United By Need
1 Gatinha Raivosa
Notas iniciais

Justin Bieber
Segundo matéria, o sócio de Justin Bieber, Scooter Braun, deu um ultimato para suas atitudes, após o mesmo ser preso por dirigir fazendo uso de bebidas alcoólicas. Ele acrescentou dizendo...
“Ou nós desistimos e eu deixo você tentar encontrar uma vida normal ou você percebe que é assim e que nós temos que continuar lutando”
— Sério, Scooter? — Bufo olhando-o. — Foi isso que disse a revista? — Jogo a mesma no chão. — Cara, você pareceu meu pai falando sobre mim e o quanto eu pareço imaturo para assumir minha vida.
— Mais você é, Bieber! — Scooter responde. — Você começou essa vida cedo demais, não teve tempo de aproveitar sua vida jovial com aventuras e quer fazer isso agora. — Suspira. — Só que agora não é mais o momento.
— Cuidar da minha empresa não me abdica de viver minha vida. — Resmungo me aproximando da mesa de bebidas e pegando um uísque. — Não tenho culpa se você vive para o trabalho.
— Eu vivo minha vida. — Ele diz enquanto beberico do meu copo de bebida. — Mais diferente de você eu sei como viver, sem ter que mostrar para aqueles de fora que eu não sou um bom exemplo. — Fecho os olhos controlando o misto de sentimentos.
— O que quer que eu faça? — Grito. — Quer que eu me tranque em casa e viva com medo do que os outros vão pensar?
— Quero que você mostre que é um bom exemplo para mandar em sua empresa. — Devolve. — Ao contrário, como você acha que seus funcionários irão lhe respeitar?!
— Certo. — Bufo. — Darei meu melhor para ficar longe de problema. — Bebo o ultimo gole da bebida.
— Não é só isso.
Suspiro e coloco o copo vazio sobre a mesa. — Qual a bomba então? — Sento-me de frente para o mesmo.
— Os acionistas querem que você prove que pode mudar. — Franzo o cenho. — Eles optaram por você se casar...
— Ca... O que? — Exaspero.
— Isso mesmo. — Responde. — Eles acham que você estando em uma união estável, você provará para todos que pode ser um homem sério e claro se escolher uma boa noiva, pode até mudar seus pensamentos sobre a vida.
— Você só pode estar brincando. — Debocho. — Você sabe que não fico com a mesma mulher por muito tempo, quem dirá casar. — Gargalho.
— Bom... Essa é a condição deles para continuar investindo. — Completa. — É pegar ou largar!
Melissa Andrews
— Mesa 7, está chamando. — Ted diz apontando para um casal que acena para nós. Respiro fundo e assinto.
— Em que posso ajudar? — Digo assim que me aproximo da mesa. A mulher tem os cabelos loiros e um sorriso de sedução. O homem um rosto bonito, difícil de se esquecer, com sua barba por fazer e os lábios carnudos.
— Eu quero uma água tônica. — A mulher diz e eu anoto no caderno sem tirar os olhos do homem, que também me encara. — E você, meu amor? — A loira pergunta atraindo o olhar do homem.
— Eu... — Ele aperta os olhos olhando meu crachá. — Eu quero um café, Melissa! — Arregalo os olhos. — É melissa, não é? — Assinto sorrindo.
— O que está esperando? — A mulher pergunta irritada. Pisco recuperando o censo e me afasto até o balcão.
— Uma água tônica e um café para mesa 7. — Resmungo para Ted que assente e pega tudo colocando na bandeja e me entregando novamente. Respiro fundo e volto até a mesa. — Com licença! — Digo servindo-os. — Açúcar ou adoçante? — Pergunto para o homem que sorri para mim.
— Açúcar, obrigado!
Estou prestes a responder, quando olho para porta da lanchonete e avisto minha irmã, Milena. Meu estomago revira deduzindo o que ela esteja fazendo aqui. Sorrio para o homem e me afasto em direção a mesma.
— O que está fazendo aqui? — Falo baixo.
— Podemos ir lá fora?
— Milena, eu já te disse para não vim no meu local de trabalho. — Bufo pegando-a pelo braço e levando-a para fora. — O que foi dessa vez?
Ela se solta do meu aperto. — Qual é, irmã?! — Bufa. — Não precisa isso. — Resmunga.
— Fala de uma vez o que você quer.
— Keneti e eu, precisamos de dinheiro. — Diz e eu gargalho. — Qual a graça? — Ela grita.
— Por acaso eu tenho cara de banco? — Exaspero. — Eu já disse a vocês. São meus irmãos mais novos, mais já estão bem grandinhos para procurarem um trabalho e ganharem o dinheiro de vocês. — Ela revira os olhos. — Eu não posso nos sustentar sozinha. Sabe quando foi a última vez que eu comprei algo para mim? — Grito.
— O que quer que eu faça? — Grita de volta. — Que eu vire uma garota de programa? Que eu venda drogas?
— Quero que você procure um trabalho. — Respondo. — Vocês dois são capazes disso!
— Você é quem deveria arranjar um trabalho melhor e que ganhasse mais. — Debocha.
— Sai daqui! — Peço calmamente.
— Vai nos dar o dinheiro?
— Não! — Grito dando-lhe as costas e caminhando para os fundos da lanchonete. Passo as mãos pelos cabelos, irritada. — Estou cansada de aguentar tudo sozinha. — Resmungo sozinha.
— Sou um ótimo ouvinte. — Uma voz diz atrás de mim e grito de susto. — Desculpe. — Viro-me e vejo o homem da mesa 7.
— Pensei que estava sozinha. — Resmungo me recompondo. — Desculpe pela cena! — Sorrio.
— Está tudo bem? — Pergunta e eu assinto. Uma voz fina chama nossa atenção. — Sei que já pedi desculpas, mas me desculpe por isso também... — Franzo o cenho e ele se aproxima pegando meu rosto com as mãos e depositando um selinho em meus lábios.
— O que está acontecendo aqui? — Um grito estridente nos separa. — Joseph! — Engulo em seco olhando para loira, que solta fogo pelos olhos.
— Não posso me casar contigo. — O homem diz me abraçando de lado e me deixando desconfortável. — Não quis falar lá dentro, mas estou namorando essa bela moça.
Olho-o com os olhos arregalados e ele pisca. Não entendo muito bem o porquê da mentira, mas decido ficar quieta. — Eu preciso entrar! — Resmungo.
— Claro, meu amor! — Ele diz.
— Você está namorando uma garçonete? — A loira grita ironicamente. — É muito humilhante! — Completa ativando a fúria que já estava dentro de mim.
— Humilhante? — Rio olhando-a. — Humilhante é você implorar para ficar com um homem que claramente não lhe quer e prefere mil vezes a garçonete do que a vaca ambulante. — Ela arregala os olhos e escuto o homem gargalhar. Dou-lhe as costas e caminho até a porta.
— Acha que isso vai ficar assim? — Grita e sinto suas mãos em meus cabelos, puxando-me para trás. Num instinto de defesa, dou um giro, ficando de frente para mesma e soco seu estomago.
— Ei, parem com isso! — O homem grita, ficando entre nós duas e tentando separar. Avanço sobre ele e agarro os cabelos da loira. Ela grita e com uma das mãos livre, desfiro um tapa em seu rosto.
Justin Bieber
— Podemos organizar uma seleção com as mulheres que você já se relacionou e você pode escolher uma. — Scooter diz enquanto observo as paisagens pela janela do carro. — Claro que tudo no sigilo. — Ele me mostra um tablet com fotos das garotas.
— Só fiquei com elas no máximo umas duas vezes. — Resmungo.
— Melhor ainda. — Diz. — Soltamos fotos de vocês juntos e assumimos o namoro, enquanto organizamos o casamento. — Planeja. — Você se tornará o apaixonado incurável.
— Nenhuma delas mexeu comigo de verdade.
— Mais pelo menos vocês já se conhecem e tem uma certa intimidade. — Devolve e eu bufo.
— Scooter, se eu não conseguir ficar com elas mais vezes é porque elas não tinham nada de fascinantes para isso. — Solto. — Se eu sou forçado e me casar, quero que seja com alguém diferente e interessante.
— Você está complicando! — Desliga o tablet, irritado. —Aonde acharemos uma mulher que te agrade e ainda por cima que aceite se casar. — Suspira. — Essas pelo menos sabemos que daria tudo para ficar contigo.
— Não há nada que o dinheiro não compre. — Respondo voltando a olhar para fora pela janela. — Pare o carro! — Grito ao ver a cena. O motorista freia de vez.
— O que houve? — Scooter pergunta assustado.
— Você perguntou aonde acharíamos uma mulher que me agrade... — Resmungo sorrindo, olhando para ruiva que tenta com todas as formas destruir com uma mulher loira. — Lá está!
— Aquela loira? — Pergunta.
— Não. — Sorrio admirado.
— A garçonete?
— Sim.
— Mais é uma garçonete, ninguém a conhece e parece não ter um pingo de educação. — Diz.
— Ótimo que ninguém a conheça. — Respondo. — Ela parece uma gatinha raivosa. Isso me agrada. — Olho-o sorrindo. — Uma vida sem monotonia. — Completo.
Melissa Andrews
— Tira essa vadia de cima de mim, Joseph! — A loira grita e eu me afasto do homem, apenas para dar a volta por ele e chegar exclusivamente na mulher.
— Vou lhe mostrar quem é vadia! — Grito chutando-a. Ela se contorce de dor e eu avanço sobre a mesma.
— Melissa, o que está fazendo? — Ouço Ted gritar, mais não penso suficiente para parar. — Alguém para essas duas! — Ele grita.
Vejo o tal de Joseph pegar a loira por trás de tirar de perto de mim. Quando penso em avançar novamente para cima deles, sinto meu corpo ser abraçado por trás e suspenso.
— Me deixe! — Grito me debatendo enquanto sou carregada para longe. — Me solte!
Meu corpo é colocado no chão e me viro de frente para pessoa. — Calma ai, gatinha raivosa!
Um homem extremamente lindo e bem vestido segura meus braços. Ele tem os olhos cor de mel, pele parda, cabelos na cor do ouro e os lábios rosados.
— Quem é você? — Resmungo empurrando-o com as mãos. O que é em vão, pois continua me segurando.
— Justin Bieber. — Responde finalmente me soltando e estendendo sua mão. — Seu futuro esposo! — Arregalo os olhos.
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