Uma deusa no mundo dos mortais
1 Prólogo - Minha vida chata antes de ser estranha
Notas iniciais
Prazer, sou Amanda, uma menina chata de 16 anos que está no 2° colegial. Nem sei por que você está lendo isso. É perda de tempo. Só por que eu sou uma pessoa estranha e um dia me encontraram e me disseram que eu sou uma deusa, não significa que eu mereça sua atenção. Mas, se você insiste, então eu conto minha vida chata com tudo chato antes daquela coisa chata acontecer.
Minha vida sempre foi estúpida. Fui encontrada na porta de um orfanato, no ano de 2050. Cresci lá, nunca soube quem eram meus pais e todos me achavam estranha, porque eu com 14 anos nunca havia namorado e nem me apaixonado por ninguém. E até pouco tempo atrás eu continuava assim. Não via sentido em gostar de homens. Pra quê? Me dou muito bem sozinha.
Quando entrei no Ensino Médio, fui para a escola Higher, onde me odiavam porque me achavam bonita e porque eu era estranha e não falava nem flertava com ninguém. Bando de idiotas.
Nunca contei a ninguém sobre não ter pais, já me achavam estranha o suficiente. Quando saía da escola, várias vezes fugia da mulher que me buscava para ir pro orfanato e corria pra floresta, onde minha única gota de felicidade se encontrava. Era um arco e uma aljava de flechas, que eu mesma havia feito com madeira e roubando algumas coisinhas por aí. Lançava flechas nas árvores o dia inteiro e era boa nisso. Quando anoitecia, escondia as coisas de novo e corria pro orfanato. As minhas cuidadoras brigavam comigo, mas não me davam nenhum castigo. Tinham pena de mim. Esse era um lado bom de ser estranha.
Alguns garotos tentavam se aproximar de mim, me elogiando e chamando pra sair. Sempre os ignorei, até que um imbecil tentou agarrar meu braço. Não sei como, mas apliquei um golpe de judô nele, fazendo-o desmaiar. Pronto, agora é que ninguém chegava perto mesmo.
Prossegui o ano sozinha, sempre me dando bem nas matérias e fugindo hora e outra. Finalmente chegaram as férias de verão e eu achei que estaria livre por um tempo. Doce ilusão. Mal sabia eu que tudo começaria a mudar. Talvez para pior.
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