeira reação de Rosalie foi olhá-los assustada, afinal, não era todo o dia que se via um casal encharcado, onde o homem vestia uma camisa rasgada e a mulher estava apenas com um pano de algodão cobrindo as pernas e com o espartilho aos pedaços, não sustentando os seios como deveria. Mas sua expressão logo se transformou em uma risonha e divertida.

- Boa nooooite. – Disse sugestivamente, dando um sorriso. – Pelo jeito os cidadãos tiveram muito do que reclamar, não é?

Bella enrubesceu e Edward fez uma careta, enquanto Rosalie segurava o riso. O rei explicou o que havia acontecido, obviamente omitindo o beijo. Rosalie aceitou desconfiada. Conhecia seu irmão e sabia que algum pedaço na história estava faltando, mas não adiantaria descobrir por ele. Focaria suas artimanhas na mulher que olhava para seus próprios pés. Alguma coisa realmente está faltando!

- É melhor eu entrar. – Disse Bella sem olhar para Rosalie.

- É sim. Está liberada por hoje. Descanse que amanhã temos muito o que fazer.

Acima dos três, olhos azuis de gavião focavam na cena abaixo. De seu quarto, Jasper engolia seco, com os dentes trincados. Miserável! Aquela mulher estragaria tudo. Tinha que falar com o Cullen, ver se aquele idiota botava algum juízo na cabeça de merda dele! E seria agora.

[...]

Bella revirou os olhos e se encaminhou a entrada de serviço. Escondendo-se das criadas fofoqueiras, vulgo Jessica Stanley, correu para seu quarto e tirou as roupas molhadas, enrolando-se na toalha. Sem hesitar, foi para o banheiro feminino e encheu a tina com água, não sem antes esquentá-la. Tirou a toalha e cedeu ao prazer da água morna beijando seu corpo. Os minutos se passaram quando finalmente ouviu uma voz que adentrava o banheiro feminino.

- Bella?

A contragosto, a viajante no tempo abriu os olhos, olhando Rosalie.

- A princesa resolveu descer a terra fétida dos plebeus?

Rose resmungou, recebendo um sorrisinho de Bella.

- Vejo que está cansada. – Disse a loira sentando-se na pia em frente a tina.

- Cansada e dolorida, mas não volto para aquela enfermaria nem arrastada pelos cabelos.

- Bella... eu vou logo ao ponto. – Rosalie a encarou com seriedade. – Sei que está mentindo.

Bella arregalou os olhos. Será que ela desconfiava que ela não era dali? Que era do futuro? Que não havia perdido a memória? Que estava procurando algo no dia em que se perdera na floresta? Que ela...

- Você e Edward estão. Ele até pode mentir bem, mas é o meu irmão e eu o conheço. Já você, ficou nervosa quando ele me contou. O que aconteceu entre vocês?

Bella quase gargalhou aliviada. Mas se conteve ao perceber que ela falava de uma coisa quase tão séria quanto a realidade que vivia. O beijo. Beijo, que ela não podia negar que fora bom, quente... Talvez ela não tivesse gostado tanto se não estivesse sem sexo a tanto tempo. E ela tinha que admitir que aquele maldito rei havia lhe deixado na vontade. Miserável! Até parece que ele sabe que eu estou matando cachorro a grito! O fato é que agora tinha uma loira pirada a olhando desconfiada.

- Eu acho Rosalie, que você precisa de um médico. – Bella olhou para as unhas, dando os ombros. Talvez a sua expressão de “to nem ligando, oh, to nem ligando” a convencesse.

- Se tem uma coisa que eu aprendi enquanto estive sozinha no mundo, tendo que me proteger e me virar para arranjar comida, foi a ser perspicaz. Eu sei que vocês estão mentindo e não adianta me falar que não porque eu sei que estão.

- Você e essa tal de perspicácia são muito chatas. – Resmungou Bella.

- Obrigada. – Rose sorriu. – Então, que parte da história vocês me esconderam?

- E por que você acha que eu vou te contar? – Bella levantou uma sobrancelha.

- Ora porque... porque sim!

- Faremos então um negócio, Rosalie Cullen. Eu conto, maaaaaaaaaas, você ficará no castelo. – Bella deu um sorriso cínico.

- Você sabe negociar bem. – Bella deu os ombros. – Bella, ficar no castelo implica muitas coisas pra mim. Implica eu me sentir presa, olhar o desprezo nos olhos da mulher que deveria ser minha mãe, implica lembranças...

- Implica você ficar com as pessoas que te amam. – Bella saiu da tina e se enrolou em uma toalha, se aproximando de Rosalie. – Não se pode agradar a todos, mas você tem muito mais pessoas que gostam de você no castelo do que os que não gostam. Tem a Alice, o Cullen, a Dona Lourdes, a Sue... e eu também! – Disse sorrindo, apontando pra si própria. – E se você não gosta do castelo, fique na ala dos empregados. A cama não é lá essas coisas, mas acho que você já dormiu em lugares piores. Você fica no meu quarto, tenho certeza que Sue não se incomodará. Pode até nos ajudar com as tarefas, isso se a Princesa quiser deixar seu trono e se juntar aos humildes plebeus.

Rosalie revirou os olhos.

- É tudo que eu mais quero... me juntar aos plebeus. – Rosalie suspirou fundo. – Tudo bem, eu fico!

Bella a abraçou e as duas pularam juntas.

- Agora, senhorita Swan, pode desembuchar.

- Pensei que já estivesse esquecido. – Rose a olhou cética. – Tudo bem. Entãoooo, quando o Cullen me tirou do lago nós meio que nos desorientamos, água demais no cérebro sabe, e chocamos nossas bocas uma contra a outra. Só isso.

- Vocês se beijaram! – Rosalie falou um pouco mais alto do que Bella gostaria.

- Chocamos nossas bocas! – Corrigiu Bella. – É bem diferente. É quase como um murro, só que com bocas.

Rosalie caiu na gargalhada, enquanto Bella a olhava desacreditada.

- Eu levo um murro de outra boca e você acha engraçado?

- Bella, você está querendo me enganar ou se enganar?

- Me enganar! Você me permite tal proeza? – Rose voltou a rir e Bella deu um pequeno sorriso. – Não é engraçado, é desastroso. E no fim das contas, não significou nada.

- Como não significou nada? Vocês vivem que nem gato e rato e do nada se beijam?

- Não passou de atração. Ele não é feio, ok?

- Pode até ser, mas de qualquer forma não acredito que esse seja o único beijo que irá acontecer entre vocês dois. Atração no ar... vocês dois juntos o dia todo... – Rosalie cantarolou.

- Não piora as coisas Rosalie! – Bella bufou. – Não conte isso pra ninguém, ok?

- Nem para a Alice?

- Se bem conheço aquela baixinha, ela vai fantasiar um amor verdadeiro, imutável, atemporal, indubitável e indestrutível.

- E não é? – Provocou Rosalie. – “Oh! Edward! Meu amor verdadeiro! Minha alma gêmea, minha metade da laranja!”

- CALA A BOCA, ROSALIE!

A conversa terminou com guerra de água e altas gargalhadas.

[...]

Edward esperou a criada encher a sua tina com água quente e ir embora para enfim tirar o que sobrara de sua camisa. Sentiu o vento frio da noite de Londres invadir seu quarto e chocar-se contra seu corpo úmido, causando-lhe leves arrepios. Sua garganta começava a lhe incomodar. Se não se esquentasse logo iria adoecer.

- Edward Cullen! Nós precisamos conversar! E vai ser agora.

Edward se sobressaltou quando Jasper entrou em seu quarto como furacão, trancando a porta e olhando em sua direção seriamente.

- O que há com você Jasper?

- O que está acontecendo entre você e a Swan?

- Qual é o seu problema cara? Invade o meu quarto, tranca a minha porta e me exige explicações como se fosse o meu dono. Eu não estou te reconhecendo.

- Quem não está te reconhecendo sou eu. Desde que essa mulher pisou nesse castelo você está diferente. E eu sei que está acontecendo algo entre vocês dois.

- Ela me odeia! E o sentimento é recíproco. – Edward elevou a voz. A afirmação daquela verdade o incomodava. – Da onde você ta tirando essa palhaçada?

- Edward... – Jasper suspirou, tentando se acalmar. – Essa mulher não é desse século e isso eu e você já sabemos. O que nós não sabemos é o porquê de ela estar aqui, mas ela não veio a fim de conhecimento histórico, Edward. Ela é perigosa!

- Isso é você que está supondo. Ela pode ter muito bem perdido a memória ao cair do céu durante a viagem!

- Isso não quer dizer que ela não seja perigosa! É só ela lembrar do que aconteceu para por em prática seu planos que só Deus sabe quais são!

- Você lembra das roupas dela? Se estivesse tramando algo ela não viria de calça jeans e camiseta de alcinha.

- Eu vou matá-la Edward. Já está decidido. Para o bem de toda a humanidade, de todas as linhas do tempo, de todo o universo. – Afirmou Jasper.

O que veio a seguir não era esperado, mas de qualquer forma, não surpreendeu Jasper. O murro que Edward lhe conferiu não chegou a quebrar seu nariz, mas certamente lhe deu uma grave luxação. Limpando o sangue que escorria até os seus lábios, Jasper se levantou e encarou Edward desacreditado.

- Está vendo? Você mudou de lado, Edward.

- Não Jasper! É você que esta perdendo a noção da realidade. Até que se prove o contrário, ela é inocente. E você está querendo matar uma inocente.

- Até dias atrás era você que queria matá-la. O que aconteceu para você mudar de opinião tão rápido? (n/a: Capítulo 5)

- Eu estava com raiva Jasper! E eu espero que essa atitude ridícula de querer matá-la também seja fruto da sua raiva.

- Eu não te soquei quando você disse que queria matá-la. É melhor você ir tomar banho ou vai adoecer.

- Jasper...

O conselheiro saiu do quarto e Edward chutou o pé da cama, irritado. Havia acabado de socar a cara de seu melhor amigo por causa da Swan. Mas ele teria agido da mesma forma se ele tivesse ameaçado de morte qualquer outra pessoa que talvez fosse inocente, não teria? Passou as mãos no cabelo. Não, não teria. Ou teria? Talvez.

- Merda!

Se preocuparia agora em se afundar numa tina e morrer. Só isso.

Notas finais
:OOOOOOOOOOOO
.
hasuhaushuahsuahs
eles já sabiam que ela é do futuro. Mas como? Hã? Cuma?
perguntinhas essas que serão respondidas ao longo da história. E edward deu um soco no melhor amigo. Sinto cheiro de tensão no ar!!!
.
a amizade de jasper e edward está meio abalada ultimamente. Mas será que Jasper vai mesmo tentar matar a Bella? Será que ela ta correndo risco de vida? Será que o nosso conselheiro está se tornando o vilão da história?
.
tem muita coisa pra rolar ainda, muita agua pra passar debaixo dessa ponte!
até a próxima!
PS: Quero saber a opinião de vocês - COMO VCS ACHAM DE JASPER E EDWARD JÁ SABIAM DESSE BABADO?