Uma seleção mágica

7 Capítulo 7 - Ruiva


Notas iniciais
Oi povos... tô amando receber de vocês os feedbakcs por mensagem. Por favor, continuem. Comentem, recomendem. E lá vai mais um cap.

Ren

Ao abrir das portas, todos os selecionados estavam lá. Mas passei o olhar direto além, e as vi. Doze. Minhas doze. Minha única chance de ser feliz.

– É um prazer ter todos vocês em nossa casa. — começou a Lyn. Eu via as mãos dela suarem e ela se esforçar para não demonstrar — Eu e meu irmão iremos conversar com vocês juntos, de um por um. — isso era novidade. O olhar dela me pedia que não discordasse e a ajudasse.

– Faço minhas as palavras de minha irmã. É um prazer tê-los aqui. Por favor sentem-se e iremos chama-los.

O primeiro rapaz não tinha nada de interessante. Um cara comum, com uma vida comum. Lyn não mostrou nenhuma reação. Foi educada e majestosa. Como devíamos ser.

Ao longe, enquanto eu fingia ouvir o cara-comum-de-sei-lá-onde, um movimento capturou minha atenção. Uma das garotas brincava com o cabelo ruivo. Lembrei do que minha mãe fazia quando ficava nervosa. Foi bom notar algo familiar em toda aquela situação. Reparei na garota dessa vez. Ela era bonita e parecia ter olhos tão sinceros.

– Foi um prazer te conhecer, Adam. Se puder chamar o próximo, por favor.

– O que você gostou nele? Parecia um chato.

– Eu sei. Mas ele tem olhos gentis. Não podia só dispensa-lo.

– Tá. Mas saiba que o povo anseia por ver alguns partindo.

– Eu sei, mas não posso me negar a chance de conhecer eles melhor. Vou me casar com alguém aqui.

– Entendo isso. Mas ele é chato e tedioso.

Ela me calou com um olhar e cumprimentamos o próximo candidato.

Lily

O príncipe parecia ser mais elegante e bonito pessoalmente. Eu não admitiria isso pra ninguém.

– Ele é lindo! — disse Johanna verbalizando minhas palavras.

– É, um pouco.

– Querida, não sei como são os garotos em sua cidade, mas ele põe os da minha no chinelo.

Rimos e fomos nos sentar.

A fila foi andando devagar. O fato de sermos tantos fazia demorarmos mais.

Johanna mandou eu parar de estragar meu penteado. Eu nem percebi isso. Mexer nele era tão natural.

Parei e fiz uma careta pra ela. Esperei ter sido discreta. Mas quando olhei pra frente, vi o príncipe me olhando rindo.

Fiquei tão vermelha quanto meu cabelo. Ele parecia pedir desculpas a princesa e ao selecionado da vez. Esse já era o décimo quinto.

Que fome.

Ren

A garota ruiva parecia tão encabulada. Eu estava contando os minutos pra saber o nome dela.

Eu me recusei a ver as fichas delas até agora. Só tinha visto seus rostos no Jornal, no dia da seleção. Não queria me afeiçoar a elas, imaginar como eram, antes de as conhecer.

Depois de uma fila enorme, poucos comentários trocados com minha irmã, chegou minha vez. Inglesas e italianas lindas, morenas, loiras, ruivas, de todos os tamanhos e personalidade... Ok. Agora bateu o nervosismo de novo.

A primeira era Emma. Emma. Emma. Era isso. Só ficou seu nome. Era só uma a mais. Não era interessante, nem bonita. Não rolou química. Não valia a pena.

– Você pode ficar mais um pouco depois, Emma?

– Claro.

– Porque a interrompeu?

– Ela era tão interessante quanto o Adam. — ri da minha piada improvisada e recebi a próxima garota.

Depois de algumas interessantes e outras nem tanto, chegou a vez dela. A ruiva. Tinha mais algumas na seleção. Muitas pintaram para se assemelharem a minha mãe. Mas essa não. Essa era natural, radiante e real.

– Altezas.

– Olá, Lilian. — começou minha irmã, ao notar meus dois segundos a mais analisando ela.

– É. Oi Lilian. Sou Ahren. (eu tinha como ser mais atrapalhado?)

– É... eu sei alteza. (claro que ela sabe. Ande... fale algo... fale qualquer coisa..)

– Seu cabelo é natural?

Ela pareceu meio surpresa pela pergunta. Eu também estava. Lyn parecia perguntar com os olhos "que diabos você está pensando?". Nem eu sabia.

– Sim. Sou ruiva desde sempre.

– Como é a Inglaterra? -perguntou Lyn tomando a frente.

– É bem legal.

– O que você faz por lá? — perguntei quando voltei a pensar.

– Estudo. E fico com minha família.

– Você tem ideia do que quer fazer quando terminar a escola?

– Penso em política internacional.

– Isso é bem legal. Trabalharia com Illéa.

– Certamente. É um país em ascensão. A Inglaterra reconhece isso.

Lily

Sei que acabei me empolgando. Mas estávamos na minha área. Só não podia falar do ministério. E da escola de magia daqui. Nem dos meus pais.

– ... e sempre achei que lá deviam investir em qualidade de vida.

– Eu sei. É um lugar ótimo. Mas o povo passa fome e uns poucos controlam toda riqueza...

O olhar da princesa Eadlyn transparecia o tédio do rumo que nossa conversa tinha tomado. Ela o chutou discretamente para o fazer parar.

– Céus, Lilian. Estamos aqui há mais de meia hora. Tenho certeza de que continuaremos esse assunto em outra oportunidade. Me faça o favor de chamar a próxima.

Fui pro meu lugar e sentei. Johanna me perguntou como ele era.

– Inesperado. Inteligente. Incrível.

Logo foi a vez dela e pude parar de usar adjetivos com "i".

Quando todos acabaram, eles se levantaram.

– Por favor, os que pedimos que ficassem, fiquem. O restante, podem ir ao salão.

Alguns rapazes e duas de nós ficaram. Emma e Manuela. Os opostos. Mal reparei que íamos conhecer o casal real.

Entramos no salão. E lá estavam eles...

Notas finais
E aew? O que tão achando?