Universo Paralelo
11 Capítulo 10
Notas iniciais
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bom, não deu pra postar antes mas pelo menos não demorou tanto quanto os outros capítulos. a gente, sorri vai???
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esse capítulo é dedicado a minha fiel leitora, JuhRodrigues, que já recomendou duas das minhas fics. Brigadão juh, você é dez!
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boa leitura e até o finalzinho!
– Edward! Que bom vê-lo!
Edward não escondeu o desagrado e nem tão pouco reprimiu a careta. Não esperava que o conde Denali lhe daria o desprazer de vê-lo naquele dia. Haviam marcado um almoço para o dia seguinte. Mais um daqueles tediosos e milimetricamente treinados almoços que Edward repudiava.
–Conde Denali, não esperava vê-lo hoje. – Disse seco.
– Eu sei. Na verdade, eu decididamente não queria ter que vir hoje. – Disse pesaroso.
–Sente-se.
O conde deu a volta e se sentou na cadeira em frente ao rei, separados apenas por uma mesa de madeira finamente trabalhada.
– O que lhe traz aqui?
– É uma situação um pouco delicada, Edward. Eu venho em nome de toda a minha família.
Edward se recostou no encosto da cadeira. Aquele papo seria longo. Longo e chato. O rei observou as mãos do conde, onde elas se maltratavam com apertos uma na outra, demonstrando nervosismo. O rosto estava corado, como se ele estivesse envergonhado. O que esse velho aprontou agora?
– Eu vou logo ao ponto Edward. Eu perdi tudo.
Edward levantou uma sobrancelha.
– Como assim perdeu tudo?
– Perdi minha casa, minha fazenda, meus escravos, cavalos e riquezas. Tudo Edward! Eu estou desesperado! – O conde elevou as mãos ao rosto.
– E eu posso saber como você conseguiu essa proeza? – Ironizou Edward.
– Em jogos. – Sussurrou o conde.
– Mas é claro, como não pensei nisso antes. Mas é muita idiotice mesmo, não é?! Só uma anta como você pode perder tudo que tem em jogos de azar!
– Você me respeite! Eu ainda sou seu tio.
– Que tipo de respeito você quer? – Exaltou-se Edward, levantando-se. – Alguém que deixa a mulher e a filha na rua por idiotice e estupidez não merece o mínimo de respeito.
– TUDO BEM! TUDO BEM! – O conde Denali se levantou e passou as mãos pelos cabelos grisalhos. — O fato, Edward, é que eu preciso de abrigo. Eu não tenho pra onde ir. Nem eu nem minha família. Eu preciso da sua ajuda nesse momento difícil.
Edward revirou os olhos. Mas é claro que ele viera ali atrás de casa, comida e roupa lavada. Como o grande preguiçoso de merda que era, nunca que movimentaria um dedo mindinho para recomeçar do zero. Mas não poderia deixar que a condessa e sua noiva, por estupidez de seu tio, ficassem na rua.
– Eu não faço a mínima idéia para onde você vai. Diga a condessa e a Tânia que elas podem ficar aqui.
– Edward! Tenha piedade! – O conde se desesperou. – Eu não tenho para onde ir!
Fez-se alguns segundo antes da resposta do Rei.
– Deixo bem claro que faço isso por Tânia e a condessa, não por você! Infelizmente você é o único marido e pai que elas têm. E também deixo de antemão que isso será temporário. Você terá que logo tratar da sua vida e procurar recuperar tudo que perdeu.
– Muito obrigado. Sabia que você não me negaria ajuda.
– Agora vá logo embora. Tenho coisas pra fazer.
O Conde agradeceu mais uma vez, antes de ser chamado novamente.
– Sim?!
– Não se esqueça: meu palácio, minhas regras.
[...]
Foi até a janela do quarto de Alice, desenvolvendo em seu próprio cabelo uma trança lateral que transpassava toda a sua cabeça. O vestido verde e azul florido acabara sendo mais pesado que os outros e temia que o espartilho pudesse espremer seus ossos.
Aproximando-se do parapeito, seus olhos focaram-se na mulher que manejava com habilidade uma espada enquanto lutava com um dos soldados do rei, o qual Bella reconhecera com facilidade por ser um dos homens que a encontrou na floresta.
– Ela continua muito boa na luta com espadas. – Bella levou um susto quando Alice falara aquilo atrás dela. – Talvez tenha desenvolvido outras habilidades fora esta.
– Não duvido. A necessidade faz o homem. – Bella disse enquanto enrolava o elástico na ponta da trança, finalizando-a. – Ou a mulher.
– Ela já era habilidosa antes de precisar realmente disso. Deve ter ficado muito mais. Se brincar, rouba o lugar de Sam já que Edward não anda muito feliz com o general que tem. – Alice soltou um risinho acompanhado por Bella. A física se lembrava vagamente de Edward brigando com Sam, enquanto decidiam o que faria com ela.
Dando um último golpe, Rose venceu a luta dando pulinhos, enquanto Seth resmungava algo inaudível.
– Vamos lá. Pelo que conheço do sargento ele vai querer uma revanche.
As duas desceram as escadas conversando e rindo, até que viram o homem parado no hall do palácio, observando furtivamente a ex-dama de companhia de Alice.
– Boa tarde senhoritas.
O homem fez uma reverência com o olhar perverso, o qual fez as duas mulheres se arrepiarem. Bella jamais havia gostado do conde e nem de sua família, porém ele era o que lhe dava mais medo.
– Boa tarde. – Respondeu Alice. – Não o esperava aqui hoje.
– Creio que me verá todos os dias princesa. A partir de amanhã eu e minha família iremos morar aqui.
– O quê? Como assim? – Bella soltou.
– Problemas financeiros. O rei Edward teve a bondade de me acolher.
Só pode ser brincadeira! Conviver com um velho que lhe dava constantes arrepios na nuca e lhe olhava como se fosse comida não seria fácil. O que havia dado na cabeça do Cullen para que ele acolhesse aquele velho nojento? Ah claro! O gigolô é pai da noivinha fru-fru dele. Idiota!
– Até mais Princesa. – Disse o conde beijando a mão de Alice. – Senhorita Swan. – O beijo nesta foi mais demorado, fazendo ela controlar a careta e esperar que ele finalmente soltasse sua mão para esfregar esta na barra do vestido.
Uma vez sozinhas, Alice sussurrou.
– Foi só eu, ou você também achou que Edward pirou?
[...]
– Acho que o Seth já deve se aposentar. – Brincou Rosalie, fazendo Bella e Alice rirem.
– Engraçado Rose, muito engraçado.
Os dois se conheciam desde pequenos. Quando ainda era plebeu, Seth se encontrava com Rosalie, sem saber que esta era princesa, para brincarem. A realidade era que ele fora sua primeira paixão, algo secreto, pois ninguém da família Cullen sabia quem realmente era o plebeu por quem Rosalie fora apaixonada. Nem mesmo Edward e Alice, pois preferiu deixá-los fora dessa confusão, não citando o nome de sua paixão secreta. Mas essa paixão se tornou algo bem mais forte e inquebrável: amizade.
– Vai acabar perdendo o posto pra Rose, Seth. – Alfinetou Bella.
– He He. Eu vou indo antes que eu apanhe mais. Ainda nem almocei. Até mais senhoritas.
Rose deu um tchau e se aproximou das meninas, guardando a espada no apoio da barra da calça.
– Você ainda não nos contou sobre sua história Rosalie. – Lembrou Alice.
– SWANNNNN!
Bella revirou os olhos. Inferno!
– Já estou indo! – Disse se levantando e encarando com raiva o Rei que esperava na porta do palácio, com o rosto sério de sempre.
– Edward! – Rosalie correu até ele, sendo seguida por Alice e Bella. – Queria falar com você. E é bom que as meninas estejam aqui também.
– O que foi?
– Eu... eu vou embora amanhã. – Deu um sorriso amarelo.
– Como? – Bella foi para o lado de Edward, encarando-a surpresa. – Rosalie, você acabou de chegar!
– Eu sei Bella. Mas eu não me adéquo aqui. Esse castelo me traz muitas lembranças que eu não gostaria de ter. Além disso, tem a Elizabeth...
– Eu já falei que sou eu que mando aqui. – Falou Edward.
– Mas eu não gosto de ter que olhar para o rosto da mulher que deveria ser a minha mãe e só encontrar desprezo. Além disso, eu só ficaria até você acordar, Bella.
– Não precisa ser assim, Rosinha. – Disse Alice.
– Eu já decidi. Mas eu juro que não vou sumir de novo. Venho visitar vocês sempre!
– Se é o que você quer. – Suspirou Edward.
– Eu venho em seu casamento. Ou talvez antes disso. – Edward não reprimiu a careta ao ouvir a palavra “casamento”, o que não passou despercebido por Rosalie.
– Tudo bem. Vamos logo Swan, temos muita coisa pra fazer.
[...]
– Você vai furar o meu chão assim. Dá pra você sentar o traseiro nessa cadeira e me ajudar com essa papelada. Afinal você está aqui pra isso.
Bella bufou e fez o que o rei pediu, organizando os papéis que lhe foram passados. Porém sua cabeça estava em outro lugar. Rosalie não podia ir embora. Encontrara nela o que mais se aproximava de seu século. O modo de pensar da loira a fazia se sentir em casa. Além de ter gostado muito da ex-princesa e de toda a sua petulância. Parece comigo.
Edward, observando que a mulher a sua frente continuava sem concentração, suspirou.
– O que é Swan?
– O quê?
– Você não está fazendo o que eu lhe mandei. Está sem concentração. Eu preciso de uma pessoa, e não de uma múmia.
Bella suspirou.
– Você vai deixar ela ir embora?
Edward entendeu. Não passara despercebida por ele a repentina amizade entre as duas. Desde que Bella acordou, ela e Rosalie não se desgrudaram, conversando sobre tudo e rindo alegremente.
– Eu não posso prender Rosalie aqui.
– Você não vive dizendo que é o rei! – Disse Bella sarcasticamente.
– Mas eu não tenho autoridade sobre minha irmã! Não é como se eu estivesse feliz, mas eu não vou cometer os mesmos erros que meu pai! Se ela quiser ir, ela vai. Rosalie é livre para viver a sua própria vida. – Edward observou a mulher suspirar, aceitando sua retórica. Depois de alguns segundos analisando o rosto frustrado de sua prisioneira, a interrogou. – Você gostou dela, não é?
– Muito. Mas vamos voltar ao serviço, ou melhor, ao meu trabalho escravo. – Disse revirando os olhos, enquanto Edward segurava o riso. Tão dramática. – Essa planta da prisão e a planta do hospital, vai querer arquivá-las em qual pasta e pra que data?
– A pasta... – Edward parou o que fazia, encarando-a confuso. – Você sabe ler?
Bella demorou um pouco pra entender a pergunta tão óbvia. Eles estavam na era medieval, conhecida como a Idade das Trevas, onde o conhecimento da escrita estava em posse da Igreja. Pouquíssimas pessoas sabiam ler, e pelo que parecia, Edward fazia parte desse pequeno grupo.
– É o que parece, né?
– Você não havia perdido a memória? – Disse Edward desconfiado.
– Essas coisas são instintivas. Uma vez que se aprende, não se perde mais. – Disse Bella dando os ombros e rezando para que o rei engolisse sua desculpa esfarrapada.
– Na pasta cinco pro dia 27/08. – Bella obedeceu. – É bom você saber ler e escrever. Irá comigo agora mesmo à cidade. – Disse o Rei se levantando.
– Fazer o quê? Compras? – Bella deu um sorriso irônico. – Sua roupa é muito cafona mesmo. – Mentiu. O rei vestido com uma blusa branca de manga longa e uma calça azul marinho acompanha por botas era realmente um charme. Parecia um príncipe dos filmes românticos que assistia.
– Não Swan. – Lhe mandou um olhar cortante. — Nós vamos descobrir as necessidades do meu povo.
[...]
Da carruagem, Bella observou o que parecia ser um grande Templo. As altas e grossas pilastras, dez na vertical e três na horizontal, seguravam os quatro lados do altíssimo teto, que estava em cima de cinco cadeiras elegantes onde a do meio se destacava por ser maior e mais bonita.
– Chegamos. – Ouviu Edward ao seu lado, ao mesmo tempo em que a carruagem parava.
Edward desceu sendo seguido por Bella. Puderam ver melhor a pequena multidão que se aglomerava no grande salão vazado, aguardando o rei para atender suas preces.
– Majestade, — Aproximou-se um de seus guardas, o que vinha na carruagem na frente da deles. – já está tudo pronto.
– Ótimo Henrique.
Seguindo Henrique, os dois se encaminharam ao “templo” enquanto Bella carregava papiros em rolo e um tinteiro com pena. Ainda não havia entendido bem o que estava fazendo ali, mas permanecera calada.
O rei sentou na maior cadeira, ordenando com o olhar que Bella sentasse ao seu lado. Três guardas sentaram ao lado deles, enquanto Henrique organizava uma fila indiana com os camponeses.
– Eu posso saber o que eu vou fazer com tudo isso?
– Irá anotar os pedidos do meu povo. Será que é capaz disso? – Alfinetou o rei, recebendo um olhar emburrado.
– Próximo. – Anunciou Henrique.
Uma mulher de meia idade, trajando um simples vestido, entrava no lugar com os olhos vermelhos e inchados.
– Majestade, Majestade. – A mulher se ajoelhou aos pés de Edward, chorando compulsivamente.
– O que houve Bernadeth? – Edward se levantou da cadeira e ergueu a mulher.
– Bandoleiros. Eles queimaram minha casa. Eu não sei o que fazer! Estou morando na casa de uma amiga, mas o senhor sabe, eu vivia da agricultura que produzia em meu quintal. E agora não tenho nada.
– Não se preocupe. Irei cuidar disso o mais rápido possível. A sua família está bem? – Tranquilizou o rei com a voz serena, enquanto era alvo de um olhar abismado de Bella.
– Graças a Deus sim!
– Swan, anote a necessidade de uma casa nova para Bernadeth e sua família.
– Deus abençoe o nosso rei! – Disse beijando as mãos de Edward, enquanto Bella anotava o pedido ainda chocada com a bondade de Edward com o seu povo.
– Tenha um bom dia, Bernadeth.
– Próximo! – Chamou Henrique.
[...]
– Não se preocupe Damond. Dê as características do homem que roubou seu armazém para um dos meus soldados. Nós vamos procurá-lo, pode ter certeza disso.
– Confio em você Majestade! – Sorriu o velho homem, beijando a mão de Edward.
Durante toda aquela tarde Bella permaneceu calada, apenas anotando os anseios do povo londrino. O que presenciou naquele dia havia deixado-a pasma, procurando no rei aquele homem estúpido, grosso, insensível que infernizava sua vida. Edward conhecia todos os cidadãos por seu nome e fazia questão de saber do que eles mais precisavam. Ficou pensando em que outro rei faria isso. Pelo menos não havia relatos históricos. Mas de uma coisa tinha certeza: Edward não mentia quando disse que ele era o melhor rei que a Inglaterra já teve. Mesmo com arrogância, ele havia sido realista. Não pôde impedir que sentisse certa admiração por ele.
– Chega! Não quero ir mais nessa carruagem. – Disse Edward para seu chofer quando já haviam chegado nos muros que cercavam o castelo. – Me sinto sufocado aqui dentro.
Edward desceu da carruagem, mandando Bella descer também. Bufando, fez o que o rei ordenou, enquanto este soltava um dos quatro cavalos que puxavam a carruagem.
– Eu vou a cavalo. – Anunciou Edward.
– Ótimo, vou voltar pra carruagem. – Disse Bella de mal humor.
– Não, a carruagem só vai até aqui. Se quiser vá andando ou a cavalo.
– A Realeza pode tirar um cavalo para mim? – Bella fez um reverência sarcástica.
– Claro prisioneira. – Edward soltou o outro, entregando-o a física.
Os dois subiram em seus respectivos cavalos e cavalgaram juntos em direção ao castelo. Ao longo do caminho permaneceram em silêncio, e teriam seguido assim se o cavalo de Bella não tivesse visto uma cobra.
– Calma cavalinho! Calma! – Disse Bella com a voz assustada, enquanto seu cavalo relinchava e pulava assustado.
Edward afastou o seu para que o mesmo não visse o réptil. Olhando a mulher assustada que tentava inutilmente acalmar seu cavalo, gritou.
– GUIE A CABEÇA DO ANIMAL PARA O LADO CONTRÁRIO AO DA COBRA, SWAN!
Bella tentou seguir o que Edward lhe aconselhara, mas já era tarde demais. Sem mais conseguir controlar o animal, o cavalo tomou rumo próprio e correu assustado, se embrenhando pela mata que havia ao redor do castelo. A velocidade que o cavalo atingira deixara Bella com medo e a fez lembrar imediatamente de Christopher Reeve, o primeiro ator que interpretou o super-homem e teve seu fim como artista depois de uma queda de cavalo que o deixou tetraplégico. Ótimo pensamento para uma hora dessas.
– SOCORRO! EDWARD!
Bella segurou no pescoço do animal e esperou o que viria a seguir. Ouviu fortes galopes vindos do cavalo de Edward, mas se recusou a olhar para trás. Um movimento errado e eu morro.
– Me dê sua mão! – Ao alcançar o cavalo de Bella, Edward estendeu a mão para ela enquanto os dois ainda permaneciam em movimento.
– Não! Eu vou cair! – Disse Bella sem olhá-lo.
– Não vai Swan! – Edward permaneceu com a mão estendida. – Confie em mim Bella.
Ao ouvir seu nome (ou apelido) ser pronunciado pelos lábios de Edward, Bella pôde sentir que confiava nele. Edward poderia simplesmente ter ficado pra trás e observado de longe ela ficar tetraplégica. Mas não. Ele estava ali do seu lado, estendendo a mão para ela e pedindo para que confiasse nele.
Bella chegou a olhá-lo e estender a mão para que ele a pegasse, mas o seu cavalo parou abruptamente. O grande desnível de terra impediu que o animal prosseguisse fugindo e por inércia, Bella foi pra frente, caindo do cavalo e escorregando pela terra abaixo que terminava em um grande e profundo lago.
Edward, observando a mulher caindo no lago, parou seu cavalo e desceu dele. Esperou que sua prisioneira emergisse na água e dissesse que estava tudo bem, mas isso não ocorreu.
– Bella? – Edward alarmou-se quando viu bolhas ao invés da mulher. — BELLA?
Com o coração acelerado e sem pensar duas vezes, desceu com cuidado o grande desnível, abandonando os dois cavalos que agora estavam acima dele. Assim que pôde, pulou imediatamente no lago, achando sem dificuldade a longa e castanha cabeleira cacheada.
Nadando até Bella, conseguiu sentir toda a sua agonia. Com o olhar, sua prisioneira demonstrava o medo e o terror em que estava. Edward segurou-a pela cintura e tentou erguê-la, mas o vestido de Bella se tornara uma âncora. Esse maldito vestido pesado que ela tanto reclamava. Edward rasgou a parte de baixo, deixando apenas a primeira das sete saias. Rasgou também o espartilho que a impedia de respirar normalmente.
Chantal Kreviazuk — Feels like home
http://www.youtube.com/watch?v=t-ouxPhYy7Y
Foi quando enfim pôde erguê-la e escutar aliviado as tosses de Bella. Sinal que ela estava consciente e reagindo. Devagar, encaminhou-se com Bella em seu colo até a margem do rio, sentando-a enquanto o seu próprio corpo permanecia dentro do lago.
– Você está bem? – Edward ergueu o rosto de Bella, que ainda respirava ofegante. Com delicadeza, retirou os fios molhados e a observou melhor.
Os lábios dela estavam entreabertos e extremamente rosados, seu colo branco abrigava pequenas gotículas, os cabelos estavam ensopados e os olhos verdes encaravam-no com intensidade. O vestido destruído só a deixava mais sexy. E de repente, algo esquentou dentro de si.
– Obrigada.
Edward meneou a cabeça, mostrando o quão desnecessário era o agradecimento. Bella tentou se levantar, mas o corte superficial, porém não menos dolorido, em sua cintura a impediu, fazendo-a gemer. Edward direcionou o olhar para o local, onde havia uma mancha de sangue no espartilho molhado e recém-destruído por ele próprio. Este pensamento causou-lhe um arrepio em sua nuca. Analisou também os braços brancos, agora mesclados com sangue dos pequenos arranhões, até chegar ao corte que havia na testa de sua prisioneira.
Rasgando a barra da sua blusa, Edward mergulhou o pedaço de pano no lago e depois elevou até o corte na testa, limpando o sangue que escorria por seu rosto. Aquele gesto, mesmo que simples, fez Bella amolecer e encará-lo com outros olhos. Naquele instante, o homem que tanto odiava dava lugar a outro e que definitivamente mexia com ela. Um Edward novo.
Edward não prestava mais atenção no corte. Estava entre as pernas de Bella e consequentemente os rostos estavam próximos demais, sentindo a respiração um do outro. Lentamente, esperando a rejeição da parte dela, encostou seus lábios no da mulher. De início ela permaneceu estática, mas logo depois cedeu à investida do rei. Havia algo mais ali e ela sentia. Algo que não fora pronunciado. Algo que fez com que ela se sentisse salva no instante em que viu Edward embaixo d’água. E aquele “algo” bastava para que ela infiltrasse as mãos nos fios acobreados e molhados de Edward, aprofundando o beijo.
Edward aproximou ainda mais os corpos ao passar as mãos pela cintura dela, como se ansiasse por ter ela mais perto. Sentira medo ao vê-la novamente perto da morte e sinceramente não sabia como lhe dar com aquilo. O jeito petulante, teimoso e extremamente irritante dela havia se tornado algo necessário em sua vida.
O ar faltou, e os dois se separam contra a vontade.
Notas finais
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Nossa, vcs não sabem o quanto foi difícil escrever esse beijo deles. Na verdade, ele foi responsável por eu não postar no sábado. O que vcs acharam, gostou, odiou, precisa melhorar. Gente, não tem frescura! estou aberta a críticas construtivas.
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Bom, esse capítulo trouxe grandes novidades. O conde e a família passarão a morar no palácio, rosalie mostrou o quanto ela é foda, edward provou que realmente ele é o melhor rei, e finalmente, o romance entre Edward e Bella se iniciou. Também é importante lembrar que o Edward baixou a guarda, mesmo que só no finalzinho desse capítulo. Um importante avanço pro nosso rei, não acham?
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Esse capítulo, apesar de não parecer, será a mola propulsora da nossa fic. Agora é só aguardar!
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Bjs lindas, e até o próximo capítulo!
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