Uma prova de Amor.
3 Cuddles.
P.O.V. Elena.
Mesmo eu não querendo tenho que ir ao supermercado e á farmácia para comprar os remédios da Amara.
—Amara, eu vou ter que sair e você vai ficar aqui. Qualquer problema me ligue, eu deixei comida na geladeira é só você colocar no prato e esquentar no micro.
—Tá.
—Tchau. Qualquer coisa ligue.
Uma hora depois de eu ter saído toca o celular.
—Alô?
—Elena, a Cuddles não acorda.
—O que aconteceu?
—Ela veio aqui e ficou miando e miando, eu só queria que ela ficasse quieta daí eu bati na cabeça dela com a vassoura.
—Ai Meu Deus! Calma que eu já chego aí.
—Depressa.
Ai Senhor. Amara matou a gata da senhora Thompson.
Quando cheguei em casa tinha sangue de gato pra tudo o que era lugar.
—Meu Deus!
—Eu só queria que ela ficasse quietinha.
—Tá. Vou falar com a senhora Thompson e já venho.
Bati na casa dela e a senhora atendeu.
—Sim?
—Senhora Thompson, aconteceu um acidente com a Cuddless.
—Onde?
—Lá em casa, vem comigo.
Quando ela chegou e viu o que tinha acontecido começou a chorar.
—Amara não teve a intensão de machucar a Cuddles. Eu prometo que vou te comprar outro gato.
—A sua irmã maluca matou a minha bebê!
—Foi sem querer.
—Eu só queria que ela ficasse quieta.
—Podia ter espantado ela ou levado-a pra casa!
—Elena disse que eu não podia sair.
—Bom, está bem. Eu vou relevar por causa do seu problema, mas eu quero outro gato!
—Certo eu vou agora mesmo comprar o gato.
—Acho melhor levá-la pra casa. Minha pobre Cuddles.
—Eu vou limpar isso aqui. E você vai tomar banho e trocar de roupa.
—Tá.
—Coloque uma roupa bonita porque você vai ao encontro com o Silas.
—Posso usar aquele seu sapato vermelho?
—Pode, mas tenha cuidado. Não quero que caia como da outra vez.
—Tá bem. Eu prometo.
P.O.V. Silas.
Quando cheguei a casa dela Amara já estava me esperando. Com um lindo vestido vermelho.
—Oi.
—Oi.
De longe pude ver Elena ajoelhada no chão esfregando a parede.
—Porcaria de sangue de gato.
—Sangue de gato?
—Sim. Amara acidentalmente matou o gato da vizinha.
—Como?
—Deu uma vassourada na cabeça dele.
—Porque?
—Porque ele veio aqui e ficou miando na cabeça dela. Daí ela perdeu a paciência e adeus Cuddles.
—Nossa!
—Eu sei.
—Vamos?
—Vamos.
—Ah! Silas, cuida dela pra que não caia com esse salto.
—Tá. Eu prometo.
—Divirtam-se.
Fiquei chocado ao saber que Amara havia assassinado o gato de sua vizinha, mas eu sabia que ela era doente.
Diferente dos outros casais que estavam sempre olhando um nos olhos do outro eu olhava pra ela, mas ela só retribuía de vez em quando.
Assim que o garçom começou a colocar os pratos na mesa me lembrei das instruções de Elena.
—Não moço, pra ela tem que ser uma colher por favor.
—É pra já.
—Então Amara, como foi o seu dia?
—Foi bom. Eu fiquei em casa e a Elena foi no supermercado e na farmácia.
—Que remédios você toma?
—Os que a minha irmã me dá.
Então ela não sabia o nome dos medicamentos.
—Qual é o nome do seu médico?
—Doutor Richard Cavil e Doutora Vanessa Pagline.
—O que você faz com eles?
—A doutora Vanessa conversa comigo e me deixa desenhar nas folhas com giz de cera e o doutor Richard conversa com a Elena e dá folhas brancas pra ela que as leva na farmácia e as troca por remédios.
Então deduzi que fossem o psiquiatra e a psicóloga.
—O que você faz pra se divertir?
—Assisto tv, ajudo a Elena a cuidar do Hector, saio pra passear com ela e nós vamos jogar vôlei na praia e fazer compras.
—Quem é o Hector?
—O peixe da Elena. Uma vez eu dei muita comida pra Lola e ela explodiu.
—Lola?
—A antiga peixa de Elena.
—Como é o peixe da Elena?
—É vermelho e parece que o rabo dele é feito de tecido. Quando ele nada as nadadeiras se mexem de um jeito bonito.
Quando a comida chegou eu tive que cortar para que Amara conseguisse comer.
—Eu quero ir ao banheiro.
—Oh! E agora?
—Você tem que me levar.
Depois de explicar a situação pro gerente ele me deixou levá-la ao banheiro sem reclamar.
Quando a beijei eu a peguei de surpresa e ela assustou.
—O que foi isso?
—Um beijo.
—Não. Eu dou beijo na Elena e ela em mim e não é assim.
—É um tipo diferente de beijo.
—Então tá. Pode fazer de novo?
—Posso.
Fiquei beijando ela até cansar.
—Sabe, quando eu olho pra você Amara, eu só vejo um anjo.
—Então você consegue ver eles também?
Eu ri.
Ela é tão inocente e não entende as minhas cantadas.
—Não. O único anjo que eu vejo aqui é você.
—Ah! Entendi.
—Vamos pra casa? Aposto que a sua irmã está preocupada.
—Vamos.
Dito e feito. Elena ainda estava acordada e quando chegamos ela examinou a irmã de cima a baixo.
—Está tudo bem mana?
—Tá.
—Quer entrar Silas?
—Acho melhor não, está tarde.
—Ah, por favor. Só um pouquinho?
—Bom, certo.
—Oba! Vem, vou te levar pra conhecer o Hector.
Amara me arrastou pra dentro e me levou até o quarto delas.
—Silas, esse é o Hector, Hector esse é o Silas.
—Não vai falar oi?
—Oi.
—Ele gostou de você.
Eu estou aqui falando com um peixe. Acho que endoidei, mas se isso deixa ela feliz então por mim tudo bem.
—Acho que tá na hora de falar tchau.
—Tchau.
—Tchau.
Beijei-a pela última vez, por hoje e fui pra casa.
—Ah, minha doce Amara.
Fiz uma pesquisa sobre a família delas e descobri que uma de suas ancestrais Tatia Petrova foi queimada na fogueira como bruxa em 1307. Mas, antes da morte ela e o marido Elijah tiveram uma filha. Depois da morte da esposa Elijah e a menina Tessa vieram pra Mystic Falls fugindo da inquisição.
Os pais delas eram Miranda Petrova e Grayson Gilbert.
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