Uma Nova Chance Para o Amor

11 Você Acredita Em Vida Após o Amor?


Notas iniciais
Heeeey, olá meus amores *--------* , como vão? Finalmente eu estou em casa, e vou poder postar diariamente. E, vamos lá para as notícias boas. Anti-ontem, no dia 11, fez um ano de Nyah, e eu queria muito agradecer vocês. Todas vocês. Que nesse um ano mudaram a minha vida, me fizeram me redescobrir, ver o meu melhor. Eu conheci pessoas maravilhosas que quero levar para a vida toda, e estou sempre aberta para novas amizades. Que esse seja um ano de muitos em muitos. Se vocês não estivessem aqui, me acompanhando, Bianca Zaccharo como escritora com certeza não existira e todas essas FICS, se formaram graças a vocês. Obg por cada comentário, cada pessoa que recomendou, e favoritou e me acompanha desde da primeira história. Vocês são as melhores pessoas da minha vida *----* E falando em recomendações, eu quero muito agradecer a linda Jane Souza pela recomendação, eu fiquei muito feliz *---* E as pessoas que favoritaram, eu dedico esse capítulo ♥ Raquel Grey, Raíssa Oliveira, Juh e Carol. Boa noite meninas ♥

Anastásia Steele

—Ana... —Ele sussurra olhando algo na estrada.

Viro-me e a pessoa que vejo faz meu coração disparar. Minhas mãos tremes, e se isso for um sonho, eu não quero acordar nunca. Abro a porta do carro devagar e desço olhando para ela... Ah, meu Deus.

—Clarinha... —Sussurro sentindo as lágrimas rolarem.

—Mamãe! —Ela grita e a sua voz me faz chegar ao paraíso.

Dou um passo para a frente sentindo minhas pernas tremerem. Pelo canto dos olhos posso ver Ethan descer do carro e seu olhar incrédulo sobre a pequena menina de vestido de bolinhas e sapatos vermelhos, parada no meio da estrada. Meu corpo treme de forma incontrolável conforme me aproximo. Eu já não sei se isso é apenas fruto da minha imaginação, ou se minha filha, morta, está parada na minha frente.

Minha mente... ela me pregou tantas peças. Eu passei os dois anos vendo minha filha vez ou outra correr pela casa, e tudo não passava da minha imaginação, e do que minha dor fazia com ela. Mas isso... é mais o mais real que minha mente já me mostrou. Não é como se ela ainda tivesse dois anos, como eu sempre via, mas sim quatro. Quatro aninhos. Ela está grande. Com os cabelos maiores, os olhos azuis mais intensos. Os traços não são mais de um bebezinho, mas sim de uma pequena mocinha. Minha mocinha.

Abaixo-me com cuidado em sua frente e levanto minha mão um pouco hesitante. As pontas dos meus dedos tocam seu pequeno rosto redondo. Sua pele macia ainda é a mesma. E sabe o que sinto com esse toque? Eu sinto minha filha. A mesma que eu amamentei. A mesma que eu carreguei durante nove meses. A mesma que eu embalava e cantava até dormir. É essa menina que está parada aqui na minha frente.

Puxo para meus braços, embalando-a com cuidado. Ela levanta os braços e os passa ao redor do meu pescoço, e nesse momento, de uma forma inexplicável, eu tenho certeza que minha filha não está morta.

—Mamãe... —Ela sussurra me apertando e sua voz ainda parece a mesma.

—Clarinha? —Sussurro segurando seu rosto entre minhas mãos e ela sorri mostrando suas covinhas. —Você está mesmo viva?

—Mamãe... —Clara começa a falar, mas algo atrás de nós a faz parar. Ela fecha os olhos e tudo que ouço é um disparo.

Puxo minha filha novamente contra meu peito e me viro vendo que Ethan é quem atirou. Olho ao redor e vejo um homem caído, com uma arma em mão.

—Para o carro Anastásia! —Ethan ordena.

Levanto-me rapidamente com minha filha nos meus braços e corro para o carro. Entro no banco de trás e Ethan fecha a porta. Ele fica minutos do lado de fora falando ao celular e em poucos minutos vejo viaturas da polícia parando ao nosso redor, e com isso, carros de jornalistas.

Não saio do carro por um minuto, apenas fica abraçando minha filha, embalando-a e sentindo seu cheiro doce de morango. Ela fica agarrada a mim, as mãos apertando fortemente meu vestido, como ela fazia quando era um pouco mais nova. Olho pela janela e vejo Ethan fazer um gesto para eu sair. Respiro fundo. Abro a porta com cuidado e desço do carro, nesse momento as fotos começam a ser bombardeadas.

Coloco Clara no chão e ela se esconde atrás de mim. Os jornalistas começam a gritarem perguntas. Olho ara frente e vejo o carro de Katherine frear, ela desce do carro sendo seguida por Mia, João Miguel e Ava.

—Ava! —Clara grita saindo de trás de mim, e eu vejo os olhos da minha irmã e cunhada encherem de água.

—Clarinha! —Ava grita sorrindo e nesse momento as duas correm para se abraçar, dando oportunidade de os jornalistas tirarem fotos.

—Ana... —Katherine diz vindo para o meu lado e segura meus braços. —Como... isso é possível?

—Eu não sei... —Sussurro com o queixo tremendo. —Kate... ela está viva. Minha filha.

—Ana. —Ethan diz se aproximando. —Vocês precisam vir conosco até a delegacia. Agora. Eles vão colher o depoimento da Clara.

—Tudo bem. —Sussurro e olho para a minha filha que está abraçando Mia. —Clara.

—Mamãe. —Ela diz sorrindo e se vira para me olhar. Abaixo-me e Clara corre para os meus braços, como eu sonhava. Ela me abraça e sorri para mim. —Nós vamos para casa mamãe? A Nossa casa com a Nancy?

—Querida... —Digo acariciando seu rostinho redondo. —Há coisas que você precisar saber, mas não agora.

—Por quê?

—Nós temos que ir no trabalho do tio Ethan, falar com os moços bonzinhos.

—Eles vão me machucar mamãe?

—Não, claro que não. —Murmuro sorrindo. —Ninguém vai te machucar, está bem?

—Sim. —Clara fala sorrindo e eu a puxo para os meus braços.

♩ ♪ ♫ ♬

Encaro minha filha sentada em frente a Ethan e outro delegado, sem saber se isso é ou não um sonho. Mesmo tendo-a segurado em todo o trajeto até a delegacia, eu não sei se isso é real. Até horas atrás eu acreditava que ela estava morta. Eu passei dois anos longe dela, e agora ela está aqui... viva.

—Então Clara, você vai nos contar o que houve? —O delegado pergunta e minha filha se encolhe. Ela me olha como se quisesse dizer algo, e eu sei que tem algo errado.

—Não. —Clara sussurra apertando minha mão.

—Vamos lá querida, colabore. —Ele pede.

—Não! —Ela grita tapando os ouvidos. —Eu quero a minha casa.

—Filha. —Sussurro segurando seus braços e ela me olha se acalmando. —Está tudo bem.

—Não. Eu não quero ficar com ele. —Clara diz se alterando e aponta para o delegado. —Ele vai me levar embora de novo. Como ele fez da outra vez.

—Clarinha, do que você está falando. —Ethan pergunta e eu vejo o policial se remexer desconfortável.

—Crianças. —Ele sussurra.

—Não. —Clara grita brava. —Você é mal. Você me deixou com ele. Ele me machucou.

—Clara, esse homem te fez mal? —Ethan pergunta colocando a mão na sua arma e o outro delegado se levanta rapidamente.

—Ethan, o que você está fazendo? —Ele pergunta quando Ethan aponta sua arma.

Pego Clara no colo e me levanto me afastando.

—Ana, tire a sua filha daqui. —Ethan ordena. —Chame os policiais que estão ai fora, agora.

—Ethan... —Sussurro assustada.

—Vá! —Ele grita e eu saio da sala com minha filha.

Falo com os policiais e eles entram na sala rapidamente. Vou ficar com Mia e Katherine e tudo que ouvimos de dentro da sala são gritos e talvez socos. Os gritos são todos de Ethan, e ele parece estar nervoso de um jeito que eu nunca vi em toda a minha vida.

Quase uma hora depois eu vejo os policiais saírem com o delegado algemado. Ele olha com ódio para Clara que se encolhe nos meus braços. O ódio me sobe com seu olhar sobre minha filha. Eu não consigo entender o que está acontecendo. Tudo está tão... confuso.

—Ana. Venha. —Ethan pede e eu vou para sua sala com a minha filha.

—Ethan, o que está havendo? —Pergunto preocupada.

—Eu já vou saber. —Ele diz tomando Clara dos meus braços e um vazio se estende. Meu irmão coloca minha filha sentada em sua cadeira e olha sério para ela. —Clara, você tem medo?

—Não, tio Ethan. —Clara sussurra olhando nos olhos do meu irmão.

—Ótimo. Então você vai contar tudo para a mamãe e o tio Ethan?

—Sim, tio Ethan. —Ela diz me olhando nervosa.

Sento-me no sofá no canto da sala e vejo Ethan se sentar em frente à mesa e ligar o gravador.

—Você pode me dizer seu nome? —Ethan pede e Clara o olha.

—Maria Clara Steele Rodriguez. —Ela diz calmamente.

—Maria Clara, você esteve desparecida, supostamente morta, por dois anos. Você sabe onde esteve?

—Num porão... —Ela sussurra e eu posso sentir sua dor. As lágrimas começam a cair enquanto a encaro dizer tudo.

—Quem te levou para esse porão?

—O delegado malvado. —Clara diz olhando para a porta. —Ele me pegou no hospital... depois me levou para lá.

—E depois? Quem estava lá?

—A Sra. —Clara para tentando lembrar o nome da mulher e alguma lembrança a faz estremecer. —Lincoln.

—Sra. Lincoln?

—Sim.

—E quem mais?

—O papai... —Clara sussurra com medo e meu coração para.

Ele está vivo...

Eu não posso acreditar nisso.

—Qual o nome do seu pai?

—José Rodriguez. —Clara sussurra com medo.

—Eles te fizeram algum mal?

—Eles me batiam. Eles disseram que eu tinha que me comportar, senão eles iam matar a mamãe.

—E o que mais?

—Eles queriam o dinheiro dela. Eles mataram alguém... para a mamãe ficar longe dele.

—Quem é ele? E quem eles mataram.

—Eu não sei o nome dela, mas ela tem cinco filhas. —Clara diz e meu coração dispara.

Não... isso não.

—Ele quer mata-las. Para ver ele sofrer.

—Quem é ele, Clara?

—O moço bonzinho. Eles o ameaçaram. —Clara diz. —Disseram que ele tinha que ir para longe, senão eles iam matar as meninas, e matar eu e a mamãe.

—O mocinho bonzinho sabe que você está viva?

—Sim, ele não podia falar nada, mas ele disse que ia me encontrar.

—Quem é ele? O nome dele?

—Eu não sei. Ele estava nos meus sonhos.

—Tudo bem. Você pode me contar como você fugiu?

—Eu estava no carro... ele estava esperando do lado de fora da casa para pegar a mamãe..., mas eu fugi. Eu fugi para salvá-la.

—Então você nos encontrou?

—Sim.

—E quem estava atrás de você?

—O Bill. —Clara diz torcendo os dedos. —Ele ficava cuidando de mim.

—Entendo. E alguns deles já machucaram?

—Só o papai e a moça má. Eles me batiam, e não me davam comida.

—Eles fizeram algo a mais?

—Não.

—Tudo bem. —Ethan desliga o gravador e me encara. —Clara, a tia Kate vai te levar para fazer uns exames. E eu vou conversar com sua mãe.

—Não. —Clara grita correndo para meus braços. —Não me tira da mamãe de novo, tio Ethan, por favo.

—Querida, está tudo bem. —Sussurro acariciando seu rosto. —Eu vou estar bem aqui, e a tia Katherine vai cuidar de você.

—Promete mamãe? Promete que eles não vão me levar de novo?

—Prometo. —Digo abraçando-a enquanto as lágrimas caem.

—Ana, eu vou leva-la. —Ethan diz pegando Clara no colo. —Você tem tempo para uma ligação.

Encaro-o sem entender, mas então me lembro. Christian... as lágrimas só caem mais. Ah, meu Deus! Ele não estava me deixando, ele ia me proteger, ele ia cuidar de mim. Ele estava tentando proteger a minha filha. Enxugo minhas lágrimas rapidamente e corro até a mesa de Ethan, sento em sua cadeira e pego o telefone discando o número de Christian.

—Grey. —Ele diz ao atender e eu não sei por quer, mas sinto que ele não está muito bem.

—Christian... —Sussurro e as lágrimas começam a rolar pelo meu rosto.

—Anastásia. —Christian sussurra. —Eu sinto tanto... mal. Eu não queria que você pensasse que eu estou te deixando, mas...

—Ela está comigo. —Digo cortando-o.

—Quem?

—Minha filha. —Sussurro e posso ouvir um suspiro aliviado. —Ela não morreu.

—Ana, eu queria te contar, mas...

—Ela me disse que você estava tentando salvá-la.

—Sim. —Ele confessa. —Eu contratei pessoas para irem atrás dela. Contratei seguranças para te seguirem, para as minhas filhas...

—Por quê? Por que tudo isso? Ela não era sua obrigação.

—Era sim.

—Por que você acha isso?

—Porque um dia eu disse que te protegeria, e que jamais deixaria você se machucar. E eu falhei nisso, eu não poderia falhar de novo com a Clara. Ela é tudo para você... e você é tudo para mim. Eu te amo, Anastásia.

—Eu também te amo, Christian. —Confesso e sei que ele está sorrindo.

—Você quer que eu vá aí?

—Não, eu ainda estou resolvendo algumas coisas na delegacia, mas depois nós podemos nos ver. Na minha casa. —Sussurro.

—Está bem. —Ele diz calmamente. —Até logo, baby.

—Até logo, Christian. —Sussurro e desligo.

Passo as mãos pelo rosto tentando conter as lágrimas, mas não adiante. Eu não acredito que depois de tantos anos eu ainda posso amá-lo tanto. Eu não sei viver sem ele, e nem quero. Ele sempre cuidou de mim, e agora estava se sacrificando para salvar minha filha, meu bebê. Isso não tem preço.

—Ana. —Ethan diz entrando na sala. —Eu mandei alguns homens para o hospital onde a Clara estava internada no dia do acidente. Eles vão descobrir tudo que houve.

—Tudo bem. —Sussurro sorrindo e me levanto indo para seus braços. —Ethan.

—O que?

—Minha filha está viva? Mesmo?

—Mas é claro que está. —Ele diz rindo e segura meu rosto. —Nossa Clarinha está de volta, Anastásia.

Sorrio e o abraço.

Sim, ela está de volta.

♩ ♪ ♫ ♬

Sento-me em frente ao sofá e acaricio o pequeno rostinho da minha filha que dorme tranquilamente. Sorrio com a visão dela aqui, deitada no sofá. Dormindo tranquilamente. Pertinho de mim.

—Ei. Ela não vai fugir. —Katherine diz e eu sorrio.

—Ela está de volta. —Digo me virando para o outro sofá onde vejo meus irmãos e cunhados sentados.

—Ana, ela é tão linda. —Elliot fala enquanto embala Ava em seus braços. —A sua cara.

—É sim. —Mia diz enquanto balança Miguel suavemente. —O mais engraçado é ela ter voltado logo nesse dia.

—Natal. —Sussurro sorrindo. —Ela está comigo... nesse dia tão especial. Meu bebê. Meu presente de natal.

—Você está sorrindo, e me chamou de Kate de novo. —Katherine fala e eu reviro os olhos.

—Você está sendo boba, Kate. Eu pensei que não teria vida depois dela... e eu não tive. Não há como ter vida após o amor, mas agora que ela está aqui, eu estou viva de novo.

Minha irmã sorri amplamente e se aproxima, ela senta ao meu lado e acaricia meu rosto beijando minha testa.

—É bom te ver feliz. —Ela sussurra sorrindo.

—Sim, por mais que tenha coisas a resolver, principalmente depois de saber que minha filha não morreu, e que aquele maldito médico trocou ela por uma menina parecida, por dinheiro... eu estou feliz por estar com ela. —Digo calmamente. Ouço a campainha tocar e sorrio. —Mas ainda falta algo.

Viro-me para levantar e vejo Clara abrir seus lindos e grandes olhos azuis. Ela olha em direção a porta e sorri. Todos na sala olham sem entender quando minha filha se levanta e corre em direção a porta. Ouvimos a porta abrir e em seguida seu gritinho de felicidade.

—Moço bonzinho. —Ela diz com uma alegria que dá para sentir.

—Clara. —A voz de Christian ecoa e eu sorrio.

Notas finais