Uma prova de Amor.
7 Nos vemos no tribunal.
P.O.V. Embry McCartney.
Desta vez Tessa foi longe demais. Os familiares da garota vão entrar com um processo na justiça contra ela por sequestro e tentativa de homicídio.
E pra piorar a menina ainda tem problemas psiquiátricos e foi diagnosticada com esquizofrenia.
—Tessa! Venha cá!
—Sim papai?
—Desta vez a senhorita passou muito do limite! Onde já se viu? Sequestrar a menina e deixá-la para morrer?
—Eu sou inocente. Não fiz isso.
—É o que vamos ver. Se a culpa for sua juro que te deixo apodrecer na cadeia menina.
No dia do julgamento a menina foi chamada para depor e apesar de demorar para responder e precisar que a irmã a incentivasse ela contou tudo o que houve.
—Conte nos o que houve senhorita Petrova.
—Tessa me pegou enquanto eu dormia, quando eu acordei eu estava dentro da gaiola e ela me chamou de va- vadia ladra de namorado e disse que eu merecia morrer por ser namorada do Silas.
—E ela já havia feito ameaças á você?
—Foi. Ela disse que o Silas era dela e que eu iria pagar por roubar ele dela.
Quando Tessa testemunhou a juíza olhou pra ela com uma cara que até eu fiquei com medo.
—Você nega as acusações?
—Claro! Ela é perturbada! Quem nos garante que não se machucou sozinha e depois jogou a culpa em mim?!
—Senhorita McCartney, isso é um tribunal e não um circo. Tenha calma.
—Me desculpe meritíssima.
—É verdade que a senhorita não aceita o fim do relacionamento com o senhor Salvatore?
—Não. Claro que não.
Depois de apresentadas todas as provas e ouvidas todas as testemunhas minha filha foi condenada a 20 anos de prisão.
—Papai! Papai! Não deixem eles fazerem isso comigo!
—Você fez isso com você mesma Tessa. Onde foi que eu errei?
A menina foi levada pra casa e quando elas passavam pelo corredor pra fora do tribunal eu as parei.
—Sinto muito.
—Eu também.
P.O.V. Amara.
Hoje eu falei na frente de um monte de pessoas e eu fiquei com medo. Muito mesmo porque eu iria enfrentar a Tessa. Mas, felizmente deu tudo certo.
—Podemos ir no shopping?
—Claro, mana.
—Quero tomar sorvete.
Lena e eu fomos tomar sorvete e fazer compras porque as minhas roupas estavam muito velhas e eu precisava de novas.
É tão difícil, eu não percebo a diferença entre as pessoas reais e as não reais.
—O que? Eu não sei!
—Amara?
—Eu já disse que não sei! Me deixa em paz tá bem?
—Amara?
—O que?
—Com quem está falando?
—A moça de vestido branco. Ali.
Apontei.
—Não há ninguém ali.
—Me.. me desculpe. Não percebo a diferença entre vivos ou mortos, real e imaginário.
—Tudo bem. Vai ficar tudo bem.
—Porque Deus fez isso comigo?
—Não sei. Mas, você é uma moça forte e bonita.
—Porque eu não posso ser normal como você, ou o Jeremy?
—Ai, Amara eu sinto muito. Mas a gente faz o melhor que consegue.
—Eu sei.
—Quer ir pra casa?
—Não. Vamos continuar as compras assim não temos que voltar tão cedo.
Eu não gosto de sair, porque eu sempre falo com alguém que os outros não vêem, eles ficam me olhando como se eu fosse louca. Mas, eu não sou louca eu só sou diferente, especial.
Sei disso porque a minha irmã me contou e a Elena nunca mentiu pra mim sobre nada.
Quando acabamos de fazer compras fomos pra casa.
—Tudo bem?
—Tá.
—Amara! Não minta pra mim.
—Me desculpe, desculpe. Desculpe.
—Pelo que?
—Por isso. Eu não queria que acontecesse, mas eles parecem de verdade e eu me confundo e você fica com vergonha.
—Ah, maninha. Eu não fico com vergonha, amo você do jeitinho que você é.
—Também te amo. Obrigado, por cuidar de mim.
—De nada.
—Elena, porque eu não posso dirigir?
—Porque você não sabe diferenciar o real do imaginário e pode acabar se ferindo ou ferindo alguém.
Nós tomamos chá e a Kate chegou com um namorado novo.
—Olá, eu sou Elijah Mikaelson.
—O filho do ricaço dono da firma de construção?
—Isso.
—Uau! Me impressionou.

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