United By Need
3 Fotógrafos
Notas iniciais

Melissa Andrews
— Primeiro, temos que colocar vocês dois em ocasiões aonde sejam basicamente pegos no flagra. — Scooter diz anotando algo no papel. — Precisamos de fotos dos dois juntos. Criando um relacionamento. — Justin assente. — E com um mês podemos fazer o casamento.
Arregalo os olhos. — Um mês? — Exaspero. Ambos me olham. — É muito tempo! — Dou de ombros.
— Não sabia que estava tão ansiosa assim para se casar comigo. — O loiro brinca e eu reviro os olhos.
— Apenas, quanto mais rápido fizermos isso, mais rápido iremos acabar. — Respondo e ele pisca debochadamente.
— Se anteciparmos muito, o pessoal pode desconfiar. — Scooter diz. E eu mordo o lábio nervosamente.
A segurança dos meus irmãos não pode esperar muito.
— Posso inventar uma história. — Justin diz me olhando, percebendo meu nervoso. — Sou bom em dar um jeito. — Tranquiliza-me. — Posso dizer que optei por resguardar meu querido relacionamento para proteger a imagem da minha noiva por conta das manchetes.
— Sendo assim, podemos começar as programações, amanhã! — Scooter diz. — Você está livre, Melissa? — Assinto. — O que acham de vocês serem visto numa loja de vestidos de noiva?
— Pra atrair já uma especulação! — Justin completa. — Melissa, amanhã irei te buscar para irmos ao Central Park! — Informa. — Esteja pronta às 10 horas.
— Acho que antes de mais nada, vocês precisam trocar os números telefônicos para manter contato. — Scooter diz me estendendo a mão. Franzo o cenho. — Me dê seu celular! — Resmunga e eu alcanço o mesmo no bolso da calça, entregando-o. Ele digita algo no mesmo e logo o telefone do loiro, toca. — Salvem!
Bieber, pega seu aparelho e me olha. — Eu te levo em casa! — Diz se levantando. Assinto pegando o celular das mãos de Scooter. — Scooter, faça uma planilha com datas e horários para nossos encontros.
— Bieber, sou seu sócio e não secretária! — O homem responde e o loiro se aproxima, tocando seu ombro amigavelmente.
— A ideia disso tudo, foi sua! — Ri se afastando e saindo da sala.
Justin Bieber
— Então, por que decidiu aceitar a proposta? — Pergunto para garota sentada no banco ao meu lado. Não ouso olha-la, concentro-me no trânsito.
— Tenho meus motivos. — Resmunga.
— Qual é?! Vamos nos casar! — Brinco e a olho, rapidamente. — Precisamos nos conhecer um pouco. — Ela dá de ombros. — Falou que tem irmãos. — Ela assente. — E seus pais?
— Morreram há cinco anos num acidente de carro. — Responde e volto a olhar para o trânsito.
— Sinto muito.
— E você? — Pergunta. — Tem família?
— Sim. — Respondo. — Minha mãe se chama, Pattie. Meu pai, Jeremy. — Sorrio lembrando dos mesmos. — E Jazmyn e Jaxon, meus irmãos caçulas!
— Milena e Kenedi! — Ela resmunga atraindo meu olhar. — Nomes dos meus irmãos caçulas. — Pode parar aqui! — Ela diz e eu freio em frente a uma casa grande e bonita. — Obrigada!
— Essa é sua casa? — Pergunto analisando a mesma pela janela.
— Não. — Responde. — Quarta depois dessa. — Sorri e eu procuro com os olhos, encarando uma casa pequena e simples. — Melhor parar aqui para evitar especulações. — Tira o cinto de segurança.
— É o que mais precisamos. — Rio. — Esqueceu que quanto mais formos vistos juntos, melhor para nosso acordo?!
— Não quero que meus irmãos saibam assim. — Responde praticamente implorando e eu levanto as mãos como sinal de rendição. — Obrigada!
— Amanhã esteja pronta às 10 horas! — Resmungo e ela assente, abrindo a porta do carro e saindo do mesmo.
Melissa Andrews
Adentro a casa e sou tomada pelo escuro e silêncio. A sala ainda está uma bagunça. Tranco a porta e acendo a luz. Cato os objetos jogados no chão e encaro o sofá sujo de sangue. Jogo a mochila sobre o mesmo. Respiro fundo e caminho até a cozinha pegando uma esponja e deposito detergente na mesma.
Estou realmente fazendo o que é preciso. Porém não sei se é o certo!
— Aonde foi? — Uma voz soa me pegando de surpresa. Encaro a garota parada na escada me olhando desconfiada.
— Fui resolver nossa situação. — Resmungo me aproximando do sofá e limpando-o com a esponja. — Volte a dormir!
— O que você fez?
— Saberá no momento certo. — Respondo olhando-a. — O que importa é que vou nos tirar dessa situação.
Ela bufa e sobe as escadas, deixando-me sozinha novamente. Suspiro e me jogo no sofá, passando as mãos pelo rosto. Encaro a mochila ao meu lado e pego a mesma. Procuro entre os bolsos e enfim acho o papel de cheque. Uma lágrima ameaça descer de meus olhos e a sugo de volta.
Eu adoraria tanto não está sozinha nisso. Mas, seja forte, garota!
Levanto-me e apago as luzes. Subo as escadas e caminho até o quarto do garoto. Abro a porta vagarosamente e observo-o dormir tranquilamente. Aproximo-me do seu corpo e toco o mesmo, carinhosamente. Ele abre os olhos, assustado, mas respira aliviado quando me vê.
— Espero que faça a coisa certa! — Resmungo baixo lhe estendendo o papel. Ele pisca sem entender e pega o mesmo de minhas mãos.
— Como conseguiu isso? — Pergunta surpreso.
— No momento certo, saberá! — Resmungo. — Isso é o suficiente para pagar sua dívida?
Ele nega com a cabeça envergonhado. — Há outra dívida. — Abaixa a cabeça e eu suspiro.
— Vamos conseguir! — Digo alisando seus cabelos. — Volte a dormir. — Sorrio e ele assente.
— Obrigado!
***
O dia já amanheceu e eu mal dormi. Coloco os ovos em um prato e sirvo na mesa. Preparo um suco de morango e coloco tudo sobre a mesa. — Bom dia! — Milena diz se sentando na mesa.
— Bom dia! — Respondo. — E o Kenedi? — Pergunto.
— Não estava no quarto. — Responde. — Achei que estivesse aqui embaixo. — Reviro os olhos e pego meu celular sobre a mesa. Digito uma mensagem para o mesmo.
Aonde você se meteu? — Melissa.
Sento-me na mesa e tomamos café em silêncio. Meu celular vibra e antes que eu veja a mensagem, meus olhos focam no horário. Já são 09:30.
Não se preocupe comigo. — Kenedi.
Bufo e me levanto. — Preciso sair. — Informo a garota que apenas assente e não me olha. Dou de ombros e subo as escadas. Adentro meu quarto e corro para o banheiro. Tomo um banho rápido e visto uma roupa simples. Uma calça jeans, uma regata e um par de tênis. Penteio os cabelos, passo um perfume, um gloss nos lábios e pego uma bolsa.
Justin Bieber
Estaciono o carro em frente à casa e vejo a ruiva vim praticamente correndo em direção ao carro. Sorrio destravando a porta. — Estava ansiosa para me ver ou está fugindo de alguém?
— Bom dia! — Responde revirando os olhos e fechando a porta. — Podemos ir?! — Resmunga colocando o cinto.
Sorrio e assinto. Ligo o veículo e acelero. — Por que está nervosa? — Pergunto sem tirar os olhos do trânsito.
— Só não queria que ninguém me visse entrando no seu carro. — Responde e eu franzo o cenho.
— Esqueceu que quanto mais formos vistos juntos, mas real vai aparecer nosso conto de fadas?! — Brinco e ouço-a bufar. Ela fica em silêncio e aperto o lábio. — Consegue pegar esses papéis no banco de trás? — Peço e ela se desdobra, pegando-os.
— O que são? — Pergunta.
— Um contrato.
— Para mim?
— Scooter achou importante que fizéssemos isso. — Olho-a de canto de olho. — Pode ler com calma antes de assinar. — Ela me olha. — Aí tem todas nossas condições. — Ela assente olhando para os papéis. Poucos minutos em silêncio e estaciono em frente ao Central Park. Desço do veículo e arrodeio, abrindo a porta para garota. Ela arregala os olhos sem entender, mas retira o cinto e desce do mesmo. Travo o carro e olho em volta. Algumas pessoas nos encaram e eu sorrio. — Estamos no lugar certo! — Resmungo e ela me olha. — Vários fotógrafos escondidos entre os arbustos.
— Como eles sabiam? — Pergunta.
— Não sabiam. — Respondo. — Mais vivem disso e precisam estar em lugares movimentados para capturar flagras... — Sorrio para ela. — Como o nosso! — Lhe estendo a mão.
— O que...
— Precisamos parecer um casal. — Interrompo-a. Ela pisca e assente relutantemente me estendendo a mão e entrelaçando nossos dedos. A mão dela é macia como a pele de um bebê. Sinto uma sensação de conforto e pisco, olhando-a enquanto a mesma observa ao redor. Caminho vagarosamente enquanto ela me segue e aperta mais minha mão. Sorrio e me aproximo de um banco de madeira. — Depois iremos a uma joalheria. — Informo. — Para apresentá-la como minha noiva você precisa estar usando um anel.
— Não precisa ser nada caro. — Resmunga.
— Precisa ser real para que acreditem. — Respondo. — Depois iremos a uma loja de vestidos de noiva. — Olho em volta.
— E o que te garante que seremos fotografados lá? — Pergunta.
— Porque estamos aqui de mãos dadas. — Sorrio. — Especulações já foram levantadas entre eles e por isso irão nos seguir por onde formos. — Ela revira os olhos. Pisco e sinto meu celular vibrar no bolso.
Estamos recebendo milhares de ligações perguntando sobre a garota. Precisamos que pareçam ainda mais um casal. Tentem rir mais e se aproximar mais. — Scooter.
— Scooter acabou de me mandar uma mensagem. — Informo e ela me olha, assustada. — Todos querem saber quem você é. — Rio. — Vamos precisar parecer um casal apaixonado.
— Como?
— Sei que falou sobre não querer contato físico, mas será preciso em alguns momentos. — Digo e ela arregala os olhos. — Olhe para mim, como se estivesse apaixonada e eu faço o resto.
— O que? — Ela resmunga e eu solto sua mão, passando o braço em volta de sua cintura e puxando-a para perto do meu corpo. Ela abre a boca, surpresa e me olha assustada.
— Faça uma cara de apaixonada, não de assustada. — Sorrio. — Ou pelo menos sorria para mim. — Digo olhando dentro de seus olhos. Nossas respirações se misturam e sinto seu coração bater mais rápido.
Ela cheira bem e parece tão inocente. Será que nunca se apaixonou?
Vejo alguns flashes e sorrio ainda mais. Ela abre um leve e disfarçado sorriso e então eu subo minha outra mão para seu rosto, acariciando o mesmo e tranquilizando-a. — Agora vamos comprar seu anel. — Sussurro.
Melissa Andrews
Merda!
Ele parece tão doce quando está perto que nem parece ser o mesmo cara. Quando ele me agarrou e chegou tão perto, meu coração parecia querer sair pela boca. Respiro calmamente tentando me controlar e observo-o escolher um anel com a vendedora da joalheria.
— Deixe-me ver seu dedo. — Pede me acordando do transe. Aproximo-me dele e ele pega minha mão, depositando carinhosamente o anel em meu dedo. — O que acha?
— Lindo. — Solto sem pensar muito.
Ele sorri e assente. — Ficarei com esse. — Diz pegando a carteira e erguendo o cartão para vendedora.
— Já houve o pedido? — A mulher brinca me olhando. Eu engulo em seco imaginando o que responder.
— Estávamos no carro voltando de um maravilhoso passeio e simplesmente eu pedi. — Justin responde. — E ela me fez o homem mais feliz do mundo em aceitar. — Olho-o quase imaginando se fosse verdade. — Só faltava o anel e agora temos. — Finaliza sorrindo para mim.
Você precisa parecer apaixonada por esse homem, Melissa!
Sorrio de volta e levanto minha mão, acariciando seu rosto, o que parece deixá-lo surpreso. — Estou muito feliz! — Resmungo. — Obrigada.
Por um minuto, tudo parecia real. Tanto para as pessoas presentes, quanto para mim. Ele disfarça e desvia o olhar, voltando a entregar o cartão a mulher em sua frente. Engulo em seco e me envergonho.
— Aqui está. Obrigada, Senhor Bieber! — A mulher lhe devolve o cartão e ele assente. Sinto-o procurar minha mão e pegar a mesma.
— Vamos, querida! — Arregalo os olhos.
***
Eu nunca sonhei com casamento, vestido de noiva e nada tão clichê do tipo, porém observo os vestidos em minha frente e fico encantada. Passo a mão levemente pelo tecido e por um momento sinto vontade de prová-los.
— Escolha o seu! — Justin diz atraindo meu olhar. Ele pisca e desvia o olhar para mulher que se aproxima carregando dois ternos nas mãos. — Vou prová-los! — Resmunga caminhando para o provador.
Volto a olhar para os vestidos. — Como gosta de se vestir? — Uma mulher pergunta, sorrindo.
— Algo confortável. — Dou de ombros.
— Posso assegurar que todos são. — A mulher diz retirando um vestido do cabide. — Porque não começa por esse? — Assinto e caminho para o provador.
Justin Bieber
Ajeito a gravata em frente ao espelho e passo as mãos pelos cabelos. Observo calmamente o terno em meu corpo.
Eu vou mesmo fazer isso?!
Pisco voltando para mim e suspiro, negando os pensamentos. Olho-me uma última vez e saio do provador. Corro os olhos pelo espaço a procura da garota e me surpreendo quando me deparo com a ruiva saindo do provador. Seu vestido de noiva desenha suas curvas, as quais nunca imaginei que ela teria. A calda do mesmo alonga seu corpo e o decote marca seu busto perfeitamente e discretamente.
Merda! Ela está linda demais.
Ela me olha envergonhada e eu dou passos até a mesma. Ela se aproxima e sorri fracamente para mim. — Combina contigo! — Resmungo.
— Obrigada!
Fixo em seus olhos e por um instante é como se houvesse apenas nós dois ali. Ela morde o lábio timidamente e eu rio. — Ficará com esse?
— Acho que sim. — Me olha de cima abaixo. — Você também está ótimo! — Resmunga.
— Obrigado! — Lambo os lábios, mordendo-o por fim. Alguns flashes chamam minha atenção e eu aproveito o momento para pegar as mãos da garota. Ela me olha, surpresa. — Fotógrafos lá fora! — Ela abre a boca e assente, demonstrando uma pitada de decepção.
***
— Vou te deixar um pouco mais afastada de sua casa. — Informo assim que estaciono uma rua antes de sua casa. — Com certeza ainda estamos sendo seguidos e se eles souberem aonde é sua casa, não te deixarão em paz!
Ela assente, retirando o cinto. — Sobre aquele cheque... — Ela resmunga sem me olhar. — Preciso de mais um. — Finaliza.
— Nossa! — Rio. — Já usou aquele valor todo? — Brinco e ela me olha envergonhada. — Tudo bem! Mas, só posso te dar quando assinar o contrato e tivermos oficialmente um acordo.
— Achei que já tínhamos. — Responde. — Acha que vou lhe passar a perna? — Pergunta ofendida.
— Olha, não...
— Tudo bem! — Ela me interrompe. — Se é assim... — Ela pega os papéis nas mãos. — Você tem uma caneta?
Demoro a assimilar sua indignação. Ela me estende a mão e eu suspiro abrindo o porta-luvas do carro e pegando uma caneta. Entrego-lhe e ela assina nas linhas, sem ao menos ler.
— Você deveria ler! — Digo.
— Não tenho nada a perder. — Devolve me entregando os papéis. — Não vai assinar? — Pergunta.
— Já assinei!
— Ótimo! — Diz irritada. — Vai me dar o cheque agora? — Olha-me e eu franzo o cenho.
— Para que precisa de tanto dinheiro? — Pergunto confuso.
Seu desespero me preocupa!
— O trato foi esse, não foi? — Responde. — Você precisa de uma esposa e eu do dinheiro.
— Melissa... — Resmungo e ela suspira, irritada. — Diga-me para que precisa de tanto dinheiro. — Peço calmamente.
— Nos casaremos em duas semanas. — Diz desviando o olhar. — Até lá quero me mudar com meus irmãos para um hotel qualquer. — Franzo o cenho e ela bufa, chateada.
— Você quer ou precisa? — Pergunto.
— Olha, deixa para lá! — Ela exaspera abrindo a porta do carro e ameaçando sair do mesmo.
Seguro seu braço. — Espera! — Peço atraindo seu olhar. — Eu te dou o cheque, mas não precisa ir para um hotel. — Resmungo e ela pisca confusa. — Vamos antecipar nossa convivência.
O que está fazendo, Justin?
— O que?
— Venha morar comigo!
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