Um outro Amor Verdadeiro

13 Acertando os pontos


Notas iniciais
Esse ficou meio grandinho.. Boa leitura!

[Robin]

Passo no Granny’s e compro alguns sanduíches e suco, no caminho até aqui decidi fazer uma visita à David e aproveitar para ver a situação de Killian. Como David não sai muito do hospital ele provavelmente não tem comido muita coisa alem de salgadinhos e comida hospitalar, que a propósito não é lá muito boa, então aproveito para levar comida a mais para ele também.

Não me preocupo em comprar algo para Killian por que é provável que ele ainda esteja dopado, e acho que Whale não permitiria que ele coma algo gorduroso.

Peço a Ruby que empacote as coisas e sigo de moto em direção ao hospital.

Peço informação à recepcionista sobre qual e onde fica o quarto de Killian e ela me indica que caminho seguir.

Ando em direção de onde ela me informou que fica o elevador que leva para o segundo andar. O hospital é grande e eu me perco facilmente e sou obrigado a pedir por informações aos enfermeiros e médicos que passam , mas poucos param para me ouvir. Sinto que estou andando em círculos.

Vejo um homem vestido todo de roupa branca parado próximo de onde estou. Caminho em sua direção com intenção de perguntar, novamente, por direções.

– Ei, com licença. Você poderia me ajudar a achar um quarto? Todos esses corredores me parecem iguais..

– Ah, sim. Qual é o quarto que você está...

Ele para de falar, seu olhar e de surpresa e eu até entendo o porquê. É ele, August, o mesmo cara que me hospedou em sua casa enquanto eu estava desacordado.

– Ahn.. Oi Robin.

– Oi, August.

Não sei por que, mas estou nervoso por estar falando com ele. Minhas mãos começam a suar e eu tento disfarçar para que ele não perceba que estou meio desconfortável com essa situação.

– Como vai?

– Muito melhor, e você?

– Agora, estou mais disposto a trabalhar.

– Hnm.. – respondo sem graça. Provavelmente a essa altura meu rosto esta vermelho. Limpo a garganta e continuo – Então, pode me ajudar a achar esse quarto?

– Claro, deixe-me ver qual é.. ah sim! Venha, é por aqui.

Sigo-o pelos corredores do hospital. Não se passa nem um minuto e chegamos ao quarto que a recepcionista me indicou.

– Aqui esta. – Ele diz e aponta para aporta do quarto.

– Muito obrigado, August.

– Não há de que, qualquer coisa, me chame.

– Chamo sim. – Digo enquanto abro a porta do quarto. Não há ninguém dentro. – Ei, August. Sabe onde o paciente deste quarto se encontra?

– Bom, é provável que ele esteja fazendo algum exame ou que tenha ido ao banheiro. Não se preocupe já já ele estará de volta.

– Ok.

Vejo-o seguir pelo caminho de onde viemos. Assim que ele some em uma curva eu entro na sala e fecho a porta.

Ponho a sacola com os sanduíches em um armário e me sento em uma poltrona perto da janela do quarto. Este é um quarto bastante aconchegante, é claro, tirando o fato de estar em um hospital.

Continuo ali, parado me segurando para não acabar comendo os sanduíches.

Me perco completamente em meus pensamentos. Penso em David e em August. August é um cara legal e atraente, mas se comparado ao David ele não passa nem longe.

David é perfeito em tudo. Seus olhos, sua boca, sua pele, seu corpo e até mesmo sua barba. Tudo é completamente lindo. Mas é claro, tem o pequeno problema de que ele e Killian estão ou estarão juntos em breve.

Eu não amo o David, claro que não. Mas acabei aprendendo a gostar dele. E espero aprender a “desgostar” logo. Afinal somos e sempre seremos só amigos.

Aparentemente August esta afim de mim, e de certa forma, eu também estou afim dele. Me lembro de todo carinho e atenção que ele me deu ao me levar para sua casa, um completo desconhecido diga-se de passagem.

Lembro-me das inúmeras vezes que tive vontade de agarrá-lo em sua própria cozinha e beijá-lo ferozmente. Fecho os olhos e me imagino beijando-o e então alguém abre a porta do quarto me tirando dos meus devaneios.

David entra no quarto e em momento algum percebe que estou aqui sentado, ele puxa Killian para dentro atacando sua boca. Não aguentando ver aquela cena por muito tempo, limpo minha garganta fazendo um barulho que lhes chama a atenção, fazendo-os finalmente notar que mais alguém esta no quarto com eles.

Ambos viram ao mesmo tempo me encarando com horror e espanto em suas caras. Mantenho-me serio o máximo de tempo que consigo e então começo a rir, uma gargalhada alta que enche todo o quarto.

– Vocês deviam ver as suas cara! – Digo e volto a rir novamente.

David abre um sorriso meio sem graça, mas Killian continua olhando para mim com sua cara normal de sempre. Me controlo e finalmente consigo parar de rir.

– Bom, me desculpem se estou atrapalhando algo. – Digo. – Se quiserem posso voltar depois.

David me encara, ele esta visivelmente nervoso, então decido que é hora de parar com as brincadeiras.

– Okay. Eu trouxe alguns sanduíches do Granny’s, achei que estaria faminto já que não sai desse hospital.

– Ah, valeu Robin!

Aponto para a sacola e ele se apressa, abre a sacola e devora o sanduíche em poucos segundos.

– Killian, se quiser um, pode pegar também!

– Acabei de tomar café da manhã, valeu cara.

– Então será que eu..

– Pode. – Respondo a pergunta de David antes mesmo que ele a termine, me viro para trás só para me certificar e com uma só mordida ele devora metade do sanduíche.

– Faminto ele não? – Digo puxando assunto com Killian.

– E como.

[Killian]

Foi meio constrangedor ser pego em flagrante aos beijos com David por Robin, que alias foi a ultima pessoa que ficou com ele antes de mim.

É meio embaraçosa esta situação, mas qual é? Somos 3 homens adultos, podemos muito bem resolver nossos problemas em vez de ficar com jogos de ciúmes bestas.

Me sento na cama e vejo David acabar de devorar o terceiro sanduíche. Ele está realmente faminto e não o culpo por isso, afinal ele tem estado neste hospital desde que fui internado e não saiu nem por um minuto.

Ele tem se sustentado basicamente de salgadinhos. Uma vez ou outra ele aceitava dividir o enorme prato de comida que mandavam para meu quarto, mas isso só foi possível depois que retiraram os tubos nojentos de mim. Mas mesmo assim ele se recusava a comer muito.

– Você é que precisa comer. Tem que se alimentar para poder ficar forte e melhorar logo!

Ele dizia toda vez que eu lhe oferecia. Raramente ele comia um pouco, e isso só depois de muita insistência por minha parte.

[Robin]

Ficamos os três em silencio absoluto por alguns minutos. David finalmente acaba de comer os três sanduíches que estavam na sacola e se levanta retirando as migalhas que estavam ao redor da boca.

– Bom, vou procurar por Whale e ver se conseguimos te retirar deste hospital logo. – Ele diz se aproximando de Killian e lhe dando um selinho.

– Robin. – Ouço-o me chamar e ele aponta em direção a porta. Acompanho-o para fora do quarto.

– Pega leve, falou?

– Não se preocupe. – Pisco para ele e entro de volta ao quarto.

E então ficamos ali, só nós dois, eu e Killian, Killian e eu.

– Então, é ótimo de ver melhor cara! – Digo puxando assunto.

– Aaah, nem me fala! Já estou de saco cheio desse hospital, dessa comida, desse cheiro, de tudo!

–Deve ser realmente muito ruim.

Ficamos em silencio mais uma vez. O que é agradável, mas também desconfortante.

– Alias, é bom ver que você e David aparentemente se acertaram! – Digo sorrindo, tentando ao máximo disfarçar a pontada de tristeza que sinto ao tocar nesse assunto.

– Sim. – ele responde visivelmente incomodado também. – Ei, Robin. Eu sei do que ouve com vocês.

Olho para ele com a cara espantada.

– Eu vi o David te beijando aquele dia na delegacia, lembra?

Só agora me lembro que vi alguém parado no corredor do lado de fora da delegacia quando busquei minha moto, e esse alguém esta claro que era ele.

– E é claro que ocorreu algo a mais depois do que houve na delegacia.

– Killian eu..

– Não se preocupe com isso! Eu também pisei na bola com o David. E não culpo nem a ele e nem mesmo a você pelo que ocorreu entre vocês.

Não digo nada, só afirmo com a cabeça. Não sabia que ele seria capaz de falar sobre isso com tamanha tranquilidade.

– Você é amigo do David e trabalha com ele, e eu não posso mudar isso. Então ou nos damos bem ou eu fico na minha morrendo de ciúmes de vocês dois enquanto começamos uma guerra fria. Então o que prefere?

– Bom, olhando desse jeito, acho que uma guerra não seria nada mal.

Digo encarando-o. Ele me olha processando o que acabei de dizer.

– Estou zuando. Relaxa! Não quero brigar com ninguém e alem do mais eu percebi a um tempo que só há lugar para uma pessoa no coração do David, e ele pertence a você. – Digo olhando-o nos olhos para que ele tenha certeza de que tudo que estou dizendo é a mais pura verdade. – Então, amigos?

– Sim, amigos. – Ele responde e ambos rimos.

O tempo passa e nós continuamos a conversar. Agora que aparentemente somos amigos e tudo sobre ele, David e eu está explicado, sinto-me mais leve ao falar com ele.

Conversamos sobre tudo, como se conheceram, como David e eu nos conhecemos e como eu virei seu assistente. E eu conto a ele tudo pelo que passamos, tudo o que David passou após descobrir sobre seu sequestro.

Ele presta atenção em tudo que falo e não me interrompe uma só vez.

– E como você pode perceber, David é terrivelmente apaixonado por você.

– Nossa, não sabia que ele tinha passado por tudo isso. Pesadelos, exaustão. E graças a você ele pode continuar em frente. Muito obrigado Robin. Sem você eu provavelmente não estaria aqui, e creio que David também não conseguiria agüentar toda essa barra!

– Aaah, o que é isso! Amigo do David também é amigo meu. E eu não o deixaria na mão por nada.

Sorrimos e continuamos a conversar sobre alguns assuntos banais, hobbies, musicas preferidas, etc.

[David]

Assim que encontro Dr. Whale, nós seguimos até o quarto de Killian. Ando o mais rápido que posso, deixei os dois sozinhos, eles não são crianças, mas não sei o que poderia acontecer entre os dois. Killian é meio cabeça quente e Robin não é dos mais pacientes, temo que algo aconteça.

Abro a porta e me surpreendo com a cena que vejo. Robin e Killian sentados lado a lado, conversando e rindo. Parecem até amigos de infância.

– Bom dia Killian. – Whale diz chamando a atenção dos dois.

– Bom dia doutor. – Killian diz enquanto para de rir.

– Bom, vejo que está realmente bem melhor hein? David já me contou parte da sua situação. Não vejo o por que de não dar sua alta logo, mas antes preciso realizar alguns exames simples com você, tudo bem?

– Okay!

– Então, vocês me acompanham, por favor?

Seguimos Whale pelos corredores. Ele caminha na frente sendo seguido por nós três. Não demora muito e ele entra em uma sala comum.

– Poderia fazer a gentileza de se sentar nessa cama e retirar a camisa.

Killian obedece retirando a camisa hospitalar e se sentando na cama. Ele possui alguns arranhões espalhados pelas costelas, abdômen e peitos.

Whale examina seu corpo com alguns aparelhos.

– Okay, levante-se, por favor. Agora segure este peso com uma das mãos e levante-o esticando seu braço ao lado do corpo, deste jeito.

Whale demonstra a operação levantando o peço com o braço direito suspendendo-o na lateral do corpo.

– Agora repita-o, por favor. Primeiro com o braço direito depois com o esquerdo.

Killian repete a operação. Levanta o braço direito e o deixa na altura do ombro. Em seguida faz com o esquerdo, mas só vai até metade do caminho e reclama de dor.

– Não precisa forçar. Abaixe o braço.

Whale pega o peso da sua mão e o guarda na mesma gaveta que pegou. Em seguida retira dois sacos de areia usados para malhar as pernas.

– Eu vou por esses pesos nos seus tornozelos e você vai se sentar na cama novamente e em seguida levantar as pernas três vezes, uma de cada vez.

Killian obedece e realiza o procedimento rapidamente.

– Esta sentindo alguma coisa?

– Bom, foi realmente meio difícil levantar as pernas e minhas coxas estão doendo um pouco. – Killian responde.

– Entendo. – Whale anota algumas coisas antes de continuar – Vou retirar um raio-x das suas pernas, braços e costelas para ver a situação dos mesmo, mas não creio que algo ainda esteja quebrado.

Killian e Whale saem e vão para a sala de raio-x enquanto eu e Robin continuamos na sala.

– Sobre o que conversaram enquanto eu estive fora?

– Nada de mais!

– Robin...!

– Digamos que não existe mais uma “tensão” desconfortável entre nós dois, ok?

– Hnm.. Muito bom. – Respondo.

Se passam alguns minutos até que os dois voltem para a sala. Killian para ao meu lado e Whale coloca os resultados da operação em uma tela iluminada na parede.

– Como você mesmo pode perceber, seu braço esquerdo ainda não está completamente curado. Esta vendo este ponto aqui? – Ele aponta com o laser para uma das fotos – Seu osso não está completamente curado, mas não há motivo para engessá-lo, somente que use uma tipóia e evite ao máximo fazer esforços com este braço.

– Não há nada de errado com suas pernas. Elas só estão meio fracas devido ao tempo parado em cima da cama. Novamente, peço que evite fazer muitos esforços e também evitar ficar muito tempo de pé. Se possível sempre que deitar ponha os pés apoiados em uma pilha de dois ou três travesseiros, e se possível passe um gel e faça uma massagem nas pernas e coxas.

– Já as suas costelas, o lado esquerdo também não está totalmente recuperado. Vou indicar uma pomada que ajudará a diminuir o inchaço e que aliviará a dor.

– E sobre minha alta doutor? – Killian pergunta.

– Bom, eu não vejo o por que de continuar mantendo-o aqui. Então eu irei à recepção adiantar o processo de alta logo após pedir a alguém que leve ao seu quarto suas roupas, os remédios e a tipóia. E em cerca de 30 minutos vocês podem descer para acabar de assinar os papeis que confirmaram sua alta.

– David, eu também preciso que você assine os papeis junto com Killian, já que você ficou como responsável legal dele todo este tempo.

– Tudo bem! – Respondo.

– Bom, se me dão licença, eu vou adiantar o meu trabalho.

[Killian]

Voltamos para o meu quarto, quarto que graças a Deus não será mais meu por muito tempo!

– Nem acredito que finalmente eu sairei daqui. – Digo beijando David.

– Serio que vocês vão ficar fazendo isso toda hora?!

– Me desculpe Robin. – Digo rindo fazendo-o rir também.

Alguns minutos se passam e como prometido, um enfermeiro entra no quarto com minhas roupas, a tipóia, os remédios e a receita de como usar todos eles. Agradeço-o por tudo e ele sai em seguida.

Foi impressão minha ou ele o Robin trocaram olhares antes dele sair do quarto?

Bom, eu não sei. Mas juro que vou descobrir depois.

– Vou deixar você se trocar. – Robin diz e sai do quarto.

David é claro continua sentado me olhando.Só para provocar insinuo um Strip-tease, tirando minhas roupas lentamente. Primeiro a camisa e depois a calça, ficando completamente nu.

Jogo as roupas nele e começo a vestir as minhas próprias.

– Aaah, mais já?! – Ele diz, aparentemente triste pelo fim do ‘showzinho’.

– Juro que outra hora faço um que valha a pena. – Falo enquanto me aproximo para beijá-lo. Ele me agarra e me puxa para o sofá.

– Ei! Isso aqui é um hospital, não um motel!

Robin grita do lado de fora. Paramos de nos beijar e eu termino de por minhas roupas, em seguida David diz para que ele entre.

Os trinta minutos se passam e então nós descemos até a recepção. Robin se oferece para buscar o carro de xerife já que ele veio de moto enquanto eu e David terminamos de assinar a papelada da alta.

Assim que terminamos de assinar tudo caminhamos em direção a saída do hospital. Robin está esperando no carro.

– Então, para onde vamos? – Robin pergunta.

– Às Docas, por favor.

– Nada disso! Robin, nos leve até meu apartamento.

Encaro David por um instante.

– Você não vai voltar pra lá tão cedo. E se depender de mim, nunca!

Continuo encarando-o. Cara, como estou terrivelmente apaixonado por ele!

– Se vão se beijar falem logo! – Robin grita na frente.

– Só se for agora. – Digo e puxo David para um beijo longo e prazeroso.

– Podemos ir? – Robin pergunta quando finalmente nos soltamos.

– Claro!

Continuamos o percurso calados. Robin ligou o rádio em uma estação qualquer e se encontra concentrado em dirigir. Eu e David continuamos silenciosos no banco de trás, nossas mãos estão entrelaçadas e vez ou outra nos beijamos.

Robin estaciona o carro na frente do prédio em que David mora.

– Robin, se quiser ir pra casa pode ir. Creio que nada de mais vai acontecer naquela delegacia por hoje.

– Tudo bem!

– Ei, Robin! Valeu por tudo. – Digo já do lado de fora do carro.

– Pode contar comigo pro que der e vier cara!

– Parceiros?

– Parceiros!

Ficamos parados vendo-o dirigir o carro até o final da rua e desaparecer na esquina.

– Parceiros é?! – David pergunta atrás de mim.

– Coisa nossa! – Rio e continuo andando à sua frente até a entrada do prédio.

Subimos até seu apartamento que fica no quarto andar. É um apartamento comum e aconchegante. Não é muito grande, mas possui uma boa cozinha, um quarto de casal e um de solteiro, um banheiro e uma suíte no quarto de casal, uma sala não muito grande e uma pequena varanda na frente do prédio.

– Pega! Achei que iria querer tomar um banho para tirar esse cheiro de hospital.

Afirmo com a cabeça e pego a toalha que ele estava me oferecendo. Sigo-o até a suíte do quarto de casal e começo a tomar meu banho. Um banho gelado e demorado, como eu sempre gostei.

Saio enrolado na toalha. Tem apenas um único probleminha. Minhas roupas estão todas no meu barco e as que eu estava estão manchadas de sangue e/ou rasgadas. O jeito é eu usar as roupas do David.

– Ei, David! – Grito.

– Fala.

– Posso pegar algumas de suas roupas emprestadas até que eu recupere as minhas?

– Claro! Portas do meio, terceira e quarta gaveta. Elas devem caber em você.

Abro as duas portas do meio e em seguida puxo a terceira gaveta.

– Filho da mãe! – Falo baixo para mim mesmo.

Puxo a quarta gaveta só para ter certeza. E lá estão todas as minhas roupas. Não são muitas, mas todas estão ali.

Visto uma bermuda jeans e uma camisa preta. Pego um par de chinelos que estão na quarta gaveta, eu não tinha chinelos então é provável que ele tenha me comprado estes.

Acabo de me vestir, ponho meu braço esquerdo na tipóia que me deram e saio do quarto a procura de David.

– Então, lhe couberam bem?

– Como uma luva! – Digo rindo – Quando foi que você pegou minhas roupas?

– Não muito depois que você foi seqüestrado. Eu estava desesperado e precisava de algo seu perto de mim que me ajudasse a poder continuar, que me desse esperança.

Lagrimas brotam do seu rosto, e eu me apresso para me aproximar dele.

– Ei, eu estou aqui agora. E bem! Graças a você. E nada mais vai nos separar, ok?

Abraço-o forte lhe passando todo o conforto que ele precisa. Alguns segundos se passam até que ele se recupere.

– Agora, será que tem alguma coisa para comer nessa casa? Estou faminto!!

Notas finais
Para o pessoal que gosta de cenas de sexo.. Relaxem, prometo postar um capitulo HOT logo logo.. Proximo capitulo vai sair em breve! Quero adiantar logo essa parte de romance&history.. Aah, e pra quem leu e gostou de 'Outlaw Queen - Redescobrindo o amor' (minha outra historia), vou postar um capitulo em breve, já que aparentemente gostaram dela.