Um outro Amor Verdadeiro
22 Ferias - Outlaw Wood
Notas iniciais

[August]
– Está pronto? – Robin grita da entrada do apartamento.
– Calma! Você viu meu celu.. esquece! Achei! – Saio do quarto. – Então, podemos ir ou vai continuar enrolando? – Pergunto cinicamente sorrindo.
– Engraçado! – Beijo-o.
Ontem eu retirei minhas férias. Meu supervisor até estranhou, pois eu nunca tirava férias. “Dessa vez, eu tenho um motivo pela qual ficar de férias”, disse a ele. Depois que David dispensou Robin para férias de fim de ano, Robin perguntou o que eu achava da ideia de sair com ele, eu, é claro, concordei.
– Então, aonde vamos? Bom, quer dizer, pra que parte de Storybrooke nós vamos? Já que não podemos sair desse lugar, bom, você não pode né.
– Agradeça ao Sr. Gold por isso..
– E a Regina.. – completo.
– É, e a ela.
– Queria saber como David e Killian saíram daqui sem sofrer nada, bom, Killian assim como eu, pode sair, mas Dave não.
– Todos sabemos como eles saíram, assim como sabemos que nós não iremos recorrer ao mesmo meio. A vida aqui pode ser meio monótona às vezes, mas basta procurar no lugar certo e você encontrará ótimas aventuras.
Sorrio para ele. – Então vamos nos divertir um pouco.
Pego minha mochila no chão, tranco a porta e andamos em direção ao elevador. Robin me entrega um dos capacetes e sobe na moto, ele a liga e acelera um pouco. O barulho é ensurdecedor e ao mesmo tempo animador. Subo atrás dele.
– Se segura. – ele diz. Eu mal ponho as mãos nos apoios atrás de mim e Robin arranca com a moto cantando pneu.
Passamos pelo centro de Storybrooke. Pela delegacia, pelo Granny’s e até mesmo pela enorme casa da Regina. Robin pilota a moto até a floresta, uma parte dela que eu nunca fui. Ele com certeza conhece bem o lugar, já que pilota com tanta confiança. Continuamos mata adentro. Seguimos pela trilha na mata fechada até uma campina. É como se fosse um enorme circulo, com grama baixa, pequenas arvores e uma cabana praticamente no centro. Alem da cabana tem uma pequena ladeira que leva a um precipício que cai pro mar. Robin para perto da cabana, deixando a moto em uma tenda coberta. Desço da moto. Tiro o capacete e olho todo o local. É tudo tão lindo, tão pacifico. Dá vontade de querer morar aqui pra sempre.
– E então? – Robin pergunta parando ao meu lado. – O que achou?
– O que achei?! – Encaro-o – É perfeito. Quer dizer.. Uau! Esse lugar é ótimo! Calmo! Longe de tudo e de todos. E esta vista? Aposto que o por do sol aqui é incrível.
– De fato é. Venha, vou te mostrar à cabana.
Sigo-o até a entrada da cabana. Robin tira uma chave do bolso e abre a porta. O lugar é aconchegante também. Um cheiro de mofo paira no ar, mas nada que alguns minutos de janelas abertas não resolva. Como lendo meu pensamento, Robin caminha ao redor do local e abre todas as janelas do 1º andar.
– Aqui fica a sala, como pode ver – ele mostra o local. A sala não é grande, mas nem pequena. Um sofá de 4 lugares, uma mesa de centro toda de vidro, uma poltrona perto da janela, TV e uma lareira. – Aqui é a cozinha – ele diz caminhando em direção a outro cômodo. – Tem um banheiro logo ali – ele aponta para uma porta.
– Aquela porta – aponto para uma outra porta – dá pra onde?
– Aquela? Ali fica a dispensa. Vem, vou te mostrar o segundo andar.
Voltamos para a sala, subimos os lances de escada até o segundo andar.
– Aqui fica o quarto, e ali – ele aponta pro outro lado – fica o banheiro.
Olho todo o quarto. Uma cama King Size, com lençóis branquíssimos. Me jogo em cima dela. Quico umas duas vezes. “aaah”, solto um suspiro sentindo meu corpo todo relaxar. A cama é macia e ótima, literalmente perfeita. Estico meu braços e nem assim alcanço as bordas. Me levanto novamente e puxo Robin pra cama comigo. Quicamos mais algumas vezes até que ficamos completamente imóveis. Sinto o peso do seu corpo sobre mim. Encaro seu rosto a poucos centímetros do meu, sorrio e o beijo.
– Essas serão as melhores férias de toda a minha vida.
– Eu farei com que seja inesquecível. – ele me beija novamente – Agora vem. Vou fazer algo para comermos. – ele faz força para se levantar, mas eu o puxo novamente. Beijo-o.
– Você pode ir, eu desço daqui a um pouco.
– Ok.
Vejo Robin sair do quarto e escuto o barulho de seus passos descendo a escada. Retiro meu casaco e minha camisa e fico apenas de calça e meia. Espreguiço meu corpo novamente expulsando todo o cansaço que sinto, alguns ossos estralam. Uma leveza enche meu corpo e eu relaxo meu corpo sentindo a maciez da cama. Fecho os olhos e me concentro apenas em uma coisa, o silencio. Poucos minutos se passam e eu adormeço.
[Robin]
– August! Já acabei, vem comer! – Grito. Mas ele não responde. – Augg! – Nada.
Olho pela porta para ver se ele esta descendo, mas não há sinal dele. Enxugo minhas mãos, jogo o pano de prato em cima da mesa e vou até a escada. Subo-a.
– August Wayne? Está surdo ou o que... Aah.. – Percebo porque ele não me respondeu. Está totalmente apagado em cima da cama. Penso em acorda-lo para que ele coma algo antes de dormir, mas tiro esse pensamento da cabeça. Ontem ele foi trabalhar era nem 06h da manha e só chegou em casa as 08h do outro dia. Ele estava completamente exausto, mal conseguia deixar os olhos abertos. – Durma bem, meu ursinho. – Dou-lhe um beijo na testa, ele resmunga um pouco, mas volta a ficar imóvel. Saio do quarto e desço até a sala, ligo a TV e me jogo no sofá.
~ Algumas horas depois ~
[August]
Abro os olhos. Minha visão esta meio turva. Espero até que elas se acostumem com a falta de luz. Olho pela enorme janela de vidro (se é que posso chamar isso de janela já que ela ocupa a frente do chalé inteiro) e percebo que já está de noite. Me sento na beira da cama e espero até que o sangue circule todo o meu corpo.
– Dormiu bem? – Olho pro outro lado do quarto e vejo Robin na porta do banheiro.
– Dormi. Que horas são? Por que não em acordou?
– Pouco mais das 19h. E eu não te acordei porque você estava visivelmente cansado. Você passou mais de 24h acordado trabalhando e não dormiu nem 2h desde que chegou em casa. Então preferi deixar que descansasse um pouco.
Olho para ele. Não tem como retrucar, nem porque.
– Está com fome?
– Faminto. – Respondo.
– A comida está em cima do fogão, já deve estar fria, tem um micro-ondas lá e você pode esquentar sua comida nele. Eu vou botar uma roupa e já desço para te fazer companhia.
Concordo com a cabeça e caminho para fora do quarto. Dou uma olhada para trás a tempo de ver ele desenrolar a toalha de costas para mim. Paro, dou uma ultima olhada nas suas costas malhadas e levemente molhadas, desço meu olhar até sua bunda. Encaro por alguns segundos e continuo em direção a cozinha.
Ponho comida no meu prato, esquento no micro-ondas e como. Robin desce e vamos para a sala assistir algum filme. Deitamos no sofá, abraço Robin pelas costas. Ele esta sem camisa usando apenas um short de seda. Deslizo minhas mãos pelo seu tórax acariciando seu peito. Escorrego minhas mãos por seu abdômen até a barra de seu short. Ponho uma de minhas mãos para dentro dele acariciando sua virilha levemente aparada. Alcanço seu pau e mexo minha mão para cima e para baixo esfregando-a nele. Ponho a outra mão para dentro e começo a acariciar suas bolas com ela. Seu penis começa a crescer em minha mão. Tiro uma das mãos de sua calça e começo a acariciar seus peitos com ela. Sinto seu membro completamente duro em minha mão. Continuo masturbando-o. Puxo seu rosto para o lado e começo a beija-lo. Ele se vira ficando por cima de mim. Agarro-o pela nuca e começo a beija-lo.
Ele desce até meu pescoço e o enche de beijos, lambidas e mordidas. Contorço meu corpo com o toque de sua língua. Ele continua e desce até meu tórax e começa a fazer movimentos circulares com a língua sobre meu mamilo. Passo minhas mãos por toda a extensão de suas costas até a beirada de sua bunda. Robin escorrega para baixo e trilha toda minha barriga com beijos. Ele para ao chegar a minha cintura. Retira meu cinto e desabotoa minha calça enquanto beija meu tórax. Levanto minhas pernas para que ele possa retirar minha calça. Olho para baixo e vejo Robin começas a morder meu pau por cima da cueca. Ele puxa minha cueca levemente para o lado exibindo minhas bolas e começa a chupa-las. Primeiro uma e depois a outra e então, as duas estão dentro de sua boca. É uma coisa estranha, mas muito boa. Com um movimento rápido, Robin retira minha cueca. Meu penis lateja. Sua língua varre todo o cumprimento do meu membro e suas mãos acariciam meu corpo. O calor de sua boca enche todo meu membro assim que ele o põe para dentro. Seus lábios e línguas sobem e descem continuamente. Inclino meu corpo para cima pondo mais do meu pau dentro de sua boca. Ele se afasta recuperando o ar e volta a me chupar de novo. Puxo-o pelos braços para cima fazendo com que seu corpo fique totalmente em cima do meu. Sinto seu membro fazer pressão sobre o meu. Entrelaço meus braços nos seus e o forço para junto de mim e dou algumas estocadas aumentando a pressão entre nossos corpos e nossos membros.
– Vem! – Ele diz, se levanta e me puxa pelo braço. Subimos a escada e vamos até o quarto. Ele me joga na cama, eu mal paro de quicar sobre ela e ele pula em cima de mim me prendendo. Sinto a pressão do seu corpo sobre o meu, não consigo me mover. Ele beija meu pescoço uma ou duas vezes e morde minha orelha. Dor e prazer enchem meu corpo.
Robin desce beijando meu corpo até minha cintura. Lambe meu pau antes de por ele todo dentro de sua boca. Olho para baixo e vejo sua cabeça subir e descer e por diversas vezes, vejo meu pau subir dentro de sua boca.
Puxo Robin para cima e faço sinal com a mão para que ele vire. Ainda em cima de mim, Robin vira seu corpo na famosa posição 69. Ele volta a chupar meu pau enquanto eu começo a chupar o dele. Puxo sua cintura para baixo e começo a lamber sua bunda. Passo a língua e começo a massagear sua entrada com o dedão. Ponho um de meus dedos para dentro e Robin geme, dou leves estocadas, tirando e pondo meu dedo dentro dele. Ponho mais um dedo para dentro e mais um. Aumento a velocidade das estocas. Volto a lambe-lo para umedecer sua entrada e ponho novamente meus dedos para dentro. Robin geme e inclina seu corpo.
Ele vira seu corpo novamente, senta em cima do meu membro e começa a rebolar sobre ele. Sua bunda desliza para cima e para baixo, aumentando a fricção. Robin deita sobre mim e estica o braço até uma escrivaninha do lado da cama. Ele retira uma camisinha de dentro da gaveta e me entrega. Ponho-a o mais rápido que consigo. Robin se ajoelha sobre mim, vejo-o despejar um liquido de um frasco na mão. Lubrificante. Ele passa no meu membro e entre sua bunda. Continuo deitado, parado. Robin agarra meu pau e o deixa o máximo hereto possível. Ele faz força pondo meu membro para dentro de si. Forço meu corpo para cima facilitando a entrada. Robin quica sobre mim, e a cada movimento meu membro entra mais para dentro de si. Puxo seu corpo para junto do meu, agarro seu ombro e começo a estoca-lo. Começo devagar para que relaxe e facilite a entrada. Quando percebo que estou finalmente dentro, começo a meter com um pouco mais de força. Robin geme a cada estocada que dou.
– Geme gostoso vai! – Sussurro em sua orelha e dou uma leve mordiscada. Ele geme novamente. Aumento a velocidade das minhas investidas. Ouço um barulho estranho e paro totalmente o que estava fazendo. Robin me encara.
[Robin]
– O que houve? – Pergunto a August. – Por que parou?
Ele põe um dedo nos lábios pedindo para que eu faça silencio, em seguida aponto para a orelha e para baixo. Entendo o que ele quer dizer. Ficamos imóveis, prestando atenção, esperando algum som estranho e então acontece. Saio de cima dele e aceno para que ele fique. Pego uma toalha, me enrolo nela e desço pelas escadas fazendo o máximo de silencio que posso. Ouço novamente o som, ele vem da cozinha. Caminho silenciosamente até ela. Um homem está tentando abrir a porta da dispensa. Caminho até ele.
– Eu pensaria muito bem antes de fazer isso.
Ele para. Se levanta lentamente e fica de pé.
– Maldição.. eu é.. posso explicar. – Essa voz, sinto que conheço essa voz.
– Quem é você? – Ele não responde. – Vire-se.
– Escuta parceiro – ele começa se virando de frente para mim – eu não estou procurando briga, eu apenas.. Robin?!
Não acredito no que vejo.
– Você..
– Sem tempo para explicações, tenho que ir..
– Você não vai a lugar algum!
– Desculpe ter atrapalhado, vejo que está um pouquinho, como posso dizer, ocupado?!! – Não entendo bem o que ele quis dizer e então vejo encarando e apontando para minha toalha. Olho para baixo, ainda estou de pau duro. Disfarço e encaro-o.
– Robin, tudo bem ai embaixo? – August grita lá de cima. Olho para trás por um instante e é o suficiente para que nosso “convidado” reaja. Vejo-o avançar contra mim em direção a porta. Bloqueio sua passagem e nos chocamos. Tropeço na toalha. Perco o equilíbrio e caio no chão. Ele cai sobre mim.
– Desculpa, mas como eu posso dizer.. huh.. eu meio que não estou muito no clima! – Ele aponta para baixo. Vejo um sorriso se formar em sua boca. Olho para onde ele esta apontando e percebo que estou pelado. Meu penis lateja involuntariamente. Empurro ele para que saia de cima de mim, e com uma velocidade surpreendente, ele se levanta e desaparece pela porta a fora. Assim que me recomponho, August aparece pela outra porta.
– O que houve? Quem era aquele cara que saiu correndo daqui? Você está bem?
Corro até a entrada da casa. Olho ao redor. Mas é tudo em vão. Esta escuro lá fora e ele já deve estar bem longe daqui.
– Robin, você está bem?
– Estou, estou.. não se preocupe!
– Bom, nosso chalé acabou de ser invadido, tem como não em preocupar. E se esse cara tivesse nos matado?
– Não se preocupe. Há muitas coisas que ele pode fazer, mas matar, definitivamente não está entre elas.
– Como assim? Como pode ter tanta certeza? – Olho para ele. – Você o conhece? – É mais uma afirmação que uma pergunta. Mas respondo assim mesmo.
– Sim. Seu nome é Will, Will Scarlet. Já foi um de meus seguidores. Mas diferente de nós, Will é um ladrão e rouba para si mesmo. – Olho para August. – Venha, vamos tomar um banho e ver alguma coisa.
Voltamos para dentro de casa. Fecho a porta, me certifico de dar duas voltas na chave e verifico se esta bem trancada. Subo as escadas logo atrás de August. Tomamos um banho e descemos para a sala para ver TV. Sento no sofá e August deita sobre meu colo, ponho em um filme de ação qualquer. Poucos minutos de passam e August adormece e então, por fim, eu também.
Fale com o autor