Notas iniciais
Meninaaaaaaaaaaas, desculpem a demora, mas tive que sair e comecei a escrever mais tarde, espero que possam me perdoar. Estou muito feliz que vocês gostaram da história *---*, obg por todos os comentários no capítulo anterior... aliás... capítulo dedicado as meninas que favoritaram: Taty Carvalho, Geova Visk, Marcela Normando, Carlinha Targino, DannySantana, Anaid, Maya, MM, Jozele, CullenGrey e Maira Rodrigues ♥ Obg amoreees, boa leitura e boa noite ♥

Anastásia Steele

Anastásia Steele

—Merda! —Exclamo frustrada e solto o lápis. Ponho o violão de lado de me levanto. —Eu não consigo escrever uma simples frase.

Já faz mais de três horas que estou aqui tentando compor algo, qualquer coisa, mas não sai nada. Mas o que eu queria também? Já faz mais de dois anos que não componho nada, é claro que não ia sair.

Esfrego as mãos no rosto e suspiro novamente. Eu preciso sair um pouco. Preciso esfriar a cabeça.

Saio do estúdio e vou em direção a sala, calça minhas botas e pego minha jaqueta. Passo pelo hall e pego as chaves em cima da mesinha, depois saio pela porta. Assusto-me completamente quando vejo uma menina sentada ao lado da porta vizinha que, novamente, está aberta.

A menina é pequena deve ter uns nove anos, ela é morena, cabelo curto e usa óculos. Ela deve ser filha do vizinho também, mas para a minha surpresa, ela é japinha. E uma graça.

—Oi. —Sussurro e ela levanta a cabeça para me olhar.

—Olá. —Ela sussurra de forma tímida e abraça o caderno que está segurando.

—Você mora aqui?

—Sim. Eu me chamo Ivy. —Ela diz ainda me encanando agora um pouco surpresa. —Você é Anastásia Steele, não é?

—Sou sim. —Digo sentando-me ao eu lado. —Como você sabe?

—Você está brincando, não é? Você é simplesmente a melhor cantora do mundo.

—Ah, então você gosta da minha música? —Pergunto enquanto um sorriso se forma em meus lábios contra a minha vontade.

—Sim, mas eu fiquei triste quando você parou de cantar.

—É... acho que muitas pessoas ficaram.

—Você vai voltar, não vai? Muitas pessoas precisam de você, elas têm você como alguém muito importante. E sua música ajuda elas a continuarem.

—Você acha? —Pergunto sentindo uma pequena mistura de sentimentos.

—Sim. Seus fãs gostam muito de você, Srta. Steele.

—Eu não sei se ainda tenho fãs. —Murmuro perdida.

—Claro que tem. Um astro de verdade só morre quando o coração do último fã para de bater, e eu só tenho nove anos, acho que ainda tenho muito tempo de vida.

—Então você é minha fã? —Pergunto novamente sorri e Ivy ri.

—Sem dúvidas. —Ela diz sorrindo. —Eu tenho que ir. O papai não chegou ainda, e eu nem terminei meu dever.

—Você precisa de ajuda? —Pergunto sem pensar, apenas para ela ficar mais.

Eu quero que ela fique. Essa garotinha é a primeira que me faz ter uma conversa com mais de cinco minutos de duração em dois anos.

—Você me ajudaria? —Ivy pergunta surpresa.

—É claro que sim. —Murmuro. Ela sorri e me entrega seu caderno.

Pego o caderno de suas pequenas mãos e vejo que são só alguns deveres de matemáticas, não tão difíceis. Começo a explicar os exercícios e me divirto tanto com isso. Sorrisos absurdos me escapam quando Ivy começa a falar e contar sobre sua irmã mais velha adorar minhas músicas, e ficar cantando a noite inteira. Entre outras histórias, ela me faz muito bem, bem como há muito tempo eu não me sentia, e isso é tão incrível.

—Ah, meu Deus! —Ivy diz olhando no relógio de pulso. —Já são dez horas. Se o papai chegar e não me ver na cama eu vou levar uma bronca. Eu preciso ir.

—Tudo bem. —Murmuro não tão contente.

—Nós vamos nos ver de novo? —Ela pergunta quando se levanta e vai em direção a porta.

—Sim. —Digo convicta.

—Que bom. Obrigada Srta. Steele.

—Pode me chamar de Ana. —Sussurro sorrindo novamente. —Até logo Ivy.

—Até, Ana.

Levanto-me assim que Ivy entra e fecha a porta, caminho em direção ao elevador, mas ao ver que ele está subindo mudo de ideia e entro em casa. Vou direto para o estúdio e com uma súbita inspiração, começo a compor uma música sobre uma garotinha mágica que tem o poder de fazer as pessoas sorrirem, e por essa noite, eu durmo tão bem como nunca dormi antes.

Essa mudança realmente está sendo boa, não é mesmo?

♩ ♪ ♫ ♬

Christian Grey

Acordo com o barulho insistente do despertador e quase o jogo contra a parede, mas por um segundo fico feliz e me acalmo. Hoje é sábado. Suspiro aliviado e remexo-me um pouco sentindo duas criaturinhas me agarrando. Sorrio ao ver Jennifer e Allyson agarradas a minha cintura enquanto dormem tranquilamente.

Tento sair sem acordá-las, mas logo estou me deparando com um par de olhos azuis e outro de olhos cinza. As duas sorriem e minha manhã logo se tornou perfeita. Depois que nos levantamos e fazemos nossa higiene matinal, as duas vão para a mesa tomar café enquanto eu vou atrás das outras princesinhas.

Entro no quarto de Ivy e a encontro arrumando os cabelos, ela sorri para mim e coloca os óculos vindo me abraçar.

—Bom dia papai.

—Bom dia milady, dormiu bem?

—Sim. Muito bem. Eu fiz uma nova amiga ontem.

—É mesmo? —Pergunto enquanto andamos para fora do quarto.

—Ela é real?

—É claro que é. —Ivy diz rindo. —Ela mora aqui no Escala. É nossa nova vizinha.

—Hm. Depois eu vou querer saber mais sobre ela. Vá tomar café.

—Tudo bem. Amo você.

—Também te amo.

Ivy m solta e sai correndo em direção as escadas. Sorrio com a ideia dela fazendo amigas. Ela é uma garota reservada. Agora música, está sempre com um livro ou caderno em mãos, e desde a morte da mãe, nunca conseguiu se relacionar com as pessoas. O que é bem difícil de lidar. Suas irmãs interagem tão fácil com as outras pessoas, até mesmo Jennifer, e ela só tem dois anos e meio. É claro que eu não quero que Ivy mude, eu amo ela do jeitinho que, e espero o tempo que for, e da forma que for. Se ler e ouvir música é o que a faz feliz, eu apoio isso.

—Pai, bom dia. —Phoebe diz saindo do quarto. Ela sorri para mim com aquele sorriso encantador que eu tanto amo e vem me abraçar.

—Bom dia querida. —Murmuro apertando-a.

—Como foi a convenção ontem?

—Ótima.

—E a roupa que eu separei?

—Aprovadíssima. —Falo sorrindo e beijo sua testa.

—E as coisas por aqui?

—Nada de muito novo... só que... ah! Nós temos uma vizinha nova, eu não sei quem é. Ela se mudou ontem. A Jennifer pintou as paredes de novo, e eu realmente acho que você deveria passar tinta óleo. O boletim da Ivy e da Cassie chegaram. A menor nota da Ivy foi 9,7, e a maior da Cassie foi 6.

—De novo? —Pergunto frustrado.

—Sim. Ah, e a Allyson pediu um cachorrinho de aniversário.

—De novo?

—Sim. Agora eu vou tomar café. Amo você.

—Também te amo.

Phoebe me dá um beijo e sai andando pelo corredor. Uau! Como foi que essa garotinha cresceu tanto? Ela era o meu bebezinho há algum tempo e agora está tão grande... Suspiro ao me lembrar o porquê. E não é difícil saber. Desde que minha esposa morreu ela se tornou uma imagem de mãe para as meninas e cuida de tudo, desde roupas até alimentação. Ela vai para a reunião das garotas quando eu não posso ir, e faz quase tudo aqui em casa. Nós temos diaristas é claro, mas ela insiste em fazer tudo que Rachel fazia, e eu entendo. Ela é a mais afetada pela morte da mãe, e eu me sinto tão culpado. Já fazem dois anos, eu dirigia o carro, e se eu tivesse desviado...

Respiro fundo. Eu não posso pensar nisso, isso me corroí demais. Eu ainda sinto falta dela, mas não posso ser fraco, eu preciso tomar conta das minhas filhas e... falando nisso, vamos enfrentar Cassie. Cassie e Ivy são irmãs gêmeas, mas duas crianças completamente diferentes. Elas foram abandonadas pela mãe quando nasceram, e pouco meses depois Rachel e eu adotamos as duas, mas ambas sabem da verdade, e Cassie é a que mais tem problema com isso. Principalmente depois da morte da minha mulher.

Ela fica doente constantemente, precisando da ajuda de uma sonda alimentar. Tem problemas com notas, mas fora isso consegue fazer muita coisa, mas eu ainda me preocupo. Ela sempre está instável, e eu nunca sei o que vai acontecer. Ela tem anemia em um grau muito forte, às vezes diminui, e ela fica bem, mas então, ela começa a ficar mal novamente, e eu tenho tanto medo de perde-la. Principalmente por saber que ela não lutar contra a doença.

Entro no quarto de Cassie a encontro sentada na cama, ainda de pijamas e cabelos bagunçados.

—Oi... bom dia. —Sussurro sentando ao seu lado.

—Você está bravo comigo? Eu tirei notas baixas de novo.

—Claro que não. —Murmuro ajeitando seus cabelos. —Como você está?

—Com saudade. E com dor.

—Dor no estomago?

—Nariz. —Ela diz levantando a cabeça e eu noto a sonda. —A Phoebe colocou ontem. Você pode tirar?

—Você vai conseguir comer?

—Sim.

—Tem certeza?

—Sim papai.

—Ok...

Respiro fundo e desprendo a sonda das suas orelhas. Cassie fecha os olhos e solta gritos abafados quando começo a tirar sua sonda, e isso simplesmente parte meu coração. Meu coração se parte quando ela começa a chorar, e então eu me sinto o pai mais impotente do mundo.

—Eu não entendo. —Murmuro depois de tirar sua sonda e ela me encara culpada. —Por que você não luta? Não luta para melhorar. Eu pago o melhor médico, os melhores tratamentos, e você escolhe estar assim.

—Me desculpe papai. —Ela diz chorosa e eu a puxo para os meus braços.

—Eu não quero te perder Cassie. Eu te amo tanto.

—Eu também amo você. —Ela murmura apertando seus braços ao redor do meu pescoço.

Depois de alguns minutos de conversa nós vamos para a mesa, e mesmo perdido em pensamentos, preocupado com Cassie, eu consigo interagir com as minhas filhas. Phoebe decide fazer um bolo para alegrar as meninas, e consegue deixar até mesmo Cassie feliz, o que me alivia. Ofereço-me para ir comprar as coisas e quando vou sair vejo que o vaso de flores do hall foi atacado por algumas das meninas. Sorrio e vou em direção a porta assim que a abro me deparo com um lindo par de olhos azuis que me deixa sem dúvidas muito bobo. Senhor.

Notas finais
Boa noite Amores meu ♥