United By Need

9 O que foi isso?


Melissa Andrews

Abro a boca me sentindo cansada, olho em volta e a sala está vazia, escura e silenciosa. Eu e Joseph conversamos tanto que nem vi as horas passar e não percebi que já era noite. Caminho até a cozinha e acendo a luz, abrindo a geladeira e pegando uma maça. Volto para sala e subo as escadas vagarosamente.

Bato na porta do quarto de Milena e abro a porta, encontrando-a dormindo tranquilamente na cama. Respiro aliviada. Fecho a porta vagarosamente e caminho para o quarto de Kenedi. Repito a ação e me deparo com sua cama vazia. Suspiro cansada. Alcanço o celular dentro da bolsa e disco seu número.

"Esse número está indisponível. Deixe seu recado após o sinal!"

Bufo e desligo, jogando o aparelho de volta na bolsa. Fecho a porta e caminho para meu quarto. Abro a porta do mesmo e acendo a luz, pulando de susto. — Merda! — Grito ao me deparar com o loiro sentado na poltrona, olhando para janela.

— Qual a razão disso? — Ironiza olhando-me.

— Eu não esperava encontrar você em casa. — Resmungo caminhando para cama e me sentando sobre a mesma. Noto um buquê sobre a cômoda e franzo o cenho. — O que é isso?

— Rosas.

Reviro os olhos. — Eu sei que são rosas. — Ele dá de ombros. — São para mim? — Pergunto.

— Eram. — Resmunga.

— Eram?

— Sim. — Responde. — Mais acho que já foi bastante mimada hoje. — Ele diz jogando seu celular encima da cama e me dando visão de uma foto minha com Joseph.

Suspiro. — Tem razão. — Ele me olha, incrédulo. — Já fui muito mimada hoje. — Eu me levanto e ele segue me olhando confuso. — Então porque não pega essas rosas e mima um pouco sua amante?! — Finalizo lhe dando as costas, indo diretamente para o banheiro.

Justin Bieber

Bato os dedos na poltrona enquanto mordo os lábios. Me sinto confuso, irritado, estranhamente decepcionado. A ruiva sai do banheiro, vestida em uma camisola preta e por um momento meus pensamentos viajam. O corpo dela é perfeitamente desenhado e sensual. Ela me olha, assustada. — Ainda está aí?

— Esse é meu quarto! — Resmungo piscando algumas vezes. Ela dá de ombros e se aproxima da cama, suspendendo o cobertor e se sentando na mesma. — Mel, combinamos que teríamos que ser amigos para isso funcionar. — Suspiro e ela me olha.

— Certo. — Responde sem ânimo.

— Então podemos ao menos tentar? — Pergunto me levantando e me sentando em sua frente.

— Claro. — Olha-me.

— Então, o que foi fazer nessa lanchonete de onde o dono lhe expulsou? — Pergunto e ela suspira.

— Fui porque irei recuperar a lanchonete da minha família. — Responde e eu franzo o cenho.

— Como assim?

— Aquela lanchonete era da minha família, tive que vender, mas vou recuperá-la. — Explica.

— Isso é ótimo! — Sorrio. — Posso te ajudar com isso. Vai envolver toda uma burocracia, você vai precisar de um advogado e...

— Já tenho um, obrigada! — Ela me interrompe.

— Você já tem?

— Sim. — Diz. — Quem esteve me mimando hoje. — Debocha. — Joseph Espinosa! — Finaliza.

Por um momento me sinto ofendido. — Então prefere ajuda de um estranho do que do seu esposo? — Resmungo.

Por que eu pareço um esposo se sentido traído?

— Você também é um estranho para mim. — Sorri e eu arregalo os olhos. — Não fale como se nos conhecêssemos há anos. — Completa e abre a boca, sonolenta. — Eu preciso dormir, estou muito cansada. — Assinto. — Se puder, chegue mais cedo para evitar perguntas das empregadas, por favor! — Diz se deitando.

— Estarei ao seu lado essa noite! — Respondo e ela me olha, surpresa. Pisco e sorrio levemente me levantando e indo para o banheiro.

Melissa Andrews

Abro os olhos e me deparo com o loiro dormindo tranquilamente ao meu lado. Ele parece um anjo, com a pele branca sendo tocada pela luz da noite que entra pela janela. Ele respira calmamente e então noto sua mão em minha cintura.

Por um momento, um casal de verdade...

Sinto calma e serena. Sorrio sem motivos e volto a fechar os olhos. Não sei ao certo o quanto eu dormi, mas quando acordo novamente o sol já atravessa a janela. Pisco com dificuldade e e abro os olhos, sentindo um peso sobre mim.

Justin está em minhas costas enquanto abraça minha cintura com o braço. Sinto-o se mexer e fecho os olhos, fingindo dormir. Ele tira lentamente o braço de minha cintura e se levanta. Abro os olhos e vejo-o ir para o banheiro. Enfim solto o ar de ansiedade preso no peito.

— Te acordei? — Sua voz me pega de surpresa. Olho-o parado na porta do banheiro e nego com a cabeça. — Podemos tomar café juntos? — Pergunta.

— Sim. — Respondo me levantando. — Só preciso resolver algo antes. — Digo saindo do quarto e indo até o quarto de Kenedi. Abro a porta e encontro-o jogado de bruços na cama. Caminho até ele e noto sua camisa suja de sangue. — De novo não! — Bufo cutucando-o. Ele se mexe e vira a cabeça me olhando de canto. — Aonde você estava?

— Preciso de mais dinheiro. — Responde e eu franzo o cenho. — Para hoje! — Conclui enfiando a cabeça no travesseiro.

— É isso? Sou somente um caixa eletrônico para você? — Bufo e ele não se mexe. — Se não me disser aonde estava, não lhe darei o dinheiro. — Ele enfim me olha, irritado.

— Bom... — Ele se levanta. — E se não me arranjar o dinheiro, todos ficarão sabendo do seu casamento falso. — Arregalo os olhos.

— Você não faria isso... — Ofego.

Ele pisca parecendo chapado. — Não, não! — Passa as mãos pelos cabelos. — Desculpe! — Se joga na cama novamente e eu sinto uma lágrima escorrer dos meus olhos.

Aonde fomos parar, Kenedi?

Justin Bieber

— Joseph Espinosa! — Digo e Scooter me olha, confuso. — Quero a ficha inteira desse cara. Desde o nome dos pais, até o tipo de sangue.

— Quem é esse cara? — Pergunta.

— O cara que estava com Melissa ontem. — Respondo e ele assente digitando algo em seu celular.

— Precisamos de algo que acabe com as especulações, depois dessa foto deles. — Scooter resmunga. — Como foi com o buquê?

— Nada bom. — Resmungo. — Mas, tomei café com ela hoje. — Informo. — O que já alivia um pouco para os empregados da casa.

— Não é suficiente. — Ele rebate. — Precisamos de algo em público e famoso. — Ele me olha, pensativo. — Já sei... — Franzo o cenho. — A festa de comemoração da empresa. Você levará sua esposa e todos verão como são felizes.

— Para onde irão me levar? — A voz doce da ruiva chama nossa atenção e me deparo com a mesma na porta da sala do escritório.

— Mel...

— Festa de comemoração da empresa. — Scooter responde. — Assim serão vistos juntos e acabará com as polêmicas.

— Podemos conversar? — A ruiva me pergunta e eu assinto, fazendo sinal para o homem que se levanta, retirando-se. — Preciso de um adiantamento. — Diz.

— Já?

— Sim.

— Para que?

— Te falei que quero recuperar a lanchonete, então...

— Tudo bem. — Sorrio fraco. — Vamos recuperar seu patrimônio. — Ela sorri meigamente e eu pego o talão de cheque. — Me dará a honra de sua companhia hoje na festa? — Pergunto e ela assente, mordendo o lábio.

Melissa Andrews

— Estou atrasada, me desculpe! — Digo me sentado em frente as Joseph. — Tive que resolver umas coisas.

— Tudo bem. — Ele sorri e eu devolvo. — Então, estive pensando... — Ele começa e eu me perco em pensamentos. Observando sua boca carnuda e rosada. — Está me ouvindo? — Pisco acordando do transe.

— Me distrai. — Desvio o olhar e suspiro.

— Gosta do que vê? — Pergunta maliciosamente e nossos olhares se fixam. Sorrio desajeitada e ele molha os lábios. — Posso te dizer uma coisa? — Arregalo os olhos, engulo em seco e assinto. — Eu estou morrendo de vontade de beijar sua boca novamente e só não faço isso por respeito a você e ao seu casamento. — Abro a boca surpresa e sinto minhas bochechas queimarem.

— Eu... Eu...

Ele sorri. — Não precisa dizer nada. — Interrompe-me. — Vamos voltar para os negócios! — Assinto nervosa. — Como eu ia dizendo... — Minha respiração está acelerada. — Pensei em conversar com o proprietário primeiro e depois envolvê-la na questão.

— Confio em você! — Respondo. — Até porque minha relação com ele não foi uma das melhores. — Ele faz anotações em um papel. — Eu espero que ele... -Minha voz é interrompida por vozes altas e o som de vidro quebrando. Olho pela janela da lanchonete e vejo Kenedi brigando com uns homens desconhecidos. Ofego e me levanto rapidamente, correndo para fora da lanchonete. — Kenedi? — Grito e ele me olha, assustado.

— Mel...

Um homem tatuado aproveita sua distração e golpeia com um soco no rosto que o faz cair no chão. Vejo-o se aproximar para agredi-lo mais e me coloco em sua frente. — Não toque em meu irmão! — Grito e o homem rir debochado acompanhado dos outros.

— Então o garotinho tem uma irmãzinha? — Ironiza. — Até que é gostosinha, essa vadiazinha! — Olha-me de cima abaixo.

— Nem pense em tocar nela! — Ken diz com dificuldade tentando se pôr de pé. — Mel, sai daqui!

— Não. — Grito e o tatuado se aproxima mais, erguendo sua mão para tocar meu rosto. Fecho os olhos com nojo e abro novamente quando não sinto seu toque. Arregalo os olhos ao ver Joseph segurando a pulso do tatuado, afastando sua mão.

— Se alguém ousar se aproximar, eu ligarei para polícia. — Os homens gargalham. —Tenho tudo gravado e lesão corporal é crime! — O tatuado puxa a mão e revira os olhos.

— E você quem é?

— Advogado criminalista, Espinosa! — Responde e os homens se afastam, assustados. — Se não quiserem pegar vários anos de cadeia, aconselho não debater com um advogado. — O tatuado e os outros dão as costas e saem sem dar mais nenhuma palavra.

Me abaixo e ajudo Kenedi se levantar. Joseph pega o braço do garoto e coloca sobre meu ombro, me ajudando a mantê-lo em pé. — Obrigada! — Resmungo.

— Eu deixo vocês em casa! — Rebate e eu assinto.

***

— Então é aqui que você mora! — Joseph resmunga olhando em volta, assim que deixamos Kenedi no quarto.

— Sim.

— Moro duas ruas daqui. — Resmunga sorrindo e eu devolvo. — Bom... Vou embora antes que seu marido chegue e entenda errado. — Informa enquanto acompanho-o até a porta.

— Me desculpe por você ter se envolvido nisso! — Digo envergonhada. — E muito obrigada por tudo. — Ele assente e me estende a mão. Eu nego e pego sua mão, me jogando em seus braços e abraçando-o.

Ele me deixa tão em paz!

Ele se retém no início, mas logo envolve minha cintura e devolve o abraço. Me afasto e olho em seus olhos. — É falso! — Digo sorrindo e ele franze o cenho, confuso. — Meu casamento é falso. — Informo e lhe dou as costas, indo correndo para o quarto.

Justin Bieber

Abro a porta do quarto e me deparo com o espaço vazio. Franzo o cenho e saio, caminhando em direção ao quarto de Milena. Bato na porta e ela abre rapidamente. — Boa noite!

— Justin! — Ela sorri.

— Sua irmã está aí? — Pergunto.

— Quarto errado! — Brinca apontando para o quarto de irmão. — Acho que ele se envolveu em encrenca de novo.

— Como assim?

— Uma hora ela irá te contar. — Responde fechando a porta. Arqueio o cenho e caminho até o quarto de Kenedi, bato na porta e abro a mesma. Me deparo com a ruiva deitada na cama, abraçada ao irmão. Caminho até eles e fixo meus olhos no cheque sobre a cômoda.

— O dinheiro não era para ela. — Resmungo baixo vendo minha assinatura no papel. Ela se mexe na cama e eu me afasto.

— Justin? — Chama atraindo meu olhar.

— Estava te procurando. — Digo. — Para irmos ao evento, mas se estiver indisposta, não...

— Estou bem! — Ela me interrompe. — Vou apenas tomar um banho e me arrumar. — Completa se levantando e saindo do quarto. Olho para o garoto e noto hematomas por seu corpo.

O que você está enfrentando, Mel?

***

Guio Melissa até dentro do salão de festa e todos os olhos são atraídos para nós. Olho para ruiva e sorrio. Ela traja um vestido dourado, combinando com meu terno, seus cabelos estão soltos, sua boca rosada e seu perfume toma conta de meu olfato. — Você está linda! Todos não tiram os olhos de nós. — Ela sorri.

— Você também.

Solto seu braço e me posiciono atrás de seu corpo, abraçando sua cintura e deixando com que os fotógrafos tirem fotos. Ela sorri meigamente enquanto os flashes não param. Viro-a para mim e puxo-a pela cintura. — Olhe para mim... — Resmungo enquanto eles tiram fotos e mais fotos. Os flashes acabam e ela se vira, olhando ao redor. — Quer uma bebida? — Pergunto e ela assente. Caminho até o bar. — Duas taças de vinho branco, por favor! — O Barmen assente e me serve.

Volto para perto da ruiva e noto seus olhos fixados em algo. Sigo seu olhar e me deparo com o homem da foto. Ele devolve o olhar e vejo o desejo em seus olhos. Por um momento, sinto uma raiva preencher-me. — Preciso te apresentar as pessoas. — Digo perto de seu ouvido e atraindo sua atenção.

— Ah. — Resmunga me olhando. Lhe estendo a taça de bebida e ela pega. — Vamos lá! — Lhe ofereço o braço e ela aceita. Olho para o homem e ele abaixa a cabeça, decepcionado.

— O que ele faz aqui? — Cochicho e ela arregala os olhos.

— Não faço ideia! — Responde. — Você quem deveria saber. A festa é da sua empresa. — Diz.

Melissa Andrews

Perdi as contas de quantas pessoas o Justin me apresentou e não gravei o nome de nenhuma. O loiro conversa empolgadamente com as pessoas e eu me sinto deslocada. — Com licença... — Resmungo para o mesmo. — Vou ao banheiro! — Digo baixo.

— Quer que eu te leve? — Pergunta e eu nego. Ele assente e eu me afasto, procurando o banheiro.

Adentro um corredor tranquilo e vejo uma porta com a imagem de uma boneca. Abro a porta e paro em frente ao espelho, olhando-me. Ligo a torneira e molho a mão, passando no pescoço e testa. — Porque estou tão nervosa? — Resmungo sozinha. Desligo a torneira e fecho os olhos. Ouço a porta abrir e fechar. Abro os olhos e me assusto ao ver Joseph vindo em minha direção. — Joseph... — Ele não me deixa finalizar. Agarra minha nuca e sela nossos lábios em um beijo urgente.

Sua língua pede passagem e eu cedo. Sua outra mão envolve minha cintura e me suspende, colocando-me sobre a pia e adentrando o meio das minhas pernas. De repente, eu esqueço do mundo todo lá fora.

— Que porra é essa aqui? — Um grito nos separa. Justin está na porta nos olhando, irritado.

— Justin... — Ele não me deixa terminar a frase, se aproxima e pega Joseph pela gravata, desferindo um soco em seu rosto. O homem segura o queixo e respira fundo, partindo para cima do loiro, revidando. — Parem com isso! — Grito descendo da pia e tentando separar.

— Saia Mel! — Justin grita.

— Que direito tem de fazer isso? — Joseph grita e o loiro parte para cima. — O casamento de vocês não é verdadeiro.

— Que merda está falando? — Justin grita e me olha. Eu arregalo os olhos, nervosa. — Saia Mel!

— Não! — Grito de volta. — Parem com isso!

— Que barulho é esse? — Outra voz soa e eu olho para porta, notando Scooter. — Que porra estão fazendo?

— Scooter, graças a Deus! — Resmungo. — Por favor, tire o Justin daqui. — Peço e ele se aproxima do loiro.

— Você vai comigo! — Justin grita.

— Não, ela não vai. — Joseph revida. — Ela não é nada sua. — Diz provocando e o loiro parte pra cima, sendo segurado por Scooter.

— Justin, controle-se. Alguém vai vê-los! — Scooter pede. — Melissa, por favor, venha com ele e evite mais confusão.

Suspiro. — Tudo bem!

Scooter puxa Justin para fora do banheiro. — Vamos sair pelos fundos. — Scooter diz e assinto voltando a olhar para Joseph.

— Desculpe!

— Qualquer coisa me liga! — Joseph diz pegando minha mão e eu assinto. Ouço o loiro gargalhar debochado.

— Cala a porra da boca, cara! — O loiro diz. — Ela é minha esposa, ouviu? Minha esposa, quer você queira ou não. — Finaliza e eu saio do banheiro.

Justin Bieber

— Caralho, Melissa! — Grito irritado assim que adentramos o quarto. — Você percebe o que fez? — Ela revira os olhos. — E se alguém visse vocês?

— Chega! — Ela grita. — Você já fez show demais hoje! Não estamos mais na frente de ninguém, não precisa encenar mais. — Diz se sentando na cama e tirando os saltos.

— Encenar? — Gargalho. — Você contou para aquele fodido que nosso casamento é falso!

— Assim como você contou pra sua amante. — Revida e eu sinto a raiva aumentar mais. Respiro descompensado.

— Ele estava te beijando, porra! — Grito. — Sabe-se lá o que vocês fariam se eu não chegasse ali. — Ela me olha, confusa.

Porque estou tão irritado?

— Faríamos exatamente o que está pensando. — Cospe as palavras me pegando de surpresa. — Eu te disse que a segunda seria com um homem de verdade que me valoriza. — Completa e eu sinto meu sangue queimar.

— Você é minha esposa! — Digo sem pensar e ela arqueia o cenho, irônica. — Minha esposa!

— Lembrou-se disso agora? — Debocha e eu mordo o lábio.

Sua audácia me excita.

— Lembrei! — Digo me aproximando da mesma e seu olhar de deboche muda para susto. — E farei você se lembrar disso também. — Pego seus braços e suspendo-a. Envolvendo sua cintura e selando nossos lábios em um beijo doce. Ela reluta, mas cede em seguida, subindo suas mãos para minha nuca e envolvendo meu pescoço.

Notas finais
Quem ai chuta o que vai acontecer? Palpites!