Uma prova de Amor.

4 Os namorados e as invejosas.


P.O.V. Damon.

Apesar daquelas três terem o mesmo rosto elas são totalmente diferentes.

Com personalidades opostas. Amara é uma montanha russa emocional, Elena é gentil, altruísta e caridosa e a Katherine é egoísta, patricinha e metida.

Amara é toda hippie, Elena é super fã de jeans, cardigãs e tênis enquanto Kate adora salto agulha, decote e roupas curtas.

—Prontas pra festa da piscina?

—Sim!

—Que bolsa enorme Elena. Que tanto você carrega ai dentro?

—Protetor solar, ataduras, meu óculos de sol, os remédios da minha irmã, água oxigenada, meu celular, um kit com pasta de dente escova e fio dental, o kit de primeiros socorros, uma bolsinha com maquiagem e outra com os talheres da Amara.

—Talheres da Amara?

—Copo,colher e um prato. Tudo feito de plástico.

—Porque de plástico?

—Porque se ela derrubar não quebra e não teremos cacos de vidro com os quais ela provavelmente tentaria se matar.

—Credo.

—Vamos logo!

—Ai que isso, hoje é sexta-feira santa. Não me apresse!

Quando chegamos na mansão da Alice ela nos recebeu super bem.

Depois de um bom bate papo o irmão dela Emmett pegou Amara no colo e a jogou na piscina.

—Amara! O que você fez?!

—Joguei ela na piscina.

Elena arrancou a saída de praia e se jogou na água puxando uma Amara inconsciente pra fora.

—Katerina! Pega ela.

—Não me chame de Katerina!

—Pega ela!

Silas fez esse trabalho.

—Dá licença.

Elena fez respiração boca a boca e massagem cardíaca na irmã até que acordasse.

—Onde estou? Eu morri?

—Não. Graças á Deus.

—Porque não subiu quando eu te joguei?

—Porque as vozes mandaram eu ficar lá embaixo até ficar tudo preto.

—Quase que você me mata do coração.

Elena a abraçou.

O irmão mais velho de Alice ficou com cara de tacho.

—Nunca mais encoste na minha irmã! Ou eu não respondo por mim!

—O que está acontecendo aqui?

—O Seu filho Emmett jogou Amara na piscina e ela quase morreu lá dentro! Ela sofre de esquizofrenia e as vozes da cabeça dela mandam ela se matar!

—Emmett! Você me prometeu que iria parar com essas brincadeiras! Podia ter matado a moça!

—Eu quero ir na piscina Elena.

—Vou te amarrar na boia primeiro tá?

—Tá.

—Pronto. Pode até pular se quiser.

—Eu quero.

No fim Amara se divertiu e o irmão de Alice ficou de castigo no quarto sob a vigilância do doutor Cullen.

Dava pra ver as garotas olhando torto pra elas e paquerando a gente. Infelizmente ou Felizmente Amara nem percebia, estava mais interessada em olhar para as coisas brilhantes da mansão Cullen.

—Amara! Vem aqui.

—Que foi?

—Não pode entrar molhada ai.

—Ah.

—Vamos nos secar, daí a gente vê tá bem?

—Tá.

Depois de secas elas entraram na casa e sumiram de vista.

P.O.V. Amara.

Eu adoro coisas brilhantes! E a casa da senhora Cullen é cheia de coisas brilhantes.

—Amara, eu vou ao banheiro. Quer vir comigo?

—Ahã. Não.

—Tá. Cuidado pra não quebrar nada.

Caminhei olhando as coisas até alguém trombar comigo.

—Ai. Desculpa.

—Tudo bem. Qual o seu nome?

—Amara.

—Eu sou Edward Cullen.

—Oi.

—Gostou da casa?

—Aham, aqui tem muitas coisas que brilham.

—Você gosta de coisas que brilham?

—Gosto.

—Posso te dar muitas coisas que brilham.

—É mesmo?

—É sim.

—Você é solteira?

—O que?

—Tem um namorado?

—Tenho. O nome dele é Silas.

—Amara?

—Oi.

—Tudo bem?

—Sim.

—Aqui. Hora do remédio.

—O que ela tem?

—Vozes na cabeça. E vejo pessoas que morreram.

—Esquizofrenia.

—Isso.

—Toma. Vou perguntar a senhora Cullen onde fica a cozinha.

—Espere. Vou buscar água pra ela.

—Obrigado.

—Disponha.

Quando fui beber a água eu me distraí com as coisas brilhantes e ela entrou no meu nariz.

—Ai! Tá doendo.

—Assoe o nariz no papel.

—Não tá dando certo!

—Já vai passar.

P.O.V. Edward.

Infelizmente o meu casamento com a Bella acabou. Descobri que ela dormia com o assistente dela Jacob Black que era também seu amigo de longa data.

Ganhei a guarda da minha filha Renesmee depois que a Bella virou viciada. Ela está numa clínica de reabilitação.

—Filho! Como vai?

—Bem mãe obrigado.

—Onde está a minha netinha?

—Na piscina com a Rose.

—Eu sinto muito pelo que houve filho.

—Eu também mãe.

—Bom, porque não vai dar uma volta por aí?

—Claro.

—Ótimo. Qualquer coisa me chame.

Estava indo pro meu quarto quando trombei com uma moça linda que olhava fascinada um dos vasos de cristal da minha mãe.

—Desculpe.

—Tudo bem.

—Eu sou Edward Cullen.

—Amara.

Notei que ela olhava as luzes que o reflexo gerava. O sol batia no vaso de cristal fazendo o arco-íris refletir na parede.

—Amara hora do remédio!

Uma garota igual a ela vem carregando uma embalagem de comprimidos.

—O que ela tem?

—Vozes na cabeça e vejo pessoas que morreram.

—Esquizofrenia.

—Isso.

—Vou pedir um copo d'água pra Allie.

—Deixa, eu vou buscar.

Quando eu voltei ela bebeu o remédio e por estar distraída a água entrou em seu nariz a fazendo chorar.

—Tudo bem, já vai passar. Assoa.

Ela assou o nariz no lenço e reclamou que não ajudou.

Demorou uns minutos, mas finalmente acabou. E ela se sentiu melhor.

—Passou?

—Passou.

—Amanhã a doutora não vai mais atender. Ela vai ter o neném e está de licença até segunda ordem.

—E o que eu vou fazer agora?

—Vai pro shopping comigo e com as meninas.

—Oba! Podemos ir nas lojas com coisas brilhantes?

—Claro.

—Porque nós nunca compramos nada lá?

—Porque eu tenho que comprar os seus remédios, pagar a psicóloga e o psiquiatra. Isso sem falar no enorme estoque de outras coisas que você, eu e a Kate precisamos.

—Por isso você junta os papéis que leva no mercado?

—Isso mesmo. Eu não gasto nada no supermercado por causa daqueles papéis.

—Cupons de desconto?

—Isso. Santos cupons.

—E os seus pais?

—Eles morreram a três anos. Antes do Jeremy casar eramos eu, Katherine, Amara e ele.

—Ele mora perto de vocês?

—Um pouco.

—Ele e a Bonnie moram na casa do lado. A casa lilás.

—Moramos num condomínio e somos vizinhos de porta.

—Elena, to com fome.

—Tudo bem, vamos arrumar alguma coisa pra você comer.

—Meu pai acaba de tirar umas carnes da churrasqueira. Vou na cozinha pegar um prato e talheres.

—Não! Aqui. Eu trouxe os dela.

—São de plástico?

—Isso. Porque se ela derrubar não quebra e não tem risco dela tentar se matar outra vez.

—Tudo bem.

—Pode por favor, me trazer um garfo e uma faca pra eu poder cortar?

—Deixa que eu corto.

—Obrigado senhor Cullen.

—Me chame de Edward.

—Edward.

Na hora do almoço todos olhavam os talheres coloridos de Amara. Ela comia sozinha, a irmã só tinha que cortar.

—Esqueceu de crescer lesada?

—Você é lesada. Eu sou especial.

—Que?

—Bate aqui.

As gêmeas bateram as mãos.

—Escute aqui sua...

—Vá embora. Não vou brigar com você.

—Porque sabe que vai perder.

—Não. Porque sou uma dama.

Todo mundo riu. Amara simplesmente voltou a almoçar como se nada tivesse acontecido.

—Você me paga.

—Pelo que? Não me lembro de ter comprado nada de você.

Ela não estava fazendo por maldade isso era óbvio.

—Compramos alguma coisa dela Elena?

—Não.

—Então não tenho que pagar por nada.

Ela acabou sem querer fazendo Tânia pagar o maior mico de sua vida.