Undisclosed Desires
12 Arriba, abaixo, al centro, adentro!
Notas iniciais
P.O.V Stefan
Apesar do tal acompanhante Elena não tirava os olhos de mim, e sempre que eu a pegava me fitando lhe dirigia um sorriso malicioso. Nada melhor do que mostrar o quanto uma mulher fica submissa quando tocada nos lugares certos, principalmente depois dela ter te dispensado.
Vi quando o loiro, Mark ou Matt não tinha certeza do nome passou por mim indo em direção ao banheiro. E quando uma música que me era familiar começou a tocar, vi Elena virar uma dose do que parecia ser ... tequila? Olha só! A garota sabia beber e em seguida se dirigiu a pista de dança.
Ela começou a se mexer no ritmo da música mexendo no cabelo com os olhos fechados e quando os abriu novamente dessa vez quem abriu um sorriso malicioso ao ser pega me fitando foi ela. Ela movia o quadril seguindo o ritmo da música e foi ficando difícil desviar minha atenção para qualquer outra coisa. Ela rebolava hora lenta, hora rapidamente seguindo a letra.
Suas mãos passaram a acariciar seu corpo, enquanto mordia os lábios e diabos ela estava conseguindo me tentar, quando um cara se aproximou dela e colou seus corpos eu já nem conseguia me mexer. Enquanto me olhava fixamente ela guiou a mão do homem pelos lugares em que suas haviam acabado de passar, primeiro seus seios em seguida por sua cintura indo em direção a suas coxas. Ela havia conseguido chamar a atenção de grande parte da ala masculina do lugar e embora todos a notassem eu sabia que o pequeno show era única e exclusivamente para mim. Ela se afastou das pessoas que a cercavam e veio em minha direção sem deixar de dançar seguindo o ritmo e quando chegou até mim colou nossos corpos e cantou no meu ouvido:
– Cause I may be bad, but I'm perfectly good at it. Sex in the air, I don't care, I love the smell of it. (Porque eu posso ser má, mas eu sou muito boa nisso. Sexo no ar, eu não me importo, eu amo o cheiro.)- em seguida me lançou um olhar tão provocante que me fez arfar, seus lábios se aproximaram dos meus e ela os mordicou e afastou o rosto novamente me provocando.
Eu nem mesmo lembrava por que havíamos discutido mais cedo e nem me esforçava para fazê-lo, o corpo dele em contato com o meu e sua boca a centímetros da minha estavam me deixando louco e parecia que todo o sangue havia ido parar em um único lugar, lugar este que ela pressionava com a coxa. Quando aproximei meus lábios dos seus novamente ela disse quase os colando:
–Sabe Stefan isso é o que você poderia ter se não tivesse sido um babaca. Você é bom, muito bom, mas admita eu sou melhor. — disse me dando um sorriso satisfeito para em seguida me deixar plantado e ir até o tal Matt que voltava do banheiro, a vi dar um sorriso para o idiota e eles irem em direção a saída de mãos dadas.
Eu realmente havia caído no joguinho de sedução, ninguém podia me culpar por ficar hipnotizado por uma garota gostosa dançando daquele jeito, mas isso não significava que havíamos terminado o jogo. Elena Gilbert queria guerra? Então ela teria.
P.O.V Elena
Matt me levou até em casa e eu não pude deixar de me sentir meio culpada por ter beijado Stefan, ele era um cara legal e não merecia aquilo, mas o que eu poderia fazer se o Salvatore um filho da mãe irresistível?
Eu tinha a leve impressão de que Stefan não deixaria aquilo barato, ele era dos que não aceitavam empate só a vitória, leve impressão o caramba eu tinha era certeza. Bom, ele teria uma adversária a altura.
–Esse sorriso olhando pro nada está me assustando Elena. -disse Matt divertido me tirando do transe em que eu me encontrava.
–Desculpe estava lembrando de uma coisa engraçada.
Fomos conversando amenidades até em casa e quando chegamos à minha varanda tivemos aquele momento do beija ou não beija, por alguns segundos me senti uma adolescente do colegial na expectativa do primeiro beijo depois de um encontro. Ele sorriu para mim e quando seus lábios tocaram os meus ... ele não despertou nem metade das sensações que Stefan havia me despertado, foi um beijo suave, cálido, doce como o próprio Matt e eu soube que ele não era o que eu procurava no mesmo momento. Me afastei dele e ele pareceu perceber que havia algo errado.
–Isso não vai dar certo. Desculpe Matt ...
–Não foi o que esperávamos ...
–É, mas ainda podemos ser amigos.-disse a ele.
–Eu adoraria, bom foi ótimo sair com você, é uma garota maravilhosa.
–Digo o mesmo. É ... até a próxima e me desculpe mesmo, é só que tem alguém ...
–Hey tudo bem, eu entendo. Até. -disse ele indo em direção ao carro.
–Parabéns Elena, acaba de dispensar mais um cara legal. -resmunguei comigo mesma, enquanto me dirigia até meu quarto, mas eu sabia que havia feito o certo, não poderia ficar com Matt, não quando brincar um pouco com Stefan Salvatore me parecia tão interessante. Eu realmente adorava jogos ...
P.O.V Caroline
Imbecil, estúpido, quadrúpede, estrupício! Xinguei Klaus mentalmente durante todo o trajeto até o quarto e ao chegar lá e ficar andando de um lado para o outro percebi que precisava sair, espairecer e evitar que eu cometesse um assassinato. Qual era o problema de Klaus? Ele realmente achava que eu estava desesperada a ponto de implorar? Se fosse depender disso fazermos sexo, nunca aconteceria. Argh por que ele tinha que ter sido idiota depois de uma noite tão agradável?
Ao olhar para o relógio vi que já eram 2:00 da manhã e decidi sair, eu precisava beber, me divertir e esquecer e naquele momento pouco me importava o que Tyler diria se eu chegasse tarde e bêbada, eu merecia um pouco de paz. Coloquei um vestido azul de mangas curto, salto alto e desci as escadas e quando estava passando pela sala, Klaus que parecia vir da cozinha indagou:
–Aonde vai?
–Nenhum lugar que seja da sua conta. -respondi
–Parece que está um pouco irritada sweet. – disse ele, o ignorei e sai da casa fechando a porta com uma força desnecessária.
Dirigi até o Mystic Grill e ao notar que Matt não estava lá lembrei que ele e Elena teriam um encontro. O que será que havia acontecido? Bom, esperava que ela tivesse sorte por que quanto a mim...
Já havia bebido algumas doses quando um cara moreno de olhos azuis sentou ao meu lado. Quando todos os homens bonitos do país começaram a migrar para Mystic Falls?-me perguntei me controlando para não encara-lo.
–Olá. -disse ele.
–Olá. -respondi virando com tudo mais uma dose de vodka.
–Uau, não acha melhor ir com calma?
–Não acha melhor cuidar da sua vida? –indaguei grossa, já bastava Tyler um desconhecido querendo me controlar já era demais.
–Gatinha de unha afiadas.
–Você não viu nada.-ele deu uma risada rouca antes de dizer:
–Prazer Damon.
–Caroline.
–Então Caroline,o que faz em um bar a essa hora da madrugada sozinha?
–Isso realmente não te interessa.
–Você é sempre mal humorada assim?
–Só quando pessoas forçam uma conversa.
–Desculpe se tentei ser gentil.-disse ele fazendo uma careta e virando para o bar, droga lá estava eu descontando minha frustração no desconhecido gostoso.
–Desculpe, tive um dia difícil.
–Olha só! Ela sabe responder com educação.
–Não extrapola.-disse sorrindo.
–Então o que a traz aqui?
–Meu carro. — ele me encarou com uma expressão divertida e eu disse: -Desculpe vou tentar ser menos cortante, mas me diga você o que faz na cidade? Com certeza não é daqui, me lembraria se já tivesse te visto.
–Eu vim me despedir do meu irmão, amanhã viajo para a Europa e não quis ir sem me despedir dele. Você não respondeu a minha pergunta, o que faz por aqui há essa hora?
–Eu precisava esqueceu um pouco a minha vida.
–Sei como é, acho que é o mesmo motivo da minha viagem, mas fugir não resolve uma hora você vai ter que encarar.
–Disse o cara que vai pra outro continente.
–É, como eu disse antes, unhas muito afiadas.
–Não vim aqui à procura de um psicólogo para me aconselhar ok?
–Como quiser, mas e um companheiro de copo aceita?
–Aí sim.-disse brindando nossas doses.
–Que tal uma pequena competição? – indagou ele.
–Aceito.
–Cinco doses de tequila, quem for o primeiro a terminar ganha.
–Ok, se prepare para perder Damon. -chamei o barman com o indicador e pedi as 10 doses.
–Preparada loira.
–Sempre! Vamos lá. Arriba, abaixo, al centro, adentro!-disse o ritual sagrado da tequila começando a virar as doses em seguida sentindo minha garganta queimar a cada dose que descia por ela.
Damon ganhou de mim por uns 5 segundos de diferença e eu já iria convida-lo para uma revanche quando uma das minhas músicas preferidas começou o ar se encheu com o som de I Love Rock’n’ Roll na versão da Joan Jett e The Blackheart.
–Ah meu Deus, eu amo essa música. Damon dança comigo?
–Claro.-disse ele me ajudando a levantar e percebi que as doses de álcool ingeridas haviam feito efeito quando tive um pouco de dificuldade para me levantar.
Fomos até o canto e notei que não havia mais ninguém no bar além de nós dois, ignorei isso e deixei meu corpo seguir o ritmo a música lembrando de quando era adolescentes e escutava bandas de rock no meu walkman. Um sorriso ocupou meu rosto ao ver Damon tentando fazer uma dancinha sensual e conseguindo. Ele se aproximou de mim e continuamos dançando juntos até que I Love Rock’n’ Roll acabou Stop Crying Your Heart Out do Oasis começou a tocar. Damon me estendeu a mão em um convite que eu aceitei e ele colou nossos corpos me guiando conforme a melodia.
–Por que diabos eles tinham que se separar?-indaguei quebrando o silêncio.
–Por que as vezes as coisas boas tem que acabar.
–Você nunca vai conseguir convencer a mim, uma fã do Oasis que o fim da banda foi o melhor.
–Eu não estou falando do Oasis. -disse ele aproximando seu rosto do meu encarando meus lábios.
–E-eu não posso Damon.
–Por que não?
–Eu sou casada.
–Eu vou embora amanhã e pode ter certeza de que não vou contar.-disse ele me lançando um sorriso zombeteiro.
–Não é só isso, minha vida está uma zona, eu estou confusa, tem alguém que está me deixando louca e eu...
–Espera, você realmente está ligando pra isso nesse momento Caroline?
–Sinceramente? -ele assentiu e eu completei- Não.
Fale com o autor