United By Need
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Notas iniciais

Melissa Andrews
Abro os olhos vagarosamente e olho em volta. A cama está completamente bagunçada com resquícios da noite passada. Sorrio me lembrando de cada detalhe e olho para o lado vazio da cama. Levanto-me enrolada no lençol, caminhando até a porta de vidro que dá acesso a área da piscina. Abro a mesma e observo o loiro sentado na cadeira, mexendo em seu celular.
— Bom dia! — Digo atraindo sua atenção. Ele me olha de cima abaixo e suspira desapontado.
— Porque não toma um banho? — Resmunga. — Preparei um café para nós. — Informa e observo a mesa em sua frente repleta de comida. Assinto e lhe dou as costas, caminhando para o banheiro.
Deixo o lençol cair do meu corpo e ligo o chuveiro. A água morna lava meu corpo da cabeça aos pés me devolvendo a sensação de leveza. Finalizo o banho e me enrolo na toalha, voltando para o quarto.
***
Sento-me em sua frente e ele larga o celular sobre a mesa. — Vamos embora hoje! — Diz servindo-se de café.
— E o que vai acontecer quando voltarmos? — Pergunto atraindo seu olhar. Ele molha os lábios e engole em seco.
— Cumpriremos com nosso contrato.
Franzo o cenho. — E sobre o que aconteceu aqui? — Resmungo sentindo o nervoso tomar conta do meu corpo.
— Não era pra ter acontecido. — Responde abaixando o olhar. — Estávamos bebendo e eufóricos.
— O que? — Rio nervosa. — Foi minha primeira vez! — Exaspero e ele suspira novamente, decepcionado.
— Eu percebi! — Resmunga. — E por isso eu não deveria ter ido tão longe. Você merecia ter feito isso com alguém que realmente pudesse te dar tudo. — Bufo. — Por isso fiz esse café como pedido de desculpas.
— Eu não quero café! — Grito e ele me olha, assustado. — Quero que seja homem de assumir que fez isso por que você queria. — Continuo. — Estou farta de sua desculpa de que eu merecia mais.
— Porque é a verdade, Mel! — Responde e eu me levanto irritada. — Você não merecia ter feito isso com alguém com quem tem apenas um contrato de casamento. — Arregalo os olhos.
— Então é isso que continuo sendo para você mesmo depois do que fizemos? — Mordo o lábio. — Um simples contrato de casamento!
— Mel...
Interrompo-o. — Ótimo! — Ele passa as mãos pelos cabelos. — Não se preocupe! — Me aproximo dele. — Eu te garanto que a segunda não será contigo. — Ele pisca, surpreso. Olho dentro de seus olhos. — Por que eu só me entregarei novamente para um homem de verdade! — Ele abre a boca para dizer algo, mas eu me afasto. — Vamos embora!
Justin Bieber
Abro a porta e dou passagem a garota. Ela não disse nenhuma palavra em nossa viagem de volta. Caminhamos até a sala do apartamento e acendo a luz. — Bem vindos! — Um grito nos pega de surpresa.
— O que estão fazendo aqui? — Resmungo observando todos ao redor. Scooter, meus pais, irmãos e mais novos cunhados. Todos reunidos e segurando um cartaz desejando boas-vindas.
— Vocês estão com uma cara de cansados. — Meu pai brinca. — Sinal que a viagem foi boa!
— Ajudaria muito se vocês nos deixassem descansar. — Sorrio devolvendo a brincadeira.
— Claro! — Minha mãe balbucia. — Mas o que acham de jantar lá em casa hoje? — Pergunta e eu olho para ruiva que se mantem de cabeça baixa.
— O que acha, querida? — Pergunto atraindo sua atenção. Ela arregala os olhos e olha em volta, confusa.
— Tudo bem!
Sorrio abraçando-a de lado. — Então iremos. — Digo para minha mãe. Sinto a ruiva endurecer em meus braços e por um instante me arrependo de tudo que lhe disse.
Ela merecia mais, Justin!
***
Beberico do uísque enquanto observo atentamente minha mãe conversar com Melissa e seus irmãos. — Não esperou o jantar? — Ouço meu pai dizer atraindo minha atenção.
— Abrindo o apetite. — Resmungo colocando uma das mãos no bolso. — Minha mãe parece animada! — Digo e ele assente.
— Estamos orgulhosos de você! — Responde. — Achamos que nunca iria amadurecer e ter responsabilidade na vida. — Franzo o cenho ofendido. — E como foi a viagem?
Pisco por um segundo, relembrando dos detalhes. — Foi tranquila. — Respondo e beberico de mais um gole da bebida.
— Sempre gostei de lua de mel. — Brinca. — Por mais que o casal se conheça bem, acaba tornamos os casais mais amigos e íntimos do que nunca. — Os olhos de Mel, me encontram e eu sorrio fraco para a mesma. Ela não retribui, apenas desvia o olhar. — Já conversaram sobre filhos?
Arregalo os olhos, olhando-o. — Calma ai!
— Acha rápido? — Gargalha. — Aposto como sua mãe está exigindo isso dela! — Sorrio e me aproximo de Mel, passando meu braço em volta de sua cintura. Ela me olha, surpresa e eu pisco.
— Curiosidade matou o gato, querido! — Minha mãe diz rindo e eu dou de ombros, devolvendo o sorriso.
— Ainda me restam algumas. — Debocho. — Esse jantar sai ou não sai? Estou com fome!
Melissa Andrews
Coloco a bolsa sobre a cama e me sento para retirar os saltos. — Ainda bem que tudo correu bem! — Justin diz me olhando de longe. Assinto. — Com o que minha mãe estava te infernizando?
— Apenas perguntou sobre a lua de mel! — Respondo me levantando e caminhando até o closet. Pego uma camisola preta e sigo para o banheiro. — Qual lado prefere? — Pergunto apontando para cama.
— Direi... — Seu telefone toca, interrompendo-o. Ele pega o mesmo de dentro do bolso e olha para tela. Posso sentir em sua expressão que era aquela loira. Ele me olha rapidamente. — Preciso atender! — Ele não me dá tempo de responder e deixa o quarto. Bufo e adentro o banheiro.
Aonde eu fui meter, meu Deus?
Retiro a roupa e ligo o chuveiro, deixando a água gelada lavar meu corpo. Escuto o som da porta do quarto abrir e depois fechar. Finalizo meu banho tranquilamente, visto-me e volto para o quarto, me deparando com o espaço vazio.
— Eu não acredito nisso. — Balbucio sozinha, jogando a tolha rispidamente sobre a cama. Passo as mãos pelos cabelos e sento-me, irritada.
Justin Bieber
— Estava com saudades! — A loira se senta em meu colo, abraçando meu pescoço e aproximando sua boca de meu pescoço.
— Foram somente três dias. — Resmunga de olhos fechados enquanto aperto sua bunda, sentindo meu membro latejar por ela.
— Não me contou como foi lá. — Diz olhando em meus olhos. — Aposto que desejou que eu estivesse lá. — Ri.
— Foi tranquilo. — Respondo e a cena da última noite com a ruiva, volta em minha mente. Por um segundo me sinto culpado por ter deixado ela sozinha.
— Tem algo que não está me contando. — A loira me desperta do devaneio. — Eu te conheço, amor! — Ela começa desabotoar minha camisa e beija meu ombro, puxando a mesma para baixo.
— Não foram os piores dias. — Resmungo e ela volta a me olhar, desconfiada. — O que? Nunca disse que ela era uma má companhia, apenas que não sinto nada por ela.
Ela franze o cenho. — Vocês transaram? — Pergunta me pegando de surpresa. — Justin, você transou com ela? — Repete e eu molho o lábio.
— Porque está me perguntando isso?
— Me responda!
Suspiro. — Sim. — Ela desce do meu colo, irritada. — Porque está tão irritada? — Dou de ombros. — Eu estava bebendo, ela também. Mais não significou nada.
Merda!
— Por isso você está tão quieto. — Grita. — Se fosse em outra situação você já estaria me colocando de quatro e me penetrando fundo.
— Hailey...
— Você gostou? — Grita e eu passo as mãos nos cabelos.
— Me arrependi no outro dia. — Respondo e ela suspira irritada.
— Isso não responde a porra da minha pergunta. — Grita pegando um vaso de cima da mesa e jogando no chão.
— Você quer se controlar? — Grito me levando e segurando seus braços. — Se você quer que eu diga que foi a pior foda da minha vida, eu sinto muito, mas eu estaria mentindo. — Ela abre os olhos, surpresa. — Mais também não direi que tenho planos de repetir.
— Então você gostou. — Ela grita.
— Não tive motivos para odiar. — Respondo. — Você não tem porque está irritada. — Solto-a lhe dando as costas. — Nós dois sabemos que nunca fomos exclusivos um do outro.
— Por que insiste em jogar na minha cara que fiquei com outro cara? — Grita pegando uma almofada e jogando em minhas costas.
Olho-a. — Porque preciso te lembrar que isso aqui se trata apenas de sexo e prazer. — Pego uma garrafa de vinho e encho uma taça, servindo-me.
— Mais sabemos que temos sentimentos um pelo outro. — Responde se aproximando. — Você me ama e eu sei disso. — Ela pega a taça da minha mão e bebe um gole.
— Eu amo te foder, é diferente! — Pisco e sinto a decepção em seu semblante. — Então decida... — Pego a taça de volta e com a outra mão, puxo sua cintura. — Vai ficar de drama ou vai se deitar nesse sofá e me deixar trabalhar? — Mordo o lábio.
Ela não responde, apenas caminha até o sofá, fica de quatro sobre o mesmo e suspende o vestido, me dando visão de sua vagina. Sorrio colocando a taça sobre a mesa, caminho até a mesma e abro o zíper da calça, colocando o membro para fora e penetrando-a profundamente.
Melissa Andrews
Abro os olhos e observo a cama vazia dando indícios de que ele passou a noite fora. Coço a testa, me sentindo cansada mentalmente. Alcanço o celular sobre a cômoda e olho as horas.
4 da manhã.
Jogo o celular na cama e fecho os olhos novamente. Não sei ao certo se eu peguei no sono, mas quando volto a abrir os olhos, o sol já nasceu. Levanto-me vagarosamente da cama e visto um roupão. Saio do quarto em silêncio e desço as escadas, caminhado até a sala de jantar.
— Bom dia, Sra. Bieber! — Maria me recebe enquanto arruma a mesa de café da manhã.
— Bom dia! — Resmungo me sentando.
— Vai tomar o café da manhã ou vai esperar Sr. Bieber e seus irmãos? — Pergunta e eu pego uma xicara despejando o café.
— Sr. Bieber não tomará café agora. — Digo com uma pitada de raiva. — Está muito cansado e ocupado. — Ironizo e ela sorri maliciosamente, entendendo ao contrário do que eu queria dizer.
— Eu poderia ter levado o café no quarto de vocês. — Diz e eu sorrio. — Quer que eu prepare algo para ele?
— Meus irmãos ainda não desceram? — Ignoro sua pergunta e ela nega com a cabeça. — Certo, obrigada!
— Aproveitando que a senhora está com tempo... — Maria insiste em puxar assunto. — O que quer que seja servido no almoço?
— Não faço a mínima ideia. — Suspiro bebericando do café. — Confio em você, certo? — Ela dá de ombros. — Entrego em suas mãos! — Brinco e ela assente sorrindo.
— Bom dia! — A voz rouca do loiro soa e eu estremeço. — Cafezinho da Maria é sagrado. — Completa se sentando ao meu lado e eu sinto o cheiro de seu perfume misturado ao perfume barato da loira.
— Bom dia Sr. Bieber! — Maria responde de cenho franzido e me olha, confusa. Eu devolvo o olhar de forma debochada.
— Seus irmãos ainda não desceram? — O loiro pergunta atraindo meu olhar. Ele age como se nada tivesse acontecido. Reviro os olhos e nego, me levantando da mesa.
— Com licença! — Digo me retirando e voltando para o quarto. Adentro o quarto, suspirando e bato a porta com força.
Ouço a porta abrir novamente. — Que merda foi aquela? — Justin pergunta imitando minha ação. — Acha que eles não perceberam nada com você saindo assim quando eu cheguei? — Diz alto e eu sorrio debochada.
— E acha que eles não perceberam que você não dormiu em casa e chegou agora pela manhã? — Devolvo olhando-o. — No seu o que? — Penso. — Quarto dia de casado! — Ele fecha os olhos e suspira irritado.
— Eu tinha coisas para resolver! — Responde se aproximando da cama e se sentando com a cara mais cínica do mundo.
— Você não. — Solto atraindo seu olhar. — Seu pênis! — Malicio e ele se levanta, irritado.
— O que eu faço ou deixo de fazer não lhe diz respeito. — Grita. — Deixamos isso claro desde o início. — Eu sorrio irônica.
— Então me diga o que fazer. — Ele arregala os olhos. — Se eu saio ou permaneço no mesmo local que você! — Finalizo caminhando para o banheiro.
Justin Bieber
— Finalizamos aqui! — Resmungo para os acionistas em minha frente. — Obrigado pela reunião de hoje. — Agradeço.
— Mais uma vez, parabéns pelo casamento! — Um deles diz e eu assinto sorrindo. Todos saem da sala e eu fico sozinho com Scooter.
— Então?
— O que? — Resmungo.
— Como foi a viagem? — Pergunta.
— Deu merda! — Coço a cabeça e ele franze o cenho. — No último dia, acabamos transando.
— Isso foi ruim? — Rebate e eu jogo a cabeça para trás. — Você não gostou? — Suspiro.
— Esse é o problema. — Ele dá de ombros, confuso. — Eu não te me arrependido e poderia facilmente repetir.
— E qual o problema então?
— Não posso dar o que ela busca e merece. — Respondo me levantando e caminhando até a janela. — Fui o primeiro dela!
— Merda!
Bufo. — Pois é! — Fecho os olhos. — Ela quer romantismo, amor e você sabe bem que não sou assim.
— Não. — Olho-o de cenho franzido. — Você se tornou assim para se proteger da decepção que teve. — Scooter remenda.
— A única coisa que temos como um casal de verdade são as brigas. — Resmungo, sorrindo por um segundo.
Ela é tão teimosa!
— Brigas? Mal casaram! — Scooter brinca e eu assinto. — Dois bicudos não se bicam. — Sorri. — Ela é seu oposto, por isso brigam, mas é por isso também que ela chamou tanto sua atenção.
— Preciso de algo para hoje. — Resmungo. — Dormi na casa de Hailey e...
— Não acredito! — Scooter interrompe. — Não acredito que vai jogar nosso plano todo pelo ralo, Bieber!
— Pode se acalmar? — Grito. — Os funcionários notaram que não dormi em casa e que ela estava chateada. — Explico. — Então preciso de algo que acabe com especulações.
Ele bufa. — Eu deveria deixar você se foder sozinho. — Passa as mãos pelos cabelos. — Não consegue controlar esse pênis por alguns dias.
— Não preciso de sermão, mas de solução. — Balbucio me servindo de uma xicara de café.
— Essa Hailey ainda vai ser sua perdição! — Scooter solta. — Você pode até convencer os funcionários, mas a Melissa não.
— Sei disso!
— Vou pegar o número da floricultura! — Diz se levantando. — Flores sempre caem bem.
Melissa Andrews
— O que está fazendo aqui? — Ted diz assim que adentro a lanchonete. Olho-o com desdém.
— Não sabia que era assim que tratava os clientes. — Resmungo debochada e ele me olha de cima abaixo.
— Cliente? Você? — Gargalha.
— Sim. — Uma voz soa atrás dele. — Cliente e minha convidada. — Ele se vira e me dá visão do homem do outro dia. Arregalo os olhos, surpresa.
— Sr. Joseph, me desculpe. — Ted diz. — Mas...
— Ela se sentará comigo ou nós dois sairemos juntos daqui e eu não voltarei mais. — Diz.
Ted de afasta. — Sinto muito! — Nos dá as costas e caminha de volta para cozinha. O homem me olha com expressão acolhedora.
— Obrigada! — Resmungo e ele assente apontando para sua mesa. Aceito o convite e me sento juntamente com ele. — Vejo que frequenta bastante aqui.
— Passei a vim desde aquele dia. — Responde me olhando meigamente. — Na esperança de te reencontrar.
— Não trabalho mais aqui. — Digo olhando em volta.
— Eu sei. — Rebate. — Sei também que se casou. — Completa e eu fixo meus olhos nos seus.
— É. — Digo desanimada.
— Mais o que faz aqui? — Pergunta. — Esse cara não merece sua presença aqui. — Ele faz um sinal para uma garçonete. — Dois cafés, por favor!
— Essa lanchonete era dos meus pais. — Respondo. — Quando eles morreram não consegui mantê-la e tive que vender a preço de banana. — Arregalo os olhos.
Porque está desabafando com quem mal conhece?
Ele sorri. — Pode confiar em mim. — A garçonete se aproxima, servindo-nos o café e se afasta.
— Vim aqui porque estou querendo recupera-la. — Completo. — Mas sei que Ted fará de tudo para atrapalhar isso.
— Talvez eu possa ajudar. — Franzo o cenho. — Sou advogado! — Explica e eu arregalo os olhos, impressionada.
— Agora eu entendi a beca! — Brinco e ele rir. — Agradeço e aceito sua ajuda. — Sorrio lhe estendendo a mão e ele aperta a mesma.
Justin Bieber
Arrumo o buquê de rosas dentro do carro e me sento no mesmo, pronto para ir para casa. Ligo o motor e vejo Scooter bater no vidro da janela. — Calma, cara! — Digo tranquilamente.
— Acho melhor você pedir um caminhão de rosas. — Franzo o cenho e ele me estende seu celular. Pego o mesmo e olho para tela. Uma foto de Melissa segurando a mão do homem da lanchonete do dia em que a conheci. Ambos estão sorrindo abertamente.
Porque meu coração está acelerado?
— Que porra é essa? — Ranjo os dentes.
— Leia.
“O que diríamos a isso? O casamento mal começou e já estamos de fofoca atrás de fofoca. Pelo que parece a esposa de Justin está mais feliz com um desconhecido do que com o próprio marido. — Fofoca News.”
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