Uma luz na escuridão

11 Capítulo 11 REVISADO


Notas iniciais
Ooooiiii... Olha eu aqui o/ Desculpem por não postar ontem. Obrigada as gatinhas, Luna, Ane, Dark Angel, Lorrani por comentarem fiquei muito feliz! Vamos ao Capítulo?

Pov. Beth

Quando tudo isso começou, para mim não passava de loucura. Papai acreditava que era uma doença e que logo encontrariam a cura — e todos ficariam bem.

Maggie deixou a faculdade e voltou para casa quando as coisas começaram a piorar.

Então Rick apareceu em nossa fazenda, trazendo Carl em seus braços. O garoto havia sido baleado por Otis. Foi quando toda a minha vida mudou.

No início, foi uma loucura: toda aquela gente em nossa casa, o medo de que descobrissem o que tínhamos no celeiro. E, depois da descoberta, meu mundo desabou mais uma vez.

Minha mãe tentou me morder, e fui salva por aquelas pessoas. Tentei me matar, como a criança mimada que eu era. Então veio a invasão... e a fazenda caiu.

Passamos boa parte do inverno na estrada, de casa em casa. Lori grávida não ajudava muito, mas eu não podia culpá-la.

Encontramos a prisão e ali nos estabelecemos. Não nego que, desde que conheci Rick, ele me chamou a atenção — aqueles lindos olhos azuis, o jeito determinado de cuidar da família, o jeito de cuidar de todos.

Até conversei com Maggie uma vez, e chegamos à conclusão de que era uma paixão platônica. Depois disso, não comentei mais nada com ninguém, nem mesmo com ela.

Eu sempre dava um jeito de ficar por perto, mas me sentia uma tola. Lori estava grávida, ela era a mulher dele, e ele nunca a deixaria.

Lembro-me todos os dias dele contando o quanto ficou desesperado quando acordou e não encontrou sua família.

E ele nunca olharia para uma garota como eu. Ele me achava uma criança.

Então Lori morreu... e deixou meu pequeno anjo, Judith. Eu amava aquele bebê como se fosse minha, cuidei dela desde o primeiro dia.

Por vezes, peguei Rick me olhando. Quando nossos olhares se cruzavam, ele sempre desviava.

Então nosso mundo desabou mais uma vez. Papai foi morto por aquele maldito caolho.

Durante o ataque, corri para pegar minha pequena, mas não a encontrei. O que achei despedaçou ainda mais meu coração — sua cadeirinha estava cheia de sangue.

Nada mais me importava... então Rick e Carl se aproximaram. Carl rebocava um Rick muito machucado. Ele se ajoelhou ao meu lado. Dividíamos a mesma dor.

Quando os zumbis se aproximaram, Carl e ele me arrastaram dali. Eu só queria ficar e morrer.

Meu pai estava morto. Judith estava morta. Meu mundo tinha acabado mais uma vez.

— Vamos, Beth. Lute. Você não pode desistir. — Rick me falou com dificuldade, enquanto me arrastava.

Saímos daquele lugar que um dia foi nosso lar. Carl e eu rebocávamos um Rick muito machucado.

Pov. Melissa

Abro os olhos. Minha visão está embaçada. Minha cabeça dói.

Forço a vista para enxergar melhor, e o desespero me toma ainda mais forte. Anabelly está sentada quase de frente para mim. Ela está amarrada.

Ela tenta, a todo custo, se soltar.

Movimento-me e sinto o corpo doer. Olho em volta — só estamos nós duas.

Começo a tentar me soltar quando Sam entra onde estamos. Meu ódio aumenta ao ver aquele sorriso imundo.

Anabelly se debate tentando se soltar. Minhas mãos estão presas atrás do corpo, meus pés também amarrados. Minha blusa está rasgada.

Sinto nojo só de imaginar aquele desgraçado me tocando. Eu me debato — tenho que conseguir me soltar.

— Para com isso, garota. — Sam fala, dando um tapa no rosto de Anabelly, que ainda tenta se soltar.

Ele então se vira em minha direção.

— Acordou, minha doce Mel? Logo vou cuidar de você. — Ele diz, se aproximando.

Quando se curvou em minha direção, consegui chutá-lo.

— Sua vagabunda! — Ele gritou, cheio de raiva, dando dois passos para trás.

Ele veio novamente para cima de mim, mas Anabelly conseguiu acertar as pernas dele, e ele caiu. Uma faca rolou, e sem perceber, ele me deu a chance de pegá-la e esconder.

Levantou furioso e foi em direção à Anabelly. Comecei a me mexer, tentando me soltar. Eu não podia deixar que ele a machucasse.

Anabelly se debatia, quase conseguindo se libertar. Talvez percebendo que não conseguiria controlar as duas, ele veio em minha direção com uma arma em punho.

Eu morreria, mas ele não me tocaria nunca mais.

Senti uma pancada... e logo mergulhei na escuridão.

[...]

Mais uma vez, abri os olhos, confusa. Lembrei-me do que estava acontecendo.

Olhei em volta — não vi Anabelly, apenas sangue onde ela estava antes.

Eu estava sozinha.

Consegui pegar a faca que havia escondido debaixo do corpo. Com muita dificuldade, comecei a cortar o que prendia minhas mãos.

Olhava tudo em volta tentando achar outra saída, mas ela não existia.

Sam entrou novamente no local. Fechei os olhos rapidamente. Eu sabia que, enquanto estivesse “desacordada”, ele não faria nada — gostava de ver meu sofrimento, de me ver implorar.

Mesmo de olhos fechados, eu sentia o olhar dele sobre mim. Senti sua aproximação.

— Acorda, sua vadia. — Disse, e senti o tapa em meu rosto.

Controlei-me para não emitir nenhum som.

— Você não vai ficar desacordada para sempre. Já cuidei da sua amiguinha... Sabe, eu esperava mais dela. Mas você... você é a minha preferida. Sempre foi e sempre vai ser. — Senti sua mão passando pelo meu corpo enquanto falava.

Eu só conseguia pensar em Anabelly. Onde ela estaria?

Senti minha calça sendo forçada para baixo. Ele tentava tirá-la. Eu não iria permitir.

Abri os olhos lentamente e percebi que ele estava distraído, olhando para minhas partes. Aquilo me causava ainda mais nojo.

Em um movimento rápido, acertei uma joelhada em seu rosto. Ele tombou para trás. No mesmo instante, consegui soltar minhas mãos.

— Sua vadia! — Gritou, vindo para cima de mim mais uma vez.

Consegui soltar meus pés e o chutei novamente. Levantei-me rapidamente e tentei correr para a saída, mas Sam segurou minhas pernas.

Caí, sentindo o impacto na cabeça. Tudo rodou mais uma vez... mas dessa vez eu não podia apagar. Eu precisava sair dali.

Ele me virou, já em cima de mim, enquanto puxava minha calça. Eu o empurrava, mas ele era mais forte.

Tentei me concentrar em algumas coisas que Michonne me ensinou.

Deixei que ele pensasse que eu tinha desistido. Por mais nojo que eu tivesse dele me tocando, eu precisava ser fria naquele momento.

Eu precisava sair dali viva. Eu não deixaria que ele chegasse ao que queria.

Acertei uma joelhada entre as pernas dele. Ele soltou um grito, recuando. Foi o suficiente para eu me levantar — mas uma tontura me atingiu, e caí sentada.

Mesmo tonta, vi minha espada ali ao lado. Sam se recuperou e veio para cima de mim mais uma vez.

Ele me ergueu e me prendeu contra a parede; sua mão apertava forte minha garganta. Senti minha força me abandonar.

“Lute. Você precisa lutar.”

Daryl me pedia para lutar — e eu lutaria. Por ele. Por Hershel. Por Michonne. Pela Bravinha. Pelos outros.

Com esse pensamento, puxei o pouco ar que consegui, apoiei o joelho em sua barriga e o empurrei para trás.

Quando ele recuou alguns passos, peguei minha espada e enfiei em seu peito.

Um grito de dor escapou de sua boca imunda... e um grito de alívio escapou do meu.

Finalmente, eu estava tendo a minha vingança.

— Está doendo, Sam? — Perguntei, me aproximando.

— Eu vou te matar, maldita! — Disse, ofegante.

— Não vai, não, Sam. Você não vai fazer nada. — Respondi.

Torci a espada em seu peito, e ele gritou de dor mais uma vez.

— Sabe por que você não vai fazer nada? — Perguntei. — Porque você é um covarde.

Seus olhos transbordaram de ódio em minha direção.

— Sabe, Sam... como você adora joguinhos, que tal a gente brincar um pouco? — Perguntei, com um sorriso frio.

Puxei a espada e enfiei mais uma vez. Ele urrou de dor.

— O que eu posso fazer com você, Sam? — Perguntei, sentindo minha cabeça latejar, a visão turva.

Mas eu não podia cair agora. Eu precisava terminar o que comecei.

Senti algo quente escorrendo pelo meu rosto. Toquei — sangue.

Minha cabeça sangrava. O que restava da minha roupa estava encharcado.

Talvez a adrenalina não tivesse me deixado perceber antes, mas meu corpo estava ficando fraco. Eu precisava terminar logo com isso.

— Sabe, Sam... eu tinha vários planos para você. Mas estou cansada, sabe? — Falei.

Puxei-o pela camisa, obrigando-o a ficar de joelhos.

Posicionei minha espada em seu pescoço. Aquilo me trouxe uma péssima lembrança: Hershel... sua imagem ajoelhado, com a espada no pescoço, veio à minha mente.

Barulhos na entrada chamaram minha atenção. Zumbis, com seus gemidos e sua fome sem fim, tentavam passar pelas brechas.

— Sabe, Sam... você não é digno de morrer pela minha espada. Vou deixar que morra pelos seus iguais.

Talvez esses zumbis sejam mais dignos do que você.

Coitadinhos, estão com fome... e eu não posso deixá-los com fome, não é verdade? — Perguntei, abrindo um sorriso.

— Vá para o inferno! — Ele gritou, caindo.

— Você vai primeiro. — Respondi.

Caminhei até a entrada, mantendo as costas coladas à parede. Eram três zumbis.

Cortei as cordas que prendiam a proteção da entrada, puxei a proteção e, no mesmo instante em que abri para eles entrarem, saí e coloquei a barreira de volta.

Sorri ao ouvir os gritos de Sam.

Minha visão escureceu mais uma vez. Apoiei-me em uma grande pedra que havia ali.

— Preciso sair daqui... — Murmurei para mim mesma.

Afastei-me daquele lugar, ainda ouvindo os gritos de Sam.

Cambaleei por alguns metros... e, mais uma vez, a escuridão tomou conta da minha consciência.

Notas finais
E então, o que acharam? Desculpem o tamanho do Capítulo, essa semana foi muito corrida, tirei a imobilização do pulso mas adivinhem? Apareceu um cisto no meu pulso :( e isso dói e muito. Além disso voltei a trabalhar e aconteceram alguns probleminhas... Prometo escrever bastante e recompensar vocês ;) Bjsssssssssss até o próximo!