Undisclosed Desires
13 Apenas sexo.
Notas iniciais
P.O.V Caroline
E assim que as palavras saíram Damon me lançou um sorriso de lado e eu não pude falar mais nada por que seus lábios atacaram os meus. O beijo começou lento, sedutor, me fazendo esquecer de qualquer coisa que não fosse a sensação de seus lábios sobre os meus. Sua língua passou por meus lábios em um pedido mudo para que eu desse passagem para ela o que logo concedi, ele foi o acelerando e suas mãos foram ficando cada vez mais atrevidas indo da minha cintura até minhas nádegas.
–Estamos em um bar, alguém pode ver. –eu disse a ele quando ele passou a beijar meu pescoço.
–Então vamos sair daqui. -ele disse me guiando com agilidade pelo bar após largar uma nota de 100 dólares no balcão.
Fomos até seu carro no estacionamento e ele voltou a me beijar com força, me empurrando contra o carro e colando seu corpo ao meu. Suas mãos foram até a parte detrás das minhas costas e destravaram a porta do carro me empurrando sobre o banco cobrindo meu corpo com o seu em seguida e a fechando rapidamente.
Seus lábios voltaram a atacar aos meus e naquele momento eu soube que não poderia voltar atrás e nem queria fazê-lo. Suas mãos foram até minhas coxas e subiram por elas levando o tecido do vestido que eu usava junto. Levantei os braços para ajuda-lo a se livrar da peça e assim que ele o tirou passei a desabotoar os botões de sua camisa recebendo sua ajuda para tira-la enquanto seus lábios passaram a beijar minha clavícula. Arquei a coluna para que ele pudesse soltar o fecho do meu sutiã o que ele fez com facilidade me lançando um sorriso sexy, não que ele conseguisse fazer qualquer coisa que não fosse, completei mentalmente o vendo descer os beijos até meus seios sem desviar os olhos dos meus. Seus lábios rodearam um de meus mamilos enquanto ele acariciava o outro com a mão livre e eu não pude conter um gemido de prazer que escapou da minha garganta quando ele mordeu de leve o bico já rígido do mesmo. Ele continuou a trilhar um caminho de beijos e chupões por minha barriga até chegar a ultima peça que cobria meu corpo e a descer por minhas pernas ... Com os dentes.
Era demais para minha sanidade, quando ele terminou de tirar minha calcinha e voltou a sua posição inicial minhas mãos foram até o cós de sua calça, desabotoando o botão e descendo o zíper rapidamente, empurrando a mesma para baixo junto com sua cueca boxer, quando as peças já estavam longe de seu corpo ele se afastou um pouco para pegar uma camisinha no porta luvas.
Ele voltou a se posicionar sobre mim e após coloca-la ele me penetrou absorvendo as reações em meu rosto com seus olhos incrivelmente azuis. Fazia tanto tempo que não fazia sexo com ninguém além de Tyler que era estranho ter tanto contato com outro estranho e eu quase me senti arrependida do que estava fazendo ao pensar nele... Eu disse quase. A imagem de Klaus veio a minha mente em seguida e eu odiei a mim mesma por não conseguir me concentrar em quem estava me dando prazer no momento pelo simples fato de desejar que fosse ele ali, que fosse sua voz grossa gemendo de leve em meu ouvido a cada estocada ou que fosse sua barba por fazer roçando no meu rosto no lugar da pele lisa de Damon.
Quando abri os olhos novamente limpei minha mente de qualquer coisa que não fosse o momento, e me concentrei nas estocadas firmes e fortes de Damon contra mim. Seu rosto se contorcendo em uma expressão de prazer ao aumentar o ritmo o que me levou a fechar os olhos aproveitando os movimentos, sua boca voltou a atacar a minha, apenas a tocando por estarmos impossibilitados de nos beijar realmente devido as respirações aceleradas. Comecei a mover meus quadris acompanhando seu ritmo e ele subiu uma de minhas pernas para que me atingisse ainda mais profundamente. A sensação de estar próxima ao ápice já me dominava e quando Damon deu uma estocado movimentando o quadril ainda dentro de mim, ela me preencheu por completo, apenas alguns segundos depois Damon atingiu o seu orgasmo soltando um gemido abafado o seu caindo sobre mim em seguida.
–Eu preciso ir para casa. -disse após alguns minutos com a respiração mais normalizada.
–Precisa de uma carona? -indagou ele.
–Não, eu estou de carro. Sabe se você saísse de cima de mim eu poderia começar a me vestir.-disse divertida.
–Ah, desculpe. -disse ele sorrindo ficando em uma posição em que eu pudesse me sentar.
Começamos a vestir nossas roupas e... Caramba como a minha calcinha havia ido parar pendurada no espelho? A peguei e a vesti por ultimo. Eu e Damon saímos do carro e antes que eu fosse até o meu trocamos mais um beijo e eu me despedi dizendo:
–Foi um prazer te conhecer.
–Também foi uma grande prazer te conhecer. -disse ele frisando a palavra prazer.
–Até qualquer dia Damon.
–Até loira.
Sai do carro e caminhei satisfeita até onde meu carro estava estacionado, a sensação de trair era diferente, não era completamente satisfatória, mas também não era ruim ou talvez eu apenas ainda estivesse bêbada demais para julgar a mim mesma. Dirigi até em casa com cuidado, prestando total atenção no trânsito apesar de quase nenhum carro estar na rua àquela hora. Já eram cerca de 5:00 da manhã quando cheguei em casa. Passei pela porta tentando fazer o mínimo de barulho possível e sorri quando subi até meu quarto e constatei que Tyler não havia dormido em casa. Joguei-me na cama sem me preocupar em tirar a roupa ou a maquiagem e adormeci.
P.O.V Klaus
Havia ficado preocupado quando fez duas horas que Caroline havia saído e ainda não havia voltado. Seguindo meus instintos resolvi procura-la, passei por alguns bares e lembrei do que havia deixado Stefan na frente no dia em que ele havia sido preso e qual não foi minha surpresa ao ver Caroline e Damon se dirigindo até um carro, tive que me conter para não ir até lá e arranca-la dos braços dele. Ela não é nada sua Klaus, fiquei repetindo para mim mesmo por um bom tempo. Ele a empurrou no banco de trás e entrou em seguida e eu não pude ver mais nada, o que não me impediu de ouvir os gemidos de ambos, principalmente os dela.
Completamente irritado dirigi sem um rumo definido amaldiçoando a mim mesmo por ser tão idiota, era comigo que ela deveria estar naquele momento, era por minha causa que ela deveria estar gemendo, era meu nome que ela deveria gritar quando atingisse um orgasmo. Se eu tivesse feito o que realmente queria não estaria dirigindo como um louco querendo descontar em alguém o fato de Caroline ter procurado em um estranho o que eu havia me negado a dar. Eu poderia ter impedido, mas isso implicaria explicar que estava preocupado com ela e pareceria que eu realmente me importava o que não era o caso.
Eu estava cansado, cansado de ser o cara legal, de não partir para o ataque para não assusta-la, dar espaço para ela e essas baboseiras. Ela estava transando com Damon naquele exato momento, sutileza não era tão fundamental assim, constatei apertando o volante tentando conter a frustração. Minha vontade era voltar até aquele estacionamento e arrasta-la de lá nem que fosse carregada, só de imaginar que Damon a estava tocando ... ARGH eu tinha que desanuviar minha mente antes que acabasse batendo em alguma coisa.
Fui até um bar bem menos movimentado em busca de uma bebida, mas a garçonete assim que me viu pareceu disposta a oferecer bem mais, seu nome era Camille e não precisaram de mais de uma dúzia de palavras para que ela decidisse fechar o bar e me fazer companhia ... na minha cama.
Já fazia algumas semanas que eu estava sem sexo em Nova York por causa do excesso de trabalho e desde a minha chegada em Mystic Falls, por causa de Caroline. Eu não sabia o que me revoltava mais, ela ter demorado tanto para se render a mim e eu a ter dispensado por pura idiotice ou ela ter cedido tão facilmente a Damon. Era isso que dava ouvir o Stefan e esquecer como sempre tinha conseguido me virar.
Camille começou a cariciar minha coxa ainda no carro e me lembrei da presença dela. Conduzi ainda mais rápido até em casa e assim que a levei até meu quarto não houve mais conversa, eu estava estressado demais para ser carinhoso, raivoso demais para ter cuidado, meus lábios foram até os seus em um beijo voraz. Minhas mãos se livraram de seu vestido com impaciência e meus dedos foram até sua intimidade a estimulando, ela fez o mesmo comigo após se livrar de minha calça e de minha camiseta e quando já estava excitado o bastante a empurrei sobre a cama com brutalidade o que ela pareceu adorar. As laterais de sua calcinha se desfizeram em meus dedos quando as puxei com alguma força, seu sutiã teria o mesmo destino, mas ela mesma se livrou dele.
Minha boca passou por seus seios a provocando e depois de tirar minha boxer e pegar uma camisinha no criado mudo a penetrei com força enquanto ela cravava as unhas em minhas costas gemendo alto. Aumentei o ritmo das estocadas e não pude conter os gemidos baixos que vieram quando senti o corpo dela se apertar em torno de mim. Quando a senti relaxar deixei que a sensação de prazer também me ocupasse. Desabei ao lado dela na cama e após meus batimentos e minha respiração desacelerarem e fui até o banheiro jogar a camisinha.
–Pode dormir aqui se quiser. -disse a ela ao ver que já se tratavam de mais de 5:00 da manhã. Me deitei, mas mesmo assim não consegui dormir, estava indo sorrateiramente para a sala quando vi Caroline subindo as escadas um pouco zonza sem nem ao menos conseguir andar em linha reta. A segui sem fazer ruído até que ela chegasse ao primeiro andar com medo de que ela tropeçasse e caísse se machucando e ao perceber que estava eu zelando por ela voltei ao quarto irritado, eu não podia e nem precisava ficar preocupado com ela. Ela tinha o marido e Damon para isso, pensei amargo.
Camille já dormia e me deitei novamente tentando fazer o mesmo em vão. Fiquei olhando para o teto repassando o que faria dali em diante até que o sol nascesse. Me levantei as 7:30 quando os raios já invadiam mais de metade do quarto acordando a garota ao meu lado e fui até o banheiro observando as olheiras que haviam se formado em meu rosto.
Obrigado mesmo Caroline, pensei com ironia. Voltei até o quarto e vi que Camille me esperava já vestida, vesti minhas roupas e quando estávamos saindo do quarto eu lhe disse:
–Você tem que ir embora.
–Tudo bem, olha eu vou deixar meu número em cima da mesinha do telefone tá.
–Não precisa.
–O quê? -indagou ela.
–Eu não vou ligar.
Ela me encarou com uma expressão tão descrente quanto irritada e elevou a mão para me dar um tapa, mas antes que ela o fizesse segurei sua mão e disse:
–Nós transamos, não foi nada mais. Não me lembro de você dizer que queria algo sério e eu não disse que não passaria de uma noite, foi uma troca justa. Eu não te obriguei a fazer sexo comigo então pare com essa cena, pegue o resto da sua dignidade e saia daqui antes que eu tenha que forçar você a fazê-lo.
Ela se soltou e a ouvi esbarrar em algo antes de seguir o caminho até a porta a batendo com força, quando levei o olhar em sua direção Caroline me encarava com uma expressão indignada.
–Então é assim que você costuma tratar as mulheres com quem dorme?

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