Notas iniciais
Vocês pediram tanto, que aqui está o segundo capitulo! Não esperava toda essa repercussão! Obrigada!

Passo os olhos por seu corpo inteiro e abro um sorriso debochado. — Você está drogado? — Pergunto, me afastando.

— Como? — Molha os lábios retribuindo o sorriso.

— Eu nem te conheço, cara! — Dou-lhe as costas. — Realmente esse dia está muito louco. — Resmungo sozinha.

Uma mão pega meu braço e meu corpo é girado. — Eu não acabei de falar. — O loiro diz olhando dentro dos meus olhos.

— Mas eu, sim! — Puxo meu braço. — Cai fora! — Bufo me afastando. Sinto-o me seguindo a cada passo que dou. Alcanço o celular no bolso e estendo –o no rosto do mesmo. — Vou ter que chamar a polícia?

— Olha, vamos ser diretos... — Ele pega o aparelho das minhas mãos. — Eu preciso de uma esposa e você... — Ele corre os olhos por meu corpo. — Precisa de dinheiro!

Fecho os olhos e rio debochada. — Está tão difícil assim achar alguém que te queira? — Debocho tentando pegar meu celular de volta.

— O que? Não! — Exaspera estendendo o aparelho no alto. — Posso ter a mulher que quiser.

— E o que está procurando aqui?! — Pulo pegando o objeto de suas mãos. — Está perdendo tempo.

— Preciso de alguém de fora do meu meio social. — Resmunga e eu reviro os olhos. — Pense por um segundo... — Ri. — Acha mesmo que continuará no seu emprego depois desse escândalo? — Se aproxima. — Acho que precisará de um novo emprego!

— Então é isso que considera um casamento? Um negócio? — Cruzo os braços. — O que procura não está aqui. — Me aproximo também. — E da minha vida, cuido eu! — Ele morde o lábio me causando calafrios.

— Tudo bem! — Estende as mãos em forma de rendição. — Mas, se mudar de ideia... — Coloca a mão dentro do bolso da calça, pegando um cartão e jogando dentro do bolso do meu avental. — Pode me ligar!

Sem me dar tempo de reagir, ele me dá as costas e caminha de volta para sua Ranger Reouver preta de vidros fumê. Ele não ousa olhar para trás, confiante em seus passos. Adentrando seu veículo, ele some na estrada.

— Melissa Andrews! — A voz rígida de Ted soa em meu ouvido. Viro-me ficando de frente para o mesmo, que solta fumaça pelos ouvidos. — Você me decepcionou! — Exaspera.

— Ted, ela...

— Não quero ouvir. — Interrompe. — Eu sempre te disse. O cliente sempre tem razão. — Diz e avisto a loira sair da lanchonete com um sorriso no rosto.

— Me desculpe! — Digo para Ted.

— Senhor, não precisa... — O tal do Joseph se aproxima, mas para assim que a mulher lhe segura pelo braço.

— Infelizmente, não tenho alternativa. — Olho para Ted, praticamente pedindo misericórdia.

— Ted! — Resmungo.

— Você está demitida! — Diz me dando as costas e adentrando o comércio. Olho para loira que sorri vitoriosa enquanto o homem ao meu lado me passa o olhar de arrependimento. Respiro fundo e adentro o espaço, deixando-os para trás.

Estava tudo indo bem e em um dia apenas, tudo desabou.

Corro para o banheiro dos funcionários e deixo meu corpo cair sobre o banco. Inspiro, expiro, tento me acalmar. Levanto-me, arrancando o avental e pego minhas coisas no armário.

Preciso sair daqui!

Justin Bieber

— O que ainda quer aqui, Bieber? — Scooter pergunta assim que o carro volta a estacionar em frente a lanchonete. — A garota já não te deu um fora?!

— Ela só precisa de um empurrão. — Brinco.

— Qual?

— Ela precisa de dinheiro e com certeza foi demitida depois do escândalo. — Respondo observando pela janela.

— E o que te garante que ela irá te aceitar somente por isso? — Balbucia. Não respondo. Meus olhos se deparam com a imagem da ruiva saindo do estabelecimento. Irritada e com uma mochila nas costas.

Abro a porta assim que ela chega próximo. — Quer uma carona? — Pergunto fazendo-a se assustar e me olhar, abismada.

— Você não tem o que fazer? — Exaspera. — Não tinha ido embora? — Reclama e eu rio.

— E aí? Carona?

— Cara, isso já está chato. — Bufa. — Larga do meu pé, por favor! — Resmunga se afastando. Gotas começam cair do céu e eu faço sinal para o motorista dar a ré vagarosamente.

— Tem certeza que quer se molhar? — Pergunto e ela me olha, irritada. — Tudo bem! — Dou de ombros e ameaço fechar a porta do carro.

— Tá bom! — Ela grita pegando a maçaneta. — Mas, sem gracinhas! — Ordena adentrando o veículo e fechando a porta.

— Esse é Scooter, meu sócio! — Apresento apontando para o mesmo. Ela assente estendendo a mão timidamente.

— Prazer! — Scooter responde, retribuindo seu cumprimento. — E você? Como se chama? — Ele pergunta.

— Melissa Andrews! — Responde me olhando, desconfiada. — Pode me deixar na estação de metrô mais próxima! — Diz.

— Preciso passar em um lugar primeiro. — Informo e ela suspira, me parecendo assustada.

Melissa Andrews

O carro para em frente a um enorme e luxuoso prédio. O loiro abre a porta, descendo do mesmo e me encarando. — Vem comigo! — Ordena.

— Porque eu iria contigo? — Resmungo. — Olha, não te conheço e não confio em você!

Ele ri. — Então não deveria ter entrado em meu carro, não acha?! — Arregalo os olhos. — Não vou te fazer mal. Venha!

Reviro os olhos e desço do veículo. Passo os olhos pelo local e fico abismada com o tamanho do espaço. — Aonde estamos? — Pergunto enquanto o sigo para um elevador.

— Na minha empresa! — Responde apertando o botão do último andar. As portas se fecham e em minutos chegamos a um luxuoso escritório com paredes de vidro e visão de toda Nova York.

— Não sabia que tinha uma empresa. — Resmungo.

— Você nunca ouviu falar sobre mim na internet? — Ri me olhando abismado.

— Não tenho tempo para ficar em internet. — Respondo. — Isso não paga minhas contas. — Dou de ombros. — Mas, porque estamos aqui? — Olho ao redor.

— Queria que você conhecesse... — Ele se apoia na mesa gigante e cruza os braços me olhando. — O meio que você fará parte se aceitar minha proposta. — Completa.

Rio. — Porque está insistindo nisso? Você não me conhece, não sentimos nada um pelo outro. — Reviro os olhos.

— Exatamente. — Responde e eu franzo o cenho. — Não nos conhecemos e nem precisamos. O que já nos ajuda a manter uma relação estritamente profissional. E sobre não sentirmos nada... — Ele se aproxima. — Mais um ponto positivo! — Pisca. — Nos ajuda a não colocar nada a perder.

— Por que eu? — Pergunto.

— Porque você preenche os requisitos... — Sinto sua respiração em meu rosto. — Desconhecida do meio dos tabloides, totalmente diferente das mulheres que estou acostumado, o que me impede muito de me aproximar e me interessar... — Abro a boca ofendida. — E o principal, precisa muito de dinheiro.

— Você me chamou de desinteressante? — Bufo olhando-o nos olhos. Seu cheiro amadeirado causa tontura.

— Não me leve a mal. — Sorri. — Sei que deve haver alguém que te considere atraente. — Lambe os lábios. — Você só está fora do meu padrão preferido de mulheres.

— Não sabe como fico aliviada com isso. — Devolvo no mesmo tom. — Seria muito humilhante para você, eu ter que dar um fora. — Debocho fazendo careta.

— Então, o que me diz da proposta? — Sinto sua mão pegar em minha cintura e eu reviro os olhos. — Não tem nada a perder, somente a ganhar!

— Preciso de tempo. — Me afasto.

— Ok. — Ele bufa indo até a mesa, pegando uma caneta, rabiscando em um papel e me estendendo o mesmo. — Talvez isso te faça pensar com mais carinho. — Caminho até o mesmo e pego o papel nas mãos.

— Isso... — Engasgo. — Isso é muito! — Completo olhando para o cheque em minhas mãos.

— Pode haver mais desses se aceitar a proposta. — Pisca. — Nunca mais precisará trabalhar.

Olho-o abismada. — Porque precisa tanto fazer isso? — Ele morde o lábio e se senta na mesa.

— Consequências de más escolhas. — Responde coçando a testa. — Mais detalhes, apenas se aceitar o acordo. — Ele aproxima sua mão de um telefone e aperta uma tecla. — Meu motorista te levará aonde quiser ir. — Abre a tela do computador. — Tem meu número, caso pense com carinho.

***

O carro some assim que me deixa em frente à minha pequena casa. Respiro fundo e caminho para dentro da mesma. Assim que abro a porta, encontro tudo revirado na sala. Arregalo os olhos e fecho a porta silenciosamente. Jogo minha mochila no chão. Aproximo-me de um vaso de planta e pego o mesmo, utilizando-o como arma.

— Milena? Keneti? — Chamo e um silêncio paira. — Vocês estão aí? — Minha voz está tão trêmula que falha.

— Mel... — A voz baixa do Keneti soa nos fundos da casa e eu corro em sua direção. Ele está com o rosto machucado deitado na cozinha.

— Ai meu Deus! — Jogo o vaso no chão e agarro seu corpo no chão. — O que aconteceu?

— Ele está devendo dinheiro a agiota! — A voz de Milena soa atrás de nós e a olho. Ela parece assustada, mas não vejo ferimento.

Me levanto e corro até ela. — Você está bem? — Ela assente. — Graças a Deus! — Abraço-a.

— Me desculpe! — Keneti diz seguido por uma tosse seca. — Achei que conseguiria o dinheiro!

— Como se envolveu nisso? — Resmungo me reaproximando dele e ajudando-o a se levantar.

— Perdi o controle. — Responde.

— Milena, me ajude aqui! — Peço e ela corre ajudando-o apoiar em seu ombro enquanto eu apoio do outro lado e levamos para o sofá na sala.

— Não vamos pôde ficar mais aqui. — Milena diz nervosamente. — Eles ameaçaram voltar!

— Pegue o kit de primeiros socorros no banheiro. — Peço e ela bufa, obedecendo. — De quanto precisa?

— 500...

— Mil? — Arregalo os olhos e ele assente. — Para que você precisou desse dinheiro todo?

— Juros por demora no prazo de pagamento. — Responde e eu me levanto, passando as mãos pelos cabelos.

— Aqui está! — Milena volta com o kit nas mãos e nota meu nervosismo. — Mel? — Chama e eu a olho, segurando as lágrimas. — Conseguiremos dar um jeito, não é?

Suspiro e passo a mão pelo pescoço. — Farei meu melhor! — Respondo tentando tranquiliza-la.

— Desculpa! — Keneti diz.

— Tudo bem! — Pego a mochila novamente. — Milena, cuide dos ferimentos dele. — Ordeno.

— Aonde você vai? — Ela pergunta.

— Nos livrar disso! — Respondo sem dar tempo de reação e saindo da casa.

Justin Bieber

— Os acionistas querem uma resposta! — Scooter diz enquanto digito o discurso da próxima reunião no notebook.

— Digam para terem paciência! — Resmungo sem tirar os olhos da tela. — Não é fácil casar de um dia para noite.

— Bieber, não acha que deve procurar outras opções? — Pergunta. — Está preso a uma garota só.

— Braun, diga a eles que até o fim de semana, eles terão a resposta deles. — Bufo nervoso.

— Diga a eles que você já tem uma resposta! — Uma voz doce e trêmula soa atraindo meu olhar. A ruiva olha para nós dois, parecendo ofegante. — Eu aceito ser sua esposa.

Fecho a tela do notebook e me levanto, pasmo com sua aparição. — Não pensei que levaria tão pouco tempo. — Brinco.

— Sem gracinhas! — Se aproxima, desafiante. — Eu aceito com condições. — Faço sinal com a mão para que prossiga. — Primeiro, nada de contato físico, como beijos, abraços.

— Ninguém irá acreditar se não houver contato. — Scooter diz interrompendo-a. Ela revira os olhos.

— No máximo segurar não. — Responde e eu rio. — Segundo, meus irmãos irão morar comigo aonde eu for. — Dou de ombros. — Terceiro, isso permanecerá por apenas um ano. Nem mais, nem menos!

— Justo. — Caminho em sua direção. — Tenho uma regra a acrescentar... — Ela assente e eu lhe estendo a mão. — É proibido que se apaixone por mim! — Digo e ela gargalha.

— Você realmente não consegue ser modesto, não é? — Debocha e eu pisco, provocando-a. Ela balança a cabeça rindo e pega minha mão. — Eu jamais me apaixonaria por você. — Aperta.

— Fechado!

Notas finais
Trailer - https://www.youtube.com/watch?v=RXhbmJ9lOvk