Undead
2 Out the way
Notas iniciais
Marianne Boson é a Mônaco, mas eu a fiz como francesa nessa fic.
Não esperem mais Emma e Einrée nessa fic, elas são só hoes que todo gangsta tem xDDD
E também fiz a Kat e a Nat como russas :/
Havia sido uma semana cheia. Mesmo sendo novato na Universidade da Califórnia em Los Angeles, Arthur não recebera descanso algum. Resenhas de Shakespeare. Um maldito ensaio sobre a literatura italiana. Santa Rainha Elizabeth, eu não mereço isso!
O inglês debruçou-se sobre a escrivaninha. O quarto que Francis lhe cedera não era exatamente espaçoso, mas servia bem. Pelo menos estou dormindo de graça. A escrivaninha velha e desgastada, já abarrotada de papéis mesmo que Arthur não houvesse frequentado a Universidade por mais tempo que sete dias, era voltada para uma janela pequena de persianas azul-marinho. Além do espaço de estudos, poucos móveis: uma cama simples, um criado mudo e um guarda-roupas. As paredes brancas começavam a ser cobertas por pôsteres dos Beatles e dos Rolling Stones. Nada além do necessário.
–Arthuuuur! -chamou a inconfundível voz de Francis Bonnefoy, que batia à porta. -Posso entrar, chéri?
–Entre, git. –Arthur suspirou. Desse jeito, não acabo meus trabalhos nunca!
Francis entrou acompanhado de uma loira bonita, de óculos e olhar sério. Fingindo mágoa, foi falando:
–Por que ele tem que ser tão cruel, mon petit Marianne? Eu jamais seria capaz de ofendê-lo como ele me ofende. -passou um braço pela cintura da loira, enquanto fingia secar uma lágrima. -Esta aqui é Marianne Boson, minha belíssima compatriota. Diga olá, Arthur!
–Olá, Marianne. -Arthur murmurou secamente. -Francis, seu bastardo, espero que tenha um bom motivo para me interromper.
–Não ligue, Marianne chéri, esses ingleses são uns grossos! -Francis disse, se aproximando mais do que o considerado decente da garota. -Arthur, meu priminho querido, estou te convidando para sair de casa um pouco. Marianne é amiga de uma garota que, por sua vez, namora um cara cujo vizinho está dando uma festa. Ah, Arthur, vai ser tão bom! Largue um pouco os livros e vá viver!
–Francis, -Arthur suspirou. -eu tenho uma tonelada de trabalhos para fazer e pouquíssimo tempo para entregar. Não tenho tempo para isso.
–Arthur, o que você está precisando é pegar alguém e beber um pouco! Só hoje, vamos! -Francis disse, sabendo que tocava no ponto fraco do inglês.
O dito inglês parou um pouco e, não sem aplicar uma boa dose de relutância, decidiu dar uma chance ao evento:
–Que horas essa porcaria de festa vai ser, bastardo do vinho?
Francis deu uma olhada rápida nas horas em seu celular.
–São oito e meia agora. No máximo às onze horas eu e Marianne estaremos saindo. Você vai?
–N-não sei ainda. Tenho, como disse, uma tonelada de deveres pela frente. Se eu achar que tenho tempo, vou. -É claro que vou. Biritar é exatamente do que estou precisando, pensou.
–Eu sei que você vai, chéri. -disse Francis, saindo do quarto. -Marianne, é só falar de álcool que Arthur se convence! Esses ingleses... -a francesinha, que até então permanecera calada, soltou uma risadinha.
–Estou te ouvindo, bastardo do vinho!
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–Por que mesmo eu concordei em vir para cá? -Arthur resmungou. A tal house party lhe estava sendo extremamente entediante. Música eletrônica. Francis e Marianne se agarrando descaradamente a seu lado, e ele sem coragem de "chegar" em ninguém. E, o pior de tudo, estava proibido de beber. Bastardo do vinho, só me chamou porque precisava de um motorista, não é? Por que não vai embora de táxi, maldito?
Francis se afastou de Marianne, arfando.
–Você concordou em vir aqui, priminho, -tentou recuperar o fôlego. -porque você é um garoto bonzinho e quer me ajudar. É claro, é só seu pagamento por eu ter cedido minha casa a você, chéri.
–Agora vai me fazer de escravo, bastardo do vinho? Preferia estar vendendo minha alma para bancar Nova York.
–Arthur, sei que não quer ficar segurando vela ou seja lá o que for a expressão usada na Inglaterra. Pode dar uma volta, tente conhecer alguém, se divertir... -Francis sugeriu.
–Eu estaria completamente deslocado, Francis.
–O pessoal daqui é legal. Pode ficar à vontade. -Marianne sorriu.
–E, oui, havia me esquecido: as garotas americanas tem orgasmos só de ouvir o sotaque britânico, mas isso você já deve ter percebido em Nova York. Até as entendo. Sua voz é excitante, chéri. -Francis disse, a malícia explícita em cada palavra.
–Bastardo do vinho incestuoso, isso não é algo que se diga a um primo! -Arthur corava forte. Olhou em volta, preocupado com a possibilidade de alguém ter escutado, mas todos pareciam absortos nas batidas eletrônicas ou outras atividades. -Tudo bem, estou indo. Se você for embora sem mim, eu te mato!
Tanto Francis quanto Marianne soltaram risinhos abafados. Arthur se levantou e foi andando.
–Não beba, Arthur chéri, ou eu jamais te perdoarei! -Francis gritou.
O inglês nem se deu ao trabalho de responder, apenas o ignorou.
Por que eu tenho de ser tão socialmente estranho?, se perguntou. Olhava para os lados e só via casais e grupinhos dançando, rindo, bebendo e se divertindo. Talvez fosse melhor voltar para Francis e Marianne que, conhecendo Arthur a fama do primo, provavelmente seria substituída no dia seguinte. Eu não tenho ninguém, Eu não conheço ninguém aqui.
Estaria se divertindo mais em casa com seus deveres do que nessa festa. Avistou uma mesa com ponche –foda-se Francis, se ele quiser um motorista sóbrio, que chame um táxi- e se prontificou a pegar o álcool.
De qualquer maneira, estou sozinho e vou evitar beber além da conta, disse a si mesmo, enquanto enchia um copinho diminuto e descia o líquido de uma vez pela garganta.
–Inglesinho, você por aqui? -Arthur cuspiu tudo. Bloody hell, por todas as mulheres de Henrique VIII, NÃO!
Arthur conhecia muito bem aquela voz alta e irritante. Não conseguiria esquecê-la nem em um milhão de anos.
Virou-se e encontrou exatamente quem esperava: Mathias Köhler, em jeans gastos, camiseta vermelha, tênis Nike e sorriso idiota.
–Ah, o-oi, M-Mathias, não é? Olha, vim pegar ponche para o meu primo, e-então estou voltando para onde ele está, até nunca mais! -fez menção de se virar e correr, mas Mathias o segurou pelo ombro, impedindo-o de fugir.
–Calma, inglesinho! Decidi que você é gente boa e gostosinho até, e fiquei com saudades. -Arthur corou. Esse Mathias é tão pervertido quanto Francis! –Seu primo pode esperar. Lizzy, Gilbert e Jackson estão aqui, vem comigo! -Mathias foi o puxando pelo braço, mantendo o sorriso idiota.
Como é que se fala 'não' para uma pessoa dessas? Mas ele não parece querer me fazer mal... nesse caso, é só aguentar um pouco.
–Você ainda não conhece a Lizzy, né, inglesinho? Ela é surpreendente. -Arthur continuava sendo arrastado pela multidão. Percebeu que as pessoas se afastavam para garantir a passagem de Mathias, como se soubessem todos que se tratava de um sujeito perigoso. Provavelmente o sabiam. -Onde esses malditos se enfiaram que não consigo achá-los? Ah, ali!
Chegaram a um local que parecia uma bancada de bar, com um balcão de bebidas e bancos altos. Era uma parte da casa apinhada de gente, porém os bancos estavam vazios à exceção dos ocupados por Gilbert, uma garota de cabelos castanhos que Arthur julgou ser a tal Lizzy, Jackson e duas gêmeas ruivas que se apertavam no moreno. Olhou um pouco melhor -esse cara não larga os livros nem em uma festa? Está lendo Guerra dos Tronos? De alguma maneira, isso atraía o inglês, que sentiu as bochechas queimando.
–Inglesinho, que bom te ver! Kesesesese! Gilbert soltou uma risada estranha. Oh, que legal, mudei meu nome para Inglesinho Kirkland, ironizou mentalmente.
–Hm? Ah, é você de novo. -Jackson nem se deu ao trabalho de desviar sua atenção das Crônicas de Gelo e Fogo, o que, querendo ou não, magoou um pouco Arthur.
–Uau, Jackson, essas aí eu não conhecia! -Mathias foi se aproximando das gêmeas. -Como se chamam, gatinhas?
–Eu sou Einrée e esta é a Emma. -uma delas disse.
–Ah, a propósito, inglesinho, essa é a Lizzy. -disse Mathias, apontando a garota de cabelos castanhos, enquanto se sentava ao lado de uma das ruivas.
–Prazer. Arthur, não é? -Lizzy sorriu.
–Hm, é. Prazer. -Arthur estava completamente sem jeito. Ok, eu não deveria ter reclamado de estar sozinho.
Lizzy, uma morena bonita, usava roupas quase masculinizadas, contrastando com as gêmeas Emma e Einrée, nuas salvo pelas exíguas peças de pano que ousavam chamar de vestidos. E, por algum motivo, Arthur achou Lizzy infinitamente mais desejável.
–Sente-se aqui, inglesinho. -Gilbert deu tapinhas no banco a seu lado. -E aí, os russos não te encheram mais o saco? Kesesese.
–Obrigado. -Arthur disse secamente, tomando o assento. -Nem sei quem são eles, para falar a verdade. O que lhes contei antes é tudo o que sei.
Gilbert murmurou um "hm", e passou o braço pela cintura da namorada. Ele, Lizzy e Mathias engajaram em uma entediante conversa sobre Diablo III, alguma banda de metal e coisas mais sutis, como experiências com drogas, algo sobre lotes e terrenos baldios, Red Army e assuntos do tipo, enquanto as gêmeas lhes passavam uma mistura de vodka com qualquer outra coisa e Jackson continuava absorto na leitura. Super normal, escuto sobre esse tipo de atividades ilícitas o tempo inteiro, Arthur ironizou novamente, lutando para não entrar em pânico.
Uma batida de música, diferente da eletrônica que tocava sem cessar na festa, começou.
–Ai, eu amo essa música! -Lizzy levantou-se do banco e se pôs a balançar o corpo ao ritmo do rap rock. Ao contrário do que suas roupas sugeriam, seus movimentos eram femininos e graciosos. Cantava, imitando os gritos do vocalista:
Undead!
Undead!
Undead!
Undead!
Undead!
Essa música foi feita para eles ou o quê?, Arthur se assustou.
Ao começar o refrão, Mathias se juntou à garota, dançando e cantando:
You better get up out the way,
Tomorrow we'll rise so let's fight today,
You know, I don't give a fuck what you think or say,
'Cause we are gonna rock this whole place anyway.
E é exatamente isso o que todos fazem, pensou Arthur. Saem do caminho enquanto vocês balançam esse lugar inteiro. Assustador.
–Mathias, sei que vocês estão só dançando, mas tome cuidado com as mãos. A Lizzy é minha, ok? -Gilbert gritou, e Mathias apenas riu.
De repente, Lizzy parou com sua animação. Sua expressão foi do susto à indignação em instantes.
–Ah, não. -ela disse, apontando para duas loiras que conversavam animadas, sem dar sinais de terem percebido a presença da Undead.
–Mas é muito coragem vir aqui... -Gilbert cerrou os punhos.
–Hm? -Jackson levantou os olhos do livro, e deu um típico sorriso sádico. -Natasha e Katyusha... ah, isso vai ser demais!
Einrée e Emma se entreolharam e, não entendendo o que se passava, deram de ombros. Uma das loiras, de cabelos compridos, olhou para o lado, focalizando o núcleo da Undead. Mathias acenou, a chamando. Sorriu e foi caminhando até a bancada, enquanto a outra, de cabelos curtos e seios enormes, tentava a impedir.
–Natasha, que saudades... -Mathias mordeu o lábio inferior, notando o vestido preto e curto, que revelava as tatuagens na coxa esquerda. -Continua tão linda como sempre.
–Obrigada, Mathias. Não era minha intenção encontrá-los aqui, que surpresa agradável. -sorriu, obviamente carregada de cinismo.
Aonde isso vai chegar?, Arthur se perguntava.
A outra loira -Katyusha, julgou Arthur- veio correndo, com lágrimas nos olhos.
–V-vamos embora, Nat!
–Relaxa, Kat, eu sei o que estou fazendo. -Natasha a assegurou. -Tem algum assunto a tratar comigo, ou posso ir embora, Mathias?
–Eu não quero nada. Pergunte ao Jackson. -Mathias foi se livrando da responsabilidade.
–Sério, vocês duas, seu irmãozinho e o resto estão pedindo para apanhar? -Lizzy se aproximou, fazendo gestos que insinuariam o enforcamento de Natasha. Arthur assistia a tudo, chocado.
–Kesesese, calma aí, Lizzy! Deixa o Jackson resolver!
Jackson fechou o livro, entregando-o ás gêmeas ruivas, e sacou uma arma automática. De onde ele tirou isso? Por Britannia, estou indo embora!
–Inglesinho, você fica aí. -disse Jackson, se aproximando de Natasha por trás. -Russinha, é melhor avisar pro seu irmão para ficar distante. E, se eu fosse você, sairia daqui agora. -passou um braço pelo pescoço da loira, e apontou a arma para sua têmpora direita. A russa, contudo, permanecia impassível.
O coração de Arthur palpitava rápido. Jamais havia presenciado nada parecido na vida. Katyusha chorava, a música parara, e todos os olhares se voltavam para aquela cena. Santa Rainha Elizabeth, eles vão matar a garota? Se eu sair dessa vivo, nunca mais deixo de fazer meus trabalhos para beber!
–Tudo bem, aviso recebido. Posso ir embora, Jackson? -Natasha disse, completamente em desafio.
–Sua... -Jackson bateu na garota com o cano da arma. -Aprenda a me respeitar, vadia suja! -gritou.
Arthur intencionava sair correndo, mas Mathias o segurou.
–Inglesinho, eles acham que você está com a gente. -apontou para a plateia. -Se você sair correndo, eles vão ter certeza de que você está com a gente.
–Estão chamando a polícia, ferrou! -Gilbert disse, desesperado. -Jackson, larga a russinha, vamos fugir!
O moreno olhou para os lados, procurando por opções. Decidiu-se que a fuga seria o melhor.
–Adeus, russinha. É melhor você e a gente da sua laia nunca mais aparecerem na minha frente.
Soltou a loira, que caiu nos braços da desesperada Katyusha. Lizzy, Jackson e Gilbert saíram correndo. Einrée e Emma escaparam para algum canto, e Arthur não sabia o que fazer — até que Mathias o puxou pelo braço pela segunda vez naquela noite.
Passou a mão livre pelos bolsos, –Deus, perdi meu celular!- e descobriu-se incapaz de ligar para Francis e avisar qualquer coisa.
–Entra no carro, Arthur, ou a culpa vai cair em você! -Mathias foi o empurrando para um Cadillac preto, já ocupado por Lizzy, Gilbert e Jackson, que já dava a partida.
Arthur entrou de qualquer jeito, e foi seguido por Mathias. Jackson mal deu tempo de fecharem a porta e disparou a correr — por Roosevelt, uns duzentos quilômetros por hora? Esse cara não conhecem limites de velocidade?
–Você tinha que apontar a arma para aquela russa suja, Jackson! E se nos pegarem agora? -Gilbert brigava com o chefe.
–Até parece que é a primeira vez que você foge da polícia, Gil! Larga de ser fresco! -Jackson o gritava de volta.
Lizzy, no banco de trás com Mathias e Arthur, era a mais calma dos três. Mathias havia entrado na discussão, e o inglês estava horrorizado demais para esboçar qualquer reação.
Enquanto faziam o caminho de volta para casa, o clima da discussão foi se amenizando e a velocidade, diminuindo. Lizzy já ria de alguma coisa com Mathias, Gilbert se calara, e Jackson estava em seu humor normal, apenas chateado por ter deixado seu livro com as gêmeas. Já Arthur não conseguia pensar em nada, apenas que seu primo deveria estar desesperado a essa altura.
–Aquele lá é o Andrej? O que esse idiota está fazendo? -Gilbert apontou para um garoto a poucos metros do carro, de moletom e um capuz que cobria quase por completo os cabelos negros e lisos. -Para aí, Jackson, deixa ele entrar!
–Andrej? Ah, não podemos deixar que um trairinha desses seja pego pela polícia! -Jackson disse, parando o carro e abrindo a janela. -Entra aí, Andrej.
Arthur viu as inscrições em seu moletom, Croatia Rules ou algo do tipo. Ah, ótimo, outro gangster para me atormentar!
–Só uma pergunta, Mathias. -o inglês sussurrava no tom mais baixo que podia. -Se Jackson disse que ele é um trairinha, porque não o entregar para a polícia?
Mathias riu um pouco.
–Ah, inglesinho, você é muito inocente! É o seguinte: além de ser croata, o que o deixa bem próximo do Red Army, Andrej ainda tem fama de ser um dos maiores duas caras desse mundo. Ele é gente fina, mas nem um pouco confiável. Aí seguimos aquela política de mantenha seus amigos por perto, e seus inimigos mais perto ainda, me entende?
Não, não entendo esse universo deturpado e confuso em que vocês vivem, Arthur quis dizer, mas não teve a coragem.
O tal Andrej entrou no carro, se espremento do lado de Lizzy.
–Aonde estava indo a essa hora, Andrej, seu idiota? -Gilbert o caçoava.
–Ah, sabe, é sábado a noite e eu não tenho nada pra fazer, então ia pra casa do Nikola e da Zlata, já que não encontrei vocês. Por onde estavam?
–É uma longa história... -Gilbert foi contando.
–Então, a Natasha e a peituda tiveram o descaramento de aparecer lá? Ah, cara, não acredito!
–Chegamos. -disse Jackson, interrompendo sua mudez. -Inglesinho, é melhor passar a noite aqui. A não ser, é claro, que você tente pegar um táxi correndo o risco de ser pego pela polícia. Andrej, vai ficar por aqui?
–Ah, acho que vou, não tenho nada pra fazer...
Arthur tremia. Santa Rainha, eu quero ir embora!
–Amanhã eu te deixo em casa, inglesinho. Pode ficar tranquilo. -Mathias o assegurou, sorrindo.
–Kesesese, não precisa ter medo de ficar aqui! Você na sala comigo, a Lizzy e o Mathias. Não precisa temer sua virgindade ou coisa do tipo. -Gilbert riu.
Como se fosse isso o que eu realmente temesse.
–T-tudo bem... acho que não tem problema. -Arthur soltou, as palavras não exatamente condizendo com sua vontade.
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–Tchau, inglesinho! Foi ótimo te rever! -Mathias foi se despedindo do inglês, após deixá-lo no prédio de Francis. Arrancou o Cadillac preto com tudo e desapareceu.
Arthur atravessou o pátio e subiu correndo as escadas. Tocou o interfone do francês, que abriu imediatamente.
–Por Deus, Arthur, o que aconteceu? Você parece que não dormiu a noite inteira! -e como conseguiria naquela casa, naquele estado, naquela ocasião?, pensou Arthur. -Por onde andou? Chéri, te liguei o tempo inteiro e você não atendia! Fiquei preocupado! Quem te deixou em casa?
–M-me deixa em paz, Francis. -Arthur saiu correndo para seu quarto e se trancou.
Sentou-se à escrivaninha e tentou concluir sua resenha sobre Sonhos de Uma Noite de Verão. Não conseguiu. Apenas pensava naquela arma apontada para a garota russa, e em como alguém como Jackson não hesitaria em tirar a vida de outra pessoa.
Começou a chorar. Soluçava.
Por favor, meu Deus, por favor, eu quero que tudo isso acabe!
Notas finais
Só um spoiler: alguém tem que vir entregar o celular do Arthur, não acham? xD
Nha, nem um pouco satisfeita com esse cap... :/
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