Notas iniciais
olá gentemmmm
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antes de tudo agradeçam a nossa siter Marcela pelo capítulo de hoje. Foi graças a ela e a primeira recomendação da fic que ela fez que estou aqui postando. Principalmente pelo que ela disse: "ela só tem um problema vícia, então a autora tem a obrigação de sempre postar um capítulo novo kk."
Fiquei emocionada *.*
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Então minha gente, esse capítulo terá um ponto de vista de Edward. Mas como eu já disse no capítulo anterior, a história vai começar msm no próximo capítulo. Ai a coisa desenrola.
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Obrigada pelos reviews e sejam bem vindas as novas leitoras. Bjs e até o próximo capítulo!

Ela olhava para o céu azul claro onde o sol pairava iluminando Londres e a enfermaria onde estava. Acordara com o chamado da enfermeira que segurava uma bandeja com leite, pão e frutas para o desjejum. A simpática senhorinha chamada Lourdes estava lhe fazendo companhia até alguns minutos atrás, antes de voltar para suas tarefas. Ela era aparentava ter seus sessenta anos e esbaldava alegria e carinho.

A senhora Lourdes tirara com cuidado os curativos já desnecessários sob os resmungos e caretas de Bella, que reclamava toda fez que os pelos do seu braço eram puxados pela cola do esparadrapo. Só depois de um tempo que Bella notou a ausência do homem que roncava na noite passada. Ao perguntar sobre ele para a Senhora Lourdes, ela suspirou e respondeu:

– Graças a Deus foi embora. Nunca vi soldado tão resmungão como ele. Era necessário imobilizar sua perna, não era como se eu quisesse vê-lo incapacitado de andar. – Disse ofendida.

Bella agora olhava as unhas retas e compridas pintadas de Rosa Antigo. Estava receosa quanto à decisão de Edward III. Ela só queria achar o Okala e ir para casa, não ser presa e condenada à morte sem motivo nenhum!

A pesada porta de carvalho da enfermaria foi aberta, tirando Bella de seus pensamentos. O tal Rei entrava com sua pose e expressão de superioridade já conhecida por ela, só que dessa vez vinha acompanhado por uma pequena mulher que quase sumia dentro do exagerado vestido rosa claro do século XV, onde as sete saias davam um grande volume a ele. Seu cabelo era curto, na cor negra e apontado para todos os lados, os olhos azuis transbordavam curiosidade. Em suas pequenas mãos, trazia uma grande caixa.

Ela depositou a caixa na cama vazia ao lado de Bella e juntou-se à Edward que estava no fim da sua, a encarando sem expressão. Os traços semelhantes entre os dois, fez com que Bella deduzissem-nos parentes.

– É bom que já tenha acordado, assim me poupará tempo. Desperdiçar algo tão precioso com coisas desnecessárias é realmente lamentável.

Bella mordeu a língua, segurando os xingamentos que estava prestes a soltar quando ele a chamou de “coisa desnecessária”. Não seria bom provocá-lo antes de saber sua decisão. A pequena mulher ao seu lado o olhou com desaprovação, porém ele a ignorou. Foi então que Bella se perguntou a necessidade da presença dela ali.

– Eu refleti bastante sobre o que fazer com você. Consultei meu conselheiro, Jasper Whitlock, e então cheguei a uma conclusão: será dama de companhia da minha irmã, a Princesa Alice, já que a última que ocupou esse cargo resolveu se casar e sair do palácio. Mas também será empregada da casa quando for solicitada sua presença. Não poderá sair de Londres e para ir além dos muros do palácio terá que me pedir permissão. E caso eu conceda, será sempre acompanhada por um de meus homens. Para sair com a Princesa Alice também, as duas serão acompanhadas por um de meus soldados.

Bella permaneceu estática como se absorvesse o que Edward lhe dizia. Sua reação quando finalmente entendeu o que as palavras do Rei queriam dizer, foi descer da cama e socar o peito forte de Edward III.

– Você... Você não pode fazer isso comigo! Não tem o direito de me manter presa aqui! – Edward segurou os punhos dela, impedindo de continuar lhe batendo. – Eu não sou sua escrava, não fiz nada contra o seu bendito reino.

– Como você sabe? Recuperou a memória? – Edward a questionou sarcástico enquanto sentia a respiração ofegante da mulher a sua frente. Os olhos verdes dela o encaravam tristes e derrotados, fazendo com que ele a soltasse com a certeza de que não seria atacado novamente. – Fique feliz de eu ter piedade e não mandá-la de volta para a prisão. Enquanto não recuperar a memória e provar sua origem, será tratada como uma súdita comum e como minha empregada. Seus colegas de trabalho já estão cientes de sua presença. Começará seus deveres hoje à tarde. E mais uma coisa: — Lhe olhou com raiva. – Eu sou um Rei e devo ser tratado como tal. Para você é Majestade, Senhor, Rei Edward... nada mais que isso.

Sem dizer mais nada, Edward virou as costas e foi embora. As lágrimas que segurou para não se humilhar ainda mais diante do Rei, caíram pela pele branca e macia do rosto de Bella. A sua vida viraria um inferno daqui para frente. Além de se tornar escrava do arrogante Rei e de sua família, a volta para o presente seria ainda mais demorada já que não podia dar um passo sozinha e muito menos sair de Londres. Uma mão pequena e macia entrelaçou a sua carinhosamente. Por um instante havia se esquecido da presença da Princesa Alice.

– Não chore. – A voz fina e afetuosa da mulher fez com que Bella a comparasse com uma fada. O corpo pequeno e os olhos azuis intensos também davam corda a sua imaginação. – Não vai ser ruim ser minha dama de companhia. Seremos grandes amigas, você vai ver!

Bella sorriu minimamente enquanto Alice enxugava suas lágrimas. Não havia como não simpatizar com ela.

– Me chame de Alice. Quer dizer... Quando nós estivermos só nós duas ou com minha família. Sabe o que esses abutres venenosos que são a nobreza e o clero falariam se te vissem me chamando sem meu título real antes do nome?

– Posso imaginar. – Disse tímida.

– Ah Bella! – Disse Alice como se fossem velhas amigas. – Tenho que lhe dizer que não concordo nenhum pouco com o que Edward está fazendo. Tentei persuadi-lo para desistir dessa idéia ridícula de te prender aqui. Mas ele parece uma mula de tão teimoso.

– Você é mesmo irmã dele?

– Ele é só rabugento, mas é um bom Rei. Acredite, se papai ainda estivesse vivo você estaria a caminho da forca. – Bella se arrepiou. Não era a primeira vez que ouvia falar do pai de Edward III, o rei Edward II. Pelo que pôde entender depois da fala de Alice, ele não era a melhor pessoa do mundo. – Mas vamos ao que interessa!

Alice se levantou e foi até a caixa que havia trago, sendo observada por uma Bella curiosa. Abriu a tampa e tirou de lá um vestido tão volumoso quanto o que ela vestia. Era rosa com detalhes brancos e algumas flores de renda no corpete. As mangas iam até os cotovelos e o colo era nu.

– É lindo. – Disse Bella alisando o vestido depositado em cima de sua cama por Alice.

– É seu. – Disse Alice sorrindo.

– Meu? Eu sinceramente imaginava que damas de companhia do século XV não usavam vestidos tão bonitos quanto este. – Bella disse e logo se chutou mentalmente por ter se referido ao passado. Felizmente, a Princesa encarou sua fala como ironia.

– Não a vejo como minha dama de companhia. Esse vestido e os outros que você usará eram todos meus. O costureiro real errou minhas medidas e fez trinta e cinco vestidos com números maiores que o meu. Eles nunca foram usados. Já mandei colocá-los em seu armário, acho que caberão em você. Mas... infelizmente não pude te livrar disso. Desculpe.

Alice tirou de dentro da caixa uma faixa branca, onde em cada uma das quatro pontas havia um cordão que seriam amarrados entre si por baixo dos cabelos cacheados de Bella, tipicamente usados por damas de companhia. Bella pegou a faixa e abraçou Alice com força.

– Você não tem que pedir desculpas por nada, Alice. Já fez muito por mim. – As duas se afastaram. – Me ajuda a vestir?

– Claro!


[...]


– É permitido respirar dentro desse vestido?

Alice riu enquanto as duas desciam as escadas em direção a grande sala de estar. Bella não havia gostado nenhum pouco do grande vestido. Sentiu seus órgãos quase saírem por sua boca a cada puxada que Alice dera para fechar o corpete. Não que o vestido não fosse seu número, mas a preocupação das mulheres daquela época era de deixar a cintura mais fina possível, não interessava se elas iriam respirar.

Além disso, o peso do vestido já estava lhe cansando. Segurava a saia o máximo que podia a fim de lhe auxiliar na caminhada. Os seios que estavam protuberantes por causa do corpete foi um detalhe que achou engraçado. Quando estava de calça jeans colada, os soldados acharam que eram roupas íntimas. Quase a chamou de prostituta por “querer seduzi-los”. Mas seus seios pulando do vestido era completamente normal e “descente”. Um tanto contraditório em sua opinião.

Porém, olhando-se no espelho de Alice, havia se achado linda. Apesar do desconforto de suas vestes, a beleza tão buscada pelas mulheres da época que morriam todos os dias asfixiadas para obtê-la através dos vestidos, era encontrada facilmente em Bella. Os longos cabelos com cachos bem definidos caiam por suas costas e pelos seios. Se não fosse pela faixa branca, poderia ser facilmente confundida com uma princesa.

Alice abriu a porta da sala de estar e entrou, sendo seguida por uma Bella mal humorada. Sentia-se uma vaca sendo apresentada aos seus novos donos. Sentada em um sofá de couro preto, uma senhora com aparentes cinquenta anos a encarava com desprezo. Possuía cabelos pretos da mesma tonalidade do de Alice e olhos verdes como os de Edward.

Ao seu lado, um casal aparentava ter a mesma idade que a mulher. Eram ambos loiros com iris azuis e a mulher a olhava com indiferença. Já o homem assumira um olhar ambicioso, despertando ânsia de vômito em Bella. Na frente deles, uma mulher segurava o braço direito de Edward, enquanto analisava as unhas da mão livre. Era loira e também possuía olhos azuis, mas aparentava ter a mesma idade que Bella. Parecia nem ter notado a presença das duas na sala de estar.

– Mamãe, Conde e Condessa Denali, Lady Tânia. Está é Bella Swan, minha dama de companhia que substituirá Samantha. Edward já deve ter vos informado.

– Disse alguma coisa. – A mulher de cabelos negros se levantou do sofá e foi até Bella, estudando a moça de perto. – Sou a Rainha Elizabeth, mãe do Rei Edward III e da Princesa Alice. É bom saber que alguém finalmente substituiu Samantha, já estava cansada de ter uma empregada a menos neste castelo. – Disse Elizabeth com hostilidade.

Alice revirou os olhos buscando paciência. Sua mãe não era fácil de se aturar. Assim como seu já falecido pai, tratava os empregados como lixo. Continuou as apresentações sabendo que sua mais nova amiga só queria fugir dali e xingar todos os antepassados de sua família.

– Bella, esta é Lady Tânia Denali, nossa prima de segundo grau e também noiva de Edward. E aqueles são seus pais, o Conde e a Condessa Denali.

Os pais de Tânia acenaram com a cabeça. A noiva de Edward olhou para ela da cabeça aos pés, como se avaliasse cada centímetro, e no final só a encarou com desprezo e nojo. Bella teve que segurar o riso. A noiva enjoada de Edward deveria estar sendo obrigada a se casar com ele. Não iria se admirar caso visse aquela loira aguada entrando amarrada na igreja. Mesmo que a antipatia entre elas tivesse se instalado logo de cara, não pôde evitar de ter pena da moça. Era um destino muito terrível para Tânia se casar com aquele Rei.

– Querido, ela será empregada da casa também, não é? – Perguntou Tânia venenosa. Bella respirou fundo quando Edward afirmou com a cabeça. – Então ela já pode nos servir. Trazer um chá com bolinhos de Sue. Eles são deliciosos.

Bella fechou a mão, sentindo as unhas quase perfurarem sua carne. Antes que desse uma resposta grossa ou avançasse em Tânia, o Rei interferiu.

– Ela só trabalhará após o almoço.

– Mas já esta vestida. E devo dizer que indevidamente. Não são roupas adequadas para uma dama de companhia.

– Eu decido como visto as minhas damas, Lady Tânia. Creio que isso não é da sua conta. – Disse Alice grossa. Tânia remexeu-se no sofá, humilhada. – Bom, depois das devidas apresentações, peço licença para me retirar.

Alice segurou o vestido e fez uma reverência, tendo seu gesto copiado por uma Bella aliviada. Não havia gostado de nenhum nariz empinado ali. Mas o que é deles estava guardado. A queda do absolutismo virá. Bom, alguns séculos adiante, mas virá.

Alice entrou na cozinha animada e abraçou por trás uma senhora gorda, vestida como empregada. Era negra de cabelos crespos; suas mãos eram calejadas e traziam antigas cicatrizes de queimaduras, provavelmente feitas em seu fogão de lenha. Ao ver a princesa, deu um sorriso doce e retribuiu o abraço carinhosamente.

– Ah Sue! É impossível sentir esse cheirinho e não lhe pedir uma esmola da sua comida. – Choramingou Alice.

– Venha cá minha meninota. – Sue pegou uma concha de seu caldeirão fervente e pôs o líquido laranja em uma xícara, oferecendo a Alice que pegou com gosto. Soprou um pouco e deu um pequeno gole. – Então?

– Uma delícia!

– Que bom. – Sorriu, mostrando os fortes e branquíssimos dentes. Pegou uma das mãos de Bella e a pôs entre as suas. – E essa criança lindíssima? Não, não. Nem precisa dizer... Você deve ser Bella Swan, a misteriosa mulher desmemoriada.

– Alguma coisa assim. – Bella fez uma careta ao ouvir o apelido. – É um prazer conhecê-la Sue.

– Olha que bonitinha, é tão educada! É um prazer conhecê-la também querida, mas vou proibi-la de formalidades, já que trabalharemos juntas. Você quer um pouco de ensopado de camarão? Está uma delícia, modesta parte.

–Sue. – Uma mulher branca e de cabelos negros entrou na cozinha distraída. Tinha o nariz protuberante e era extremamente magra. Suas vestes anunciavam-na como empregada do castelo, porém estava mais bem vestida que os outros empregados que Bella já havia visto até agora.– Jacob pediu para levar o almoço dele até o celeiro, está muito ocupado com os cavalos. Oh! Princesa Alice. – A mulher fez uma reverência. – Perdoe-me, estava distraída e não percebi sua presença.

– Não tem problema Lauren. – Disse Alice indiferente. – Esta é Bella. Ela será minha dama de companhia. Bella, Lauren é a dama de companhia de minha mãe.

– A mulher desmemoriada? – Bella revirou os olhos. — Se me permite uma opinão...

– Não, eu não permito. – Disse Alice ríspida.

– Lauren, — Interveio Sue. – chame Jéssica, Angêla e Ben para pôr a mesa. Lembre-os de que o Conde e sua família irão almoçar aqui.

– Como se eles não viessem toda semana. – Alice revirou os olhos. – Parece que não tem comida em casa!

– Olha como fala, Princesa! – Sue mandou um olhar severo para a baixinha, que sacudiu os ombros. – Meninota, pode deixar Bella aqui comigo que eu mesmo apresento ela a criadagem. Aproveito e mostro o quarto que dividirá comigo.

– Eu aceitarei Sue. Bella, te espero ás 14:00 horas em meu quarto, ok?

Bella meneou afirmativamente e fez uma reverência. Até quando vou ter que ficar me abaixando como se tivesse problema no joelho? Virou-se para Sue que lhe sorriu docemente.

– Vamos?

– Vamos.


[...]


O extenso jardim do palácio real era o cenário onde Edward e o Conde Denali conversavam. O rei fazia esforço para não bocejar diante do papo entediante e bajulador de seu tio, enquanto seus olhos passeavam buscando algo mais interessante que fizesse o tempo passar mais rápido.

Estava também estressado. Sua recusa em dividir a Inglaterra com a Espanha desencadeou constantes ameaças de invasão. A glória que seu reino alcançara despertou a ambição de diversos reis, principalmente a do Rei espanhol Aro Volturi. Porém, não era ingênuo. Seu exército já estava se preparando para uma possível guerra.

Mais o motivo de sua dor de cabeça não era essa, pelo menos não em maioria. A misteriosa mulher havia lhe tirado o sono. Sabia que ela podia ser mais perigosa que uma simples espiã espanhola e as roupas poderiam dizer muito mais do que os soldados imaginavam. Sua amnésia poderia ser facilmente uma farsa, mas Jasper disse que era possível que fosse verdadeira. Por via das dúvidas, resolveu trancá-la em seu reino.

– Mantenha os amigos próximos e os inimigos mais ainda.

Aconselhara Jasper ontem, enquanto conversavam sobre ela.

– Está me escutando Edward? – O Conde Denali lhe tirou os pensamentos.

– Me perdoe Conde. – Se recusava a chamá-lo de tio ou até mesmo pelo primeiro nome. Para isso teria que ter afeto, algo que não existia entre eles. Já o Conde gostava de uma boa falsidade.

– Eu entendo. A Espanha deve estar lhe tirando o sono, não é mesmo? – Edward permaneceu calado. – Mas o que eu quero falar é outra coisa. Um homem tem o direito de ter quantas mulheres quiser fora de seu casamento. Ir à casa das meretrizes, buscar camponesas ou até mesmo as criadas, afinal elas são meras empregadas.

– Nunca forcei uma mulher a se deitar comigo, Conde. – Disse o rei irritado.

– Porque não é necessário. Tem um belo porte...

– Eu as respeito, Conde. – Cortou Edward. – Mas acho que o senhor não sabe o que é isso, não é mesmo?

– As mulheres têm o dever de nos servir...

– Diga logo aonde quer chegar antes que eu fique mais irritado com você do que já estou.

– A nova dama da Princesa Alice, Bella Swan.

Edward franziu o cenho. Não entendeu em que momento sua prisioneira havia entrado na história.

– Aonde quer chegar, Conde?

– É uma linda mulher, atraente e tem a capacidade de seduzir um homem com o simples bater dos cílios. Eu só não quero que exponha a minha filha caso chegue a se deixar seduzir pela beldade desconhecida que você tem em seu palácio.

Pensou no que o Conde havia dito. Seria imperdoavelmente hipócrita caso dissesse que sua prisioneira não era uma mulher linda e atraente. Se quisesse seduzir um homem, Bella Swan não teria dificuldade alguma. Mas na atual conjuntura, não havia motivos para ele admirá-la mais atentamente. O Rei Edward Cullen III não era homem de se deixar seduzir por qualquer mulher.

– Conde, você sabe mais do que ninguém que esse casamento é por conveniência. Não terei nenhuma amante e muito menos irei expor sua filha à sociedade, tenha certeza disso. Mas não deixarei de ter noites com outras mulheres assim como não impedirei Tânia de ter outros homens, portanto que não me exponha.

– Mas que absurdo! – Exclamou o Conde exaltado. – Minha filha é uma dama, uma Lady, e futuramente uma Rainha! Não servirá a outro homem que não seu marido.

– Essa decisão não cabe mais a você e sim a sua filha. Tânia se tornará minha noiva oficialmente em dois dias e depois será rainha. Deixará de ser Denali para se tornar uma Cullen. Daí então, você perde todo o direito de pai que terá sobre ela. Agora vá chamar sua filha para darmos o passeio da tarde.

A contra gosto, o Conde obedeceu à ordem do rei. Era impossível olhar para seu tio e não se lembrar imediatamente de seu pai. Apesar de ser irmão de sua mãe, o caráter era igual ao do cunhado, por isso eles se deram tão bem desde o início. O Rei Edward Cullen II era egoísta, arrogante e mesquinho. Nunca se importou com mais ninguém a não ser ele mesmo. Tratava seus filhos com mãos de ferro e desde sempre obrigara Edward a ser como ele era.

– Trate os inferiores como inferiores e assim conseguirá respeito. – A principal frase de seu pai.

Nunca se dera bem com ele. Repugnava as atitudes do pai com os empregados e até mesmo com sua família. Não era raro vê-los discutindo escandalosamente pelo castelo. Sua mãe não era tão diferente, porém dava mais valor à seus filhos. Possuía o mesmo conceito que o marido tinha sobre os empregados: lixo.

O respeito que Edward tinha pelas mulheres estava tanto ligado ao terror de ouvir desde pequeno os gritos das criadas ao serem agarradas por seu pai, quanto ao choro abafado da mãe ao também ouvi-los. Aquelas lembranças causavam-lhe arrepios. Prometeu nunca ser como seu pai era.

Parecia errado, mas quando ele morrera de tuberculose, pôde enfim respirar em paz.