Unclear

2 Capítulo 01 - Demônios


A garota avista uma loja de armas, correndo desesperada ela entra pela porta fazendo muito barulho, seus olhos brilhando buscavam o atendente e quando o avista simplesmente dispara em sua direção — Vocês tem uma lança comprida?

O atendente mostra um sorriso simpático, ele se abaixa e traz em seguida em sua mão uma lança prateada com as pontas douradas, detalhes vermelhos a deixavam linda e sua ponta era brilhante e muito bem afiada. — Eu tenho essa daqui, o nome é estranho pois eu mesmo a fiz então a nomeei... Sandalf.

O atendente estava tímido, porém estava gostando de apresentar sua obra a uma cliente que parecia tão satisfeita e empolgada com a lança.

— É linda, quanto é? Não posso pagar muito... E gostei do nome, aliás.

A garota se debruça no balcão, parecia pensar que o atendente não aceitaria uma pechincha.

— Posso fazer um preço bem humilde, não tem problema, só quero vela em prática e você parece talentosa, que tal 250 roynes?

A garota esbanja um sorriso de orelha a orelha, aperta a mão do atendente e diz —Feito.

O atendente se vira e atravessa a cortina que fica atrás de seu balcão que dava a divisa com sua casa, ele se abaixa e pega uma Zweihaender, um par lindo de espadas douradas, pareciam raras estavam embainhadas devidamente por uma bainha de couro marrom.

— Mano, o papai mandou a Leissa dizer que Karmesin quer lhe ver — Era um garotinho de doze anos, irmão do meio do atendente que vinha correndo em direção ao irmão enquanto ele escondia a Zweihaender numa bolsa de seda frágil e a colocava na cintura, como seu tamanho era médio e a bolsa era grande dava para disfarçar bem.

O irmão atendente acena com um sim pela cabeça e se levanta, ele atravessa o balcão com um pulo e sai pela porta da loja, a rua de pedra sempre o encantou, ela levava até um grande palácio se subisse a ladeira, era o castelo do Rei, o Rei era um homem considerado piedoso, porém nunca ninguém o viu, um fato interessante seria o nome do rei, War.

O atendente dobra a primeira esquina a direita e segue reto pelo rua de terra, no fim dessa rua tinha um pequeno casarão de pedra. A rua estava um pouco esburacada, havia mais buracos que de costume. O atendente chega aos portões do casarão e avista seu pai perto do portão principal de madeira.

— Pai. — Ele acena com as mãos.

O homem que atendeu esse chamado era loiro e robusto, tinha a pele meio morena devido ao trabalho diante do sole vinha correndo na direção do garoto. Ele parou dizendo que Karmesin, seu patrão queria ver o garoto, queria lhe pedir um favor. O garoto entrou no casarão passando pelo portão principal e caminhando até a porta devagar. Ele a abre gentilmente, seus olhos enxergam uma escada de pedra que levava ao segundo andar, subindo assim então.

Quando o garoto chega ao segundo andar ele se depara com uma enorme sala de jantar, uma mesa gigante com várias cadeiras de madeira, havia muita comida servida e a pessoa encostada na parede era sua mãe, a empregada. Ele conseguiu ver também um homem robusto usando uma capa vermelha por cima de uma armadura dourada brilhante.

— Samara, deixe-nos a sós. — Disse o homem.

Sua mãe desencosta da parede e deixa o recinto, ao passar por seu filho ela lhe encara com um rosto esbanjando preocupação. O garoto se aproxima do homem e o cumprimenta.

— Deseja algo de mim, senhor? — Diz o menino.

O homem vira o pescoço e se alinha ao garoto, ele se levanta em seguida e o manda sentar em seu lugar, o homem assume o lugar do lado oposto da mesa, assim encarando-o frente a frente.

— Arthur, você sabe dos assassinatos quem afligem essa nação ultimamente, não sabe?

Arthur pensa no pior, qualquer coisa passa pela cabeça dele nessa hora.

— Sim, pessoas devoradas, não é?

O homem se levanta e o encara.

— Até mesmo eu estou preocupado com minha família, eu soube que você é um bom caçador noturno. Indaguei-me várias vezes disso mas, será que não poderia caçar essa coisa por mim?

Arthur se levanta espantado, sua face parecia gélida e paralisada ele começava a ficar pálido, sua boca estava secando e ele deu de ombros, murmurando.

— Acho que posso, pela quantia cert- não. Só... Ajude meus pais e minha família, prometa-me isso e faço qualquer coisa.

O homem se levanta, caminha até Arthur e o vira pelos ombros para que lhe olhe cara a cara, Karmesin gostava de conversar com as pessoas olhando em seus olhos e gostava que as mesmas o fizessem também.

— É claro.

Arthur acena com a cabeça em concordância e depois se vira, indo embora pela escada, o homem o fica encarando com uma face sorridente e aliviada.

Arthur desce as escadas e sai do casarão, ignorando constantemente os avanços de indagação feitos por seus pais. Ele corre de volta a loja e se prepara para a noite, começa a polir sua Zweihaender dourada e a deixa brilhante. A noite chega e seus pais dormem inocentemente, é meia-noite e tudo está escuro. A casa está silenciosa e Arthur pretende que ela continue assim, ele sai esgueiro pela porta dos fundos e sai em direção a floresta, onde acreditava que a criatura estaria, inocente pensando que era somente algum animal selvagem.

Chega ao pé da floresta, e quando olha para os lados avista uma sombra negra e robusta parada o observando, apenas era possível ver a luminosidade de seus olhos vermelhos em transcendência com a luz da lua.

Ele começa a correr na direção oposta, sente-se ameaçado e quando se vira percebe que a sombra o está perseguindo numa velocidade fora do comum, ele corre tudo o que pode, se desespera e pensa em revidar mais aquilo não parecia humano, era fora de questão tentar lutar com algo desconhecido ele pensou.

Suas pernas começaram a doer, porém a sombra não diminuía a velocidade, ele estava confuso e com medo, correndo o mais rápido que podia Arthur avista uma cabana d emadeira alta, ele tenta invadir e se proteger, porém suas pernas falham, a câimbra tinha começado e eles cai na porta da casa, fazendo um certo barulho, a sombra o alcança e o olha fixamente sem mexer um único músculo, Arthur pensou que era seu fim, que estava tudo acabado, e quando ele tenta tirar sua Zweihaender as luzes da casa se acendem, chamando atenção da sombra que de perto parecia humana, porém ainda tinha um ar de monstruosidade. Ela destrói a porta em um murro e ignorando Arthur invade a casa. Arthur podia ouvir os gritos e os sons de um corpo sendo estraçalhado, a voz de uma mulher diminuindo até a morte, então sem pensar duas vezes ele se levanta, e mesmo com câimbra ele consegue correr até a entrada floresta, sua casa ficava perto dali, e então fixamente olhando em direção a cabana ele percebe que ainda havia agitação, que significava que a criatura ainda estava devorando aquelas pessoas, não sendo seguido ele se esgueira até a porta de sua casa e quando a câimbra passa ele esmurra a porta, forçando sua abertura.

— Me esconder, eu tenho... Tenho que... Me esconder...

Arthur tranca a porta e se joga no chão, mantendo as costas presas a porta esperando que a criatura tente esmurra-la ele tenta a proteger com toda a força, mais o mesmo não acontece e durante o amanhecer toda aquela tensão e pavor some como num passe de mágica.

Arthur acorda cedo, antes de toda sua família, então ele percebe que estão todos bem, nada havia acontecido, porém ele também não conseguiu matar a tal fera, foi ao seu quarto e se jogou em sua cama, ele estava depressivo pensando que aquelas pessoas morreram por usa causa, então tudo ficou negro enquanto ele finalmente conseguia dormir.