O ano terminou rápido, e a Carolina era a minha melhor lembrança e o motivo da minha maior saudade. Como diz Caio Fernando Abreu: "Toda a minha saudade e o meu amor pra sempre". Foi isso.

No próximo ano, comecei em outra escola, vida nova, caminhos novos, pessoas novas. Foi bom pra mim. Me acostumei com a rotina de estudar de manhã e fazer cursinho á tarde, praticamente, não havia tempo para pensar em mais nada a não ser em estudos. De final de semana, eu descansava um pouco, saía com a família, e ás vezes encontrava umas amigas. E a Carolina? Não saia do meu coração. Do pensamento, ela não permanecia tanto, mas parecia que em cada pessoa que eu conhecia, convivia, tinha um pouco dela, ou talvez eu que estava procurando algo dela em um outro alguém. Não sei explicar isso direito. Certo dia, eu estava em casa á noite no notebook, dando uma olhada nuns sites e resolvi ver as redes sociais dela. No facebook, nada. No ask, nada. Mas, quando fui olhar o twitter, alguns tweets dela me chamaram a atenção, e eu logo pensei que teria sido pra mim, mas depois, desviei os pensamentos para outra coisa. Olhei os favoritos, e lá estava, alguns tweets antigos meus para ela, e eu fiquei feliz por ela não ter apagado, assim como eu também não fiz nos meus. Nossas lembranças permaneceram.

Senti vontade de escrever algo á ela. Mas, ao pensar no que aconteceu á alguns anos atrás, decidi não fazer isso, não queria o pai dela no portão de minha casa mais uma vez, e pensando nisso, ele seria capaz. Eu não tinha tanta vontade de escrever como antes, mas a vontade ainda permanecia. Não somente de escrever para ela e nem sobre ela, e sim sobre outras coisas. Escrever sempre foi uma coisa que eu gostei muito, apesar de não ter o dom.

Ao passar dos meses, combinei de sair com as minhas antigas amigas, do Sesi. Fomos ao shopping. E pela minha surpresa, a Carolina também estava presente nesse dia, o qual eu não sabia que ela iria. Depois de tanto tempo, ao ver as meninas, meu coração doeu quando cheguei perto delas, abracei todas, e até a Carolina, o que me deixou surpreendida. Cheguei perto dela como se fosse somente dar um beijo para comprimenta-la, e logo ela me puxou e me abraçou. Senti vontade de chorar naquele momento, mas segurei. Senti o cheiro dela e é como se fosse, mais uma vez, o passado retornando para nós. Conversamos muito, eu, ela e as outras meninas. Não somente eu e ela, e talvez não tivéssemos tanto assunto como antigamente, mas conversamos. Aquele foi um dos meus melhores dias, e eu pude sim, matar um pouco da saudade das meninas. Mas, dentro de mim, algo ainda apertava, gritava.. Eu não estava assim até a Carolina me tocar e perguntar como estava a minha vida. A amizade dela e ela ainda tinham um efeito muito forte em relação a mim. Conversamos, eu e ela, agora, um pouco distante das meninas. E o que mais me deixou feliz, foi quando ela me olhou e disse:

_ Tanto tempo sem nos falar! Você tá diferente, mais bonita.. podíamos combinar um dia de sair só eu e você, quem sabe em minha casa, ou em outro lugar, se preferir. Ainda gosto de você e lembro dos nossos momentos, Barbara.

A voz dela soou em meus ouvidos. Não sei se deveria acreditar nas palavras dela, mas algo me dizia que aquilo era verdade. De fato eu já sabia que ela não tinha me esquecido, pois uma amizade como a minha e a dela não se esquecia tão fácil. Respondi que sim com a cabeça, que poderíamos combinar algum dia, apesar de ainda estar duvidando que ficaríamos sozinhas sem brigar.

Depois de uma semana, combinamos de ir até um parque próximo ao centro da cidade, num final de semana qualquer. Encontrei a Carolina de frente ao parque as 13h30 da tarde. E passamos o resto do dia lá.

Notas finais
Continua no próximo capítulo.