Uma seleção mágica
8 Capítulo 8 - Bilhetes
Notas iniciais
Lily
O lugar era lindo. E era reforçado em graça pela figuras centrais à mesa. O Rei Maxon e a Rainha América. Ainda mais reais e simpáticos que na tv. O rei levantou e nos saudou.
– Por favor senhoritas, sentem-se à mesa conosco. Rapazes, a mesa grande acomodará todos vocês. É um prazer tê-los aqui. Sintam-se a vontade.
Os príncipes entraram. Os outros selecionados não. Sabíamos o motivo. Foram embora.
Meu lugar ficava entre Ana Fidelis e Camila Hora, italianas.
– Você pode me passar a torrada, por favor?
– Claro. — o que eu perderia sendo simpática com ela? — Aliás, sou Lilian. — me apresentei enquanto passava a torrada para ela.
– Brigada. Sou Camila.
Conversamos mais um pouco e Ana se juntou a conversa. Por toda a mesa, as dez meninas restantes conversavam baixinho. A família real parecia muito a vontade para quem estava recebendo quarenta pessoas em sua casa. Cinco dos rapazes tinham indo embora.
Ao lado do casal, se sentavam Marlee e Carter, assessores pessoais. E Aspen e Lucy, outro casal querido. Somados os príncipes e nós, era uma mesa quase tão lotada quanto a dos rapazes.
Johanna conversava com Marlee animadamente. Olívia Valastro ficou ao lado da princesa Eadlyn, que tentava puxar conversa. Olívia parecia ficar mais vermelha a cada palavra.
Café da manhã encerrado, Marlee anunciou que ela e Carter ficariam responsáveis pela nossa instrução. Marlee nos daria aulas. Carter daria aula aos rapazes.
Fomos liberados do café para começar nossas aulas. Etiqueta? Ok. História? Ok. Legislação? Oi?
Íamos começar as primeiras porque era o básico. Legislação teria quem ficasse na elite.
Ren
Foi mais fácil que eu pensei escolher quem iria embora no primeiro dia. Meu pai tinha razão Tinha que deixar fluir.
Acabei não ficando em uma ponta na mesa e fiquei entre Lyn e Aspen.
– Como foi a despedida?
– Péssima. Como dizer a alguma garota que não rolou química e que você não vê futuro algum nela?
– Não desse jeito Ren. — disse ele aos risos — Você precisa mostrar de uma forma mais delicada. Seja você mesmo. É um rapaz ótimo.
– Mudando de assunto... Quando Kyle volta? Tô começando a sentir falta daquele idiota.
– Acho que semana que vem acaba o treinamento. E ele decide vir pra cá ou pra alguma província.
Kyle era filho de Carter e Marlee e uma das poucas companhias com as quais crescemos no palácio. Ele estava treinando para ser guarda. E Aspen cuidava de toda a logística do treinamento.
Carter e meu pai conversavam sobre orçamento, minha mãe e Lucy sobre as escolas em Illéa, Lyn tentava puxar conversa com uma das selecionadas, Marlee também. O clima lembrava as festas de família. Quando o lado Singer da família e o Schreave se juntavam. Grandes risadas, muita música e comida. Hoje era muito semelhante. Pela primeira vez eu via o lado badalado da seleção. O lado que não era só a obrigação, "tenho que escolher uma esposa". Nesse momento era uma festa. Que ia durar semanas, meses. Eu podia escolher minha noiva primeiro, me casar. E curtir o ser príncipe com ela. Antes da Eadlyn escolher seu noivo. E então haveria a grande cerimônia. O novo casal real.
Por agora éramos só a família e um monte de gente que queria fazer parte dela.
Todos os selecionados e selecionadas saíram para suas aulas. E nos fomos aos afazeres do dia. Que venha a chata reunião sobre os exércitos.
Lily
A aula foi tranquila. E fui ao meu quarto me trocar para o almoço. Como sempre, minhas criadas já estavam lá.
– Como foi a manhã, senhorita? — perguntou Lea.
– Foi agradável. Mas as aulas são meio monótonas.
– Que vestido quer usar no almoço, senhorita?
– O verde, Mona. Ele é lindo. Fico impressionada com a habilidade de vocês.
Nós conversamos e rimos como no dia anterior. Elas eram muito simpáticas e agradáveis. E me faziam sentir em casa.
Lembrei antes de sair de escrever uma carta pra casa. Quando me pus a escrever, ouvi uma batida na porta. Mona abriu e recebeu dois bilhetes de outra criada endereçados a mim.
O primeiro era do príncipe. Me chamando a passear com ele depois do almoço. (!!!!!!!!!!!)
O segundo era bem improvisado e me chamou mais atenção. Dizia uma frase pequena. Mas que me tirou de órbita.
"Eu sei o que você é."
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