Undisclosed Desires
11 Sweet, Oliver Queen is alive.
Notas iniciais
P.O.V Stefan
–Como desejar Stefan. -disse ela frisando meu nome. -Adoraria conversar com você agora, mas tenho que ir.
–Como assim? Mal começamos a nos falar e já quer ir embora?
–Bom, meu acompanhante me espera.
–Eu não consigo acreditar que você prefere aquele cara a mim, eu sou muito melhor que ele.
–Pois então se esforce e comece a acreditar, pois eu prefiro. -disse ela irritada. O que eu havia dito de errado? Só estava expondo a realidade.
–Qual é? Ele é só um cara sem graça, sem grandes pretensões que provavelmente pretende morar nessa cidadezinha até morrer e eu sei que não é isso que você quer.
–Disse o riquinho babaca que acha que pode ter qualquer mulher aos seus pés. Desculpe querido, mas não é o meu caso,e não aja como se me conhecesse você não sabe absolutamente nada sobre mim.
–Você me critica por falar sobre o que quer, mas já tem uma péssima opinião formada ao meu respeito. Riquinho babaca, sério?
–Ah desculpe, esqueci-me de mimado a ponto de não saber ouvir um não como resposta. -disse desafiadora aproximando seu rosto do meu em sinal de superioridade.
Eu estava irritado, ela realmente achava aquilo de mim, eu mimado? Se ela soubesse o quanto havia sido difícil alcançar tudo o que eu tinha conseguido não ousaria me dizer aquelas coisas. Mas eu não podia negar o quanto ela estava tentadora me provocando apesar dos meus braços segurando os seu a mantendo indefesa, ou de como seu rosto próximo do meu e seus olhos cintilando pelo calor da discussão estavam me excitando. No final a atração que ela exercia sobre mim venceu a vontade de lhe dar uma resposta à altura.
–Você está certa em uma coisa, eu não aceito não como resposta. -lhe disse antes de colar nossos lábios.
P.O.V Elena
Eu vi a decisão se formar em seu rosto e antes que pudesse me afastar ele colou seus lábios aos meus, prensando meu corpo com o seu contra a parede. Tentei o empurrar durante os primeiros segundos, mas ele ignorou meus protestos e segurou meus braços com mais força os prendendo do lado do meu corpo enquanto eu me debatia tentando me soltar. Seus lábios forçaram passagem pelos meus e quando sua língua tocou a minha eu desisti de lutar por que era simplesmente impossível resistir ao choque que atravessou meu corpo. Sua boca se moveu contra a minha e quando dei por mim já retribuía com avidez o beijo. Ao perceber que eu havia parado de resistir, ele soltou minhas mãos devagar e enquanto uma de suas mãos segurava meu cabelo com força, a outra foi até meu quadril o forçando contra o seu me fazendo sentir o quanto estava hum ... animado com a situação.
Seus lábios se afastaram dos meus e eu comecei a murmurar um protesto quando ele passou a beijar meu pescoço sussurrando próximo ao meu ouvido:
–Vai continuar negando que se sente atraída por mim?
–Eu não me sinto atraí...-comecei a dizer, mas uma mordida em minha orelha me fez perder a linha do raciocínio.
–Vai negar que eu sou bem melhor do que o cara com quem você saiu?-indagou ele subindo as mão que estava em meu quadril a levando aos meus seios os acariciando por cima da roupa.
–Matt é mu-muito melhor do que...- comecei com a voz trêmula, o desgraçado havia conseguido destruir meu autocontrole, antes que eu terminasse a frase seus lábios se colaram aos meus novamente me calando, meus braços foram até seus cabelos e o puxaram contra mim e quando eu estava prestes a invadir a barra de sua camisa com ele se afastou e me disse:
–Sabe Elena isso é uma prévia do que poderia ter tido se não fosse idiota o suficiente para me dispensar e da próxima vez que for tentar mentir para alguém tente não gaguejar. -disse me dando as costas me deixando ali sozinha e totalmente chocada.
Aquele, aquele filho de uma prestadora de serviços sexuais, desgraçado, imbecil, babaca, infeliz, ordinário, havia me beijado apenas para esfregar na minha cara que podia me ganhar! Ele estava brincando com fogo, Stefan realmente não me conhecia. Ah Salvatore agora você iria ver do que Elena Gilbert era capaz!
P.O.V Caroline
O jantar correu sem transtornos embora eu me sentisse constrangida cada vez que meu olhar cruzava com o de Klaus, as imagens do sonho não paravam de passar por minha mente.
Ele nem estava fazendo nada, mas tudo nele parecia me provocar, o modo como levava o garfo aos lábios, ou como seus lábios se moviam quando falava alguma coisa, sua gargalhada rouca quando Tyler disse algo engraçado. Ele havia sido projetado para ser meu inferno particular, próximo e ao mesmo tempo tão distante. Saber o quanto podia ser bom ser tocada por ele não ajudava em nada meu autocontrole. Fiquei calada durante todo o jantar mal encostando na comida. Tyler parecia atento a tudo aquela noite, pois assim que pedi licença da mesa indagou:
–Você está bem Caroline? Nem tocou no jantar.
–Só estou me sentindo um pouco indisposta, vou subir e descansar um pouco.
–Tudo bem, olhe eu vou ter que ir até a prefeitura resolver alguns problemas que apareceram.-Ah claro conseguir satisfação sexual com outras mulheres com certeza é um problema da prefeitura, pensei comigo mesma. O imbecil realmente achava que enganava alguém com aquela história e desde quando ele me dava satisfações... Ah claro Klaus. Como se Klaus não soubesse que ele me traia, como se todo mundo não soubesse da minha galhada, pensei com ironia.
–Okay, boa noite para vocês. -disse subindo em direção ao meu quarto.
Me deitei na cama com a intenção de dormir, já queTyler não estaria em casa e eu e Klaus ficaríamos sozinhos caso ele não decidisse sair também preferi não arriscar, eu não era uma mulher leviana, e não trairia meu marido dentro da casa dele, mesmo que ele merecesse, merecesse muito, muito mesmo. Além disso, eu nem estava tão atraída assim por Klaus, agora eu só precisaria repetir aquilo por algumas horas até me convencer. Bufei ao perceber que não conseguiria dormir ao me revirar na cama sem parar por cerca de trinta minutos.
Desci as escadas atenta e fui até a sala de televisão onde encontrei Klaus assistindo TV. Quase não acreditei quando o vi parecendo absorto com a cena que se passava, o todo poderoso Niklaus Mikaelson assistia Arrow. Bonito, sedutor, europeu e assistia uma das minhas séries preferidas, será que ele poderia parar de me fazer ficar tentada a me jogar na cama dele por favor?
–Não me diga que você é um Archer!-exclamei chamando sua atenção.
–Caroline!-disse ele surpreso a me ver na sala. -Ei gostaria de saber por que a senhorita parece surpresa. -disse divertido.
–Nunca poderia imaginar alguém como você simplesmente vendo séries à noite.
–Sweet, Oliver Queen is alive. -disse ele sorrindo. -Você também não me parece uma garota do tipo que vê séries.
–Logo se vê que não me conhece, eu sou completamente viciada nelas, são minha companhia na maioria das noites.
–Quais você assiste? -indagou ele dando uma olhada rápida para a TV, vendo que os créditos já apareciam e voltando sua atenção para mim.
– Acompanho Arrow, The Walking Dead, American Horror Story, Bates Motel, Beauty and Beast, True Blood, Game of Thrones, The Big Bang Theory, Two and a Half Man entre outras.
Ele me olhou encantado como se tivesse encontrado um tesouro e começamos a conversar sobre a séries que eu citei, discutimos sobre as tramas, personagens, trilhas sonoras e acabamos descobrindo diversos gostos em comum. A conversa correu animada e parecíamos velhos amigos devido à diversidade de assuntos e gostos em comum que compartilhávamos.
Por um momento tudo parecia tão distante, nós dois na nossa bolha particular conversando de uma maneira que há muito não fazia com um cara.
–Que tipo de música você gosta?-perguntou ele.
–Sinceramente?
–Claro.
–Rock’n’ Roll e você?
–Música clássica é mais o meu estilo, mas não tenho nada contra o seu estilo musical preferido, bom você e meu amigo Stefan se dariam bem, ele é um roqueiro convicto, quando éramos adolescentes ele me arrastava para todos os shows de rock que haviam na cidade, teve um ano em que ele me levou a show do Bon Jovi e me fez invadir o camarim da banda com ele para pedir um autógrafo ao vocalista, o vocalista éum cara super legal.
–Ah meu Deus, você conheceu Jon Bon Jovi! Você realizou meu sonho e nem é fã do cara, como a vida é injusta!-resmunguei embora sorrisse.
–Sabe você não tem cara de roqueira.
–Eu sou a mulher de um prefeito, acho que usar camisetas de banda não seria lá muito bem visto embora eu fosse adorar fazê-lo um dia. Taí uma coisa que nunca pude fazer, simplesmente sair por aí com uma camiseta de uma banda que eu goste, jeans e um All Star, minha adolescência não, não me permitiu esse tipo de coisa. -disse um pouco tensa ao lembrar sem querer do meu passado sombrio.
–Pais controladores?
–Não, meus pais morreram quando eu tinha cerca de 15 anos. Depois teve a minha tia e aí sim eu não podia fazer nada do que queria.
–Eu sinto muito. E quando saiu de casa?
–Eu tinha cerca de 17 anos e bom tive que trabalhar para sobreviver, foi uma época difícil.
–O que você fazia? Garçonete, vendedora?
Eu podia me abrir com ele, aquele era um momento propício, estávamos conversando com alguma intimidade, mas a simples ideia de que ele pudesse me menosprezar por já ter me deitado com diversos homens com dinheiro me feria, não era algo de que eu me orgulhasse, não era algo que gostaria de compartilhar e por mais que fosse uma parte da minha vida que ele tivesse participado havia sido uma das piores da minha vida. Vi que ele aguardava minha resposta e disse:
–É eu vendia coisas em um lugar. — E não era de todo mentira, minha inocência, minha dignidade, meu corpo, e minha fé tinham sido vendidas, pensei.
–E foi enquanto trabalhava lá que conheceu Tyler? Como aconteceu?
–Sim, eu tinha 20 anos e um dia em um café eu esbarrei nele e sujei toda a sua camisa, mesmo assim ele foi legal, nós trocamos telefone e eu lhe prometi uma camisa nova, depois de algumas semanas já estávamos apaixonados e as coisas correram rápido, contei do meu emprego e ele disse que não se importava, que eu seria só dele, eu tinha 21 e ele 23 quando nos casamos.
–Do jeito que você fala se eu não tivesse te visto chorando aquela noite eu acreditaria que são felizes. -disse ele me olhando nos olhos como se me pedisse uma explicação.
–Nós fomos por algum tempo e então depois do casamento tudo mudou. Ele deixou de ser o cara por quem eu havia me apaixonado e começou a me trair, eu fiquei arrasada quando descobri a primeira traição, com o tempo só piorou ele foi ficando agressivo, ameaçador. Hoje somos como dois estranhos dividindo uma casa e eu agradeço quando ele passa a noite fora por não ser eu a ser tocada por ele.- falei sentindo as lágrimas começarem a se acumular em meus olhos e algumas começando a deslizar por meu rosto.
Klaus se aproximou de mim e segurando meu rosto começou a secar minhas lágrimas.
–Ei olhe para mim Caroline, você sabe que merece mais que isso não sabe? Por que insiste numa relação assim?
–Eu não posso deixa-lo Klaus, eu não sei o que ele poderia fazer comigo. Eu, eu ...-tentei continuar mais as lágrimas irromperam e ele me abraçou, me agarrei a sua camisa a encharcando de lágrimas.
–Está tudo bem, está tudo bem. -disse ele enquanto acariciava meu cabelo.
–Eu tenho que parar de estragar suas camisas. -disse em meio ao choro o fazendo dar uma risada rouca.
–Tudo bem, elas estão a sua disposição.
–Você é um cara legal Klaus. -disse ao me afastar dele controlando minhas lágrimas.
–E você só percebeu isso hoje?
–Legal e muito modesto. -disse o fazendo sorrir de leve.
–Admita que isso me deixa ainda mais sexy. -disse fazendo com que eu sorrisse. –Céus Tyler é um idiota, como ele pode tratar você mal? Você é tão linda, tão doce, tão ... irresistível.-completou e quando nossos olhares se encontraram novamente as imagens do sonho voltaram a minha mente, meu coração se acelerou e quando dei por mim nós dois já tínhamos cruzado a distância que nos separava e atacávamos os lábios um do outro.
O beijo já começou desesperado, minhas mão puxavam seus cabelos e ele pressionava minha cintura em busca de mais contato. Nossas posições sentados um do lado do outro não ajudavam em nada, então sem quebrar nossos beijo passei uma de minhas pernas por sua cintura e sentei em seu colo, sua mão foram até minha cintura e ele a apertou com força de encontro a ele me fazendo sentir sua ereção, sua respiração ficava cada vez mais acelerada assim como a minha.
Suas mãos invadiram o tecido da minha blusa indo em direção aos meus seios e assim que os alcançou passaram a acaricia-los por cima do sutiã, seus dedos invadiram a renda que os cobria e ele passou a mover o dedo em movimentos circulares no mamilo os deixando endurecidos, me fazendo gemer em sua boca ao beliscar um deles de leve.
P.O.V Klaus
Seu gemido suave enquanto eu a provocava me enlouquecia, ela se mexia em meu colo enquanto me beijava, coisa que estava cada vez mais complicada de se fazer devido a nossas respirações aceleradas, ela mordeu meu lábio de leve e então a frase de Stefan me veio a cabeça.” Você foi rápido demais, ela provavelmente nunca traiu o marido Klaus, você tem que ir com calma. Quando acontecer outro beijo você vai se afastar, dessa forma ela vai ficar afoita por mais e não você como está acontecendo agora.”
Por que logo agora isso tinha que ficar martelando na minha cabeça! Estava tão bom daquele jeito, ela não aparecia a ponto de correr... Mas ela estava da mesma forma na noite anterior e eu havia ficado na mão.
Juntando todo o meu autocontrole, que Deus sabia não era muito a deitei no sofá e ... Diabos! Ela realmente tinha que ficar me provocando daquela maneira? Não era legal ficar se mexendo daquela forma quando eu estava tentando me afastar! Respirei fundo novamente e me afastei rápido a tirando do transe que ela se encontrava. Caroline me olhou confusa e eu lhe disse:
–Seria muito fácil para você se nos fizemos sexo aí mesmo nesse sofá. Amanhã você fingiria que nada aconteceu ou colocaria a culpa em mim. -ela continuou me encarando e eu completei. -Eu disse uma coisa que você deve lembrar quando nos conhecemos, que eu te provocaria até que você implorasse pelo meu toque, quando estiver disposta a pedir podemos terminar o que começamos.
Vi sua expressão ir de surpresa, para incrédula e em seguida irritada.
–Você é um idiota!-disse ela se levantando.
–Peraí há alguns minutos eu era um cara legal, palavras suas. Sempre muda de ideia tão rápido assim?-respondi irônico.
–Vá para um inferno! Sabe quando vou implorar qualquer coisa a você? No dia de São Nunca!! Céus você é um imbecil! -disse enquanto subia as escadas.
Ah droga, eu havia exagerado! Constatei ao ouvir a porta de seu quarto ser batida com força.
P.O.V Elena
Controlando a raiva voltei até onde Matt estava e ele me lançou um sorriso encantador, eu tentei me divertir, mas a afronta do Salvatore não me deixava aproveitar a noite.
Ah eu iria devolver a provocação e soube como quando Matt foi ao banheiro e S&M da Rihanna começou a tocar. Eu sempre me acabava nas pistas com aquela música e após virar uma dose de tequila deixei que meu corpo se movesse ao som da música enquanto meus olhos se fixaram nos olhos de Stefan que me encaravam. Ia ter volta Stefan e seria ainda aquela noite.
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