Uma Surpresa de Natal — ShortFic.
2 Capítulo II – O fantasma do Natal Passado.
Notas iniciais
O fantasma do Natal Passado... Mas você pode me chamar de Sunnie.
— Caraca! Mas esse apartamento é muito maneiro! — Eu ouvi um gritinho feminino. — E nossa, como ele é gostoso, bem que dizem que adolescentes feios se tornam adultos bonitos... Hum... Olha essas coxas. Minha nossa senhora das delícias... — A voz não passava de um sussurro nas últimas frases, sussurros bem ao meu lado. Abri os olhos quando constatei que morava sozinho e não teria porque ou como uma mulher estar dentro do meu apartamento.
Sentei na cama de imediato encarando a garota ajoelhada em meu colchão, ela me olhava com um sorriso 32 dentes e tinha algumas chuquinhas no cabelo enorme e cacheado. Comecei imediatamente a imaginar o pior, eu bebi, saí de casa e trouxe uma adolescente de volta, eu era um tarado pedófilo...
— Olha, não sei o que aconteceu aqui... — Comecei gesticulando entre nós dois.
— Ih brow, né nada disso não. — Ela fez um gesto de descaso com as mãos. — Eu to aqui mesmo, porque sou o primeiro fantasma, tá ligado? O fantasma do natal passado.
— Natal passado? — Perguntei meio débil.
— Isso mesmo! Mas você pode me chamar de Sunnie, e agora gostoso... — Ela passou a língua pelos lábios. — Nós vamos em uma viagem fantástica através dos melhores e piores momentos da sua vida. Aê. Aê, aê! — Deu outro gritinho animado enquanto pulava em meu colchão.
— Um sonho, isso. Mais um sonho produzido pelo álcool, vou me beliscar e isso vai acabar, certo? — Perguntei com a sobrancelhas franzidas.
— Isso! — Ela concordou sorridente.
Suspirei aliviado e me belisquei o mais forte que eu podia.
— Ow! — Gemi quando o ato doeu, e a garota desatou a rir a minha frente, grunhi irritado controlando a vontade de soltar alguns impérios em sua direção.
— Isso foi... Irado! — Ela riu ainda mais pondo a mão sobre a barriga. — Você precisava ver a sua cara, foi simplesmente épica! — Ela levantou a palma das mãos para dar ênfase e eu revirei os olhos.
— Tudo bem... Tudo bem. Isso é... Real, digamos... — Comecei mas pela me interrompeu.
— É real gatinho, e agora vamos, porque eu não tenho a noite toda, sabe como é né? Are you ready? — Perguntou com uma vozinha fina, como um locutor de desenho infantis.
Fiquei a encarando meio besta. — Eu... Acho que... Sim?
— Ótimo! — Ela gritou animada mais uma vez. — Passageiros em destino ao ano de... Em que ano você nasceu mesmo? — Se virou para mim parecendo séria.
— 1983...
— Isso! Passageiros em destino ao ano de 1985! Apertem todos os cintos! Brrrrrruuuuuuuuuuuuum, brrrrrrrruuuuuuuuuuum, bibi! — Ela grudou no colchão da cama e me deu uma olhada com o mesmo sorriso enorme. — Eu sempre quis fazer isso. — Deu de ombros.
Um puxão em meu estômago me fez fechar os olhos, e de repente, a luz invadiu minhas pálpebras fechadas e eu as abri encarando o lugar, estávamos no meu quarto, na casa de Forks, onde eu nasci e morei até os 17 anos. Meu quarto ainda continha o berço, lembro que mamãe o trocou por uma cama quando eu tinha três anos.
— Owwwwwwwwwwwwwwwn. — Sunnie juntou as duas mães enquanto encarava o meu quarto, mas especificamente, eu bebê deitado no berço. — Você era um bebê tão fofo, olha só isso! — Ela se aproximou da guarda encarando o bebê... Me encarando... Eu bebê. — Cut cut, cut bebê! — Brincou comigo e eu sorri.
— Eu... Ele... Pode te ver? — Perguntei confuso.
Ela me olhou como se eu fosse idiota.
— Bebês podem ver todo e qualquer tipo de magia. Dãaa!
— Eu não me lembro disso... — Murmurei.
— Porque não é para lembrar, quando crescem, vocês perdem toda a pureza e tudo o mais, perdem a capacidade de ver as coisas além dos olhos. — Deu de ombros e eu assenti.
— Por que estamos aqui, exatamente? – Cruzei os braços, não sentindo frio, apesar de estar só com um pijama qualquer.
— Porque você precisa ver algumas coisas bonitão. – Me deu dois tapinhas do braço. – Espere... Em 3... 2... 1!
Minha mãe abriu a porta do quarto e meu queixo caiu assim que pus os olhos nela. Esme estava linda, ela era linda. Mamãe sempre fora linda, apesar da ruga ao pé dos olhos, aos 40 e poucos anos Esme era a mulher mais linda que já conheci, mas vendo-a agora, jovem e sorridente, eu podia entender porque papai se apaixonou por ela, os olhos verdes tinham um brilho especial, mesmo na penumbra do quarto, os cachos dourados caiam perfeitamente até as costas, e as maçãs do rosto estavam avermelhadas, imagino eu, por causa do frio. E mesmo que não houvesse muita diferença da atual Esme para a antiga Esme, eu podia ver que existia o brilho da juventude irradiando dela.
— Ela era linda não é? – Perguntou Sunnie para mim, eu percebi que um sorriso bobo brincava em meus lábios, e tratei de tira-lo rapidamente e ficar sério de uma vez.
— Cadê meu menino? – Perguntou minha mãe em direção ao meu eu bebê, e eu pude ver o enorme sorriso sem dentes que saiu assim que ele grudou na guarda da cama. Ela o pegou no colo carinhosamente, sustentando o enorme sorriso e sentou-se na poltrona, cantarolando a canção de ninar que eu conhecia desde sempre. – Ah Edward, eu te amo tanto. – Ela murmurou baixinho sobre o cabelo do bebê, e meu coração se apertou mais uma vez com a visão, era inegável o fato de que eu sentia falta da minha mãe.
— Ela era mágica. – Sunnie soltou um suspiro do meu lado.
— Eu sei.
A porta se abriu novamente e Carlisle entrou por ela, papai realmente não havia mudado nada, exceto por uma ou duas rugas nada visíveis, eu sorri inconscientemente quando ele se abaixou em frente a Esme e a mim. Ele sorriu para ela, e eu podia sentir todo o amor irradiando dos dois, então carinhosamente passou os dedos sobre a cabeça do bebê e em seguida nas bochechas de Esme.
— Olhe para ele Carl, é tão lindo... – Esme suspirou.
— Eu sei querida, lindo como você. – Sorriu. – É nosso menino Esme, nosso bebê.
— Acha que ele já sabe o quanto o amamos? – Ela perguntou baixinho.
— Eu aposto que sabe meu amor. Sempre o deixaremos saber disso.
— Assim ele será um grande homem. – Ela murmurou. E eu me lembrei que o velho Masen dizia isso, sobre o amor transformar as pessoas em homens verdadeiros. Uma ironia vindo dele.
— Sim, ele será. – Sorriu para ela novamente e então a visão desfez, estávamos agora em frente a clareira de Forks, a clareira que eu sempre ia com meus irmãos, e meus pais, e mais tarde que ia com Bella.
— É uma pena seus pais estarem errado. – Sun alfinetou acidamente, o que eu ignorei.
— O que veremos agora? Ainda mais aqui? – Perguntei contrariado e Sunnie me ignorou completamente apontando para algum lugar mais a frente, onde eu pude reconhecer perfeitamente eu e Alice brincando, Bella também estava lá, e eu me perdi admirando-a, o sorriso leve e delicado brotava em seu rosto desde pequena, ela era perfeita. As mãozinhas pequenas colhiam flores, enquanto uma pousava em seu cabelo. Olhando a cena desse ângulo, eu tinha certeza que não passávamos dos seis anos de idade.
— Cara, vocês eram tão fofos! – Ela fez mais um daqueles sonzinhos engraçados enquanto eu pegava uma das flores e entregava a Bella. Suas bochechas coraram como sempre que ela estava envergonhada e foi impossível não sorrir diante da visão. Bella sempre ficaria vermelha como um pimentão ao sentir vergonha.
— Edward? — Ela perguntou na voz infantil e eu me aproximei para ouvir o que ela dizia.
— Oi? — O meu eu pequeno abaixou os olhos em direção a Bella.
— Sempre seremos amigos não é?
— Sempre Bella.
Bella sorriu mais uma vez abaixando os olhos, e Sunnie suspirou ao meu lado. Se passou mais um momento, então Bella passou os braços pela minha cintura, naquela idade eu já era muito mais alto que ela, e meu eu criança passou os braços ao redor do seu corpo protetoramente.
— Eu sempre vou cuidar de você Bella.
— Eu sei Ed. — Ela murmurou baixinho.
— De verdade Bells, eu nunca, nunquinha vou deixar ninguém te machucar, te chamar baixinha ou te magoar, eu sempre, sempre, até o céu, vou te amar Bells. Você sempre vai ser minha melhor amiga.
Bella ergueu os olhos, ainda com o sorriso gigante nos lábios.
— Eu sempre vou te amar também Ed, sempre estaremos juntos.
E eu fiquei lá, feito um monte de bosta encarando a cena da promessa que eu havia feito e quebrado. Sunnie jogou um punhado de flores em meu rosto, fechei os olhos por instinto e quando os abri novamente estávamos em um bar movimentado que eu me lembrava perfeitamente.
Eu abri um sorriso sentindo a música contagiante invadir meus ouvidos, foi o dia do meu primeiro porre de verdade e consequentemente primeira transa. Meus maravilhosos 14 anos. Um dia histórico e um dos melhores da minha adolescência.
— Ei. Pode tirando esse sorriso besta daí, esse foi o dia que definitivamente você se perdeu! — Sunnie declarou com irritação, pondo as mãos na cintura, fazendo as enormes pulseiras chacoalharem.
Eu ri em deboche.
— Minha cara Sunnie, esse foi o dia que eu finalmente me achei! — Apertei suas bochechas e varri o lugar a procura do meu eu adolescente. Encontrei-o encarando o copo de tequila, ao lado de Emmett, James e Laurent. Os últimos dois eram só babacas idiotas que ferraram a minha vida no dia seguinte, quando Esme me encontrou torto de bêbado na praça de Forks.
— Deus! — Sunnie ralhou com ninguém em especial e nós nos aproximamos dos meninos adolescentes.
Eles riam alto dando murros na mesa enquanto gritavam "vai, vai, vai"
— Não faz isso não! — Disse Sunnie inutilmente para o eu adolescente, e eu fiz um gesto para ela se calar.
— Isso aí agora, vai lá, vai. — Me virei para o espírito. — Eu não era demais? Um garoto foda! Olha só. — Balancei a cabeça assentindo. — Vovô tem mesmo do que ficar orgulhoso.
O meu eu adolescente virou a bebida de uma vez, e riu orgulhoso em seguida. Eu sustentava o mesmo sorriso de mim mesmo.
— Olha só a gostosa que está vindo aí. Você vai ver, ela foi muito boa. — Comentei com Sunnie e ela me ignorou completamente.
Como eu havia dito, a loira Jéssica Stanley se aproximou, era a garota mais popular da Forks High School, e minha primeira transa, mas não a de Jéssica, ela se sentiu bem vitoriosa por ter sido a primeira, mesmo que tenha sido no banheiro.
— Bons tempos... — Murmurei com um sorriso sacana vendo Jéssica se esfregar em mim. Naquela época, aquilo era muita coisa para mim.
— Ihhhhh... — Começou Sunnie e eu desviei os olhos de mim e Jéssica para a fantasma enxerida.
— O que foi agora?
— Parece que alguém viu a cena. — Deu de ombros melancolicamente apontando com a cabeça para um canto do bar, eu segui a direção dando de cara com Bella. Naquela época ela já era linda, os cabelos estavam curtos, na altura dos ombros, e ela vestia as típicas roupas do ano, mas sem tantas cores, e sem barriga de fora, Bella nunca gostou de se exibir. Encarei seus lábios tremendo levemente como se ela fosse chorar, e me aproximei dela, vendo seus olhos cheios de água.
— Bella, eu não...
A verdade, é que eu não sabia que Bella estaria lá naquela noite. Ela não deveria estar.
— Ela não pode te ouvir gato.
— Mas, ela não pode chorar assim... Eu não devia...
— É, ela realmente gostava de você. — Murmurou Sunnie. — Mas acho que você estava ocupado demais com as gostosas para notar a melhor amiga. Isso acontece quase sempre...
Grunhi irritado. — Já entendi. — Observei Bella se afastar em passos rápidos e Jacob Black a seguir. Eu segui os dois e encontrei Bella sentada na guia da calçada e Jacob ao seu lado, ele segurava sua mão e isso fez o sentimento de ciúmes se remexer dentro de mim. Bella tinha os olhos e o nariz vermelhos e um sorriso pequeno brincava nos lábios rosados.
— Qual é Bells, e daí se o Cullen é um babaca que não percebe a garota incrível que você é? — O Black brincou a fazendo sorrir e Bella o olhou soltando um soluço. — Você é mais linda, divertida, inteligente e legal do que aquela Stanley lá dentro.
Eu tive que concordar.
Bella sorriu, e abaixou os olhos envergonha. Simplesmente linda.
— Obrigada Jake.
— Só estou dizendo a verdade. — Respondeu com um sorriso gigante e se levantou estendendo a mão para ela. — Agora venha, que irei te deixar em casa, ou chefe Swan irá matar você.
Bella sorriu novamente, aceitando a mão dele, e então tudo se embaçou, e já estávamos em frente a casa de Bella, durante o dia.
Eu encarei Sunnie estranhando seu silêncio, e ela estava mesmo quieta com um olhar sonhador e um sorriso pequeno nos lábios.
— Essa é a cena que eu mais gosto. — Ela murmurou, e então puxou-me para baixo e caímos em um sofá vindo não sei de onde.
— O que? Que dia é esse? — Perguntei completamente confuso.
— Shhhhhi! — Ela apontou para frente.
— O que...?
— Cala a boca!
Eu me calei assim que a porta se abriu revelando uma Bella furiosa aos 16 anos e eu com 17, um sorriso divertido e sincero brincando nos lábios, Bella estava somente de pijama, e o cabelo parecia um ninho de ratos, eu sorri diante da visão. Mais uma vez Bella estava perfeita. A pele branca, as bochechas coradas provavelmente pela irritação, os cílios enormes e escuros moldavam os olhos castanhos, onde pude perceber vergonha. Eu ri me lembrando desse dia, eu briguei com ela por ela ter passado a noite na casa do Black, eu sabia que Bella não havia feito nada de errado, mas o ciúmes havia me corroído e eu havia dito coisas que gostaria de retirar.
— Edward! Seu energúmeno! Eu te odeio! — Ela gritou enquanto distribuía socos em meu peito. — Você é um idiota! Imbecil!
— E você é uma mentirosa! Custava dizer que estava em casa?! — Perguntei de volta aos berros.
Bella grunhiu ainda mais furiosa e se afastou apontando o dedo em riste para mim. — Isso não é da sua conta! — Gritou novamente.
— É claro que é da minha conta Isabella!
— Não me chame de Isabella! — Bella deu gritinho, e eu ri vendo a cena, ela odiava o próprio nome.
Meu eu jovem cruzou os braços com um sorriso. — Isabella.
— Argh! Você é insuportável Edward! — Jogou os braços para cima em desistência.
— E você é linda quando está furiosa.
Bella parou me encarando, piscando parecendo confusa e suas bochechas começaram a tingir uma cor pimenta de vermelho.
— O-o que? — Perguntou em voz baixa e rouca.
— Isso mesmo! — Eu me aproximei dela puxando seu queixo delidamente para cima. Uma delicadeza digna só de Bella, naquela época eu já não era mais o inocente Edward, depois de Jéssica eu nunca mais fui. — Eu sei que fiz algumas coisas erradas...
Bella bufou.
— Tudo bem. — Meu eu jovem balançou a cabeça. — Muitas coisas erradas. Mas eu quero, eu preciso que me perdoe Bella, eu... Eu gosto de você. – Meu eu jovem coçou a cabeça sem jeito e Bella sorriu minimamente. — De verdade, no começo eu achei que fosse só ciúmes de amigo, mas eu... Gosto mesmo de você, odeio ver você com o Black, e adoro o seu sorriso, e suas bochechas vermelhas. — Ela abaixou os olhos envergonhada. — Eu acho... acho que amo você Bella.
Eu e meu eu adolescente prendemos a respiração assim que as palavras saltaram da boca dele, mesmo que eu já soubesse a resposta.
Bella abriu um sorriso que cresceu gradativamente, seus olhos fitavam meu eu adolescente com uma intensidade que eu ainda podia me lembrar.
— Eu sei que amo você Edward...
Meu sorriso se alargou ao ouvir essas palavras, nós dois sorrisos e então Bella se jogou nos braços do jovem Edward, e eu sorri como um boiola. Como Emm diria. Eu ainda podia me lembrar do sabor do beijo dela, do cheiro dos seus cabelos, do calor da sua pele, eu ainda me lembrava perfeitamente de Bella.
Sunnie suspirou novamente, e eu me controlei para não imitar seu gesto. Bella me fazia agir feito um maricas.
— Eu adoro isso, adoro o Edward que você era ao lado dela.
Bella e meu eu adolescente se despediram em um beijo lento e calmo, que eu ainda me lembrava, e então eu saí em direção ao Volvo, presente dos meus pais. Bella ficou parada na porta por alguns minutos, até o carro sumir de vista, e então sorriu bobamente, abaixando os olhos com as bochechas coradas. Eu simplesmente amava isso nela.
— Como assim? – Perguntei me lembrando da frase de Sunnie.
— Olhe só para ela, e como vocês estavam, e olhe para você agora Edward... Ela te fazia mesmo muito bem, e era uma garota tão incrível. – Suspirou. – Espero que ela tenha encontrado um cara legal.
— Cara legal? – Uni as sobrancelhas em confusão.
— Já se passaram anos Edward. Você deixou Forks aos 17. Parou de visitar seus pais aos... 25?
— Isso.
— Antes disso você viu Bella? – Continuou com o tom venenoso.
— Não. Onde quer chegar Sunnie? – Perguntei irritado e ela somente deu de ombros.
— Lugar algum, boa noite gatinho. – Finalizou a conversa seriamente, e então se levantou do sofá, não me deixando nem mesmo protestar e me fazendo ter a sensação de que o móvel estava caindo para trás, eu fechei os olhos esperando por uma batida na cabeça, mas tudo que senti foi o travesseiro abaixo de mim.
Eu estava novamente em meu quarto, e esperando pelo próximo fantasma. Esperava somente que o fantasma do natal presente, não me fizesse sentir tanta dor como Sunnie fez e nem falasse tanto quanto ela.
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