Notas iniciais
Bom pessoal, mais um capitulo! Espero que gostem..

[David]

Acordo assustado com a gritaria que vem do corredor do hospital. Me levanto para ver o que é e quase sou atropelado por uma equipe medica que some em questão de segundos. Decido ir ver o que está acontecendo, mas antes volto e verifico se Killian esta dormindo, e como de costume ele está.

Dois dias se passaram desde que Robin e eu o salvamos das mãos imundas de Eric. Nesse período de tempo ele acordou algumas vezes. Aproveitávamos os momentos em que ele acordava para que se alimentasse e em seguida Dr. Whale fazia uma serie de exames básicos para analisar sua situação, física e mental.

Ontem antes de ir embora, Whale me deu seu relatório da situação em que ele se encontra.

– David, a situação dele é boa. Ele não apresentou nenhuma rejeição a nenhum dos nossos tratamentos. Porem, apesar de seu corpo estar respondendo adequadamente aos remédios, ele está se curando de forma lenta, o que é bom, por que assim o corpo leva o tempo necessários para reparar qualquer dano de forma natural. Entende?

– Bom, – continuou – como você já reparou, nós já retiramos os tubos tanto de alimentação quanto de respiração e também diminuímos a dose do calmante que mantinha ele apagado. A quantidade que injetei agora é quase nada, então é provável que amanhã de manhã ele já acorde, e depois disso suspenderei o remédio de forma total. Caso ele tenha alguma complicação respiratória, o que creio que não ocorrerá, é só você apertar o botão de emergência que fica próximo da cama, – ele diz enquanto aponta o local onde o botão se encontra – e uma enfermeira chegará aqui em questão de segundos.

– Muito obrigado doutor. – Digo enquanto o acompanho até a porta.

Sigo na direção em que o grupo de médicos e enfermeiros seguiu depois de quase passarem por cima de mim. O quarto fica a cerca de 5 salas distantes da de Killian.

Ao chegar lá vejo a equipe realizando procedimentos de reanimação em uma mulher que está tão pálida que parece um fantasma.

Um homem está em um canto da sala com uma enfermeira que está fazendo de tudo para que ele se mantenha afastado para que os médicos façam seu trabalho. Vê-lo me entristece e me encho de compaixão por ele. Lembro-me do momento, dias atrás, em que Killian sofreu uma parada cardiorrespiratória. Um arrepio varre meu corpo me fazendo tremer, e eu afasto esse pensamento o mais rápido possível.

Alguns segundos se passam e o inconfundível som do cardiógrafo¹ que indica que o paciente está sem batimentos cardíacos ecoa por toda a sala. “Horário da morte 07:33”, um doutor fala. Vejo o homem se livrar da enfermeira e corre em direção ao corpo morto de sua mulher.

Seus soluços atingem meu corpo como pancadas e me fazem tremer mais uma vez. Cambaleio para trás até bater as costas na parede. Encaro aquela cena. Killian, penso tão forte que minha cabeça dói. Saio dali o mais rápido que posso, esbarro em uma ou duas pessoas, mas não peço desculpas, não consigo soltar um som sequer.

Chego no quarto e meu coração falha uma batida quando percebo que Killian não está no quarto. Vasculho toda sala com os olhos, mas não há sinal dele em lugar algum.

Uma enfermeira passa por mim e pergunto se ela viu algum paciente sair dessa sala ou se alguém o tirou dali, mas ela não sabe me informar. É incrível como quando você mais precisa de informação desse pessoal e eles nunca sabem informar.

Saio andando pelos corredores sem rumo, procurando por Killian.

Viro à esquerda e esbarro em alguém, está tão depressa que eu a agarro pelos braços para que ela não caia.

Quando olho para ela para pedir desculpas, encaro um par de olhos azuis que eu tão bem conheço.

– Killian.. – sinto as lagrimas escorrerem pelo meu rosto. A felicidade que sinto ao encontrá-lo é tão grande que não consigo explicar. E quando dou por mim, lhe dou um beijo, ali, no meio do corredor do hospital.

[Robin]

Agora que o problema do sequestro do Killian e do sequestrador em si está resolvido a situação de Storybrooke se normalizou. Os pescadores que se afastaram das docas agora estão voltando, e em menos de um dia e meio as pescas e os mercados de peixes voltaram ao normal.

Não era nem 07 horas e eu estava na casa da Prefeita para que pudéssemos conversar sobre a instalação de câmeras em toda região próximo e dentro do porto.

– É provável que todo este problema não se repita, mas é melhor prevenir do que remediar. – Disse-a em nossa reunião.

– Concordo plenamente com você. Providenciarei a compra das câmeras de vídeomonitoramento hoje mesmo, e assim que chegar eu lhe aviso.

– Tudo bem.

– Deseja acompanhar a instalação e os testes de gravação Sr. Hood?

– Robin, só Robin.. sem essa de senhor, por favor. Não sou tão velho assim. – disse dando uma risada.

– Tudo bem, Robin. – Ela riu concordando.

– Mas não, não será necessário, confio plenamente na qualidade dos seus serviços Prefeita.

– Ok. Então acho que é isso, avisarei quando tudo estiver pronto. – Afirmo com a cabeça – Mais uma coisa, e a situação do Killian, como está? E o David, soube que ele mal saiu do hospital.

– Bom, de acordo com David, Killian está se recuperando bem, pode demorar um pouco mais para ele estar navegando de novo, mas sua situação é boa. E o David, – digo ponderando minhas palavras – bom, acho que ele se sente responsável pelo Killian, já que ele não tem família nem nada do tipo. E alem do mais, David é mais próximo de “família” que ele tem.

– Hnm.. tudo bem! Caso o veja, diga que eu mandei melhoras.

– Digo sim.

Ela me acompanha até a porta e eu sigo em direção ao carro que estacionei próximo a entrada da sua enorme casa. Serio, é muito grande. Acho que me perderia fácil fácil aqui.

Passo um tempo na delegacia olhando pro nada. David como de costume está no hospital com Killian. Eu estava realmente gostando dele, mas percebi que os dois nasceram para ficarem juntos, como aquele papo de “amor verdadeiro”. Então a única coisa que eu tenho a fazer e aceitar e tirar ele da minha cabeça.

Ficar em uma delegacia sozinho e à toa é realmente tedioso.

Os minutos se passam lentos como uma tartaruga. Minha barriga ronca. O relógio marca 08:45. Ainda devem estar servindo café da manhã no Granny’s, penso. Me levanto e pego as chaves e meu capacete. Depois de trancar a delegacia, piloto até o melhor restaurante de toda Storybrooke, e alem do mais, só tem esse mesmo.

[Killian]

Acordo e como de costume estou num quarto de hospital. Alguma vez eu já citei como eu odeio cheiro de hospitais?!

Mas enfim, estou aqui por que não tive escolha mesmo, e David me convenceu que isso seria o melhor pra mim, e o que eu não faço para agradar meu Príncipe?

Só então me dou conta de que uma coisa está fora de rotina esta manhã. David não está no quarto. Por um instante eu sinto uma vontade louca de gritar por seu nome. Mas parte de mim agradece pelo fato dele ter saído daqui por um tempo, mesmo eu não sabendo a quanto tempo ele está fora.

Desde que eu fui internado David não ficou a mais de 20 metros de distancia de mim por mais de 5 minutos. Uma vez brinquei com ele dizendo que o sofá que fica no meu quarto já estava até com o formato dele de tanto tempo que ele fica ali. Mas por fim ele recusou ir pra casa e passar uma noite em uma cama de verdade.

Mesmo sabendo que seria melhor para ele se ele saísse um pouco do hospital e fosse pra casa comer, dormir e se possível trabalhar, ter ele aqui comigo é muito bom.

Saio do quarto ainda um pouco tonto. Estou usando as roupas do hospital, uma calça e camisa de manga, ambos de um azul bem claro. Pelo menos não me deram aquele vestidão ridículo que é aberto nas costas.

Já com maior parte da consciência recuperada, vou por um corredor seguindo as placas que indicam o local onde a sala de espera deve ficar.

Chegando lá reparo que David não se encontra, então começo a procurar por lugares que vendam comidas e salgadinhos. E mais uma vez não encontro David em lugar algum.

Fico triste por não vê-lo, mas também feliz por ele ter ido dar uma volta, ou seja lá o que. Só espero que ele realmente tenha saído desse hospital, como meu irmão costumava dizer, hospitais costumam deixar a gente doente, e isso é verdade. As noites mal dormidas e a alimentação não estão fazendo muito bem para David, ele está cansado e parece que esta emagrecendo.

Caminho em direção a ala que fica o meu quarto. Graças à pulseira que esta no meu braço seu qual é o numero do leito onde estou, pois do contrario não saberia qual é.

Próximo a uma curva, ouço o som de passos apressados e viro o rosto para trás para poder ver quem está vindo, mas não há ninguém e descubro tarde de mais que ela estava vindo da outra direção.

Assim que ela vira para o corredor onde estou, ela esbarra de frente comigo me fazendo perder o equilíbrio e meu corpo começa a cair para trás.

Por pouco eu não caio, e graças às mãos de quem esbarrou em mim eu continuo de pé.

Quando eu olho para frente e vejo os olhos azuis mais lindos (tirando os meus) que eu já vi, meu coração acelera e meu corpo se enche de calor e felicidade.

– Killian.. – Ouço a inconfundível voz de David e vejo que lagrimas escorrem por seu rosto.

Quero dizer seu nome, e perguntar por que está chorando, mas antes que eu possa dizer qualquer coisa ele me beija e tudo que estava na minha mente desaparece como mágica.

Tudo ao redor se torna nada por alguns segundos. Agora é só eu e ele, como se nada mais existisse ou importasse.

Tudo que eu mais queria era agarrá-lo e beijá-lo com mais força e vontade até ambos perderem o fôlego, mas não posso, estamos no meio de um corredor em um hospital super movimentado.

Afasto David de mim delicadamente para que ele não pense que o estou rejeitando ou sendo grosso.

– Killian, você esta bem.. eu.. me desculpe, é que..

– Não se preocupe Dave, estou bem! – Abraço-o forte. Ele continua chorando e eu não sei bem qual é o motivo, e sem saber o que dizer para confortá-lo, eu simplesmente o abraço enviando-o todo meu amor e carinho.

Alguns segundos se passam até que ele se recupere.

– Aaah.. É bom te ver de pé. – Ele diz enquanto sorri para mim. – Vem, vamos pro seu quarto.

Afirmo com a cabeça e o sigo. Damos alguns passos e então ele olha para trás e me oferece sua mão direita. Eu sei o que ele quer, e não hesito um só segundo antes de agarrar sua mão.

Caminhamos pelos corredores de mãos dadas. David um pouco mais a frente e eu logo atrás. Algumas pessoas que passam por nós ou que estão paradas nas salas próximas nos olham, algumas até cochicham alguma coisa umas com as outras, e isso faz meu rosto aquecer. Ameaço puxar minha mão separando-a da dele mas ele a segura com mais firmeza, olha para trás, pisca e sorri para mim me fazendo sorrir de volta.

Agora com a confiança recuperada caminho lado a lado com ele até que chegamos em meu quarto.

David abre a porta e me puxa para dentro me beijando. Um beijo insanamente delicioso. De repente ambos ouvimos o famoso barulho que "pede atenção" de alguém limpando a garganta.

Ambos paramos de nos beijar e olhamos um para o outro com uma cara de "puts". Nos viramos para ver quem é que acaba de nos pegar em flagrante e lá esta ele, sentado na poltrona próximo a janela do meu quarto.

Notas finais
E ai, o que acharam?! Robin mó empata foda aushauh' enfim, é claro qe eles não iam fazer sexo no hospital.. ou iam?! Termos usados nesse capitulo: ¹cardiógrafo: Aparelho que registra os movimentos do coração (batimentos cardíacos). Aah, já ia me esquecendo, pra aqueles que queriam que eu escreve um capitulo sobre Robin e Regina, ta aki ó: http://fanfiction.com.br/historia/540319/Outlaw_Queen_-_Redescobrindo_o_amor/ Espero que atendam suas expectativas!