Notas iniciais
Isso não é uma pegadinha!!! Meninas, olham só quem depois de quase um mês sem postar ressurgiu das cinzas... Bom, confesso que esse final de ano está sendo o mais agitado de todos possível, e eu tive muito problemas. Escola. Viagens, festas de família, respirar... e , entre isso e outras coisas, eu não tive como postar. Nem estou tendo, são exatamente meia noite, aqui no Piauí, eu estou fazendo um viagem e acabei conseguindo abrir uma brecha, para dizer que eu não abandonei vocês, e que se eu demorar, não é porque eu quero. Eu amo escrever, e é tudo o que sou. Em meio aos problemas, eu pensei sim em excluir essa histórias, mas eu não vou fazer isso, porque se o fizesse, estaria negando quem eu sou. Eu espero realmente que vocês possam entender que eu demorei apenas porque tive muitos problemas pessoais, mas eu estou aqui, disposta a continuar, e vocês? Estão dispostas a me aceitar? Feliz Natal e Ano Novo atrasado ♥

Anastásia Steele

—Você é muito bonita. —Christian Grey sussurra enquanto dançamos, mas eu ainda prefiro manter o silêncio. —Dança bem... mas me parece que não sabe falar.

Sorrio a contragosto e reviro os olhos.

—Isso não vai te fazer falar, não é mesmo? —Ele pergunta e eu balanço a cabeça rindo. —E eu posso saber algo sobre a dama misteriosa?

Encolho os ombros e continuo em silêncio.

—Por favor, apenas sim, ou não. —Implora e eu solto uma pequena gargalha, e de alguma forma, isso parece agitá-lo.

—Você não sabe nada sobre mim, e eu sei tanto sobre você. —Sussurro encarando seus olhos e por algum motivo meu coração dispara de uma forma inexplicável.

—O que você sabe sobre mim? —O Sr. Grey pergunta curioso.

—Phoebe, Ivy, Cassie, Allyson e Jennifer. —Sussurro e ele para e me encara.

—Ninguém sabe o nome das minhas filhas. —Ele diz com receio. —Quem é você?

Abro a boca para falar, mas para quando ouço Katherine me chamar.

—Ana, aconteceu algo, nós temos que ir. —Ela implora e eu sei que tem alguma coisa muito errada. Principalmente quando vejo que Ava não está aqui.

—Desculpe, mas eu tenho que ir. —Falo soltando Christian Grey e corro com Katherine. —Onde está Ava?

—Lá fora, com o Ethan. —Katherine diz apreensiva.

—O que houve? Onde está a Mia?

—A Mia foi se despedir dos Grey. —Kate diz quando saímos da festa. —Aquele maldito do Michael foi na casa da Mia, o João estava sozinho com a babá, ela só tem 16 anos, ele deixou a menina e o João apavorados.

—Maldito! —Exclamo em meio ao ódio. Avisto o carro de Ethan e vou tirando minha máscara, Katherine faz o mesmo, mas para completamente quando ouve alguém chamar. Nos viramos ao mesmo tempo e vemos um dos Grey se aproximar. —Uh, acho que é para você.

—Isso só pode ser brincadeira. —Katherine murmura. Sorrio e me afasto indo para perto de Ethan. —Ethan, como o João está?

—Apavorado. —Ele diz com ódio. —Eu vou matar aquele desgraçado, você vai ver.

—Calma, por favor. —Peço percebendo o tamanho do seu ódio.

—Ethan. —Mia grita correndo em nossa direção, ela abraça o meu irmão e o olha preocupada. —Onde está nosso filho?

—Mamãe! —João Miguel grita descendo do carro junto com Ava. Ava vem para o meu lado e Miguel corre para os braços de Mia. —Mamãe.

—Calma meu amor, a mamãe está aqui. —Mia diz abraçando-o.

—Tia... —Ava sussurra segurando minha mão. —Quem é aquele homem?

Viro-me para onde Ava está olhando, e para o meu pavor, não é para o Grey e Katherine, e sim um homem parado em meio as sombras. Ele está com uma arma em meios e parece começar a se aproximar da minha irmã.

Katherine Kavanagh

—Por favor, eu estou falando sério. —Elliot diz e eu tenho vontade de rir. —Eu só quero te conhecer melhor.

—Sr. Grey, me desculpe. —Sussurro. —Mas você com toda certeza não vai querer se envolver comigo.

—Por que não? —Ele insiste.

Abro a boca para falar, mas o grito de Ana faz meu coração gelar. Viro-me para ela e vejo Ethan correndo em minha direção, mas logo sinto o chão se chocar contra meu corpo, ou me corpo se chocar contra o chão. Olho para os lados assustada e vejo Michael em cima de Elliot enquanto os dois entram em luta corporal.

Minha cabeça está girando e eu não consigo me mover. Meu coração acelera quando vejo a arma na mão do meu ex-marido, e o medo que Elliot se machuque me apavora por algum motivo. Por algum motivo eu tenho medo por ele.

Ouço Ava me chamar e tento procurar por ela, mas minha cabeça dói e eu não consigo me mexer. Sinto meu braço ser puxado e olho vendo Ethan, ele fala comigo, mas eu só consigo pensar em Elliot. Eu quero que ele esteja bem. Ethan tenta me tirar dali, mas o nome de Elliot escapa da minha boca constantemente e logo percebo que estou gritando por ele. Então eu ouço um disparo e todos os sons, que a segundos atrás pareciam não existir, começando a se formar.

Procuro por Elliot e me deparo com seu olhar, e agora que ele está sem a máscara posso admirá-lo. Ouço alguém gritar por ele, então olho mais amplamente e vejo Michael cair na frente de Elliot, com o peito sagrando. Meu coração dispara, e por mais horrível que seja a cena, eu sinto o alivio me invadir.

Elliot está bem!

—Ethan me solta... —Sussurro e Ethan o faz com cuidado. Minhas pernas cambaleiam e eu começo a caminhar devagar em direção a Elliot que parece atordoado. Seu olhar encontra o meu e rapidamente ele corre me tomando em um abraço apertado e todos os medos se vão.

Anastásia Steele

Encaro Elliot e Katherine ainda abraçados. Meu coração está acelerado e eu não consigo me mover.

—Anastásia. —Mia grita e eu volto a realidade. —Vamos tirar as crianças daqui.

—Mas e a Katherine? —Pergunto preocupada.

—O Ethan vai cuidar dela e do resto. Vamos! —Mia diz autoritária e eu apenas obedeço. Pego Ava no colo e ela me abraça apertado soltando pequenos soluços. Mia abre a porta colocando João dentro do carro e me dá espaço para entrar.

—Shi... Acalme-se querida. —Sussurro embalando Ava.

—Tia, eu quero minha mamãe. —Ava implora baixinho.

—Ela está bem, meu amor. Ela já vai vir. Fique calma, ok?

—Ana. —Mia diz entrando no banco do motorista. —Nós vamos para a sua casa. Seus irmãos vão depois que resolverem tudo aqui.

—Eu quero a mamãe. —Ava implora.

—Querida, sua mãe vem logo atrás de nós. —Mia explica pacientemente. —Miguel, coloca o cinto, filho.

—Está bem, mamãe. —Miguel diz de forma obediente e prende seu cinto então seguimos para a minha casa.

♩ ♪ ♫ ♬

Dias depois...

Christian Grey

Sento-me no sofá para resolver alguns assuntos por e-mail, mas aquela garota está na minha cabeça de novo. Seus olhos azuis como cristais, sua pele pálida, sua voz suave.

Meus pensamentos na garota se dispersam quando vejo minhas filhas entraram em casa com os olhos vermelhos e os rostinhos molhados por lágrimas. Meu coração dispara na hora e eu me levanto assustado.

—Pheebs, o que houve? —Pergunto preocupado e Phoebe me dá um olhar tristonho sem dizer nada.

—A Nancy morreu papai. —Cassie diz fungando e vem me abraçar.

—Quem é Nancy? —Pergunto confuso.

—A gatinha da Ana. —Ivy diz cabisbaixa.

—Sua amiguinha? —Pergunto estranhando o fato de todas estarem chorando.

—Ela não é amiguinha. —Phoebe diz revirando os olhos. —Ela tem 25 anos papai.

—Vinte e Cinco? —Digo surpreso. —Eu pensei que ela era uma criança.

—Ela é sua vizinha. —Phoebe diz agora revirando os olhos.

—Mas eu nunca a vi.

—Papai, nós podemos fazer um bolo para a Ana? —Allyson pede vindo para os meus braços.

—Acho que sim. —Murmuro embalando-a.

—Eu vou arrumar as coisas. —Phoebe fala enxugando as lágrimas. —Cass, você quer me ajudar?

—Sim. —Cassie fala indo em direção a cozinha e Phoebe a segue.

—Papai, me ajuda a preparar um cartão para a Ana? —Allyson pede.

—Filha, o papai tem que trabalhar. Ivy você não pode ajudar sua irmã? —Pergunto e Ivy me encara.

—Eu tenho que fazer algo. —Ela diz correndo em direção as escadas.

Jennifer me encara e vai andando até a gaveta do criado-mudo pegando papéis coloridos.

—Tudo bem. Acho que vamos fazer um cartão então. —Murmuro colocando meu Macbook de lado e sento no sofá com as minhas duas filhas mais novas.

Ajudo as duas a recortarem os papeis em formatados de coração e depois escrevo o que Allyson pede, e fico muito surpreso quando ela pede para escrever “Ana, amamos você”. Agora literalmente eu estou curioso para conhecer minha vizinha, já faz umas três semanas que ela se mudou, e eu não sei nada sobre ela. Absolutamente nada, e minhas filhas adoram essa mulher. Então é melhor eu averiguar.

♩ ♪ ♫ ♬

—Papai, eu terminei o bolo. —Phoebe diz entrando na sala com Cassie. —Você vai conosco até a casa da Ana?

—Claro. —Murmuro pegando o bolo de suas mãos.

—Vamos então. —Ela murmura caminhando em direção a porta com as irmãs.

Enquanto caminhamos até a porta da nossa vizinha, eu tenho uma leve sensação de que estou nervoso, e por um segundo tenho a sensação de que meu coração está acelerado. Mas que loucura.

Anastásia Steele

Sento-me no sofá e encaro a caminha de Nancy vazia e isso causa um buraco ainda maior no meu peito. Ela era a última lembrança da minha mãe, e agora é como se tudo que me lembrasse mamãe tivesse ido.

—Ana, não fica assim. —Katherine diz sentando ao meu lado junto com Elliot, seu mais novo namorado.

—Me desculpem. —Murmuro fungando. —Elliot acho que esse foi o pior almoço que eu poderia oferecer. Eu estava tão animada para te conhecer...

—Ana, tudo bem... eu entendo. —Elliot murmura tranquilizando-me.

—Ela era tudo que me lembrava da mamãe, e agora ela se foi... —Murmuro com o coração partido.

—Prin, eu detesto te ver assim. —Katherine diz me abraçando.

—Tudo bem, eu vou ficar bem. —Sussurro com a voz embargada pelo choro.

Ouço a campainha tocar e me virando olhando para a porta.

—Você está esperado alguém? —Katherine pergunta encarando a porta.

—Devem ser as meninas. —Digo me levantando.

—Que meninas? —Elliot pergunta curioso. —Meu irmão mora aí na frente.

—Estranho... —Sussurro caminhando até a porta.

Abro a porta e a cena que vejo me faz chorar ainda mais... as cinco meninas que eu mais gosto paradas, mas quando olho bem, sinto meu coração disparar... é ele. Christian Grey, parado atrás das meninas com um bolo em mãos. Ela me olha incrédulo sem dizer nada e acho que me reconheceu sem a máscara.

—Ana. —Phoebe diz pegando o bolo. —Nós fizemos isso para você.

—O papai ajudou a gente a fazer o cartão. —Allyson diz me entregando um cartão branco com coração coloridos. Abro e vejo um “Ana, amamos você” escrito com uma bela caligrafia.

—É lindo... —Sussurro acariciando o rosto de Allyson. —Que tal vocês estrarem para nós comermos esse bolo? Eu aposto que está delicioso. Vamos, entrem, eu quero que conheçam minha irmã.

Dou espaço para as meninas entrarem, mas Christian continua parado na porta, encarando-me sem dizer nada.

—É um prazer revê-lo, Sr. Grey. —Murmuro estendendo minha mão.

—Senhorita? —Ele pergunta apertando minha mão.

—Steele, Anastásia Steele, mas pode me chamar de Ana. —Digo calmamente.

—Ana, por favor, me chame de Christian. —Ele diz soltando minha mão lentamente.

—Desculpe te receber assim, mas, por favor, entre.

—Eu não quero incomodar.

—Imagina, eu vou adorar. Suas filhas são uma ótima companhia, e aposto que você também será.

—Tudo bem. —Ele diz olhando-me profundamente e eu sinto meu coração disparar.

Desvio meu olhar do seu e entro em casa dando espaço para ele entrar, Christian entre e eu fecho a porta.

—Elliot? —Christian diz surpreso assim que entramos na sala. —O que você faz aqui?

—O que você acha? —Elliot revira os olhos e encara Katherine. —Estou conhecendo a irmã da minha namorada.

—Namorada? —Ele pergunta ainda mais surpreso. —Você nunca me falou sobre uma namorada.

—Christian, eu te falei isso há duas semanas! —Elliot diz ofendido.

Olho para Katherine e vejo-a se controlando para não rir. Abaixo a cabeça e balanço-a negativamente. Cruzo meus braços e encaro os dois entrando em uma pequena discussão.

—Papai, tio Elliot. Vocês deveriam parar de brigar, não é o momento. —Phoebe diz brava.

—Eu vou levar isso para a cozinha. —Sussurro pegando o bolo. —Meninas, que tal me ajudarem? Eu comprei sorvete.

—Eba! —As quatro mais novas dizem em uníssono.

—Pheo, que tal você ir pegar um CD? Você pode escolher. —Digo olhando Phoebe com carinho e ela sorri.

Phoebe sai da sala indo em direção ao estúdio e suas irmãs correm para a cozinha. Christian me olha impressionado, mas não diz nada.

—Por favor... fiquem a vontade. —Digo com a voz fraca. —Eu preciso guardar umas coisas.

—Você vai deixar minhas filhas sozinhas? Elas vão destruir tudo. —Christian diz olhando em direção a cozinha.

—Sr. Grey, suas filhas me visitam há muito tempo, e nunca quebraram um copo. As facas e coisas afiadas ficam em lugares que elas não sabem, e elas são crianças educadas o suficiente para não quebrar nada, agora se vocês me dão licença.

Viro-me e caminho até o cantinho onde fica a caminha de Nancy e pego do chão. Vou até a cozinha onde encontro as meninas comendo bolo com sorvete e sorrio para elas. As quatro me dão um olhar triste quando me abaixo pegando os potinhos de ração e agua de Nancy, mas eu apenas sorrio e digo que tudo está bem.

Saio da cozinha pela outra porta e vou direto para o meu quarto, coloco as coisas de Nancy em cima da cama e me abaixo começando a recolher suas outras coisas do chão. As lágrimas simplesmente começam a pingar no chão e eu nem percebo quando elas começaram a cair.

Ouço uma das minhas músicas começar a tocar e sorrio ao imaginar que Phoebe quem colocou.

—Srta. Steele.

Viro-me assustada e vejo Christian parado na porta do quarto. Ele me dá um olhar preocupado, mas não se move. Seu olhar me traz algo diferente... muito. É como se isso pudesse me confortar de alguma forma. Sorrio e faço um gesto com a mão para que ele se aproxime. Christian anda devagar e se abaixa ao meu lado pegando a bolinha de Nancy.

—Ela era sua gatinha? —Ele pergunta agora sentando no chão e cruzando as pernas. Sento-me da mesma forma e balanço a cabeça confirmando. —Há quanto tempo?

—Cerca de 19... —Sussurro fungando.

—Sério? —Christian pergunta surpreso.

—Sim. —Digo sorrindo. —Ela era meu bebê, e muito bem cuidada...

—Por isso ela era tão importante?

—Não só por isso. —Digo. Levanto minha cabeça e encaro seus olhos cinza curiosos. —A Nancy era da minha mãe.

—E o que houve com ela?

—Ela morreu quando eu tinha sete anos.

—Nossa... eu sinto muito. —Christian murmura segurando minha mão e eu sinto uma corrente elétrica passar.

—Tudo bem.

—Ela deveria ser sua última lembrança, não é?

—Sim. —Confesso em meio ao choro.

—Você tem fotos da sua mãe?

—Sim. —Levanto-me e caminho até a cômoda pegando a caixa de fotos, sento-me novamente na frente de Christian e lhe entrego a caixinha. Ele abre e sorri vendo as fotos.

—Sua mãe era muito bonita. —Christian diz e eu sorrio com uma alegria que começa a crescer. —E você uma bebê bochechuda.

—Ah, sim. —Digo rindo. Olho para Christian e vejo sua expressão mudar. Ele franza o cenho e seu olhar escurece.

—Essa... é você? —Ele pergunta levantando a foto que Mia me deu há um tempo atrás, que eu estou com o vestido de bolinhas.

—Sim. —Sussurro estranhando sua reação.

—Eu já isso antes... A garotinha... você. Os sapatos vermelhos que faziam barulho.

—Espera. —Sussurro confusa e me levanto. Entro no meu closet e pego dentro de uma caixa meus sapatinhos que fazem barulhos de guiso. Volto ao quarto e encaro Christian. —Esses sapatinhos?

—Sim. —Christian fala se levantando e toma os sapatinhos das minhas mãos. Ele olha por alguns segundos e seus olhos escurecem mais, como se ele fosse tomado por alguma lembrança. —Você dançou comigo, na casa da minha mãe...

—Sim. —Sussurro estranhando isso.

—Anastásia, eu sinto muito, mas é melhor eu ir embora.

—Embora? —Um pavor, que eu não consigo explicar toma conta de mim e as lágrimas ameaçam voltar. —Por quê?

—É só melhor. —Ele diz me devolvendo os sapatos e suas mãos tocam as minhas trazendo a corrente elétrica de novo.

—Eu fiz algo de errado? —Pergunto segurando a manga da sua blusa e ela me dá um olhar perdido que me faz ter uma lembrança dolorosa do passado.

—Não. Não faz. —Christian fala e puxa seu braço. —Por favor, não volte a ver as minhas filhas.

—O que? —O desespero toma conta de mim com suas palavras, e ele simplesmente sai do quarto me dando as costas. —Christian.

Solto os sapatinhos em cima da cama e vou atrás dele, mas o encontro na sala dando ordens as meninas.

—Papai, o que está havendo? —Phoebe pergunta chorando e aquilo acaba comigo. Katherine e Elliot me olham sem entender.

—Nada, vamos embora meninas. —Christian fala ajudando Jennifer a levantar. —Vocês não podem mais ver a Srta. Steele.

—O que? —Ivy diz chorando e me encara. —Ana...

Fecho meus olhos sentindo a dor me dilacerar, e nem posso entender o porquê de tudo isso.

—Como assim? —Phoebe diz entrando na frente de Christian. —Por quê?

—Phoebe, apenas vamos.

—Christian... —Elliot fala se levantando.

—Não se mete, Elliot. —Ele diz com um olhar frio e novamente a lembrança do passado vem, agora mais forte.

—Você não pode fazer isso. —Phoebe diz segurando a camisa de Christian e eu dou um passo para trás atordoada. —Ela é tudo para nós.

—Não Phoebe, ela não é. —Ele diz segurando os pulsos da filha e tira de sua camisa.

Aperto mais meus olhos sentindo a dor me dilacerar. Agora eu entendo... entendo tudo.

—Ana. —Phoebe chama e eu abro os olhos encarando-a com pavor. —Por favor, não deixe ele nos separa de você.

—Por favor, Ana. Nós gostamos de você. —Cassie implora me olhando apavorada.

—É melhor vocês irem... —Falo sentindo meu coração se partir em mil pedaços.

—Você está nos mandando embora? —Phoebe pergunta magoada e eu me recuso a continuar olhando em seus olhos, então viro a cabeça para o lado. —Você disse que não iria, mas as coisas ficam difíceis e você nos abandona? É isso?

—Vamos embora. —Christian ordena.

—Responde! —Phoebe pede. —Nós merecemos saber o porquê de estarmos indo embora.

—Porque é o melhor. —Digo olhando no fundo dos olhos de Christian.

—Você é igualzinha à minha mãe! —Phoebe grita e saio correndo para fora do apartamento.

—Eu pensei que nós éramos amigas. —Ivy diz magoada e isso me destrói. Ela se vira e vai embora junto com Cassie e Allyson, Christian pega Jennifer e ela me olha confusa, e então ele se vira e vai... levando de novo tudo de mais importante para mim.

Quando as portas se fecham eu solto uma gargalhada de escarnio assustando Elliot e Katherine. Enterro meus joelhos no chão e continuo rindo enquanto as lágrimas pingam continuamente no chão molhando-o. Passo as mãos pelos cabelos e paro de rir sentindo a dor me dilacerar.

—Prin... —Katherine sussurra se aproxima.

—Não. —Grito rindo e me levanto encarando ela e Elliot. —Eu disso... eu disse que ele nunca mais ia me fazer chorar.

—Prin... princesa.

—Ele quem me deu esse apelido. Junto com a mamãe. —Falo rindo com puro escárnio e acho que minha irmã entende o que quero dizer. Ela levanta a mão, mas eu recuo. —Ele tirou tudo de mim, Kate. Tudo!

—Por favor... se acalma.

—Vai embora! —Grito apontando para a porta. —Saiam daqui vocês dois.

—Anastásia, por favor. —Elliot diz se levantando e acho que até ele se lembrou de tudo.

—Elliot. Lelliot. —Digo rindo. —Vá embora! Eu não quero ver nenhum de vocês. Saiam daqui.

—Não me mande embora. —Katherine implora entre lágrimas. —Me fala o que eu posso fazer.

—Traz a mamãe de volta? —Peço sem derramar lágrimas e fico séria por alguns segundos. Katherine abaixa a cabeça e começa a chorar. —Vá embora, por favor.

—Ana... eu também sinto falta dela.

—Vá! —Grito indo abrir a porta. —Saiam daqui.

Katherine me olha magoada, ela pega sua bolsa e passa rapidamente por mim indo para o elevador. Elliot me dá um olhar triste e vai atrás da minha irmã. Bato a porta e a tranco com a chave, depois recosto-me sobre ela e escorrego até o chão. A dor me dilacera por completo, e é como se tudo que eu reconstruí fosse quebrado sem o menor sentimento.

Ele tirou tudo de mim de novo. De novo.

Notas finais