Universo Paralelo
13 Capítulo 12
Notas iniciais
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Estão tão feliz com a rapidez desse capítulo. O capítulo ficou até grandinho!
Obrigada pelos reviews, me divertir muito lendo as tentativas frustradas, ou não, de vocês sobre "como Edward e Jasper sabem que Bella é do futuro".
Como daqui pra frente, este capítulo terá mais algumas revelações.
Há também uma surpresinha entre Bella e Edward. hummmm.
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Até lá embaixo!
- Alice. – Rosalie entrou no quarto da princesa, enquanto esta escovava os curtos e lisos cabelos. – Sabe onde Edward está?
Alice encarou a irmã através do espelho. Rosalie vestia uma calça justa azul-marinho que estava coberta parcialmente pela bota preta. Sua blusa branca e folgada estava ensacada pela calça. Tinha os cabelos loiros e perfeitamente ondulados caindo pelos ombros.
- Ele não tomou o café da manhã com a gente. Acho que ainda não acordou.
- Estranho.
- Quer? – Alice apontou sua escova de cabelo para Rosalie, com a intenção de que a irmã penteasse seus cabelos castanhos. Recebeu em troca uma careta.
- Tchau Alice! – Tudo que Rose ouviu ao fechar a porta do quarto foi uma gargalhada da irmã.
- Jasper! – Rosalie se assustou ao ver o conselheiro de seu irmão com o nariz extremamente inchado e roxo, andando pelo corredor do primeiro andar. Jasper revirou os olhos.
- Não tem nada demais com o meu nariz, Rosalie!
- Como não tem? Você vai agora na enfermaria! Se não cuidar logo pode se tornar uma coisa bem séria, confie em mim! – Puxou o braço do loiro escada abaixo, sob os resmungos deste. – O que aconteceu?
- Prefiro não falar sobre isso.
- Sempre tão sério. – Debochou a loira. — Tudo bem. Mas vai para a enfermaria sim!
Ao chegarem, Dona Lourdes olhou assustada para o conselheiro. Nunca o vira assim, ele era tão quieto e contido que era difícil imaginá-lo em uma briga. Sem perguntas, deitou-o em uma maca e proibiu-o de sair dali até o fim da tarde, devido a um possível agravamento da lesão. Precisava acompanhá-lo de perto.
- Você viu Edward? – Perguntou Rose a sua mãe de coração.
- Amanheceu doente. – Lastimou a enfermeira. – Sue acabou de levar o café da manhã em seu quarto. Estou indo para lá agora dar uma olhada nele. Esperava ficar por lá, mas agora tem o senhor Jasper. Não sei como fazer, não posso olhar os dois.
- Eu tenho uma pessoa perfeita para acompanhar o meu irmão. No final das contas, não será mais do que a obrigação dela. – Rosalie sorriu inocentemente.
[...]
-E depois eu que sou isso, eu que sou aquilo, que não sirvo pra nada, que sou preguiçosa, e blá blá blá!
Bella saiu pela porta de serviço para o jardim, encontrando Ângela pendurando as roupas em um fino cordão marrom. A criada olhou risonha pra ela já imaginando de quem a bela mulher falava.
- O que é que você ta resmungando aí Bella? – Disse dependurando o vestido que Bella reconheceu ser de Alice.
- Aquele rei estúpido!
- Acho melhor você parar de falar assim dele. Mesmo que não goste, ele é rei e devido ao seu desrespeito tem o direito de lhe mandar para forca. É só ele querer.
- E eu mando ele ir tomar naquele canto! – Bella bufou, recebendo um olhar confuso de Ângela.
- Que canto?
- Esquece. – Bella respirou fundo. – Você sabe onde o ilustríssimo rei está? Disse que hoje teria uma porrada de coisa pra fazer e desaparece do nada. Aí depois eu que não cumpro com meus deveres. Mas deixe só ele aparecer aqui que eu vou lhe mandar umas verdades.
Ângela riu da moça. Terminando de pendurar a calça do conselheiro, virou-se para Bella e esclareceu.
- Parece que adoeceu. Vi Sue levando comida para o quarto dele hoje mais cedo.
- Isso se chama preguiça, não doença. – Ângela revirou os olhos.
- Vossa Majestade não tem preguiça. Para Sue levar uma bandeja no seu quarto é porque ele realmente está doente.
Bella absolveu o que Ângela lhe dissera. Não parecia uma história sem lógica depois do que ocorrera ontem. Os dois encharcados levaram um vento frio voltando para o castelo, porém ela não adoecera.
Rei fru-fru.
- Bella! — A física olhou para trás, observando sua amiga loira na soleira da porta. – Você tem uma missão.
[...]
- Eu vou fingir que não tem o seu dedo podre nessa história Rosalie Cullen!
Rosalie revirou os olhos após revelar a Bella que a mesma teria que cuidar de seu rei. A princípio ela a olhou com raiva, depois chorosa e agora resmungava para quem quisesse ouvir que aquele “rei estúpido” só estava inventando doença para cobrir a preguiça.
- Você tem que cuidar dele Bella. Você é a “dama de companhia”. Não tenho nada a ver com isso.
- Esse seu olhar ingênuo é tão irritante. – Disse a morena enquanto abria a porta do quarto real.
Bella observou o amplo quarto. Os tons dourados dominavam o quarto, com grandes armários e duas portas, que Bella identificou ser do closet e do banheiro. Possui também uma estante com vários livros, um sofá e uma mesinha de centro. O grande espelho se posicionava a frente da enorme e confortável cama, onde um rei com olheiras comia um pão da bandeja a sua frente. Dona Lourdes mexia em um termômetro quando viu as duas moças entrarem no quarto.
- Que bom que vocês chegaram. O Senhor Whitlock já está me esperando.
Dona Lourdes explicou os remédios e o horário de tomá-los, deixando uma ampulheta para que Bella se orientasse. Rosalie saiu do quarto alegando que ajudaria Sue no almoço e que depois faria a sua mudança para o quarto de Bella, deixando um Edward confuso.
Reforçando as orientações, Dona Lourdes deixou o quarto. O rei encarou sua prisioneira com uma sobrancelha elevada enquanto comia seu morango.
- Vai pagar uma de enfermeira. – Edward achou graça.
- Não ria. Não é como se eu tivesse escolha. – Resmungou Bella.
- O que Rose quis dizer com “mudar para o quarto da Bella”?
- Eu, fantástica como sou, a convenci de ficar aqui. Só que ela quer distancia do castelo, então ela dormirá no meu quarto.
- Certo. Sou obrigado a lhe dar os parabéns.
Edward tossiu um pouco, sentindo a garganta queimar. Ouviu Bella suspirar e ir até ele, ajudando-o a sentar melhor.
- Eu aceito esse morango como pagamento. – Bella deu a volta na cama e sentou ao lado do rei, roubando um morango de sua bandeja.
Edward trincou os dentes. Abusada.
- Você ta esgotando minha paciência Swan. Eu sou rei e você é uma mera prisioneira! Saia já dessa cama ou eu faço você sair voando por essa janela.
- Falou o rei que está morrendo. – Disse, roubando outro morango.
Edward colocou a bandeja em cima do seu criado mudo. Entendendo a intenção, Bella levantou-se da cama rapidamente, enquanto Edward fazia o mesmo para ir atrás dela, mas não conseguiu. A tontura o invadiu, fazendo-o sentar novamente na cama.
- Você está bem?
Edward negou com a cabeça enquanto fechava os olhos. Bella se aproximou e o ajudou a deitá-lo.
- O que você está sentindo? – Perguntou ela calmamente.
- Só uma vertigem. – Disse Edward respirando ofegante.
Em pé ao seu lado, Bella analisou o rosto de Edward. Ele estava pálido e suas veias pareciam... Inchadas? Não, impressão minha.
- Calma. – Bella sentou Edward novamente e acomodou-se atrás do mesmo, deitando-o logo em seguida, de modo que a cabeça dele repousasse em seu colo. Com certa hesitação, acariciou os cabelos cor de bronze.
- Isso é um tipo de preparação para um ritual de morte? Me enche de mimos baratos e depois me enfia uma faca no coração. – Ele não queria admitir, mas os dedos pequenos e delicados em seu cabelo estavam lhe dando uma das melhores sensações que ele já tivera em sua vida.
- Não. Vai ser com veneno. To só esperando dar o momento certo para lhe dar em uma colher de sopa. – Disse apontando para os frascos de remédio no criado mudo.
E ela conseguiu arrancar-lhe um sorriso pequeno. Em meio à tortura e ao incomodo que sentia em todo o corpo, ele conseguiu esquecer por um momento tudo isso. A irritação que aquela petulante, arrogante e reclamona prisioneira lhe causava era... boa.
- Você ta precisando pentear esse cabelo. Isso aqui ta parecendo um ninho de rato. Minha mão já desapareceu aqui dentro.
- Desculpe se te decepcionei, Milady. – Ironizou Edward.
- Está desculpado, mas eu irei cortar seu cabelo. Só não será hoje porque você está doente.
- Se você acha que vai botar suas patas no meu cabelo está muito enganada.
- Já botei. – Bella riu diante do resmungo vencido de Edward. – É melhor você dormir. Enquanto isso vou trocar seus remédios por veneno.
- Cala boca!
Edward suspirou e logo em seguida dormiu, se deliciando com os movimentos irregulares em seu coro cabeludo. Ao constatar a inconsciência do Cullen, Bella se afastou e deitou a cabeça dele no travesseiro com cuidado para não acordá-lo.
Ao atravessar a soleira, suspirou antes de fechar a porta. Poderia não gostar dele e de toda a sua arrogância, mas não podia negar sua beleza. O homem exalava virilidade e quando isso era misturado com um momento tão descontraído como o que tiveram agora... o resultado era explosivo. Como o beijo de ontem.
- Swan. – Bella revirou os olhos perguntando por que Deus a odiava tanto. – Aproveitando a folguinha já que o rei está doente?
- O que você quer Jéssica?
- Terminar de arrumar esse castelo antes do almoço. E como você não está fazendo nada, — Jéssica jogou uma vassoura na direção de Bella. – pode varrer a ala leste.
Não houve tempo pra questionamentos, Jéssica se virou e correu antes de receber qualquer resposta mal educada de Bella. Xingando a loira, pegou a vassoura no chão e se encaminhou para o primeiro quarto na ala leste.
[...]
De mau humor e com fome, abriu a porta do último quarto listado em suas tarefas. Se estivesse certa, aquele era o do conselheiro esquisitão. Sem hesitar para enfim terminar, varreu o carpete do quarto e o do closet, deixando o banheiro por último. Concentrada com a limpeza, não viu a poça d’água que jazia no chão, fazendo com que escorregasse e o cabo de madeira batesse contra o revestimento do mesmo material na parede do banheiro.
Toc.
Se recuperando do acidente, levantou-se encarando o revestimento. Oco? Por que um revestimento é oco? Aproximou-se lentamente e deu dois socos no local aonde a vassoura ainda estava, agora apoiada.
Toc. Toc.
Com o cenho franzido procurou com atenção alguma abertura discreta, encontrando-a na junção da madeira com o piso. Agachada, forçou a abertura para si uma, duas, até a terceira, quando a madeira se deslocou por completo, revelando uma grossa porta de carvalho. A boca de Bella entreabriu-se enquanto esta ficava de pé apenas encarando-a. Por que Jasper precisaria de uma passagem secreta?
Sem pensar mais, levou sua mão a maçaneta e forçou sua abertura, mas a porta estava trancada. Seu corpo inteiro formigou causando uma sensação de dormência que só foi interrompida quando sua mão apartou-se do metal frio da maçaneta. Que porra é essa? Tocou na porta mais uma vez, trazendo novamente o formigamento incomodo para todo o seu corpo. O que diabos é isso?
O som da porta do quarto se abrindo chamou sua atenção, fazendo com que ela se desesperasse e colocasse a madeira cobrindo a passagem secreta. Certificando-se que ela estava bem fechada, pegou a vassoura e saiu do banheiro, dando de cara com o repulsivo homem.
- Bom dia, senhorita Swan.
A malícia brilhava nos olhos do Conde Denali, enquanto este exibia um sorriso maldoso. Bella se arrepiou. Havia se esquecido de que ele e sua família se mudariam para o castelo e a recordação lhe trouxe o desagrado instantâneo.
- Bom dia Conde Denali. Estou de saída, fique a vontade. – Tentou fugir, mas ele segurou seu braço, aproximando o corpo trêmulo da física do seu.
- Não se incomode querida, jamais pediria para que você se afastasse. – O velho deslizou o olhar pelos seios, trazendo a ânsia de vômito na mulher. – Pelo contrário, gosto de tê-la perto.
- Me larga. – Disse Bella com a voz firme, desvencilhando-se do velho. – Fique longe de mim.
- Ou o quê? Você é só uma empregada Bella. Ninguém liga para o que você quer ou diz. – O homem a empurrou contra a parede e sussurrou em seu ouvido. – Gosto de mulheres assim: cheirosas e arredias.
- Richard?
O homem se afastou rapidamente de Bella, fazendo com que ela pudesse soltar o ar aliviada. A Condessa olhava para os dois com a expressão séria.
- Este não é o quarto de hóspedes. – Disse submissa. – Achei que estivesse nele.
- Mas não estou. Vamos, quero arrumar minhas coisas logo. – O conde pegou a mulher pelo braço e a arrastou para fora do quarto.
Bella desmoronou no chão, respirando fundo para tentar recobrar a calma e engolir o choro. Estava extremamente assustada, não sabia o que poderia lhe acontecer daqui pra frente enquanto aquele velho imundo estivesse sob o mesmo teto que ela. Precisava sair dali e foi o que fez. Atravessou a porta da suíte e sem nem mesmo pensar para onde ia, entrou no quarto de Edward, como se buscasse a proteção dele.
Esperava vê-lo dormindo, mas não foi assim que o encontrou. Nos pés da cama de Edward, uma mulher alta e loira estava sentada, acariciando as pernas do rei que estavam sob o lençol. Sue também estava lá, colocando a bandeja com o almoço e o suco do rei na cama do mesmo, enquanto este resmungava algo para a noiva. Ao notarem sua entrada, Tânia fez uma careta de desagrado, Sue a olhou inquiridora e Edward, desconfiado.
- O que houve Swan? – Disse Edward se ajeitando na cama, a fim de observá-la melhor.
- Parece que viu um fantasma, querida? – Observou Sue.
- Essa criada não bate na porta não, Edward? – O rei ignorou-a.
- O que aconteceu Swan? – Insistiu Edward.
- Nada. – Bella respirou fundo e olhou para os pés. – Não houve nada. Pensei que ainda estivesse dormindo.
Edward estreitou os olhos. Havia acontecido algo para que a sua prisioneira estivesse mais pálida do que já era. Ela olhava para todos os cantos menos para os olhos dele e isto não era compatível em nada com sua personalidade. Não iria forçar agora porque nada sairia da sua boca. Mas tarde a pressionaria.
- Querida, você já almoçou? – Perguntou Sue.
- Não Sue.
- Oh minha filha! Então vá logo se não Lourdes surta.
- Não será necessário. A partir de agora eu cuidarei do meu noivo. – Disse Tânia se levantando e colocando as mãos na cintura, encarando Bella com o olhar superior.
- Nem pensar Tânia. – Pronunciou-se Edward. – Você não cuida nem de si mesma.
- Edward! – Tânia olhou para ele abismada.
- É verdade. Swan, vá logo comer e volte já para cá. – Resmungou Edward, dando sua primeira garfada.
Bella assentiu e saiu do quarto sem o contrariar, confirmando as suspeitas do rei. Há algo de errado com ela.
[...]
Bella suspirou dando uma garfada no arroz. Apesar de estar assustada com toda a história do Conde Denali, não podia deixar de pensar no que aconteceu no banheiro de Jasper. Uma passagem secreta. Será que os Cullens sabiam dela? Mas o que mais lhe intrigou foi o formigamento que tomou conta de todo o seu corpo com o mínimo contato entre sua pele e a madeira fria da porta.
- Como anda minha enfermeira favorita? – Disse Rosalie, sendo seguida por Alice.
- Prestes a lhe enfiar esse garfo goela a baixo.
- Que grosseria. – Exclamou Alice dando uma risadinha. – Desde que Edward te roubou de mim, é sua função cuidar dele. Dona Lourdes que deve ter gostado, só tirando uma folguinha...
- Nada! Ela ta é cuidando de Jasper e seu nariz de almôndega. – Bella gargalhou da piada de Rosalie.
- Como assim? – Exaltou Alice. – O que houve com ele?
- Não soube? – Bella interrogou-a. – Ele teve uma luxação no nariz Deus sabe o porquê. Tá lá na enfermaria recebendo os mimos da Dona Lourdes.
- O quê? – Alice perguntou enquanto já saia da cozinha, deixando a irmã e a amiga sozinhas.
- Ta brincando que ela gosta dele? – Rose disse risonha.
- Sua irmã tem um parafuso a menos. – As duas riram. – Rosalie, me tira uma dúvida.
- Diga.
- Aquele quarto do conselheiro era de hóspedes?
A pergunta surgiu quando Bella não entendeu o porquê de uma passagem secreta justamente em um quarto de hóspedes qualquer. Jasper chegou ao castelo com Edward depois que o último sumiu por sete anos, logo, deveria ter tomado para si um quarto vago, logicamente um de hóspedes. Mas a passagem secreta... não se encaixava.
- Sabe que não! – Rosalie deu uma mordida na maçã que estava em uma fruteira em cima da mesa. – Eu ainda não entendi porque Jasper ocupou o quarto de Edward. Foi o meu irmão que foi pro quarto de hóspedes!
Então Edward sabe da passagem secreta. E por algum motivo cedera ele para Jasper. Mas por quê?
[...]
Estava no corredor do primeiro andar encaminhando-se para entrar no quarto do Cullen, quando dele saiu a noiva do rei. A loira possuía um ar contrariado quando viu Bella perto dela. Aproximou-se da prisioneira, colocando as duas mãos na cintura e a olhando ameaçadoramente. No momento, a física só queria ter tamanho o suficiente para encará-la a altura.
- Eu vou deixar bem claro umas coisinhas aqui entre nós: não gosto nenhum pouco de você.
- Que bom que o sentimento é recíproco. – Devolveu Bella, recebendo um olhar cortante.
- Acredite, quando eu me tornar rainha você será a primeira a ir embora daqui.
- Me faria um favor! – Sorriu sarcasticamente.
- Você pode até ser bonita, mas não vou admitir que tente roubar Edward de mim. Ele está hipnotizado por você a ponto de me dispensar por preferir seus cuidados ao meu. Mas eu faço ele te esquecer rapidinho.
Bella quase gargalhou. Se ela soubesse que ele estava a castigando ao invés de paquerá-la...
- Se você fosse mais segura de si, veria que o problema não sou eu. Você tem milhares de inimigas aqui dentro, mas eu lhe garanto que eu sou a última delas. Agora eu preciso ir antes que seu noivinho faça pirraça.
- Como assim inimigas?
- Descubra sozinha. Bye bye!
Ela queria rir da cara de tacho que a loira ficou. Se ela soubesse que 99,9% das criadas daquele castelo se matariam para ter o rei na cama delas... Mas olhar para a noiva de Edward e reparar as semelhanças dela com o pai a havia deixado de estômago embrulhado.
- Finalmente, está na hora do meu remédio.
Bella suspirou e pegou o vidrinho de remédio, despejando o líquido na colher de sopa e dando-o na boca do rei, enquanto recebia um olhar estranho do mesmo. Girou a ampulheta, determinando o próximo horário do remédio e após o ato, encaminhou-se até a janela, observando a tarde no reino. Onde o Denali estaria? O pensamento fez a mesma se arrepiar. De agora em diante teria que saber onde o velho andaria para não estar no mesmo lugar que ele. Que inferno!
- Swan, afofe meu travesseiro.
E ela o fez. Talvez o Denali só faria aquilo para assustá-la. Talvez Tânia tivesse pedido para que ele fizesse aquilo para manter ela longe do Cullen.
- Quero uma massagem no meu pé. – Ouviu a voz do rei.
Bella sentou na ponta da cama e começou a fazê-la. Poderia não acontecer mais, também. A mulher poderia ter dado um basta nisso e quem sabe ele a obedecesse. Ou então...
- QUE PORRA É ESSA SWAN? – Edward sentou-se na cama. – QUAL É O SEU PROBLEMA?
- Do que você está falando? – Bella se levantou e pôs as mãos na cintura.
- Você me deu remédio na boca, afofou o meu travesseiro e está fazendo massagem no meu pé Swan, NO MEU PÉ! – Edward a olhou indignado.
- Ou eu estou ouvindo coisas ou foi isso que você me pediu. E o problema é comigo?
- Você não faz nada do que eu peço sem reclamar. Você me deu remédio na boca sem me xingar, afofou meu travesseiro sem fazer pirraça e massageou o meu pé sem cuspir nele antes. O QUE HÁ COM VOCÊ?
Bella suspirou, entendendo o que ele queria dizer. Realmente, se estivesse prestando atenção nos pedidos dele teria se negado a dar remedinho na boquinha, afofado a porra do travesseiro, afinal ele tinha mãos para isso, e muito menos fazer massagem naquele pé enorme dele.
- O que aconteceu? Está assim desde que entrou nesse quarto na hora do almoço. – Edward falou suavemente, sem reconhecer o tom da própria voz.
Bella se abraçou como se protegesse a si mesma e olhou de longe a janela do quarto dele. Depois deitou-se ao lado do rei, ficando de lado na cama e de frente para ele, que também estava de lado, a olhando. Edward bufou.
- Sai da minha cama.
- Você se deitou na minha. Tenho direito de deitar na sua.
- Eu sou rei!
- E eu sou uma criada. Prazer.
Edward revirou os olhos. Não iria perder tempo discutindo com aquela mulher insuportável.
- Eu respondo se você me responder uma pergunta antes. Pode ser?
Edward a olhou. Estava pisando em terreno perigoso. Mas a sua curiosidade era maior que o seu discernimento. Algo muito sério havia acontecido com a sua prisioneira para que ela resolvesse obedecê-lo como uma criada normal faria. Ela não era assim e ele não a queria assim.
- Pode.
Por um momento Bella pensou em perguntar o porquê de ele ter cedido seu quarto para Jasper. Mas conhecendo o rei, isto levaria a outras perguntas que ela não queria nem poderia responder. Descobriria por si mesmo.
- Por que vai se casar com Tânia? Digo... você não a ama.
Edward ficou surpreso pela pergunta. Por que ela queria saber disso?
- Como pode saber se eu não a amo? E desde quando você é romântica?
- Me responda Cullen.
- Porque ela é a primeira da linha sucessória ao trono. E eu também a amo.
- Não, não a ama. – Edward lhe olhou como se a física fosse maluca. – Se a amasse teria pedido para ela ficar no quarto também. Certo que a Denali não poderia cuidar nem dela mesmo, mas se você a amasse pediria pelo menos a companhia dela.
Não entraria na conversa ridícula que tivera com Tânia. Mas viu no olhar de Edward que ele não era apaixonado por ela.
Ela estava certa. Não a amava, mas ele não poderia alterar o futuro bruscamente. Eles estavam no passado, um passado em que ele se casava com Tânia e teria dois filhos. Caso isso não ocorresse, causaria o surgimento de uma nova linha do tempo, o que impediria que a linha em que estavam continuasse a existir. As coisas eram mais sérias do que aparentavam.
- Não tenho tempo pra bobagens Swan. A linhagem real precisa continuar. Agora me responda, o que aconteceu?
- Eu acho que o Conde quer algo a mais de mim do que o meu serviço de criada.
Edward sentiu o corpo todo tencionar.
- O que ele fez? – Alterou a voz.
“Você é só uma empregada Bella. Ninguém liga para o que você quer ou diz.”.
- Só fez comentários sugestivos. – Mentiu Bella. – Eu fiquei assustada, mas deve ser coisa da minha cabeça.
- Ele não fará nada com você entendeu? – Edward segurou seu rosto. – Eu não vou deixar. Terei uma conversa muito séria amanhã com ele.
Bella deu um sorriso pequeno. Apesar de toda a estupidez dele, o Cullen tinha caráter e ela o admirava por isso.
- Agora vamos dormir.
- “Vamos”? É a minha cama! – Resmungou Edward.
- E daí? Você acha mesmo que eu vou ficar olhando você dormir?
Edward bufou e a observou fechar os olhos. Ele não deixaria aquele velho dos infernos tocar em sua prisioneira. Nem nela nem em nenhuma de suas criadas. Não se admirava que Bella tivesse despertado o interesse do velho. Poderia não gostar dela, mas a Swan era linda.
Rabiosa – Shakira
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Olhando para ela, reparou no rosto delicado, o nariz arrebitado e a boca rosada. Boca essa que ele havia beijado com prazer na noite anterior. As imagens deliciosas vieram a sua mente e instintivamente seus lábios colaram no dela, fazendo com que Bella abrisse imediatamente os olhos e encontrasse os verdes dele.
Os dois pares fecharam-se com a mesma velocidade com que abriram. Edward pediu passagem e ela concedeu prontamente. E como era delicioso para os dois! Edward desceu a mão para a cintura dela, apertando-a com firmeza, enquanto Bella mergulhava uma mão no coro cabeludo dele. Mas foi o cravar da unhas da mulher nas costas do rei que fez com que ele rosnasse e se posicionasse em cima dela, ainda a beijando com sofreguidão.
- O que você está fazendo? – Disse Bella gemendo, enquanto sentia a boca do rei descendo por sua mandíbula em direção ao pescoço e o membro duro roçando em suas coxas por cima das roupas.
- Passando minha doença pra você.
Bella riu e Edward observou esse ato com um sorriso pequeno no rosto. O tom vermelho que tomava conta de sua bochecha deixava-a ainda mais bonita. Beijou-a novamente, sendo recebido com agrado. As mãos elevaram-se aos seios, acariciando-os. Edward mordeu a orelha de Bella, recebendo um puxão no cabelo.
Foi a vez de Bella ficar por cima. A prisioneira sentou-se em cima do membro de Edward, fazendo com que este rosnasse alto e apertasse com firmeza a bunda dela, roçando ainda mais os dois sexos. A prisioneira concentrou-se no pescoço do rei, mordendo-o preguiçosamente. Beijaram-se mais uma vez, mostrando pra quem quisesse ver o quão excitados estavam.
Edward sentou com Bella em seu colo, beijando os seios da mulher com ardor. Bella gemer um pouco mais alto e imediatamente, arrancou a camisa dele.
Mas o que ela viu fez sumir todo o tesão. Uma cicatriz posicionada aonde o coração estava jazia vermelha e por todo o peito de Edward, incluindo o abdômen, haviam veias e artérias inchadas.
- O que é isso? – Bella passou os dedos pelo peito dele, causando arrepios no rei que ainda a tentava beijar. – As suas veias estão inchadas!
Edward enfim entendeu o que a fizera parar. Olhou para o peito e imediatamente procurou sua camisa, levantando-se da cama enquanto a vestia.
- Deve ser alergia ao medicamento. – Encaminhou-se a cômoda, procurando um vidrinho.
- Temos que ir à enfermaria. – Bella levantou-se da cama indo na direção dele, que tomava o líquido do vidrinho que encontrara em meio as suas coisas. Aquilo acabaria com os sintomas aparentes. Logo a dor virá.
- NÃO! Não é necessário. Isso já aconteceu antes, por isso já tenho esse remédio aqui. – Mentiu Edward. – Agora vá embora, preciso dormir.
- Eu vou, mas é bom que esteja melhor quando eu vou voltar. Se não eu vou lá e deduro você a Dona Lourdes. Entendeu? – Ralhou Bella, recebendo o revirar de olhos do rei.
A contragosto e com a cara emburrada, Bella se retirou, deixando o rei sozinho. Precisava de Jasper, mas seu orgulho era maior. Como pediria socorro depois de ter dado um soco nele por ameaçar matar a sua prisioneira?
[...]
Ele estava caído no chão do quarto. Estava sem ar e sentia cada gota de sangue ser bombeada com dificuldade, dando a sensação de que o líquido rasgaria todo o seu sistema circulatório. As veias e artérias voltaram a ficar inchadas, uma resposta a lentidão de seu coração para bombear o sangue.
- AAAAA! – Gritou com uma mão na boca, tentando abafar o som cortante causado pelo dor.
A porta de repente se abriu e Edward logo imaginou que seria a Swan. Se ela ou qualquer pessoa a visse desse jeito, tudo estaria perdido. Mas a voz que escutou lhe trouxe a esperança de que talvez pudesse sobreviver.
- Vamos Edward. Está na hora de substituí-lo. – Disse Jasper, observando o amigo se contorcer no chão ao lado da cama.
Notas finais
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que será? que será?
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O que acontecu com Ed? Algum palpite? E o nojento do Denali. Ele me causa arrepios. Será que ele fará alguma coisa com a nossa bellinha? E a passagem secreta. O que há por trás dela? Porque o corpo dela formigo com o contato com a porta? E o amasso dos dois, vcs gostaram?
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Revelação de hoje:
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Jasper... ele é um personagem mais significativo do que aparenta. Pronto, falei demais.
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Perguntinha do capítulo:
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AONDE VOCÊ ACHA QUE LEVA A PASSAGEM SECRETA NO QUARTO DE JASPER?
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Bjs e até o próximo capítulo.
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