Uma prova de Amor.
2 O Aniversário.
P.O.V. Amara.
Hoje é nosso aniversário e vamos ao Genaro's comemorar. Pedi pra Elena convidar o Silas e o Stefan.
–Qual deles é mais bonito?
–Qual você acha?
–Não sei.
–Esse.
–É tão curto.
–Bom, então porque não tenta ir de calça Jeans?
–O que você acha deste?
–Você gostou?
–Sim.
–Então colocamos.
–Você pode arrumar o meu cabelo?
–Claro.
Minha irmã alisou o meu cabelo e fez um penteado bem bonito com tranças e rabo de cavalo.
–Quer passar maquiagem?
–Sim.
Uma maquiagem bem clarinha nem parecia que eu estava usando.
–Pronta?
–Pronta.
Nós fomos de carro até o restaurante e quando o rapaz estava colocando os talheres na mesa Elena pediu:
–Não moço, pra ela tem que ser uma colher por favor.
–Tudo bem senhorita, eu volto já.
Elena cortou o macarrão e as almôndegas para que eles coubessem na colher. Eu não conseguia evitar de olhar pra eles, estavam em todos os lugares.
–Amara!
–Ham?
–Tudo bem?
–Tá sim.
P.O.V. Silas.
Ela tem que comer com uma colher já que gosta de usar a faca pra cortar os pulsos e seus olhos vagam pelo ambiente o tempo todo olhando para o nada.
–Vamos marcar de sair algum dia Amara, só você e eu. O que acha?
–Eu posso levar a Elena?
–Amara, ele está te convidando para um encontro.
–Ah! Desculpe.
–Tudo bem.
–Se for te fazer sentir mais segura leve o celular.
–Eu quero.
–Coloquei meu número na discagem rápida e se precisar me ligar é só apertar o um e a estrelinha.
Ela de repente se virou bruscamente e olhou chocada para o nada.
–Mamãe. Eu posso ver a mamãe.
–É mesmo? Onde ela está agora?
–Ali!
Disse apontando para perto do balcão do caixa.
–Ela está sorrindo pra nós.
–É mesmo?
–É.
–Já terminou de comer?
–Já.
–Vamos pra casa?
–Tá bem.
–Tchau Meninos, obrigado pelo jantar. Espero que possamos sair mais.
–Nós que agradecemos e também queremos repetir a dose.
–Tchau Amara.
–Responde. Fala tchau.
–Tchau Silas.
–Tchau Elena.
–Até logo Stefan.
Elena ajudou a irmã a subir no carro, colocou-lhe o sinto de segurança e elas foram embora.
P.O.V. Elena.
–Gostou da noite?
–Aham. Foi muito legal.
Estamos as duas sentadas na cama. Eu estou desfazendo a trança de Amara e penteando seus cabelos.
–Vamos escovar os dentes e lavar o rosto.
–Tá bem.
–Te amo irmã.
–Eu também te amo.
Nós fomos dormir nas nossas camas e como amanhã é sábado vamos jogar vôlei na praia.
–Até amanhã.
–Até amanhã.
Na manhã seguinte...
Fomos á praia jogar vôlei e encontramos com o Jeremy e a Bonnie.
–Oi irmãzinhas a quanto tempo.
–Oi Jer, como vai?
–Vou bem obrigado.
–E você Bonnie?
–Bem também.
Decidimos ficar juntos e então encontramos com os gêmeos Salvatore que estavam acompanhados de outro rapaz.

–Oi.
–Olá senhoritas.
–Quem é você?
–Sou Damon Salvatore.
–Nosso irmão mais velho.
–Eu sou Elena, ela é Amara e essa é a Katherine.
–Oi. É um prazer conhecê-las.
–O prazer é todo meu.
–Vamos Amara, fale oi.
–Oi.
–Vamos jogar?
–Jogar o que?
–Vôlei.
Fizemos o clássico meninos versus meninas, infelizmente o irmão mais velho deu uma bolada na cabeça de Amara.
–Amara!
–Qual é a sua cara?
–Relaxa Jer, foi um acidente.
–Desculpem, eu calculei mal a força. Ela vai ficar bem?
–Claro que vai. Ela é uma menina forte.
Quando acordou começou a chorar.
–A minha cabeça tá doendo!
–Você quer voltar pra casa?
Ela assentiu.
–Eu não quero voltar!
–Nós vamos de ônibus.
–Não. Eu me sinto responsável então eu levo vocês.
–Obrigado. Vem.
–Elena.
–Fala.
–A bolada acordou as vozes da minha cabeça.
–Aguenta só um pouquinho tá, nós vamos pra casa e lá você toma o remédio.
P.O.V. Damon.
As tais trigêmeas eram mesmo umas gatas. Nós jogamos uma partida de vôlei, a tal Amara era muito distraída e meio estranha estava sempre olhando para o nada. Eu quis me aproveitar da sua distração e acabei dando uma bolada na cabeça dela.
Estávamos eu, Elena e Amara no carro quando esta fala algo que me intriga:
–A Bolada acordou as vozes da minha cabeça.
Depois de matutar bastante e pesquisar na internet eu descobri o que aquela fala significava. Amara era esquizofrênica.
–Cara! Que chato.
–O que foi Damon?
–A moça Amara, acho que ela é esquizofrênica.
–Ela é sim.
–E aquela Katherine, ela nem se importou com o fato da irmã doente ter tomado uma bolada.
–É a Katherine é egoísta ao extremo e a Elena é o contrário.
–Que família ein?
Silas diz que Amara não pode comer com garfo e faca e que tentou se matar na escola na hora do almoço dentro do refeitório.
–Nossa!
–Elena teve que correr com ela pro pronto-socorro e antes disso ela arrancou as ataduras e começou a beber o próprio sangue.
–Ela não vai ao banheiro sozinha, ela não vai a lugar nenhum sozinha. Silas a convidou para um encontro e ela perguntou se podia levar a Elena.
–Isso deve ter sido engraçado.
–E quanto a outra o que ela faz para ajudar as irmãs?
–Nada. Elena trabalha como garçonete no Grill, estuda e cuida da irmã.
–Que horror.
–Jeremy me contou que a Elena deu um ultimato para a irmã. Ou ela colabora ou arruma outro lugar pra morar e o plano está dando certo.
–Que plano?
–Elena lava só os pratos dela e os de Amara e o mesmo vale para todo o resto da casa.
–Porque Amara não pode lavar as próprias coisas?
–Ela tentou se afogar na banheira, cortou os pulsos com uma faca e meteu a mão na panela de água fervendo.
–Nossa!
–Elena mandou tamparem o buraco da banheira, mantém as facas num armário trancado com um cadeado e deixa o gás desligado, coloca protetores nas tomadas etc.
–Em resumo, Amara é um bebê no corpo de uma adolescente.
–Por aí.
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