Notas iniciais
Olá meninas, sei que vocês devem estar bravas por eu ter sumido sem falar nada, mas eu tive alguns contratempos, enfim, agora estou aqui. Espero que gostem do capítulo, e desde já, quero dedicá-lo a Kélover Mikaelson que favoritou, e a JDFifty pela recomendação linda. Obg meus amores *-* , boa noite meninas, e boa leitura.

Christian Grey

Estaciono o carro no aeroporto e vejo Ethan, Katherine e meus irmãos pararem logo atrás. Olho para o lado e sorrio ao ver Anastásia dormindo no banco do carona. Sorrio de novo ao olhar para trás e ver minhas filhas e Clarinha dormindo. Eu mal consigo acreditar que estou dirigindo um Honda Fit com oito lugares. Nem mesmo com as meninas foi assim, mas Anastásia pode obrigar qualquer um a fazer o que quiser.

Olho no relógio e vejo que já são quase três da manhã. Ethan achou melhor sair essa hora para não chamar atenção. Principalmente de José ou Elena. Meu cunhado acho que eles estavam usando a mídia para nos localizar sempre e saber tudo sobre nós.

Desço do carro e vejo Joe, meu piloto, já esperando ao lado do avião, com Taylor, Sawyer e alguns outros seguranças que eu contratei. Está chovendo um pouco e fazendo bastante frio, então todos estão bem agasalhados e alguns usando capa. Ethan e Elliot descem do carro com as mulheres e veem até eu.

—Christian. —Ethan fala estendendo a mão e eu seguro apertando. —Cuide bem dela.

—Ela é tudo para nós, Christian. —Kate diz olhando para o carro. —Estamos entregando ela em suas mãos, assim como a Clarinha, cuide das duas.

—Pode deixar. —Murmuro tentando tranquiliza-los.

—Assim que tudo acabar, eu quero elas de volta. —Ethan diz. —Sem nenhum arranhão.

—Eu vou cuidar delas com a minha vida, Ethan.

—Obrigada. —Ele murmura.

Balanço a cabeça e caminho até a porta de Ana, abro-o e abaixo ao lado do carro.

—Baby, chegamos. —Sussurro acariciando seu rosto. Ela resmunga e abre os olhos olhando para os lados. —Tudo bem?

—Sim. —Ana sussurra olhando-me.

—Eu vou acordar as meninas, você pode se despedir dos seus irmãos.

—Tudo bem... —Ela sussurra e posso sentir sua tristeza em ficar longe dos irmãos.

—Ei, é para o seu bem.

—É sim. —Ela diz sorrindo e se curva me abraçando. —Obrigada, Christian.

—De nada, querida. —Murmuro e a solto. Levanto-me e estendo minha mão para ela sair do carro, e então vou acordar as crianças.

Taylor se aproxima com os seguranças trazendo os guarda-chuvas e eu abro a porta onde Phoebe está. Ela acorda assustada e me olha, depois percorre o olhar parando nas irmãs, então suspira e me olha de novo.

—Está frio. —Phoebe murmura.

—É, eu sei. —Digo sorrindo. Taylor me entrega o casaco de Phoebe e eu agradeço. —Aqui.

—Obrigada, papai, Taylor. —Ela sussurra e solta seu cinto para vestir a blusa e em seguida descer do carro.

Acordo Cassie e depois Ivy, e ambas reclamam do frio, Taylor lhes entrega seus casacos e as duas descem do carro, e na vez das menores, eu não consigo acordá-las. Os seguranças me ajudam a pegar Clara e Allyson e Phoebe pega Jennifer cobrindo-a bem. Enquanto caminhamos para o avião, paramos para meus irmãos e cunhados se despedirem das crianças, e com isso posso ver Ana se despedindo de todos.

Vou para o avião colocar Allyson e Clara e depois ajudo Phoebe a ajeitar Jennifer na cadeirinha. Vou atrás de Anastásia e assim que paro na porta do avião vejo-a brincando com Cassie e Ivy, na chuva. Phoebe ri ao meu lado e vai se despedir dos tios. Cruzo meus braços e encaro essa linda mulher com as minhas filhas, mas não com raiva, e sim feliz por saber que nós vamos recomeçar, juntos.

Desço as escadas e caminho até elas, paro atrás de Ana e agarro sua cintura fazendo-a dar um gritinho de susto. Cassie e Ivy riem e se encolhem.

—Não queremos uma gripe, certo? Muito menos três. —Falo e elas balançam a cabeça.

Taylor se aproxima trazendo o guarda-chuva e elas se abrigam em baixo, abraçadinha. Katherine olha para Ana e as duas correm para se abraçar, elas ficam paradas por minutos, depois se soltam rindo entre algumas lágrimas. Kate caminha até Elliot que a abraça e Ana vem para o meu lado, junto com Phoebe. Caminhamos para o avião, e quando nos viramos, temos a visão de Katherine, Elliot, Mia e Ethan acenando.

Ana me olha e sorri, e acena de volta e vai para o avião com as meninas. Troco um olhar com Taylor e ela balança a cabeça vindo logo atrás de mim para o jatinho. Assim que entro, passo por todas as mulheres checando os cintos e me sento, ao lado de Ana, prendendo meu cinto.

Taylor e os seguranças se sentam depois da porta fechada e em minutos estamos decolando, a um recomeço, a uma nova vida.

♩ ♪ ♫ ♬

Olho pela janela e de longe avisto Cassie, Ivy, Phoebe e Ana em uma guerra de bolas de neve no quintal da casa. Sorrio bobo. Como eu posso amar tanto essas mulheres. Olho para o lado, para Jennifer que dorme serenamente, e ajeito seu cobertor. Allyson e Clara entram na sala de mãos dadas e se aproximam ganhando minha total atenção.

—Olá. —Murmuro sorrindo e Allyson sorri enquanto Clara me encara semicerrando os olhos. —Allyson, Clara.

—Papai, você pode cantar para nós? —Allyson pergunta e eu engasgo começando a tossir.

—Você está bem? —Clara pergunta fazendo uma careta e eu começo a rir.

—Desculpe. É que eu não canto. —Falo me curvando um pouco contra elas.

—Não foi isso que minha mãe falou. —Clara diz semicerrando os olhos.

Desafiadora como a mãe.

Balanço a cabeça e sorrio.

—Sua mãe é meio doida. —Murmura e ela abre a boca.

—Minha mãe não é doida! —Clara diz indignada. —Não coloque a culpa de você ser um péssimo cantor nela.

—Eu não sou um péssimo cantor! —Defendo-me entrando no seu maldito joguinho.

—Se você fosse um bom cantor, não estaria como um franguinho sem querer cantar. —Clara diz surpreendendo-me.

—Ótimo. —Rosno semicerrando os olhos. —Eu vou pôr a Jennifer no berço e pegar o violão.

Clara se afasta e encara Allyson com uma sobrancelha arqueada.

Como ela consegue fazer isso? Que menina!

♩ ♪ ♫ ♬

Anastásia Steele

—Ana, está frio. —Phoebe fala com o queixo tremendo.

—Tudo bem. —Digo rindo. —Vamos entrar.

Cassie se aproxima e passa um braço pelo meu quadril. Sorrio e passo meu braço pelo seu ombro enquanto caminhamos com Phoebe e Ivy para dentro da casa. Assim que atravessamos, ouço algo que não ouvia há muito, muito tempo. A voz de Christian está ecoando por todo o lado, de forma suave cantando “Seria Tão Fácil”.

Phoebe, Ivy e Cassie correm até a sala e sentam ao lado de Clara e Allyson, em frente ao sofá, bem na frente de Christian que está sentado com o violão em mãos. Ele me olha e sorri, parando na parte da música onde normalmente eu entraria cantando. Sorrio mordendo os lábios e deixo a música me levar começando a cantar com ele.

—Isso foi ótimo. —Clara diz assim que terminamos e eu sorrio para ela.

—Foi mesmo. —Phoebe diz puxando Clara para o seu colo e ela sorri. —Você nunca cantou para nós, papai.

—Cantava. —Christian diz rindo. —Quando vocês eram bebezinhas, e não tinha ninguém por perto.

—Quem sem graça! —Cassie exclama fazendo careta e todos riem.

—Sr. Grey. —Gail diz entrando na sala.

—Olá Gail.

—Eu estou indo ao mercado com o Taylor. —Gail diz calmamente. —Vocês precisam de algo?

—Ah, eu vou com você. —Murmuro me levantando. —Eu preciso comprar umas coisas.

—Que coisas? —Christian pergunta e eu me viro para ela.

—Coisas de mulheres. —As meninas gritam me fazendo rir.

—Mulheres. —Ele murmura ranzinza.

—Sim. E você tem sete mulheres. —Falo beijando sua testa. —Eu volto logo.

—Meninas, querem algo? —Gail pergunta rindo.

—Chocolate quente. —Elas falam e Gail sorri.

—Oh, e muitos marshmallows e biscoitos. —Ivy diz animada.

—Entendi.

—Vamos Gail. —Falo indo pegar o casaco e o gorro.

♩ ♪ ♫ ♬

Converso com Gail enquanto andamos pelo mercado pegando as coisas, e acho que estou encantada. Nós temos quase a mesma idade, e ela é super apaixonante, gentil e muito educada. Gail, ela veio de uma família nobre da Irlanda, seu pai que a criou, e ela tem uma filha chamada Jesse.

—Como é a Jesse? —Pergunto enquanto andamos pelo corredor pegando os ingredientes para o jantar.

—É difícil para uma mãe explicar a filha em uma só palavra. —Ela diz e eu sorrio balançando a cabeça. —Ela tem 15 anos, está morando com a tia, adora livros. Pouco amigos, um ou dois eu acho.

—Ela sente a falta do pai?

—Eu não sei bem. —Gail diz rindo. —Ele escolheu ir embora. Ela tinha apenas sete anos. Ela o esperou voltar, e depois de alguns anos, nunca mais falou dele.

—Entende... —Murmuro lembrando que eu passei o mesmo com meu pai. —Por que ela mora com a tia, e com você?

—Bom, a tia dela pago um bom colégio, melhor do que meus últimos salários poderiam pagar. E meus patrões não eram muito familiarizados com adolescentes.

—Que absurdo. —Falo parando para pegar o macarrão. —Olha só, eu sei o que é sofrer pela ausência de um filho, sei muito bem. Por isso, eu quero que você traga sua filha para cá.

—Para cá? —Gail diz assustada.

—Sim. Por que não?

—Srta. Steele...

—Ana! —Corrijo enquanto andamos.

—Ana, por favor. Ela é uma adolescente. Pode dar trabalho, e o Sr. Grey...

—Gail, o Christian tem cinco filhas, e eu uma, juntando tudo, seis. Você realmente acha que uma garota seria problema?

—Mas ela tem o colégio...

—Nós vamos coloca-la em um melhor, aqui em Aspen por enquanto, e depois em Seattle, e não se preocupe com as despesas, isso fica por minha conta.

—Oh, Ana, eu não sei como agradecer.

—Apenas... fique com a sua filha. —Falo sorrindo. —Agora vamos, nós ainda temos um jantar e aposto que sua filha vai adorar saber que vai ficar com você.

—Claro. —Ela diz sorrindo e continuamos a andar.

Sinto algo de chocar contra meu ombro assustada e me viro vendo que foi uma mulher que se chocou contra mim. Olho rapidamente seus cabelos platinados e seus olhos verdes e sinto um arrepio me dominar.

—Ah, me desculpe. —Ela diz sorrindo, mas seu olhar fica frio rapidamente. —Ei, você não é Anastásia Steele?

—Não. —Digo rapidamente, mas de forma suave.

—Eu tenho certeza. —Ela diz com deboche.

—Olha, você deve estar me confundindo com alguém. —Falo me ajeitando. —Com licença.

Viro-me e saio andando rapidamente com Gail. Pego meu celular e mando uma mensagem para Taylor nos encontrar no caixa, e assim que chegamos ele está lá. Dou graças a Deus por não haver filas, e logo estamos no carro.

—Taylor, tenha certeza que ninguém está nos seguindo. —Murmuro olhando para trás.

—Está bem. —Ele murmura olhando para os espelhos.

Assim que Taylor estaciona em frente à casa, desço correndo e entro atrás de Christian, encontro-o ainda na sala com as meninas.

—Amor, oi. —Ele diz e todas as meninas se viram para me olhar.

—Oi meu bem. —Falo sorrindo e tento parecer calma. —Vem aqui comigo, eu quero te falar algo sobre a Gail.

—A Gail?

—É amor, vem. —Digo sorrindo e me viro indo em direção ao escritório.

—Ana, o que houve? —Christina pergunta quando já estamos no escritório.

—Eu vi a Elena. —Falo de uma vez e vejo a tensão o atravessar.

—O que?

—Lá no mercado. Ela esbarrou em mim.

—Ela te reconheceu?

—Sim, claro. —Falo revirando os olhos. —Ela perguntou se eu era Anastásia Steele, eu disse que ela deveria estar me confundindo, mas tenho quase toda certeza que ela não acreditou nenhum pouco.

—Droga Ana. —Christian diz bravo. —Olha, vai ficar tudo bem. Nós não vamos sair por um tempo, nem ficar muito em frente à casa. Até tudo melhorar. Eu vou pedir ao Taylor que reforce a segurança.

—Tudo bem. —Murmuro preocupada.

—Não se preocupe, querida. —Christian diz me puxando para um abraço. —Tudo vai ficar bem. Eu vou proteger vocês.

—Eu te amo, Christian.

—Eu sei, e eu te amo. —Ele diz beijando o topo da minha cabeça.

—Tudo vai ficar bem, não é?

—É, claro que sim. —Ele diz rindo. —Anda, vamos ver um filme com as nossas filhas.

—Ah, antes, eu quero que você sabia, que eu autorizei a Gail a trazer a filha dela para cá. Eu não quero que elas fiquem longe uma da outra.

—Tudo bem. —Christian diz calmamente. —Vá indo para a sala, eu vou conversar com o Taylor.

—Está bem. —Sussurro. Dou um beijo suave em seus lábios e vou para a sala onde as meninas estão assistindo.

Sento-me no sofá e puxo Allyson, Clara e Jennifer para os meus braços, onde elas se aconchegam. Phoebe sorri preocupada e eu sussurro que tudo está bem. Ela balança a cabeça e se aconchega abraçando Cassie e Ivy.

Eu sei que tudo vai ficar bem.

Christian vai nos proteger. Nada por dar errado. Nada.

Notas finais