Uma Amizade Para Recordar
1 Capítulo Um
Meu nome é Barbara, atualmente tenho 17 anos, e moro em minha cidade natal, Santo André-SP. Estou no 3º ano do Ensino Médio, cursando na ETE. Começo a contar de uma amizade minha que tive a alguns anos atrás, e que hoje, ao lembrar, me dói o coração. Sabe quando você daria a sua vida por alguma pessoa? Pois eu daria a minha pela Carolina.
Na época tínhamos 11 anos. Já estudávamos a muito tempo juntas, ainda na pré escola, no SESI-166. No ano de 2010, foi onde tudo começou. Estávamos na quinta-série, e éramos mais amigas do que tudo. Fazíamos trabalhos juntas, saíamos, e o melhor, era que todos os dias, de manhã, eu esperava ela chegar, e a gente se abraçava. O abraço dela nunca mudou, e mesmo de longe ainda continua sendo o meu preferido. E eu já sabia, que no futuro, teria que lutar por aquele abraço.
_ Bom dia Carol! — eu dizia com um sorriso.
_ Bom dia minha linda! — ela respondia já me abraçando.
Era a melhor sensação do mundo. Todos os dias, as mesmas coisas. Nesse tempo, daríamos a vida uma pela outra, nada separava, era tudo muito bonito, confesso. Era a minha melhor amizade. Prometíamos o "para sempre" quase todos os dias. Nossa música era a "Wish you were here — Avril Lavigne", pelo fato de todas as vezes que estarmos separadas, queríamos estar perto. "Eu queria que você estivesse aqui".
Pertencíamos uma a outra. E acredito que isso, até hoje, permanece. Continuamos com isso até o próximo ano, e eu acreditei que iria mesmo ser para sempre, no qual as coisas não mudaram muito.
Pelo nosso desespero, ouvimos boatos de que as salas iriam mudar. Choramos.
(2011) No primeiro dia de aula, fomos correndo até o mural onde se encontrava as listas das salas, e não conseguindo ver, pedimos ao nosso amigo, Lucas, que olhasse para nós. Ele disse que tínhamos caido na mesma sala, ela chorou e me abraçou, sorrindo. Tive ela em meus braços por alguns minutos. Lucas se enganou, tinha visto a lista do primeiro ano, e então esperamos a diretora da escola dizer os nomes das salas. Ficamos de mãos dadas, torcendo. Para a nossa felicidade, a sala não mudou. Eu, Carolina, e nosso grupo de amigas nos abraçamos, felizes, por estarmos mais um ano juntas. Continuamos na sexta-série C, e nesse ano estudaríamos no andar superior. Fomos até a sala, e no primeiro dia de aula, passamos o dia conversando, somente anotando algumas coisas de primeiro dia mesmo, calendário de aula, nome de professor e etc.
Minha amizade com a Carolina continuou a mesma. Tinhamos os melhores dias juntas. Abraços, sorrisos, e o melhor é que ela passou a ter ciúme de mim. Mais um motivo para eu ama-la absurdamente. Sempre que tinha ciúme de mim, eu percebia, e ía abraça-la. E ela me dizia, em meus abraços:
_ Você ainda é minha?
_ Para sempre. — eu respondia. E ela me abraçava mais forte.
O ano se passou mais rápido do que eu imaginei. E foi um dos melhores da minha vida, porque, foi nesse ano em que eu acreditei que minha amizade com ela era mais do que uma amizade, e sim uma das formas de amor. E eu estava rezando e pedindo para que no próximo ano tudo isso continuasse. E foi o que aconteceu. Só que não o ano todo.
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