Uma Nova Chance Para o Amor
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Notas iniciais
Trilha Sonora — https://www.youtube.com/watch?v=6MFjSOwIkH4
Anastásia Steele
A porta se abre e o sorriso enorme de Phoebe faz meu coração disparar.
—Ana, o que você faz aqui?
—Ah, eu vim trazer a sobremesa. —Falo sorrindo e lhe entrego o bolo.
—Está com um cheiro ótimo.
—Hm, obrigada. Eu tenho que ir agora. —Sussurro dando-lhe um beijo na testa. —Até amanhã, querida.
—Até.
Sorrio e me viro indo para o meu apartamento, viro-me já na porta e aceno para Phoebe antes de entrar e logo ir dormir.
♩ ♪ ♫ ♬
Christian Grey
Caminho até a porta e sinto um arrepio me tomar por completo. Uau!
Dou mais um passo para abrir, mas paro quando meu celular começa a tocar. O nome Elena aparece e eu sinto meu sangue ferver.
—Quem é papai? —Phoebe pergunta atrás de mim.
—Atenda, por favor, querida. —Peço já indo em direção ao meu escritório. Bato a porta quando entro. —O que você quer sua vadia?
—Hm... —Elena ronrona do outro lado e a repulsa me toma por completo. —Alguém está de mau-humor.
—Mau-Humor? —Gargalho com escárnio e soco a mesa. —Olha aqui sua vadia desgraçada, o que você não entende é que você ficou num passado bem distante. Eu fui muito bom em não prestar queixa contra você, mas tenha a absoluta certeza que se você se aproximar de mim, ou das minhas filhas novamente, eu vou acabar com você.
Desligo o celular e soco a mesa novamente.
Respiro fundo enquanto percorro as mãos pelos cabelos. Eu não posso deixar essa mulher atrapalhar minha vida. Ela já me causou estrago suficiente. Muito. Respiro fundo mais uma vez e saio do escritório deixando meu celular para trás. Entro na sala e me deparo com Phoebe parada a porta segurando algo que parece ser uma vasilha de vidro. Algo assim.
—O que é isso? —Pergunto curioso.
—Hm. Bolo. —Ela diz sorrindo. —A nossa vizinha nos deu.
—É mesmo? —Pergunto agora surpreso. —Ela nem nos conhece.
Phoebe me olha e gargalha indo em direção a cozinha.
O que eu estou perdendo?
♩ ♪ ♫ ♬
Nos dias seguintes...
—Pheebs. —Grito parado a escadas. —Nós estamos atrasados.
—Eu estou indo! —Ela diz brava enquanto desce as escadas com as irmãs. —Pare de gritar tanto.
—Eu paro de gritar quando vocês pararem de enrolar. —Digo revirando os olhos.
Phoebe revira os olhos e para no meio da escada jogando a cabeça para o lado, ela cruza os braços semicerrando os olhos e as quatro menores fazem a mesma coisa.
—Meninas vamos logo. —Peço impaciente, mas elas continuam paradas. —Ok. Chega de graça! Eu estou sem paciência para infantilidades; eu quero as cinco aqui em baixo, agora!
Phoebe me olha assustada assim como as irmãs e finalmente elas começam a descer as escadas. Eu sei que as assustei, mas realmente acho que devo começar a impor limites. Eu sou o pai delas, e elas têm que me obedecer querendo ou não. Eu amo fazer a vontade de cada uma delas, mas isso já está passando dos limites. Muito.
—Vamos, todas para o carro, já! —Exclamo impaciente e elas vão em direção a saída.
—Você não pode falar conosco assim. —Phoebe fala se virando para me encarar. —Eu não vou permitir que...
—Que o que, Pheebs? —Pergunto e ela se cala. —Que eu aja como pai? Que eu pare de deixar vocês passarem por cima da minha palavra?
Phoebe me fuzila com um olhar e se vira jogando os cabelos, impaciente.
Suspiro pesadamente antes de ir atrás delas. Fecho a porta de casa e sigo para o elevador aonde as cinco já esperam.
—Você não deveria descontar sua raiva em nós. —Phoebe diz mal-humorada quando o elevador está descendo.
—Ah, Pheebs! —Exclamo bravo. —Pelo amor de Deus! O que você quer? Eu não estou descontando minha raiva em vocês. Só que eu estou cansando de aceitar tudo que vocês impõem, eu sou o pai, entende?
—Tanto faz! —Ela fala saindo sendo seguida pelas irmãs.
Saio do elevador impaciente e caminho até o carro, abro a porta e minhas filhas entram, e eu entro logo em seguida seguindo para a festa na casa da minha mãe.
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Mamãe sorri observando Cassie correndo junto com as irmãs e outras crianças pelo salão da festa.
—Ela parece tão bem. —Mamãe sussurra com amor. —O que você fez?
—Nada. —Murmuro olhando minha filha. —Ela simplesmente está assim. Faz dias que está comendo super bem, não está usando sonda, tomando analgésicos ou coisa alguma.
—Ela está ganhando peso. —Elliot diz sorrindo.
—Ela está comendo de tudo. —Digo rindo. —Eu não sei o que, ou quem a deixou tão bem, mas eu agradeço muito por isso.
—Todos agradecemos. —Mamãe diz. Ela se vira e encara Phoebe sentada em uma mesa sozinha e depois me encara. —O que ela tem? Ela está assim a noite inteira. Nem se quer quis participar do leilão de danças, e é a parte favorita dela.
—Ela acha que eu estou descontando minha raiva nelas. —Falo em um suspiro.
—E você está? —Papai pergunta juntando-se a nós.
—Claro que não. —Falo bravo. —É só que eu sou pai solteiro, e tenho cinco filhas. Elas estão a cada dia mais mimadas, principalmente a Pheebs, ela acha que pode mandar na casa, e falar comigo da forma como quiser. Eu faço tudo por ela, tudo mesmo, e entendo que as vezes sou ausente, mas eu estou fazendo o possível.
—Nós sabemos. —Mamãe fala segurando minha mãe. —Você e o Elliot eram terríveis quando criança, principalmente com...
—Com a Amélia. —Elliot completa.
Amélia era nossa irmãzinha mais nova, que infelizmente morreu quando tinha onze anos. Ninguém soube explicar a forma, foi como uma morte... natural. Ela era a irmã mais incrível do mundo, Elliot e eu fazíamos tudo por ela, e então ela se foi.
—Tudo vai ficar bem. —Papai diz. —Eu também acho que elas devem ter um pouco de limite. Você sabe que a Pheebs assumiu o lugar da mãe, e isso não pode ficar assim. Você é o chefe da casa Christian, comece a agir como um.
—Está difícil. —Confesso.
Aliás, tudo ficou difícil depois que minha mulher morreu.
—Eu vou lá falar com ela. —Papai diz pronto a se levantar.
—Acho que alguém foi mais rápida. —Elliot diz e quando me viro para olhar Phoebe vejo uma mulher sentada junto com ela, e agora ela está sorrindo.
—Quem é ela? —Pergunto tentando ver o rosto da mulher, mas ela está sentada um pouco de lado, e a máscara não ajuda muito.
—Ah, meu filho. Deve ser uma amiga dela, fique tranquilo. —Mamãe diz sorrindo e nós desviamos o assunto para a mudança no fim do ano.
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Anastásia Steele
Ouço a campainha tocar e corro rapidamente para atender, me deparando com Katherine e Ava do outro lado.
—Titia! —Ava sorri e pula nos meus braços.
—Oi. Olha só você. —Digo sorrindo e lhe abraço apertado.
Ava está de meia calça branca, vestido rosa de Chiffon e sapatinhos sociais brancos. Katherine também está muito bonita. Ela está usando um vestido preto frente única e saltos altíssimos também pretos.
—Vocês estão muito bonitas. —Falo sorrindo.
—Elas têm que estar. —Mia diz surgindo atrás delas. Ela está linda, com um longe vestido preto de seda e saltos também pretos.
—Uau! —Exclamo sorrindo. —Quer dizer que a ocasião é realmente importante?
—Ah, sim. Nossa anfitriã é a empresária mais famosa de Seattle. —Mia diz sorrindo amplamente.
—Sério? Quem? —Pergunto curiosa quando elas já invadiram minha casa.
—Grace Grey. —Katherine diz se jogando no sofá.
E então um sorriso me surge. Grey. Talvez essa seja a avó que Phoebe tanto fala, e se for, as meninas com certeza vão estar na festa.
—Alguém está sorrindo... —Mia diz parecendo surpresa.
—Talvez. —Sussurro me jogando no sofá. —Acho que preciso de um vestido novo.
—Nós já pensamos nisso. —Katherine diz animada.
É só então que noto que ela está com algo em mãos, um daqueles sacos de proteção para roupas, e Mia está segurando uma maleta de maquiagens... então... acho que virarei boneca por alguns segundos. Não é mesmo?
♩ ♪ ♫ ♬
Encaro-me no espelho entorpecida.
Há tanto tempo eu não me arrumo assim... eu estou... linda. Meus cabelos estão com ondas e postos de lados, minha maquiagem está forte nos olhos destacando a cor, e meus lábios estão com uma cor nude. E meu vestido? Ele é lindo. Na altura dos joelhos, na cor vermelho e com tecido Chiffon. É simplesmente lindo.
—Os sapatos, titia. —Ava diz me trazendo os saltos camurça vermelho.
—Obrigada. —Sussurro pegando de suas mãos e me sento para calçá-los. Levanto-me e encaro-me novamente no espelho.
—Você está... incrível. —Katherine sussurra com emoção.
—Você acha? —Pergunto com o queixo tremendo e ela concorda com a cabeça.
—Não comecem. —Mia diz já enxugando as lágrimas. —Nós temos que ir. E Ana, coloque a máscara.
—Ok. —Digo rindo e pego a máscara de cristais.
♩ ♪ ♫ ♬
—Senhoritas. —Diz um homem assim que entramos. Ele é alto, cabelos grisalhos, olhos cinzas penetrantes e um belo sorriso. —Que prazer.
—Sr. Grey. —Mia diz sorrindo e segura a mão do homem em um aperto.
Ele olha intrigado para ela por alguns segundos e balança a cabeça rindo.
—Desculpe, você me lembrou a minha filha. —Ele diz rindo. —É um prazer recebe-las na nossa casa.
—O prazer é nosso. —Mia diz agora encarando-o com curiosidade. —Deixe-me de apresentar, essa são minhas cunhadas, Katherine Kavanagh Steele, e Anastásia Steele. Srta. Steele, é um grande prazer, minha neta gosta muito das suas músicas.
—Ah, muito obrigada. —Digo rindo.
—Bom, eu vou encaminhá-las a suas mesas.
—Muito gentil Sr. Grey. —Mia diz sorrindo.
Logo estamos na nossa mesa, os lugares estão marcados com placas com os nossos nomes, e quando vou me sentar Katherine pede para trocar de lugar, para poder ficar ao lado de Ava.
—Tudo bem. —Sussurro me sentando de costas para um homem de terno preto e cabelos acobreados, e justamente nessa mesa o Sr. Grey se senta.
—Ei, Ana, feliz por sair um pouco? —Katherine pergunta.
—Muito. —Falo ao ver Phoebe senta em uma mesa um pouco longe de nós. —Com licença.
—Aonde você vai? —Mia pergunta curiosa, mas eu não respondo.
Aproximo-me por trás de Phoebe e sento discretamente ao seu lado, mas ela não me nota por estar com fones e olhando para o nada. Puxo seus fones e ela vira assustada, mas sorri amplamente ao me ver.
—Ana! —Phoebe grita e me abraça.
—Oi. —Digo rindo e acaricio seu rosto.
—O que você faz aqui?
—Seus avós me convidaram.
—Uau! Isso é muito legal. —Phoebe para por um segundo e me olha. —Ah, meu Deus.
—O que foi? —Pergunto confusa.
—Vem comigo. —Ela fala se levantando e segura minha mão.
Sorrio e me levanto indo com ela até várias crianças, e no meio delas, vejo uma menininha de cabelos castanhos com um vestido igual ao meu, e sapatos vermelhos.
—Allyson. —Phoebe chama e a menina se vira revelando lindos e enormes olhos cinzas. A menina sorri para Phoebe e depois me olha encantada e começa a se aproximar. —É a minha irmãzinha.
—Ela é linda. —Sussurro com encanto. Abaixo-me assim que Allyson para na minha frente.
—Ally, essa é a Anastásia, nossa vizinha. —Phoebe explica.
—Olá. —Allyson diz com uma voz super meiga que me faz explodir de amor.
—Oi. —Sussurro sorrindo. —Você é muito bonita.
—Obrigada. —Ela diz ruborizando. —Nós estamos com os mesmos vestidos?
—Acho que sim. —Digo me levantando e ela me olha de cima abaixo.
—Ana, por favor, me deixa tirar uma foto de vocês, para recordação. —Phoebe implora juntando as mãos.
—Ok.
—Ótimo! Não saiam daqui; eu vou lá pegar a câmera. —Ela diz eufórica e logo some no meio das pessoas.
—Você é mesmo cantora? —Allyson pergunta me encarando e eu abaixo novamente em sua frente.
—Sou sim. —Falo sorrido.
—E você pode cantar? Só um pedacinho. —Ela implora juntando as mãos como Phoebe.
—Tudo bem. —Digo rindo da sua fofura. —Qual música?
—Let it go?
—Ok. —Sorrio ao lembrar que Clara adorava essa música. Fecho meus olhos para não pensar na minha filha e começo a cantar. —Standing, frozen, in the life I've chosen, you won't find me, the past is so behind me buried in the snow...
Allyson bate palmas sorrindo assim como as outras crianças, e eu vejo uma conhecida, com cara de sapeca, se aproximar.
—Você deve ser a Jennifer. —Deduzo e ela ri se escondendo atrás de Allyson. —Eu amei a sua flor, e ela está bem guarda.
Jennifer sorri e se aproxima, ela levanta a mão e acaricia meu rosto me fazendo sorrir. Levanto minha mão com cuidado e acaricio seu nariz com a ponta do indicador. A pequena sorri e continua acariciando meu rosto, como se quisesse gravar cada detalhe.
—Ana! —Viro-me e vejo Phoebe se aproximar com a câmera na mão. —Vem Ally, Jenny, o papai está te procurando para você pôr a máscara.
—Está bem. —Jennifer diz de um jeitinho engraçado e sai correndo em direção a mesa dos Grey.
—Vamos?
—Claro. —Sussurro me levantando.
Vou com Phoebe e Allyson até um dos lugares reservados para os convidados tirarem fotos, e ela me obriga a tirar algumas fotos com Allyson, o que eu acho divertido, e depois da foto, Jennifer e as outras irmãs se juntam a nós, e elas acabam me sequestrando e me mantendo somente ao lado delas, o que é claro, eu adoro.
Algumas horas depois, o leilão da primeira dança se anuncia, e a melodia doce de A Thousand Years invade todo o lugar. Katherine vem me tomar das meninas – que se sentam com Mia e Ava – e me leva para o palco.
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Trilha Sonora — https://www.youtube.com/watch?v=rtOvBOTyX00
Christian Grey
—Elliot, eu não vejo as meninas. —Murmuro para Elliot que agora encara uma loura no palco. —Elliot.
—Christian elas passaram por mim umas cinquenta vezes, e estavam bem, e correndo. —Elliot diz sem paciência. —Relaxe.
—Com cinco garotas? —Arqueio a sobrancelha e ele ri. —Eu vou tentar.
—Você conhece ela? —Elliot pergunta babando na loira que está usando um vestido preto frente única, e mascaras.
—Não. Eu não sei. Não dá para reconhecer com a máscara. —Murmuro e alguém ao seu lado, prende totalmente minha atenção.
Ela é linda... tem um corpo lindo na verdade, e um sorriso esplendido. A máscara impede eu que posso ver seu rosto, mas ela parece tão linda. E o vestido vermelho, muito parecido com o de Allyson, a deixa ainda mais bonita.
—Eu não sei você, irmão, mas eu vou participar desse leilão. —Elliot fala se levantando e eu me levanto atrás; logo estamos circulando pela multidão de homens em frente ao palco.
—Vejo que vocês, homens, estão animados. —O Mestre de cerimonia fala e todos riem suavemente. —Pois bem, como vocês sabe, quem der o lance maior, ganha a dança, mas... há uma regra que não pode ser quebrada, as garotas não poderão relevar sua verdadeira identidade, por nenhum momento, e nem mesmo tirar a máscara. Nós vamos começar com essa linda moça de vestido preto.
O MC fala puxando a loira, qual Elliot estava babando, pela mãe. Ela sorri envergonha quando vários homens começam a assoviar; vejo Elliot bufar ao meu lado e tento negar que ele esteja com ciúmes.
—Essa linda garota é uma médica renomada. —Ele diz olhando a fichinha a sua mão. —Tem uma bela filha que está usando vestido rosa, e olhe só... está solteira.
—Quinhentos mil Dólares. —Elliot diz e todos ficam em silêncio.
—Ficou maluco? —Sussurro rindo.
—Totalmente. —Ele diz sorrindo de um jeito que eu não vejo há tempos.
—Parece que a dama é sua, Sr. Grey. —O MC diz dando uma piscadinha, e como esperado, ninguém cobre o lance. —Pode vir buscar sua dama da noite, Elliot Grey.
Elliot sorri animadamente e caminha até o palco entre aplausos. Ele oferece a mão para a garota que aceita depois de trocar um olhar com a outra garota de vermelho. Logo mais garotas estão sendo leiloadas para a dança, mas a que realmente me interessa ainda está lá em cima.
—Bom, acho que chegou a sua vez, dama de vermelho. —Diz o MC e por algum motivo meu coração dispara. Ele oferece a mão para ela que segura com calma e caminha até o centro do palco como se estivesse acostumada com a multidão. —Essa é uma bela mulher, não acham?
Ouço alguns, vários, assovios e o ódio me domina, sem que eu posso entender. Alguém dá um primeiro lance, de duzentos mil dólares, e minha raiva sobe mais. Eu aposto que um momento com ela, seja dançando ou conversando, vale bem mais.
—Trezentos! —Alguém grita, mas eu continuo em silêncio.
—Quinhentos.
—Quinhentos para o Sr. Hyde. —O MC fala. —Quem dá mais? Dou-lhe uma... dou-lhe duas...
—Setecentos. —Falo em alto e bom som e todos se viram para me olhar.
—Setecentos e cinquenta mil dólares. —O tal do Hyde grita e eu tenho vontade de rir.
—Um milhão. —Digo e todos ficam em silêncio, e a doce dama de vermelho me olha surpresa, mas com um pouco de diversão.
—Ela é toda sua, Sr. Grey. —O MC fala após ninguém cobrir meu lance, e uma salva de palmas explode por todo o lugar enquanto caminho até o palco.
—Senhorita. —Sussurro estendendo minha mão. Uma das luzes artificiais bate em seu rosto revelando seus grandes olhos azuis.
—Senhor Grey. —Ela sussurra com a voz rouca e toca minha mão, fazendo uma grande corrente elétrica me atravessar.
♩ ♪ ♫ ♬
Allyson e Ana

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