Notas iniciais
Ooi, Oi, Gente!!! Meninas, desculpem mesmo por ficar sem postar tanto tempo, mas eu estou com problemas na internet, e isso está prejudicando muito. Eu espero que possam entender. Capítulo dedicado as meninas que favoritaram, obg suas lindas: Nati Sousa, TomoyoLC, Polly, Chechumanya e Gaby Boa noite Garotas, e boa leitura.

Dois dias depois...

Anastásia Steele

Acordo com o barulho irritante da campainha. Abro meus olhos lentamente e vejo que já são duas da tarde. Levanto-me assustada e visto apenas meu robe, corro até a porta e abro vendo uma Phoebe apavorada do outro lado.

—Ana me ajuda. —Ela implora apavorada.

—Meu bem, o que houve? —Pergunto assustada.

—É a Cassie, ela... ela não acorda. —Phoebe diz entre soluços.

—Onde está o seu pai? —Pergunto enquanto entro na casa junto com Phoebe.

—Ele saiu para o trabalho. E não atende.

—Tudo bem, calma. Me mostra onde ela está?

—Vem comigo. —Phoebe pede enquanto corre em direção as escadas.

Corro atrás dela até o topo da escada, e depois até o meio do corredor onde entramos em uma das portas. Dentro há um quarto todo decorado com borboletas e coisas roxas. Na cama ampla de casal, com colcha lilás, há uma menina muito parecida com Ivy, só que com cabelos maiores.

Caminho rapidamente até a menina e ao tocar em sua testa vejo como ela está quente.

—Phoebe, onde fica o banheiro?

—Ali naquela porta. —Phoebe diz apreensiva apontando a porta ao lado da janela.

Pego a menina com cuidado em meus braços e corro para o banheiro com ela, entrando quando Phoebe abre a porta. O banheiro é... incrível. Há pode de vidros pendurados com algo que eu acho serem LEDS dourados por dentro, recriando vagalumes. Tudo é feito de madeira. Há uma banheira grande e redonda no canto, com um box ao redor e um grande chuveiro em cima. Corro até lá e novamente Phoebe abre a porta. Entro dentro da banheira com a menina ainda em meus braços e ligo o chuveiro numa temperatura morna deixando a água cair sobre ela.

Alguns segundos e nada acontece, Phoebe está chorando apreensiva a porta. Aperto mais a garota em meus braços e movo-me um pouco deixando a água morna – quase fria – cair sobre seu rosto. Sua temperatura começa a cair e logo está normal, alguns segundos e com um solavanco ela acorda, tossindo e assustada.

—Cassie! —Phoebe grita e corre pegando Cassie em seus braços. A menina envolve as pernas ao redor da cintura da irmã enquanto a abraça molhando completamente. —Nunca mais faça isso comigo, entendeu?

—Me desculpe. —Sussurra a menina sem entender muita coisa.

—Ah, Ana, me desculpe, você está toda molhada.

—Tudo bem. —Digo rindo e só agora percebo o pavor que eu estava.

—Quem é ela? —Cassie pergunta me olhando com curiosidade.

—Cass, essa é a Ana, nossa vizinha. —Phoebe diz sorrindo e eu sorrio.

—Aquela cantora que você tanto fala? E tanto canta as músicas? —Cassie fala num tom provocativo, mas brincalhão levando a irmã a rir.

—Essa sim sua pestinha. Agora já para o quarto. Você precisa de roupas secas. —Phoebe coloca Cassie não chão e enrola uma toalha nela, e com um tapinha no bumbum, ela expulsa a irmã do banheiro.

Sorrio e me levanto saindo da banheira. Phoebe me oferece uma toalha e nós saímos do banheiro para ver Cassie. Cassie sai do closet alguns minutos depois vestindo um pijama seco e com as escovas nas mãos.

—Aí, eu não consigo escovar meus cabelos. —Ela diz brava e Phoebe ri.

—Posso? —Pergunto e ela me olha confusa.

—Tudo bem.

Cassie senta sobre a cama e eu me sento atrás dela pegando a escova de sua mão. Começo a escovar seus cabelos com cuidado enquanto Phoebe nos olha atentamente.

—Ana, você precisa de roupas secas. —Phoebe diz rindo. —Eu vou pegar algo.

—Ok. —Digo sorrindo.

Phoebe sai do quarto deixando-me sozinha com Cassie. Fico em silêncio apenas concentrada em escovar seus cabelos com cuidado.

—Você tem boas mãos. —Cassie diz e se vira para me olhar. Ela me observa por segundos, minutos talvez, memorizando os detalhes. —Eu gosto disso.

—É mesmo? —Pergunto sorrindo e acaricio seu rostinho. Ela sorri e fecha os olhos ao receber meu toque.

—Minha mamãe fazia isso. —Cassie diz quando passo o dedo pelo seu nariz.

—A minha também. —Confesso e ela abre os olhos.

—Sua mãe morreu?

—Sim. —Sussurro com pesar e um nó se forma na minha garganta.

—Você sente falta dela?

—Mais que tudo...

—E como você faz para ser forte?

—Eu não faço. —Digo rindo. —No começo, nos primeiros anos, toda vez que eu sentia muita falta da mamãe, eu ia no tumulo dela com meus irmãos, e eu ficava por horas conversando com ela, colocando para fora toda a saudade que sentia, e depois eu saia com meus irmãos. Nós fazíamos coisas que a mamãe gostava, e eu acho que isso me deixava perto dela. E com o passar do tempo, toda as vezes que eu sentia falta dela, eu gostava de ver vídeos, ou fotos, para lembrar dela, e senti-la pertinho de mim.

—Você acha que a sua mamãe, e a minha... sentem nossa falta?

—Eu não sei...

—Não sabe?

—Não. Minha mãe sempre falava que quando as pessoas se vão, quando elas estão no céu, elas não sentem falta aqui da terra, e das pessoas, porque elas estão pertinho de Deus, e Ele conforta elas.

—E nós?

—Nós? —Sorrio e seguro as mãos de Cassie. —Deus também nos conforta. Com as lembranças. Eu sei que dói ficar sem alguém que amamos, mas quando alguém morre, ela ainda permanece vivo dentro de nós.

—Como?

—Com as lembranças. As brincadeiras. Os momentos juntos. Tudo isso fazem com que alguém esteja vivo para sempre. Eu sei que deve doer, muito. Principalmente por você ser tão nova, mas com o tempo, você acostuma, não com a dor, e sim com que a pessoa não vá mais voltar.

—E se eu quiser que ela volte? —Cassie pergunta chorando.

—Infelizmente não vai acontecer. —Sussurro. —Eu também quis que minha mãe voltasse, mais que tudo. Eu implorei por dias, semanas, meses e até anos, e ela não voltou. E eu percebi que eu ainda estava viva, e que eu precisava viver. Minha mãe se foi, mas eu ainda estou aqui, e ela não ia querer me ver assim, me entregando a dor, ao sofrimento. Ela sempre quis que eu fosse feliz.

—Então você acha que minha mamãe ia querer me ver bem? E feliz? Ao lado do papai e das minhas irmãs?

—Mas é claro que sim, e eu acho, que se sua mãe pode te ouvir ou te ver, ela ia querer te ver bem, e muito feliz. —Aproximo-me mais de Cassie a puxo para um abraço na tentativa de conter seu choro. —Sabe, uma mãe, por mais longe que esteja, sempre vai estar com o filho, e eu aposto que sua mãe te amou muito, e se ela pudesse escolher, ela escolheria ficar, mas Deus sabe das coisas, mais do que nós sabemos, e se Ele levou sua mamãe, era a hora dela. E você garotinha, ainda tem muita coisa para descobrir. Eu sei que ainda dói, mas você tem pessoas incríveis ao seu lado, e ainda vão vir muitas pessoas. Um dia, quando você casar, e tiver um bebê, ainda vai doer, mas você vai estar tão feliz, que toda a dor vai virar alegria, e as lembranças dolorosas, vão virar lembranças boas, de carinho e saudade.

—Você acha?

—Eu tenho certeza. —Sorrio e dou um beijo na testa de Cassie.

—Obrigada Ana. —Cassie diz sorrido e me abraça. —Você não tem noção de como eu precisava ouvir isso.

Não Cassie, você que não tem noção de como eu precisava falar isso.

Aperto meus braços ao seu redor, mas logo a solto.

—Ana, aqui está. —Phoebe diz entrando no quarto e me entrega uma camisa social azul.

—Isso por acaso é do seu pai? —Pergunto desconfiada.

—Não. —Ela diz rapidamente e ri. —É minha, pode confiar.

—Tudo bem. —Murmuro e tiro meu robe para colocar a camisa.

—Você tem uma borboleta. —Cassie grita eufórica ao ver a tatuagem de borboleta no meu quadril.

—Sim. —Digo rindo e coloca a camisa. —Que tal vocês irem almoçar comigo?

—Sim. —Phoebe e Cassie dizem ao mesmo tempo.

—E suas irmãs?

—Estão na escolha. —Explica Phoebe conforme andamos para fora do quarto. —A Cassie é a única pestinha que estuda de manhã.

—E você, certo?

—Sim.

Terminamos de descer as escadas e Phoebe pega seu celular e a chave no sofá, depois nós saímos e vamos para o meu apartamento.

—Você tem um gatinho. —Cassie diz animada e corre para Nancy que já se derrete toda.

—Sim. E eu acabei de perceber que ela é uma traíra. —Digo me encaminhando para detrás do balcão da cozinha. —O que vocês gostam de comer?

—Lasanha. —As duas dizem juntas e eu sorrio.

—Eu também amo lasanha. —Falo sorrindo e começo a separar as coisas.

—Sua casa é tão bonita... —Cassie fala olhando em volta.

—Obrigada. Ah, fiquem à vontade, eu só vou trocar essa roupa molhada, ok?

♩ ♪ ♫ ♬

Termino de servir Cassie e Phoebe e me sento para me servir. As duas provam ao mesmo tempo e fazem o mesmo, fechando os olhos, ao saborear.

—Uau. Está muito bom. —Cassie diz ainda de olhos fechado e eu sorrio.

—Ah, que exagero. —Digo rindo.

—Não é exagero. —Phoebe diz com convicção. —Isso está muito bom.

—Bom, sendo assim, muito obrigada. —Sorrio e continuo comendo.

—Você sempre faz suas comidas? —Pergunta, curiosa, Cassie.

—Hã... mais ou menos. Eu tenho uma cozinheira, na verdade governanta. Só que ela está trabalhando para a minha irmã, até ela achar uma boa empregada.

—E o seu pai?

—Eu não tenho pai. —Sussurro com amargura. —Ele fugiu quando descobriu que minha mãe estava grávida.

—Ah... Ana... eu sinto muito. —Cassie diz envergonhada.

—Tudo bem, querida. —Murmuro tranquilizando-a. Sorrio e acaricio seu rosto. —Alguns pais não percebem o valor que os filhos têm.

—Eu também acho. —Phoebe diz sorrindo.

—Então garotas, o que vocês gostam de fazer? —Pergunto enquanto como.

—A Phoebe gosta de ler. Muito. Ela tem muitos livros. —Cassie diz rindo.

—É mesmo? —Olho para Phoebe e ela sorri ruborizando, logo em seguida balança a cabeça confirmando. —Que legal. E você Cassie? O que gosta de fazer?

—Tomar sorvete. De todos os sabores. —Cassie fala abrindo os braços e eu começo a rir acompanhada por Phoebe. —Mas o papai não me leve mais para tomar sorvete.

—Por que não?

—Ele está trabalhando muito. —Phoebe diz descontente. —Mas sempre que pode ele sai conosco. É só que... a empresa está muito corrida.

—E é difícil controlar cinco pestinhas? —Pergunto e as duas riem.

—Nós só somos... meio brincalhona as vezes. —Cassie encolhe os ombros e ri remexendo a comida no prato.

—Não, as vezes nós pegamos pesado. —Confessa, Phoebe com um pouco de culpa.

—Eu imagino. Pai solteiro, e deve ser bonito. —Arqueio a sobrancelha e as duas concordam rindo. —É normal sentir ciúmes. Mas não se preocupem, aposto que vocês são as prioridades do seu pai.

—Ele fala isso. —Phoebe diz. —Toda vez. Eu sei que nós somos prioridades. Só que as vezes dá saudade. Se bem que ele tira o fim de semana todo para ficar conosco. Mas sei lá. No meio da semana... ajuda com os deveres, e outras coisas.

—Bom... —Sussurro encolhendo os ombros. —Eu sei que sou só uma vizinha, mas adoraria ajudar vocês no que fosse preciso.

—Sério? —As duas perguntam juntas.

—Claro! —Exclamo em meio a um sorriso. —Eu iria adorar ajudar vocês e... eu acho que seria ótimo um sorvete depois do almoço.

—Ah, isso é muito legal! —Cassie exclama animada.

♩ ♪ ♫ ♬

—Uau... são tantos sabores. —Cassie diz enquanto olha para todos os sabores de sorvete. —Eu posso pegar qualquer um? E colocar qualquer coisa?

—Cassie! —Phoebe exclama a irmã enquanto eu dou risada.

—Tudo bem. Vocês podem escolher à vontade. —Falo sorrindo. Sinto meu celular vibrando e deixo as meninas escolhendo os sorvetes para ir atender. —Alô.

—Mamãe. —A voz apavorada de Taís do outro lado faz meu coração gelar. —Tia, me ajuda.

—Meu bem? O que houve? —Pergunto preocupada, mas não consigo ouvir nada fora seus gritos. —Ava, querida, eu estou chegando. Fique calma.

Desligo o celular e corro até Phoebe e Cassie.

—Ana, está tudo bem? —Phoebe pergunta preocupada.

—Não, eu não sei. —Digo nervosa. —Eu preciso ir até a casa da minha irmã, é há um quarteirão daqui.

—Nós vamos com você. —Cassie diz firme.

—Tudo bem. Vamos então. —Falo enquanto corro para o carro e as duas me seguem. Abro a porta para as meninas e elas entram. Entro logo em seguida e sem pensar corro para a casa de Katherine.

Cinco minutos depois eu estou estacionando na porta da minha irmã, desço do carro e nós corremos para dentro da casa de Katherine, abro a porta e encontro primeiro o vaso da entrada quebrado, depois Ava sentada na escada com as mãos nos ouvidos chorando.

—Ava! —Corro até minha sobrinha e seguro seus braços. —O que houve?

—Mamãe. —Ela grita chorando. —A mamãe.

—Phoebe, por favor, leva ela para o carro, e não saiam de lá. —Peço. Phoebe balança a cabeça assustada e pega e sai com Ava e Cassie, enquanto Ava grita pela mãe.

—Katherine? —Chamo quando as meninas já saíram, mas não há respostas. Caminho até a sala e não há sinal da minha irmã, nem na cozinha, banheiro, e outros cômodos aqui debaixo. Caminho até as escadas e ouço algo do andar de cima. —Katherine, você está aí?

—Ana, me ajuda! Ana. —Os gritos de Katherine fazem todos os meus pelos se arrepiarem. —Ana, por favor.

—Katherine. Onde você está? —Pergunto subindo as escadas com o rosto já repleto de lágrimas.

Chego ao andar de cima e olhos os quartos, mas nenhum sinal da minha irmã.

—Kate? Me fala onde você está? —Peço já desesperada.

—Ana. —Ouço batidas vindas do armário de casaco e quando tento abri-lo vejo que está fechado com a chave. —Ana, me tira daqui, por favor.

—Katherine, eu não consigo abrir. —Falo puxando a maçaneta. —Está trancando.

—A gaveta da cozinha. Rápido.

—Ok. Fica calma. —Imploro e corro até a cozinha. Vou até a gaveta de chaves e abro procurando a chave do armário. Depois de alguns segundos finalmente acho, corro até o andar de cima e com um pouco de dificuldade consigo abrir a porta. Katherine está do outro lado, com alguns cortes nos braços e manchas roxas no rosto. —Ah, meu Deus. O que houve?

—Ana. —Minha irmã grita se atirando em meus braços. Sua respiração está muito ofegante, e ela está tremendo muito, e sei que é por causa da claustrofobia.

—Calma, amor, por favor. —Peço segurando seu rosto. —Respira comigo, o que?

Começo a respirar devagar e minha irmã repete o mesmo. Ela segura firme minhas mãos e mesmo que mais calma, ainda parece apavorada, eu nunca a vi assim em toda a minha vida.

—Ava, onde ela está?

—Ela está bem. O que houve?

—O Michael. —Katherine diz com pavor.

—Aquele desgraçado fez isso com você? —Pergunto com ódio. —Onde ele está?

—Ele fugiu. —Minha irmã fala entre soluços. —Ele não quis aceitar o divórcio. Ele disse que ia tomar a Ava de mim.

—Nesse momento a única coisa que ele vai ganhar é um terno de madeira. —Murmuro com ódio enquanto disco o número de Ethan.

Paro em frente a porta de Phoebe e suspiro pesadamente.

♩ ♪ ♫ ♬

—Eu sinto muito por estragar o sorvete. —Sussurro encarando ela e Cassie.

—Estragar? Que nada. —Phoebe fala calmamente. —O que importa é que sua irmã está bem. Nós sempre vamos poder tomar um sorvete.

—Obrigada. —Digo sorrindo.

—Ana, esse foi o melhor dia dos melhores. —Cassie diz sorrindo e bate palmas. —Eu posso te visitar amanhã?

—Eu vou adorar. —Sorrio e acaricio o rosto de Cassie. Ela sorri e me abraça, depois entra correndo na sua casa.

—Ana... posso perguntar algo?

—Claro.

—Você não notou nada na Cassie. —Pergunta, Phoebe.

—Não! —Exclamo. —Ela tem algo errado?

—Hã... não. —Phoebe sorri e me abraça fazendo meu coração disparar. —Tchau Ana, até amanhã.

—Tchau querida.

Phoebe sorri e acena antes de entrar no apartamento. Fico parada por alguns segundos, mas sou distraída quando o elevador apita. Balanço a cabeça e vou para a minha casa. Mais um ótimo dia.

Depois de algumas horas trancada no estúdio cantando, eu lembro do bolo que fiz para Phoebe e Cassie no almoço, e nem sequer o entreguei. Bom, ainda não é tarde. Sorrio com a ideia de vê-las e vou correndo levar o bolo.

Toco a campainha e espero alguns segundos, logo ouço passos se aproximando da porta, e não sei o porquê, mas meu coração dispara completamente.

♩ ♪ ♫ ♬

Christian Grey...

Saio da empresa e vou direto pegar as meninas no colégio e depois vou em direção a nossa casa, com a cabeça meia inerte em pensamentos na empresa e a garotinha que vi outro dia, que não saí da minha mente.

—Papai, nós podemos tomar sorvete? —Allyson pergunta me distraindo.

—Hã... —Murmuro encarando seus olhinhos pelo espelho. —Tudo bem.

Continuo andando mais um pouco, até chegar a sorveteria, assim que vou estacionar vejo alguém saindo, e a pessoa quase bate o carro. Olho para a janela e só tenho um vislumbre dos cabelos castanhos e duas crianças no banco de trás. Deveria ser crime uma pessoa dirigir assim com duas crianças.

Estaciono o carro e desço com as minhas filhas direto para a soverteria. Ficamos lá cerca de duas horas, depois Ivy escolhe sorvete para levar para as irmãs e nós vamos para casa.

—Papai tem alguém no elevador. —Allyson diz impaciente.

—Deve ser a vizinha.

—Ana... —Ivy murmura sorrindo.

—Sua nova amiga? —Pergunto e ela apenas balança a cabeça dando um sorriso sapeca.

Que estranho, ter uma vizinha e ainda não ter esbarrado nela por aí.

O elevador finalmente chega e eu entro com as meninas; logo estamos subindo para a nossa casa, e, mais demorado que o comum, finalmente chegamos. Assim que as portas se abrem uma porta bate, e eu consto ser a nova vizinha. E ela com toda certeza não se importa e massacrar portas.

Ivy, Allison e Jennifer correm para casa e eu vou atrás delas. Phoebe e Cassie estão sentadas no sofá conversando animadamente, e eu paro completamente. Cassie está linda, com um brilho incrível nos olhos. Um sorriso enorme no rosto, e isso me deixa tão... bem.

—Olá. —Sussurro olhando as duas. —Como vocês estão?

—Otimamente bem! —Cassie exclama animada e pula nos braços de Phoebe.

—Uau. —Murmuro confuso.

—Papai, ela passou o dia muito bem. —Phoebe fala me surpreendendo mais. —Agora já para o banho. Eu vou pedir pizza.

—Pizza?

—Sim.

—Tudo bem.

Balanço a cabeça confuso e vou para o banho... confuso.

♩ ♪ ♫ ♬

Depois das quatro menos dormirem, eu me sento no sofá para assistir um filme com Phoebe, já que faz tempo que não fazemos isso.

—A Cass estava tão bem hoje, aconteceu algo?

—Algo como?

—Fora do comum.

—Não papai. Ela só ficou bem. —Phoebe diz sorrindo.

—Entendo. —Eu vi um violão no seu quarto. —É seu?

—Sim, eu ganhei de uma amiga.

—Sei. —Murmuro desconfiado.

—Está tudo bem, papai. —Ela diz rindo ainda mais. —Eu vou pegar pipoca.

—Ok.

Phoebe levanta para pegar a pipoca e eu continuo vendo o filme, mas tenho que me levantar quando ouço a campainha tocar. Caminho até a porta e sinto um arrepio me tomar por completo. Uau.

Notas finais
Será que agora vai? kkkk