Universo Paralelo
17 Capítulo 16
Notas iniciais
Feliz 2013 gente! Uau! o que pode acontecer esse ano hã?
Queria tanto postar hj e consegui.
Bom galera, o capitulo de hoje deu 15 páginas. Ufa! finalmente terminei ele. Terá coisas legais, terríveis, tristes, confusos, e uma surpresinha no final que não se sabe se é boa ou ruim. uma palavra de definição: WHAT?
Boa leitura!
-Fale que é seu amigo. – Sussurrou Bella para Rosalie, angustiada.
- O quê?
- Fale que é seu amigo!
- Mas eu nem...
- Leve ele para o hospital da cidade. É pra lá que vão os... – Edward foi interrompido por Rosalie, que depois de levar um beliscão da amiga, gritou.
- É MEU AMIGO! – Disse Rose esfregando o braço dolorido. – É meu amigo.
- Conhece ele? Da onde? – Estranhou Edward.
- Ele... ele foi uma das primeiras pessoas que me ajudaram. – Enrolou a loira. – Quando eu sai do castelo.
- Então esse é o famoso Emmett McCarty? – Bella fingiu-se surpresa.
- Esse mesmo. – Disse Rosalie começando a entender. Esse deveria ser o Emmett com que Bella falava por aquele colar, se é que podia chamá-lo disso. – Por favor Edward, deixe-o ficar.
Edward suspirou.
- Leve-o para dentro Carlos.
[...]
- Eu só não sei o que esse mané veio fazer aqui. – Resmungava Bella depois de contar quem era Emmett realmente.
Rose e Bella estavam na frente da cama na qual Emmett descansava. A enfermeira as tranquilizara dizendo que o rapaz só estava desacordado, mas que logo acordaria. Ele não estava tão arranhado quanto ela quando a encontraram, provavelmente ele caiu em uma clareira, longe dos galhos das árvores para lhe ferir.
- O que é mané? – Perguntou Rosalie.
- Quer dizer idiota. É uma gíria.
As duas continuaram conversando sobre 2011, algo que instigava profundamente a curiosidade da loira. O mais complicado de explicar era o assunto sobre eletricidade e energia. Foram os olhos de Emmett se abrindo que as tiraram de sua empolgante conversa.
- Emm? – Perguntou Bella se aproximando do homem, acariciando seus cabelos negros.
- Bellita... Nem precisei te achar! – Disse Emmett sorrindo fraco enquanto piscava os olhos para se acostumar com a claridade.
- O que diabos você está fazendo aqui? – Ralhou a física.
- Vim te salvar da loira furacão. – Emmett finalmente olhou para o pé da sua cama, onde Rosalie a olhava curiosa. – Que não parece tão furacão assim. O que você fez com ela?
- A loira furacão sou eu? – Disse Rosalie irritada.
- Ignore metade do que o Emmett fala, assim você é mais feliz, acredite. E não, Emmett. Rosalie preferiu escutar o que eu tinha a dizer. Eu contei tudo a ela.
- Você o quê? – Emmett sentou-se na cama. – Como pôde contar pra ela?
- Qual é o problema desse homem? – Resmungou Rosalie. – Se não fosse por mim você não estaria aqui, sabia?
- Nada pessoal, gata, mas você é do século XV. Bella deveria ir embora desse século sem que ninguém soubesse que ela é do futuro.
- Eu não sei o que você quis dizer me chamando de gata, mas eu poderia ter dedurado Bella e escolhi escutá-la. Acho que mereço confiança.
- Ela está me ajudando Emmett.
- EU vim para ajudá-la!
- Tarde demais. – Disse Rosalie com as mãos na cintura. – Você deveria ter vindo mais cedo, não acha?
Emmett suspirou buscando paciência. A loira era linda, porém difícil. Observou suas roupas e franziu a sobrancelha. Calça? Depois perguntaria qual é a da loira para Bella. Parecia que elas se davam muito bem.
- O tempo passa mais rápido no passado do que no futuro. Uma hora aqui é um minuto lá. – Explicou Emmet.
- Hora, minuto? O que é isso?
- O relógio é inventado no século XVI Emmett. – Bella lembrou. – É uma forma de marcar o tempo, Rose.
- O fato Bella, é que quando a loira nos ouviu conversando e você desligou o seu colar de uma hora para outra, eu, Carlisle e Esme ficamos loucos. Pensamos que ela ia te dedurar. Então eu me vesti nessa roupa ridícula e entrei na máquina do tempo. Mas tenho que falar Bella. É incrível! A viagem é... to sem palavras até agora. – Disse Emmett maravilhado.
- Então, já que não tem nada para fazer aqui. Está na hora de voltarmos para o futuro e encarar o apocalipse.
- Na verdade Bells...
- O que foi Emmett?
- A máquina do tempo precisa ser carregada. Isso vai demorar algumas horas... no futuro.
- Como assim? Vocês não me contaram sobre isso!
- Não achávamos que iríamos precisar. Nós tínhamos energia suficiente para duas viagens no tempo: a sua ida e volta. Só que tudo mudou. Com a minha vinda, a energia acabou. Ela precisa ser carregada, só que agora com energia solar. E o processo é lento.
Bella suspirou nervosa.
- Quão lento Emmett?
- Trinta e seis horas, no futuro.
A mente de Bella funcionou na velocidade da luz. Acostumada com cálculos, não houve dificuldade para chegar a conclusão e igualar a quantidade de tempo.
- TRÊS MESES?
- Shiiiiu. – Ralhou Emmett.
- Três meses, Emmett? Agora, gênio, nós vamos ficar fazendo o que aqui? Hã?
- Não me importo Bella, eu só queria que você estivesse viva, nem que pra isso eu arriscasse a minha vida!
Bella suspirou. Estava sendo dura demais com o amigo sem razão para isso. Rose escutava tudo sem entender realmente, mas teve admiração pela coragem de Emmett. Poucos homens arriscariam sua vida em prol da vida de uma amiga.
- Me desculpe Emm. Eu só fiquei nervosa.
- Eu entendo. Maaaas, eu não vi aqui com mãos vazias. – Emmett retirou do bolso um grosso livrinho e entregou a morena.
Bella analisou o material. Era uma xerox reduzida de mais de 500 papéis escritos a mão, encadernado com uma frágil capinha de plástico preta e uma espiral da mesma cor. A física folheou curiosa o livrinho, até que um estalo passou em sua mente.
- Isso é...
- O manuscrito. – Emmett sorriu como uma criança recebendo seus presentes de natal. – Carlisle nem sonha que eu tirei xerox da xerox dele.
- Uau! Mas por que trouxe?
- Três meses são muita coisa... Trouxe para que você leia e estude. Possa ser que você ache algo relevante e descubra quem é o carinha que escreveu isso. Já que não podemos mais achar o Okala, talvez possamos achar o autor do manuscrito, que obviamente possui o nosso elemento “x”.
- Emmett, você é um gênio. Mas por que Carlisle não pode saber?
- Porque se isso cair em mãos erradas... nós estamos fritos! E mais fritos ainda se Carlisle descobrir que fomos nós os responsáveis.
[...]
Uma semana depois
Emmett estava se acostumando com o passado. Ele, Rose e Bella haviam combinado uma história para que ele apresentasse ao rei, onde era um nômade francês – língua que o físico falava fluentemente – que estava indo visitar a sua amiga, Rosalie, que não via há muito tempo. Soubera que ela estava na Inglaterra por boatos. Não sabia o que havia acontecido para que desmaiasse, mas o que importava era que havia encontrado sua amiga.
Rose pediu ao irmão para que abrigasse temporariamente o amigo, pelo menos até que Emmett quisesse ir embora. Emmett se oferecera para trabalhar no reino durante sua estadia, onde Edward aceitara prontamente.
Jasper já não conversava como antes com Edward. Não passavam de cumprimentos educados e olhares desconfiados por parte do rei. Enquanto isso Edward e Bella se aproximavam cada vez mais e o rei já não parecia mais com o homem que condenara Bella a ser dama de companhia de Alice. Estava mais solto, mais alegre e descontraído.
Rose e Emmett ainda dividiam um clima tenso. Rosalie ficou irritada com o menosprezo do amigo de Bella e ainda não o havia perdoado. Pouco se falavam na verdade, a não ser na presença de Bella.
A física começara a ler o manuscrito que Emmett havia lhe dado. As coisas que o Okala poderia fazer eram impressionantes, mas até agora não havia dado qualquer pista sobre quem havia escrito. Era frustrante não encontrar nada significante no manuscrito quando havia colocado tanta esperança nisso.
O dia do duelo havia chegado. Duelo uma ova, vou perder desesperadamente. Bella tomou o desjejum com Rose antes mesmo do sol nascer. Não queria que todos soubessem que havia desafiado o rei. Edward concordou rindo, afirmando que era porque não queria que todos vissem sua derrota.
De calça e dessa vez com uma blusa azul por cima do espartilho – ordem do rei, Bella e Rosalie se encaminhavam para o local onde haviam treinado todos aqueles dias. Olhando para o céu ainda escuro, Bella imaginou ser umas três da manhã. Era horrível não poder ter um relógio ao seu lado.
- Bella!
As duas viraram para trás quando ouviram a voz de Emmett. O poço de músculo não dorme mais? Rosalie bufou. Observou o homem se aproximar com cara de sono e olhar para ela ansioso.
- Vim desejar boa sorte, pra você não sair tão machucada.
- Nem considerou minha vitória? – Disse Bella indignada.
- Eu sou um físico Bella, só considero os fatos e não nas alucinações.
- Isso magoa, sabe... – Bella fez bico.
- A verdade sempre! – Disse Emmett mostrando as covinhas. Tá, até que ele era bonitinho.
- Então vamos! – Disse Bella. – Até mais Emm.
As duas deram as costas pra o moreno, mas foram interrompidas novamente por ele.
- Rosalie!
Ele ta falando comigo? Rose e Bella se viraram novamente para Emmett.
- O que foi?
- Será que a gente podia conversar? A sós?
Bella levantou as mãos para o alto.
- Ok. – Disse sorrindo maliciosamente. – Estou indo então. Te vejo lá Rosalie.
Rosalie revirou os olhos enquanto Bella saia.
- O que foi?
- Olha, eu sei que a gente começou mal, com o pé esquerdo sabe... mas não podemos continuar assim. Somos amigos da Bells e iremos conviver juntos por um bom tempo.
Emmett olhou para as próprias mãos. Aquela garota o deixava nervoso que nem um nerd na frente da líder de torcida. E o pior de tudo era que nem sabia o porquê. Seu olhar azul em cima dele lhe dava arrepios. Bella já havia lhe contado a história de Rose e ele ficou admirado com a coragem da loira, principalmente em uma época em que as mulheres eram reprimidas. Sem contar que ela também era linda.
Rose olhou para o urso nervoso a sua frente. Ele não era uma má pessoa. E pra falar a verdade até entendia o lado dele, mas quem seria ela se não tivesse orgulho próprio. O homem a tratara como se fosse uma inimiga sem nem ao menos lhe conhecer.
- Você foi um estúpido.
- Eu tive medo, gata, se ponha no meu lugar.
- Eu ainda não sei o que você quer me chamando de gata. – Rosalie deu os ombros.
- É um apelido para mulheres que são bonitas. – Emmett sorriu galanteador.
- É ridículo. Na verdade parece uma ofensa. Como se me chamasse de traiçoeira e interesseira. (n/a: nada contra gatos, apesar de preferir os cachorros)- Rose cruzou os braços.
- Eu nunca pensei por esse lado. – Emmett fez cara de pensador, como se pensasse em uma questão filosófica, fazendo a loira rir.
- Tudo bem, vai. Você nem é tão ruim assim.
Ela sorrindo é ainda mais linda. Bella já deveria tê-la apresentado-lhe antes.
- Pelo contrário, eu sou muito bom. – Emmett se aproximou lentamente.
- Bom, é? – Debochou Rose. – Acho que não chega a tanto.
- Eu faço você acreditar.
Emmett empurrou Rose até uma árvore, pegando a loira de surpresa. Aproximou seu rosto do dela, revezando o olhar entre os lábios e os olhos azuis. E então a beijou. Por um momento, Rosalie ficou paralisada, mas depois retribuiu com entusiasmo. O ar faltou e eles se separaram. Emmett ainda recuperava o fôlego quando sentiu a ardência em sua face esquerda.
- Nunca mais me pegue de surpresa assim! – Rosnou a loira, para em seguida puxá-lo pelo colarinho e tomar os lábios de Emmett.
Que mulher!
[...]
- Pelo menos veio vestida dessa vez. – Foi a primeira coisa que Bella ouviu de Edward quando chegara no lugar marcado. – Se bem que essa calça é a mesma coisa que nada.
- HÁ! HÁ! Fala isso porque nunca vestiu aquela porcaria de vestido. É mais pesado que o papa! – Bella se chutou mentalmente. Não sabia se o papa da época era gordo, mas pelo riso reprimido de Edward, o líder do clero era.
O rei estava sentado no chão, mexendo distraidamente em algumas florzinhas ao seu lado, o que fez Bella se lembrar da rosa que ele lhe dera na semana passada. Ela havia murchado há alguns dias atrás e Bella acabou sentido falta do perfume que ela exalava. Quanta besteira! Se o rei a ouvisse a chamaria de boba.
Os minutos se passaram e Rosalie não apareceu. Edward já estava ficando irritado e reclamando que se elas não quisessem ser vistas teriam que começar logo.
- Precisamos de um juiz.
- Lutas de espadas não têm juiz! – Edward revirou os olhos.
- A nossa tem que ter. Não etendo muito e você pode se aproveitar disso para jogar sujo.
- Eu não preciso jogar sujo para vencer você. – Edward assumiu uma cara de riso.
- Não menospreze minhas habilidades! – Ralhou Bella ofendida. Certo que era uma droga e definitivamente não deveria estar ali, mas ele não precisava falar assim, tão na cara. – Mas tudo bem. Rosalie pelo jeito não vem.
- Por que ela não viria?
- Porque ela está com Emmett. – Bella sorriu maliciosa.
Ora, se Rosalie depois de todo esse tempo ainda não voltara de sua “conversinha a sós” com seu amigo, bom, alguma coisa estava acontecendo. Rosalie não era uma garota submissa, medrosa e obediente à sociedade machista como todas as mulheres do século XV. E seu amigo não era nenhum recatado. Ele partia pra cima e não estava nem aí. Imaginou os dois juntos. Seriam um belo casal.
- Como assim está com McCarty? – Edward ficou furioso.
- Nem venha com sua proteção pra cima da Rosalie. Ela sabe muito bem cuidar de si mesma! – Ralhou Bella. – É independente desde seus quatorze anos e não precisa de ninguém para lhe proteger.
- Eu gosto de defender a sua honra, tá bem? – Disse Edward emburrado. – É a minha irmã!
- Ela defende a sua própria honra. Eles são amigos de longa data.
- Mas eu não conheço a procedência dele. Ele pode estar a usando.
- Ela sabe a procedência dele e isso é o suficiente. Além do mais, é mais fácil ela usar ele do que o contrário.
Edward riu baixinho, orgulhoso da irmã. Bella ainda não se acostumara com seus risos naturais, mas era algo bonito de se ver. Uma oitava maravilha do mundo.
- Isso é verdade. Mas então, vamos ficar aqui parados esperando a boa vontade de Rosalie?
Express Yourself (Mocean Worker Remix) — Charles Wright & The Watts 103rd Street Rhythm Band
http://www.youtube.com/watch?v=w44YcDrCDtM
- Sim, vamos. – Bella olhou para as próprias unhas.
- Está com medo Swan? – O rei deu um sorriso malicioso.
- Claro que não! – Ela não estava com medo. Apavorada é uma palavra melhor.
- Então vamos logo com isso.
Edward desembainhou a espada, mostrando a grande lâmina cortante. Misericórdia Senhor! Bella a encarou por um longo tempo engolindo seco, até que esta viesse em sua direção, fazendo com que ela desse um pulo para trás.
- Eu ainda não tirei minha espada.
- É porque seu inimigo vai esperar você tirar a sua espada, não é mesmo? – Ironizou Edward, aplicando mais um golpe na direção de Bella, fazendo com que esta desse novamente um pulo para trás.
- Calma! Calma!
Com dificuldade, Bella desembainhou a sua própria espada bem a tempo de se defender de um golpe vindo do rei. Eu defendi! Oh meu Deus, eu sou a Mulan! Comemorando distraída, não notou a agilidade do rei ao conferir-lhe mais um golpe, rasgando parte da frente da camisa de Bella, expondo o fim do espartilho.
- Você rasgou minha camisa? É isso mesmo? – Disse Bella furiosa, afinal aquela camisa Rosalie lhe dera para ser sua assim como a calça. Ela queria guardá-los para quando não suportasse mais usar aqueles vestidos.
- É o que parece, não.
Foi o sorriso sínico que Edward lhe lançou que fez com que Bella o atacasse, deferindo todos os golpes que Rosalie lhe ensinara. Edward os defendeu com facilidade e precisão. Aproveitando o cansaço da morena, o rei deferiu outro golpe, rasgando a camisa na parte do ombro esquerdo, mostrando a pele branca e deliciosa de Bella. A ira nos olhos da física a deixava ainda mais linda. Depois de um tempo, se concentrara e fazer rasgos na blusa da morena, só para vê-la ficar graciosamente corada pela raiva de ter sua camisa rasgada.
- Vamos parar um pouquinho? – Disse Bella depois de defender um golpe.
- Só até você pedir misericórdia.
- Espere sentado!
Bella deu um passo pra trás após de defender outro golpe, porém tropeçou e caiu. Sua primeira defesa foi elevar sua espada perpendicularmente ao seu corpo, na altura dos seios, com a intenção de barrar qualquer golpe que Edward lhe conferisse. E funcionou, até Edward encarar a situação em que estava.
Mondo Bongo — Joe Strummer & The Mescaleros
http://www.youtube.com/watch?v=pOKfHXVLnkY
O olhar no corpo da morena o fez estacar. Seus seios subiam e desciam com rapidez, coberto apenas pelo espartilho que podia ser claramente visto entre os rasgões na camisa. A boca de Bella estava entreaberta devido ao cansaço. Os cabelos cacheados espalhados na erva daninha. As coxas roliças estavam longe uma da outra, como se estivessem preparadas para... me receber. Aquilo desestabilizou o rei, que sentia seu membro se contorcer sob a calça.
Aproveitando a distração sem sentido do rei, com rapidez Bella conseguiu desarmar Edward, acordando-o de seu transe ao ver sua espada longe dele. Bella se levantou e empunhou a dela em sua direção, carregando um sorriso vitorioso nos lábios.
-Acho que já temos uma vencedora. – Bella sorriu maliciosa, expondo seu melhor sorriso.
Santo é o homem que resiste a ela!
Edward caminhou determinado até ela, retirando a espada da sua mão, e beijou com firmeza. Ela ainda me mata. Bella retribuiu com sofreguidão o beijo. Sentiam tanta falta dos lábios um do outro. As línguas se enroscando, os puxões dos dedos delicados no cabelo de Edward, a pressão dos dedos calejados na cintura de Bella. A junção dos corpos...
Edward segurou firmemente as coxas de Bella para levantá-la. Ela enroscou suas pernas em volta da cintura de Edward sem parar de beijá-lo. Edward os encaminhou até uma árvore, onde pressionou a mulher em seus braços contra a madeira. Em seus braços. Se separam para que o rei terminasse da rasgar com facilidade a camisa de Bella, mostrando o espartilho que tanto desejava ver por inteiro.
- O que você é? – Disse o homem enquanto beijava o pescoço de Bella. – Porque me enlouquece só de vê-la?
Bella sorriu, extasiada em saber que o rei a desejava. E era tão recíproco! Bella puxou a cabeça de Edward para si a fim de beijá-lo novamente. O homem acariciava seus seios por cima do espartilho, acendendo-a ainda mais.
- Oh Deus! Não me diga essas coisas. – Disse Bella ofegante.
- Dizer o quê? – Disse o rei encostando sua testa a dela, enquanto dava pequenos beijinhos em seu nariz.
- Que me deseja tanto quanto eu te desejo.
Edward sorriu lindamente, deixando que ela descesse de seu colo sem que se afastasse de seu corpo.
- Eu não sei o que faz Swan... Mas eu não sou o mesmo com você. Eu não consigo ser quem eu era antes de você chegar.
- Você está falando do Rei Edward Cullen III? Eu nunca beijaria ou desejaria o rei. – Disse Bella acariciando os cabelos cor de bronze do homem, enquanto este fazia círculos com os polegares na pele exposta da cintura da física, entre o espartilho e o cós da calça. – Você não é esse homem. Pra mim você é apenas Edward, não um cara pressionado pela coroa, mandão e arrogante... – Edward a olhou atento. – Você é o Edward que me abraçou quando eu estava chorando. Que acordou inúmeras vezes para me consolar. Que me ensinou arco e flecha por que eu estava entediada. O homem cavalheiro e justo, excelente no que faz, que houve as necessidades dos que mais precisam. Que revira os olhos diante da hipocrisia da burguesia e do clero. Que odeia aquelas danças ensaiadas. — Edward riu baixinho. – Que é teimoso e irônico, mas é um homem maravilhoso. É esse o que eu acabei de beijar, é esse que eu desejo. Quando está comigo você se permite ser quem realmente é, não o homem que seu pai criou.
Edward a beijou novamente, mas dessa vez suave. Como dois adolescentes que experimentavam juntos o seu primeiro beijo. Edward a abraçou carinhosamente, enquanto Bella segurava seu rosto com devoção.
[...]
Bella suspirou mais uma vez, sustentando um sorriso pequeno em seus lábios.
Já estava vestida com um dos odiosos vestidos medievais. Depois da sessão “amassos com o rei”, se encaminhara até o banheiro para que tomasse banho e se vestisse. O sorriso não saia de seus lábios. Procurou Rose no dormitório e nada. Onde aquela loira se meteu?
Resolveu sair e ir tomar seu café da manhã. As lembranças de mais cedo não deixaram nem por um minuto a sua mente. Riu um pouco lembrando de Edward a tentando convencer de continuar com ele, enquanto o sol já havia nascido e com certeza as pessoas no castelo já estavam acordando.
- Eu sou rei, não tenho que dar satisfações. – Edward a puxou mais uma vez para seu corpo, roubando-lhe um beijo.
- Temos que ir, não podemos ser vistos. – Disse rindo.
- Eu arranco os olhos de todo mundo, prometo. – Deu-lhe mais um beijo.
E por quanto tempo não continuaram assim, entre beijos, reclamações e risos? Bella tomava uma xícara de leite distraidamente, sem realmente perceber o que estava fazendo. Mas foi uma voz lhe trazendo a realidade que fez com que ela quase deixasse cair o conteúdo da xícara.
- Senhorita Bella Swan. – Disse o homem como se se deliciasse com o nome saindo de sua boca.
Todos os músculos do corpo de Bella enrijeceram. Droga!
- Conde Denali. – Bella assumiu uma expressão séria.
- Bom dia querida. – Denali sorriu malicioso. – Acordou cedo?
- Um pouco. – Bella depositou sua xícara na pia, dando-lhe total atenção. Não posso me dar ao luxo de não estar atenta aos seus movimentos.
- Oh, não não. Muito cedo eu diria. Talvez antes mesmo do sol nascer você estava em pé. – Denali se aproximou dela, fazendo com que a mesma desse um passo para trás. – E por que não acompanhada do rei?
- Aonde quer chegar?
- Sabe, Bella, não me importo de meu sobrinho se divertir. Ele é homem, tem o direito. – Bella segurou o instinto de revirar os olhos. – Mas talvez você não saiba seu lugar.
- Meu lugar? – Inquiriu a física.
- Sim, e como bom homem que sou devo alertá-la.
O conde aproximou-se mais uma vez de Bella e esta deu alguns passos para trás, até ser impedida pela pia em suas costas.
- Não se aproxime.
- Querida... – Denali ignorou o pedido e acariciou com as costas das mãos a bochecha esquerda de Bella. – Não pense que Edward deixará de se casar para ficar com você. Ele tem a minha filha. Ela tem classe, é dotada e tem sangue nobre. Será ela que ele apresentará como sua rainha, enquanto manterá outras para aquecer sua cama. Você não será exclusiva.
Aquilo doeu. Porque talvez, talvez fosse verdade. Não... é verdade sim. A quem ela estava querendo enganar? Se envolver com o rei não o faria largar Tânia. E claro que também não seria única. Idiota! Estúpida!
- Edward é um homem justo e até mesmo cavalheiro. Características nobres, mas não suficientes para esconder seus instintos e direitos masculinos. No final, todas com que ele se deitar não passarão de meretrizes... assim como você.
Foi como um chute no estômago. No final de tudo era o que ela estava parecendo mesmo. Uma puta, uma prostituta com quem o rei beijava quando estava entediado ou com tesão.
-Oh... não fique assim querida... – Denali encostou seus lábios no ouvido de Bella.
- Se afaste... – Disse temerosa, já desestabilizada para continuar a manter a voz firme.
- ... se pode ser uma meretriz pra o rei, por que não para mim também?
N/A: Cenas fortes, quem não tiver estomago, não leia!
O conde agarrou com força o corpo de Bella e o virou de costas, amarrando com rapidez o pano de prato em volta da sua boca. Bella se desesperou e movimentou o pequeno corpo, tentando se desviar das garras ofensivas do homem de cinqüenta e oito anos.
O homem a jogou contra a parede, machucando a cabeça e as costas da mulher. O pavor se mostrou nos olhos de Bella. Ele lambeu seu pescoço enquanto arrancava com certa dificuldade o espartilho, recebendo chutes na canela. Bella protegeu com o que os braços o que lhe restara do pano, enquanto o homem a jogou no chão, prendendo os braços acima da cabeça da mulher e as pernas com seus próprios joelhos.
- Se acha muito esperta, mas não é querida.
As lágrimas já saiam com facilidade dos olhos de Bella. O homem rasgou as primeiras cinco saias com uma mão. Depois, arrancou o que restou do espartilho que Bella ainda segurava como forma de esconder os seios.
Chupou com força a nuca dela e o colo, para depois morder o mamilo esquerdo da mulher. A bile atingiu sua boca, voltando novamente. Ele se concentrou em sua barriga. Logo arrancaria o resto da sua saia. Bella se sacudiu com mais força, até atingir uma pilha de panelas em baixo da pia, fazendo um grande estardalhaço. Que alguém ouça!
N/A: Podem recomeçar a partir daqui!
O homem estava tão concentrado em seu próprio prazer que não se importara com o barulho. Já estava em cima dela, pronto para terminar o ato tão esperado por ele quando foi empurrado para longe dela. Viu sua presa colocar o que sobrara do espartilho em cima dos seios enquanto o homem tirava seu sobretudo (n/a: gente, eu não sei o nome daquela coisa, tipo um sobretudo, que os homem antigos usavam por cima das roupas.) e jogava sobre a mulher.
Jasper a levantou, protegendo-a contra os braços e retirando o pano de sua boca. Observou com nojo o resto da saia no chão da cozinha. Bella tremia e estava gelada.
- Isso não é permitido nesse castelo Conde Denali! – Jasper tentava controlar sua voz, a raiva contida. – Saiba que o rei terá perfeito conhecimento disso!
- O que não é permitido? Eu querer satisfazer os meus desejos? – Disse Denali com raiva.
- Não Denali, o ESTUPRO DE CRIADAS! – Jasper não aguentou continuar com a voz branda. – SE QUISER SATISFAZER OS SEUS DESEJOS, PROCURE UMA MERETRIZ!
- E ela não é? – O velho deu um sorriso raivoso. – Ela está se engraçando com o rei!
Jasper engoliu em seco enquanto sentia as lágrimas da Swan banhando sua camisa. Sabia que os dois estavam juntos!
- Isso não lhe diz respeito e muito menos lhe dá o direito de violá-la ou a qualquer outra empregada deste castelo.
- O que está acontecendo aqui? – Alice chegou na cozinha acompanhada de uma Rosalie escabelada. Sua face se mostrou horrorizada ao observar a cena. – Oh meu Deus.
Rosalie não se preocupou em falar. Dirigiu-se ao conde com determinação, conferindo-lhe dois socos certeiros.
- Você está maluca? – Gritou o homem.
- Posso saber o que gritaria é essa?
A voz de Edward fez Bella se encolher ainda mais sob os braços do conselheiro. Estava suja, humilhada e com vergonha de todos aqueles espectadores. Edward era a última pessoa que queria que lhe visse. Mas mesmo não o vendo, pode sentir o clima de tensão triplicar na cozinha.
Edward observou primeiro o olhar triste de Alice e o de repugnação e revolta de Rosalie. Depois viu o medo estampado no conde Denali. Como um rato. Ainda pôde ouvir um medroso “Majestade” vindo dele. Havia panelas derrubadas no chão. Mas sua atenção se virou para o que viu no canto da sala. Cinco saias rasgadas e depois... Uma Bella trêmula e escondida com o sobretudo de Jasper e sob os braços do mesmo.
As mãos se fecharam e sua mandíbula travou. Ele rosnou ao ver marcas vermelhas em parte de seu pescoço que estava sob a sua visão, e ainda sim, meio escondida pelos cabelos embaraçados. Ao constatar por fim que as saias rasgadas no chão pertenciam a mulher que estava com apenas duas saias escondendo sua feminilidade, seu corpo entrou em erupção. Pôde sentir seus músculos enrijecerem e o tom vermelho vivo tomar conta de seu rosto.
Edward correu até o velho e o jogou no chão conferindo-lhe inúmeros socos. Os gritos ecoavam em suas costas, mas eram como sussurros indecifráveis. Ele havia tocado em Bella, na sua prisioneira. Ele havia ousado tocar nela! Sua visão estava vermelha e o velho já não reagia mais.
- Edward, por favor, é meu pai!
Aquilo o fez parar. A sua raiva era assombrosa, mas ainda haviam mulheres que se importavam com aquele traste. Olhou o homem coberto de sangue, o mesmo que estava em suas mãos. Ainda estava consciente, mas incapaz de se mover.
- Eu poderia lhe condenar a morte Denali, e acredite, eu mesmo me certificaria de ser seu algoz. Mas ainda há mulheres que se importam com você. – Edward disse ofegante. – Mas lhe concederei um castigo ainda pior. Será expulso da Inglaterra, não poderá mais por os pés em meu reino. Ficará sem identidade, naturalidade e será tratado como estrangeiro em outros países.
- Edward é meu marido. Não faça isso. – Disse a condessa Denali em prantos.
- E é por isso que poupei-lhe da morte. Eu o avisei que deveria agir sob minhas regras. Ele me desobedeceu.
- Mas Edward. – Intercedeu a rainha Elizabeth.
- CHEGA! ANTES QUE EU MUDE DE IDÉIA.
- Leve-o para a enfermaria. – Ordenou Elizabeth.
- Não! Jogarei ele para longe das fronteiras assim como está.
- O quê? Edward!
- Que foi Tânia. Quer ir com ele?
Tânia se calou. Edward chamou seus guardas e eles fizeram o que ordenou. Edward então buscou Bella com o olhar, mas não a encontrou.
- Onde ela está? ONDE ELA ESTÁ?
- Rose e Alice a levaram para o dormitório feminino. – Edward se virou para segui-las, mas foi impedido por Jasper. – Deixe-as sozinhas. Ela precisa de um tempo apenas com outras mulheres.
Relutante, Edward seguiu o conselho de Jasper. O sangue em suas mão o deixou mais calmo.
[...]
Edward ficara na cozinha durante o tempo que seguiu. Almoçou por lá sob os protestos da rainha e de sua futura esposa, que achavam um absurdo o rei comer junto aos empregados. Ele não estava nem aí. Não havia quem o tirasse de lá e de certa forma estava com medo de entrar no dormitório. Não sabia se faria bem a Bella que entrasse um homem no dormitório feminino. Não sabia como estava o estado emocional da mulher e tudo que menos queria era piorar tudo.
Rose e Alice ainda não haviam saído de lá, o que o deixava louco pela falta de notícias. Emmettt McCarty já havia entrado furioso naquela cozinha atrás de Bella, porém o rei o proibiu de entrar no dormitório. Nem mesmo as criadas do castelo foram liberadas para retornar aos seus respectivos quartos. Emmett fez questão de ficar na cozinha e Edward não fez questão por isso, apesar de sentir um certo incômodo por ter outro homem tão nervoso quanto ele por notícias.
Jasper chegou um pouco mais tarde, perguntando por notícias.
- Nada. — Murmurou Emmett.
- Whitlock... foi você que a encontrou. — Edward se virou para ele.
- Sim.
- Como... como ela estava?
Jasper suspirou, revendo a cena em sua mente. Não era nada agradável. Por mais que tivesse algumas desavenças com a moça, jamais a desejaria aquilo. Era monstruoso, desumano, terrível.
- A boca dela estava amordaçada com um pano e ela estava já sem o espartilho. Havia feridas em sua barriga e... nos seios. — Edward rosnou. — Parte das saias já haviam sido retiradas e ele ia tirar o resto. Acho que ao se debater Bella acabou derrubando a pilha de panelas e o barulho chamou minha atenção para a cozinha.
Edward se levantou e empurrou a mesa de mármore a sua frente, quebrando-a. Soltou palavras de baixo calão enquanto Emmett passava as mão nervosamente pelos fios negros de seu cabelo.
- Miserável! — Rosnou Emmett. — Se eu tivesse chegado antes... Eu sou um inútil.
- Vejo que ela é mais importante para você do que aparenta. — Soltou Jasper, despertando a atenção de Edward.
- Sei que parece cedo demais para gostar de alguém... — Edward rosnou e Emmett ignorou. — Mas nós tivemos uma conexão muito forte. Eu diria um amor fraterno.
Amor fraterno... Menos uma dor de cabeça para o rei.
- Jasper. – O conselheiro espantou-se ao ser novamente chamado por seu primeiro nome pelo rei. Há alguns dias isso já não acontecia. – Obrigado.
O agradecimento representava muito mais do que aparentava, e os dois sabiam disso. Estava implícito um pedido de desculpas por uma desconfiança sem sentido, um pedido de retorno para uma amizade e o agradecimento por ter salvo sua prisioneira. Jasper sorriu pequeno.
A porta do dormitório feminino foi aberta, despertando a atenção dos três homens. Rosalie saiu na frente com o semblante triste, enquanto Alice não se preocupava em esconder os olhos inchados de lágrimas.
- Como ela está? — Perguntou Edward.
- Muito longe de estar bem. — Disse Rose.
- Pobrezinha. — Choramingou Alice, enquanto Jasper se colocava ao seu lado. — Não consegue nem se olhar no espelho.
A última frase de Alice parecia que havia esmagado todos os órgãos de Edward. Sem pensar, se direcionou ao dormitório, mas não sem antes emanar sua ordem.
- Não quero que ninguém entre nesse dormitório. Isso é uma ordem cuja sanção será a morte.
Dito isso, fechou a porta.
[...]
Aquele corredor nunca pareceu tão curto e sombrio. Ele não sabia como falar, como agir ou se comportar, mas tinha que falar com ela. Aquela maldita necessidade de lhe contar que estava tudo bem e que ele iria lhe proteger.
O que era mentira. Bella havia falado que o Denali fez comentários sugestivos e ele disse que resolveria isso. Mas não resolveu. No dia seguinte veio a viagem de emergência e depois o acidente... o batalhão de coisas em sua cabeça não o deixou fazer o que havia prometido. Se tivesse repreendido o Denali, se tivesse... DROGA!
Bateu levemente na porta, encostando sua testa na mesma.
- Bella. Sou eu, Edward.
A mulher que estava sentada na cama enxugou suas lágrimas e se levantou rapidamente. Não queria vê-lo, não queria. Na verdade, não queria ver ninguém. Decidiu não falar, talvez ele pensasse que estava dormindo.
- Sei que está ai. Que está acordada. Posso ouvir sua respiração.
Merda. Ela parecia um ventilador respirando? Era isso que ele queria dizer? Talvez não nesses termos porque ele não sabia o que era ventilador.
- Eu entendo que não queira falar. – Edward suspirou. – Mas... eu quero que saiba que eu quase matei ele.
Bella se aproximou da porta assustada .
- Quando eu te vi naquele estado. – Bella escutou as costas de Edward deslizar pela porta, concluindo que ele estava sentando-se no chão. – Eu enlouqueci. Por pouco não o matei. Mas eu quero que saiba que ele foi expulso da Inglaterra, nunca mais irá se aproximar de você.
Bella deixou uma lágrima cair. Não queria mais pensar nisso, nos momentos de horror. Não, não. Proibi eles de voltarem a minha mente! Bella fez o mesmo que Edward, sentando-se no chão e encostando-se na porta.
-Eu também me sinto culpado por parte do que aconteceu. – Bella se assustou com o que o rei lhe disse. – Eu disse a você que resolveria esse “avanço” dele que te incomodava, mas não fiz. Me perdoe Bella, por favor me perdoe.
Edward suspirou. Quando se tornara tão miserável? Se alguém o tivesse dito a um mês atrás que ele estaria ali, feito um idiota, parado na porta de uma mulher implorando seu perdão, ele o teria matado por ser tão péssimo fazendo piada que não merecia viver.
Quase caiu quando sentiu a porta se afastar. Ela abriu pra mim. Se levantou e encarou a mulher que estava a sua frente. Ela tinha marcas de dedos em seus punhos e roxos no pescoço. O sangue de Edward ferveu. Procurou se concentrar no rosto da mulher. Ela estava cansada. Os olhos estavam inchados da mesma forma que no acidente com Jacob. Droga!
- Quando vai perder essa mania de achar que toda vez que eu choro é por culpa sua? – Perguntou Bella.
- Não sei. – Edward se aproximou dela, colocando uma mecha de seu cabelo atrás da orelha.
- Então pare com isso agora.
O clima entre eles estava diferente do da manhã. Bella não queria que ele a visse como pobre menina estuprada — ou quase – e Edward não sabia até onde podia ir sem afetá-la ainda mais.
-Bella... eu não posso mais fazer isso com você. Não há motivos. Você me salvou aquele dia, podia ter me deixado morrer, mas não o fez. Te mantive presa aqui porque você poderia ser uma ameaça ao meu reino, mas você provou que não é.
- Aonde você está querendo chegar.
- Você está livre Bella. Eu não vou mais te prender a este castelo. — Bella abriu a boca em espanto. — Mas você também pode ficar. – Edward se atrapalhou nas palavras. – Você que sabe. Só tente dormi ok? – Edward beijou a testa de Bella e saiu apressado pelo corredor, deixando-a sozinha e confusa, assim como ele mesmo estava.
Eu ouvi o que eu ouvi mesmo?
Eu falei o que eu falei mesmo?
Notas finais
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Quanta coisa aconteceu, não? A cena do quase estrupo foi horrivel de escrever, eu quase que deixava por subentendido, mas decidi fazê-la. Achei perfeito jasper salvá-la, acho que teremos uma melhor convivência dos dois agora.
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a fic vai dar uma reviravolta agora. Jasper e Edward retornaram a sua amizade e prevejo uma terceira pessoa, brincalhão, engraçado e que parece um urso, juntando-se a amizade. quem será, quem será? HA HÁ! Nas minhas fics eles sempre têm que ser nosso trio ternurinha.
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E o que aconteceu com Emmett e Rosalie? proximo capítulo a gente vai saber.
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estou sentindo falta de recomendações, gente? cadê elas?:
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bjs e até o próximo!
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