Um novo The Big Four
6 Agora ferrou!
Notas iniciais
E lá vou eu, em direção a casa do Soluço. Minha sorte é que lembro o caminho da casa do Jack.
Quando cheguei perto da casa do Jack, nem quebrei a cabeça para saber onde fica a do Soluço! Logo no jardim da casa vizinha, a bagunça tomava conta! O Jack estava tentando segurar a Merida, que estava batendo em uma menina loira, que estava sendo segurada por Soluço, em quanto a Punze tentava apartar a briga. Quando me viram chegar, Soluço soltou a menina e veio em minha direção.
_Beterraba, ainda bem que você ta aqui! Me ajuda o que eu faço? _ele estava desesperado.
_Eu não sei! _respondi rápido.
Vi, então, que ele tinha um apito pendurado no pescoço, arranquei o mesmo e corri para o mais próximo das meninas. Quando cheguei bem perto, aproximei do ouvido delas, e soprei o Maximo que pude. Logo depois as duas se soltaram e colocaram a mão nos ouvidos.
_Será que alguém pode me explicar o que ta acontecendo aqui? _gritei.
_É essa loca avermelhada ai, que quer roubar o MEU Soluço! _ a menina loira gritou.
_Me chama de loca outra vez e você vai ver quem vai ficar vermelha! _reclamou Merida.
As duas iam começar a brigar outra vez, mas eu fui mais rápida e soprei o apito mais uma vez.
_Quer parar com isso sua “Rabanete”?! _reclamou Merida.
_Seu nome é “Rabanete”? _questionou a loira.
_Na verdade é Beterraba _falou Soluço, se aproximando_ é que a Merida é assim mesmo.
_Eu não mandei você se meter Soluço! _gritou a loira.
_Não manda mais em mim Astrid! Essa fase já passou! _ele gritava. E como já dava pra ver uma nova briga nascendo, apitei novamente.
_Fui chamada para apartar, então eu vou apartar! Agora me escutem, e me obedeçam! Jack leva a Merida daqui, e cuide para que as duas tenham três metros de distancia uma da outra. Punze mantenha a Astrid ocupada. E Soluço... Você vem comigo!
Dito isso, uma coisa esplendida aconteceu... Todos me obedeceram! Jack arrastou Merida para longe dali, Punze fez o mesmo com a Astrid, e Soluço entrou no meu carro. Seguimos para o único lugar que eu conhecia bem naquele lugar, Sim! Eu estou falando daquela sorveteria.
Quando chagamos, sentamos no balcão (como na primeira vez). Para não perder o habito, pedi uma fatia de bolo de morango com cobertura de chantili (o meu preferido), e o Soluço pediu a mesma coisa só que em vez de morango foi chocolate.
_Então... Vai me contar o que eu perdi? _perguntei.
_Ok, por onde eu começo?
_Acho que pode começar por quem é Astird.
_Então ta. Eu não sei se você sabe, mas eu não sou daqui, eu vim de Berk, é uma ilha que fica... Em algum lugar do mundo. Nessa ilha foi que eu conheci a Astrid, que no final das contas acabou virando minha namorada. Mas ela era manipuladora e... Bom, usei a desculpa de me mudar para corona para terminar com ela...
_Mas pelo visto ela não engoliu, não é?!
_Agora ela me encontrou aqui e vai fazer da minha vida um inferno! _ele bateu a cabeça no balcão e continuou com ela lá por um tempo_ logo agora que tava começando a dar certo com a Merida.
_Calma _eu coloquei minha mão sobre sua cabeça_ eu to aqui pra ajudar, esqueceu? _ele levantou a cabeça, e deu aquele sorriso que só ele tem.
_Obrigado, eu não sei como consegui sobreviver sem você.
No mesmo momento, meu celular toca. Era um whats da Punze:
Rapunzel: estava pensando em fazer uma festa do pijama hoje. O que você acha?
Eu: e a escola amanhã?
Rapunzel: a gente leva o uniforme, e vai de lá mesmo.
Eu: ok, e o que a gente faz com a Astrid?
Rapunzel: deixa ela no canto dela, precisamos falar com a Merida!
Eu: ta bom, onde você mora?
Rapunzel: ao lado do Soluço.
Eu: ok vou dar uma passada em casa, e vou já para ai.
_Desculpa Soluço, mas eu...
_Já sei, você tem que ir.
_Como você...? Ah esquece! Já nem pergunto mais _Nos dois rimos, e nos levantamos.
_Quer que vá deixar você em casa? _ele perguntou, em quanto pagava a conta.
_Se quiser...
Ele abriu um sorris, e saímos, rumo a minha casa. Já no portão, ele me cumprimentou e foi em borá, e eu entrei. Minha mãe se encontrava sentada no sofá da sala, assistindo televisão, e (como naqueles filmes policiais) tentei subir as escadas, fingindo que ela não estava vendo. Mas isso não é um filme então...
_Se quer saber... Eu gostei mais do moreninho _disse ela, ainda olhando para a TV_ é mais bonito, educado...
_Quem? O Soluço? Não, não, você me entendeu errado!
_Aham, sei!
_Ai, deixa pra lá!_fui subindo as escadas, mas ai me lembrei_ antes que eu me esqueça (outra vez), eu vou dormir na casa da Rapunzel hoje.
_Quem é essa?
_É uma amiga da escola.
_Pensei que não tinha tempo para amigos _eu olhei para ela com uma cara de “pensei que a tínhamos resolvido isso”. Ela riu _e a escola amanhã?
_Eu vou levar o uniforme, e já vamos de lá_ Minha mãe concentiu com a cabeça, e eu subi as escadas.
Lá em cima, comecei a arrumar minha bolsa; coloquei meu pijama, meu uniforme, e mais algumas coisinhas. Quando acabei, desci.
_Mãe, me empresta o carro?
– Ok, eu te empresto o carro, e você me explica como eu vou para o
trabalho amanhã.
– Ok, você não me empresta o carro, e me explica como eu chego a casa
da Rapunzel.
– Chama o seu amiguinho, o chofer particular.
– Quem?
– O bonitinho que sempre te dá carona — eu olhei pra minha mãe, e ele
deu um leve sorriso sarcástico.
Ignorei a observação sarcástica da minha mãe, e peguei meu
telefone (não ia ligar para o Soluço, mas nada impede que eu ligue
para Punze):
– E ai Bete, você vem? — perguntou a punze, do outro lado da linha.
– Minha mãe não deu bronca, mas também não quer me emprestar o carro.
– Não posso ir ai, mas se quiser, eu falo com o Soluço. Aproveito e
peço pra ele passar na Merida.
– Eu não queria incomodar ele... Mas tudo bem.
Desliguei o celular, e sentei na calçada para esperar o soluço.
Quando (inesperadamente) me aparece alguém.
– Itan? O que você ta fazendo aqui?
– Eu só estou passeando, gosto de vir à sorveteria da esquina. Não que
você se importe — ele abaixou a cabeça, e eu soube que ele estava
falando do "acontecimento" da semana passada.
– Olha Itan, desculpe, foi por que...
– Não — ele me interrompeu — ta tudo bem. Eu sabia que era bom de mais
pra ser verdade — eu ia falar, mas as palavras não saiam da minha boca
– tenho que ir, até mais.
Ele sai em direção à sorveteria, eu estava pronta pra ir a trás
dele, mas ai o Soluço apareceu.
– Vamos Bete? — disse ele, ainda dentro do carro.
Eu entrei no carro sem dizer uma palavra. Já o Soluço.
– Hey Beterraba, ta tudo bem?
Eu não respondi, fiquei calada, mas não me agüentei a cai no choro.
– Beterraba? O que ouve? — ele perguntou desesperado.
– Eu fiz uma burrada enorme! — respondi, chorando desesperadamente.
Não que eu esteja "loucamente apaixonada" pelo Itan, mas já tinha
acontecido tanta coisa, eu já estava tão frágil, não estou acostumada a passar por isso.
Soluço parou o carro, e dirigiu toda sua atenção para mim.
– Beterraba, fala comigo, por favor. Me diz o que foi que eu fiz, para
que eu possa me arrepender. Por favor, Bete, não consigo ficar com essa
culpa.
– Não... — eu disse, ainda fungando — não se preocupe a culpa não foi
sua... Na verdade... Às vezes, acho que só tenho você para confiar
aqui — meu choro se intensificou novamente, e eu desabei em lagrimas,
nos braços (do que parecia) meu único amigo.
Depois que me recuperei, enxuguei meu rosto na toalha que tinha
colocado na mochila.
– Você ta bem? — perguntou Soluço, eu consenti com a cabeça — podemos
ir? — eu (novamente) consenti com a cabeça.
Soluço ligou o carro, e seguimos para a casa da Merida. E, chagando lá...
– Aonde vocês se meteram?! — gritava ela, vindo em direção ao carro.
Antes de ela entrar, rapidamente pulei para a parte de traz do carro
(para ela sentar na frente com o Soluço).
Chegando à casa da Punze, a anfitriã já nos esperava na porta de
sua residência. Passei a viagem inteira no meu telefone, e quase não
percebi quando chegamos lá.
– Bete, vamos?! — dizia Soluço.
– Ah, claro! Já to indo — respondi, e logo após sai do carro.
– Beterraba — me chamou o Soluço — toma — ele me entregou um pedaço de
papel — se sentir q precisa falar, já sabe pra quem ligar — ele deu
uma piscada, e saiu no carro.
Entrei na casa da Punze, e ela me guiou para o seu quarto. No
quarto dela seguimos como se estivéssemos na escola, tomamos banho na
mesma seqüência, e depois de colocado os pijamas, e ajeitado as
dormidas, começamos a jogar verdade ou desafio. Quer dizer... As
meninas jogaram verdade ou desafio, eu não estava prestando atenção
desde q sai do banheiro, não parei de falar com Soluço pelo Whatsapp.
– Ok, Merida, você começa? — perguntou a Punze.
– Pode ser... — disse Merida, então se dirigiu a mim e disse -
Beterraba, verdade ou desafio? — mas eu não ouvi, continuei no
telefone — Beterraba — ele insistiu — BETERRABA! — gritou ela, e eu
(finalmente) sai do "transe" no telefone.
– Oi, to aqui, o que foi? — perguntei assustada.
– Terra chamando Beterraba, onde você estava? — perguntou Merida.
– Com quem ta falando, Bete? — perguntou Punze.
– Com quem? Hora... — "e agora?" me perguntei, "seu disser q é com
Soluço elas vão pensar coisas, se eu não disser nada elas vão pensar
coisas" pensei — com a minha mãe, é a primeira vez que eu passo a
noite fora de casa, e ela ta preocupada comigo — sinceramente acho que
elas não engoliram, mas deixaram para lá — escolho verdade.
– ok, então voltando para a pergunta — disse Merida — Beterraba, o que
existe entre você e o Soluço?
– Por que a questão é sempre essa? — questionei. Merida me fuzilou com
os olhos, e eu levantei as mãos em sinal de rendimento — ok, entre mim
e o Soluço não há nada além de uma amizade saudável! Ta bom pra vocês?
– vamos! Bete, você é a próxima. — disse a Punze.
– Ok, Rapunzel, verdade ou desafio?
– Verdade.
– Desde quando gosta do Jack?
– Eu gosto do Jack?
– Ah corta essa! — Merida — todos já sabemos, e não é de hoje! — a
Punze ficou vermelha.
– Ta tão evidente assim? — perguntou ela.
– Só um pouquinho — eu e Merida dissemos juntas, e fizemos um sinal de
“pequeno" com a mão.
– Acho que desde que ele chegou aqui — Punze estava vermelha como um tomate.
– Punze, a vez é sua — desse Merida.
– Ok, podemos mudar de assunto? — perguntou ela, e nós assentimos
com a cabeça — Beterraba.
– Verdade — falei.
– De onde você vem?
– Sou da França, Lyon para ser mais exata — respondi — Merida.
– Eu sou diferente, quero desafio!
– Punze — falei — seus pais estão dormindo? — ela olhou no celular, e
assentiu com a cabeça — então vamos deixar isso interessante...
Desci as escadas e as meninas me seguiram, fui à cozinha da Punze e
abri a geladeira (sem nem pedir permissão), as meninas sentaram na
mesa, esperando eu acabar. Coloquei várias coisas na mesa:
refrigerante, sorvete, frutas, legumes, e varias outras coisas
comestíveis (e nem tanto assim); senti que faltava alguma coisa, mas
iguinorei tal sentimento.
– O que pretende fazer com isso, Bete? — perguntou Punze.
– Deixar a brincadeira divertida — respondi.
Peguei um liquidificador em cima do balcão, e comecei a colocar as
coisas dentro dele. Liguei-o, e no final deu um shak muito do louco!
Enchi um copo enorme com isso (seja lá o que for), e o entreguei para Merida.
– Eu te desafio a beber isso — falei com o braço estirado — cada gota!
– completei.
Merida pegou o copo com uma cara nada boa.
– Isso é seguro? — perguntou Punze.
– Não sei — respondi- mas quem seria alguém melhor para provar, do que
a "poderosa" Merida? — fiz graça.
Merida olhou para mim fazendo careta, logo após bebeu um gole do shak.
A cara dela me surpreendeu! Merida não cuspiu como eu esperava. Na
verdade (depois de muito "saboreado") ela fez uma cara até boa, e
depois sorriu.
– É gostoso isso! — ela afirmou.
E se acha q eu e a Punze íamos ficar em duvida, você esta redondamente
errado (a)! Eu e ela pegamos um copo e colocamos o shak, hesitamos no
começo, mas acabamos bebendo. E para nossa surpresa...
– Ai Merida! — Eu e Punze gritamos juntas, Merida caiu na gargalhada.
– Eu não acredito que vocês acreditaram! — ela riu alto e claro.
– Esse negocio é terrível! — eu gritei.
– Como você conseguiu fingir que gostou disso? — completou Punze,
quase vomitando.
– Ok — disse Merida, tentando parar de rir — de quem é a vez?
– Vez? — questionei — vez do nada! Já chega de verdade ou desafio!
– Concordo com a Bete — Punze — acho q meu paladar não vai agüentar
mais um shak desses.
Eu e Merida rimos rios da cara da Rapunzel, a careta que ela fazia
era muito loca!
Rindo da cara da Punze, ficamos distraídas. Quando de repente
aparece um vulto pela porta da cozinha.
– Meninas... Vocês viram isso? — perguntei, elas negaram com a cabeça
– um vulto... Passou pela porta — as duas caíram na gargalhada — é
serio!
Acha que elas me ouviram?
– Um vulto? Aqui em casa? Só falta dizer que essa casa foi construída
em um antigo cemitério! — disse Punze.
Eu já ia repreender ela, mas o vulto passou outra vez, só que dessa
vez... Ele ficou parado na porta, mas não parado em frente porta,
estava de um modo em que só a sombra dele aparecia. Pude assim ver sua
forma: tinha uma coluna curvada, com pequenas saliências, uma calda
longa, e se apoiava em quatro patas. Dessas observações eu deduzi...
– É um Dragão! — gritei me tremendo de medo.
Sinceramente achei que ela iriam gritar junto comigo, pois a sombra
se aproximava, dando a impressão de que já estava muito perto. Mas a
reação delas foi estranha, elas começaram a rir.
– Um Dragão — repetia Merida.
– Bete, deixa de loucura! — disse Punze.
Quando Punze disse isso, a sombra chegou mais perto, e pude ver que
nem tudo é o que parece.
Um pequeno lagarto verde saiu da porta, e foi direto em direção a Punze.
– Já imaginou Pascal? — ela disse, ajudando ele a subir no seu ombro -
você, um Dragão enorme e feroz? — nuca fui com a cara de repteis, mas
aquele ali parecia bem inteligente! Ficou todo boçal quando a Punze
disse isso.
– Nem que a vaca tussa! — disse Merida — esse pequenininho aqui... Não
assusta nem uma mosca — eu não sei ao certo, mas podia jurar que ele
estirou a língua para a Merida!
– É um bichinho bem inteligente, tenho que admitir — falei me
aproximando, e fazendo um carinho nele.
– Inteligente? — protestou Merida — diz isso porque não conheceu o meu
Angus! Saudades do meu bichinho.
– Aonde ele esta? — eu.
– Ficou em Dunbroch — ela disse cabisbaixa.
– Porque não trouxe ele? — eu.
– Sei lá, acho que não caberia um cavalo dentro de um avião. — todas rimos.
– foi mal, não sabia que era um cavalo — disse rindo.
– Tudo bem — disse Merida, ainda rindo.
– Hey meninas — disse Punze — não queria alertar vocês, mas acho bom a
gente ir dormir.
– Pois é! — eu e Merida concordamos, e todas nos pusemos a subir as escadas.
Lá em cima, eu e as meninas nos ajeitávamos em nossas dormidas.
– Boa noite, Punze — Merida.
– Boa Merida. Boa noite, Bete — Punze — Bete? — eu tinha dormido.
Segunda-feira
É impressionante como a rotina é uma coisa que nos prende!
Acordei (como sempre) as 06h15min da manhã, mas como estava na casa da
Punze, me limitei ao ir ao banheiro, mas no final acabei indo. Só
estranhei o fato de que, quando fechei a porta, não escutei o
despertador soar, mas sim um barulho de porta se abrindo.
V.O. Punze.
Acordei na segunda meio desorientada, com o barulho de minha porta
rangendo, "papai precisa colocar óleo nisso!" pensei. Da porta saiu um
vulto de cabelos marrons, e pijama de seda, rosa chá. Então deduzi ser
minha mãe.
– Puxa! Eu podia jurar que ontem à noite haviam três! — disse minha mãe.
– Eram três, mamãe! — eu ri — mas a Beterraba sempre acorda mais cedo,
deve estar no banheiro — Minha mãe fez cara de: agora tudo faz
sentido.
– Essa sim é uma menina exemplar! — disse ela — bem diferente dessa
aqui! Toda vez que ela vem pra cá, só falta não acordar mais — minha
mãe estava falando da Merida, ela já veio várias vezes aqui em casa, e
quase não acorda em todas elas.
Nesse momento Bete sai do banheiro.
V.O. Beterraba.
Quando sai do banheiro, Punze se levantou e entrou no mesmo, logo a pós.
– Será possível que essa menina não vai acordar nunca? — reclamava uma
mulher morena de pijama rosa (que deduzi ser a mãe da Punze).
– Ela sempre acorda com o despertador da escola — falei baixinho.
A mulher me olhou e saio do quarto. Quando voltou, estava com uma
buzina na mão. Ele chegou perto da Merida, e soou a buzina, Merida deu
um pulo do coxão
– Poxa, tia mãe-da-Punze, não faz isso não! — reclamou ela, eu e a
“tia mãe-da-Punze" caímos na risada.
– Isso, é pra você acordar! — a mãe da punze saiu do quarto, no mesmo
momento que a Punze saiu do banheiro.
Merida se levantou e entrou no mesmo. Acabando de pentear meus
cabelos, prendi-os em uma trança de lado, e amarrei com um laço da
mesma cor da farda.
...
Quando rodos estávamos prontos, fomos lavados para a escola pela
mãe da Punze.
ACONTECIMENTO SURPREENDENTE!!
Na frente da escola, havia um monte de gente, o portão principal
estava fechado, em frente a ele um palanque, no palanque a diretora;
– Acalmem-se alunos! — dizia ela.
– Hey, meninas — dizia Soluço, se aproximando da gente.
– Hey Soluço — cumprimentou Punze — o que ouve aqui?
– A diretora não disse ainda — interrompeu Jack — mas estão dizendo
que a escola foi roubada.
– Alunos de Eyes on the future, nossa escola vai ficar sem
funcionamento por um tempo. Isso é: ficaram sem aula até segunda
ordem. Até lá, acho que as férias de verão vão ser prolongadas.
Tudo que se escutava naquele lugar eram gritos de euforia (eu não
entendi o porquê, mas deixa).
– Uhu! — comemorava Merida.
– Milagre de Odim! — gritava Soluço, "pensei que ele gostava da escola" pensei.
– Opa! — Jack chamou a atenção — de que serve as férias, se não for
para curtir? — todos gritaram (acho que concordando) e eu ainda não
entendia nada.
Der repente todos correram para o carro do Soluço, eu fiquei parada
no meu canto, não sabia o que estava acontecendo
–Vem Bete — Gritou a Punze, no banco de traz do carro com a porta
aberta. Ainda não tinha entendido, mas dei de ombros e fui para o
carro.
Lá estavam organizados: soluço — no motorista. Jack — no passageiro.
Eu, Merida e Punze no banco de traz (assim eu não seguro vela).
–Então pra onde vamos?
–Gente — eu.
–Tem um novo jogo no fliperama.
–Gente.
–Queria ir naquela loja outra vez.
–Gente.
–você viu o novo jogo para ps4?
–Gente.
–O shopping é a melhor idéia.
–GENTE!
–O que foi?- todos falaram ao mesmo tempo.
–De uniforme? — falei com voz de tédio.
Todos olharam para as suas roupas e balançaram as cabeças consentindo.
...
Quando cheguei a casa, minha mãe não me deixou passar.
– O que houve? — perguntou ela.
– Umas paradinhas ai, não vai ter aula até "segunda ordem.
Subi para meu quarto, e lá, só fiz trocar de roupa, e trocar o laço da minha trança para combinar com a minha roupa.
As meninas pegaram o meu numero, e me colocaram em um grupo do
Whatsapp (antes chamados de "the big4” agora “the big 5")
Soluço: vocês já estão prontos?
Merida: Claro que sim!
Punze: obvio.
Jack: claro, amigão.
Eu: acho que sim.
Soluço: ótimo!Já estou saindo de casa.
Punze: Soluço, qual vai ser a ordem?
Jack: a mesma de sempre, 1 Bete 2 punze 3 Merida 4 eu
Merida: por que é sempre 1bete, se moramos uns ao lado dos outros?
Soluço: por que, quando vocês me chamam sempre estou fora de casa.
Mais, não vejo problema em pegar primeiro Merida.
Jack: isso não vai dar certo!
Fora do Wpp.
Desci a escada já pronta, no intuito de esperar o soluço fora de casa.
Quando ia saindo minha mãe me chamou
–BETERRABA!- gritou ela.
–O que foi dessa vez?- perguntei.
–De que horas você volta?
–Eu não faço a mínima idéia. Por quê?
–Acho que não vou estar em casa. Vai ficar bem?
–Claro que eu vou ficar bem mãe
Sai de casa e me sentei na calçada. Meu celular não parava de
apitar, peguei o mesmo e fui ver o que era. Era o Wpp, discussão de
Punze e Jack sobre a demora do soluço (Obs.: Merida não estava
presente).
Sabendo muito bem onde os dois estavam, decidi me ocupar. Segui
então para a sorveteria da esquina, "quem sabe não encontro o Itan por
lá” pensei.
"A sorte conspira a meu favor" pensei, assim que entrei lá estava
ele, sentado no balcão como sempre. Me aproximei sorrateiramente, e me
sentei ao seu lado.
–O que esta fazendo aqui?-ele pergunto ainda olhando para a xícara que estava balcão
–Só estou sem nada pra fazer — respondi, agora olhando para seu rosto.
–O que acha que esta fazendo?-ele rio baixo- não vai pegar bem pra você.
–Não me importa, prometi que ia ficar com você- ele me olhou, mas não
com um sorriso, me olhou descontente
–Não devia se arriscar por mim- ele voltou o olho para a xícara- eu
não valho o esforço.
Eu ia abrir a boca para falar, mais meu celular apitou, "por que meu
celular sempre apita nos momentos oportunos?” pensei. Peguei meu
celular, e vi que a mensagem era do soluço:
–Estou na frente da sua casa, cadê você? — li a mensagem baixinho, só
para eu ouvir. Mais parece que não fui a única a ouvir. Abri a boca
pra falar mais fui interrompida.
–Já até sei! Você precisa ir?
–Pois é, eu...
–tchau- ele disse frio me interrompendo.
Em geral gosto de ser interrompida, mais o Itan estava me tirando
do serio! Reconheço que não devo ficar brava com ele, afinal ele tem
uma história bem mal compreendida, e a minha segunda impressão não
foi das melhores. Mas poxa, Itan! Precisava fazer isso?
Eu estava tentada a apenas sair e esquecer dele, mas não sei o que
deu em mim, fiquei ali parada olhando para a porta, "será que devo?”
pensava, mas nunca me respondia. De repente, tive uma idéia:
– Eu... Vou sair com o pessoal, e pensei que talvez você pudesse...
– Ir com você e a turminha do the big four? — ele me interrompeu
(outra vez) — obrigado, mas não!
– Por quê? Tem um passado trágico envolvido com eles? — fiz graçinha a ri fraco.
– Pior que você acertou — eu o olhei espantada, e ele riu fraco.
– Eu... Eu não fazia idéia, Itan... Eu — estava sem palavras.
– Você esta atrasada — ele deu um sorriso falso, e eu apenas abaixei a cabeça.
Sai pela porta da frente sem olhar parar traz (apesar da tentação).
Na frente da minha casa, lá estava Soluço.
– Bete onde você esteve? — ele perguntou e entrou no carro, eu fiz o
mesmo, sem dar uma palavra.
No banco de trás do carro, olhava pela janela, e pude ver Itan
saindo da sorveteria com as mãos nos bolsos. Todos estava calados, e
permaneceram assim até a casa da Punze, onde a mesma estava sentada na
escada de sua casa com o celular na mão, quando nos percebeu, levantou
e veio até nos (a roupa dela estava impecável como sempre). Já perto
do carro, Punze do nada solta uma grito, do tipo EXTREMAMENTE
escandaloso.
– O que foi? — perguntamos todos juntos (e com todos quero dizer: eu,
Merida e Soluço).
– MILAGRE! — ela gritava — Merida esta com o cabelo preso! — ela
apontou o dedo para Merida, e de fato o cabelo dela estava preso em um rabo de cavalo, e só agora que vim prestar atenção em seu look.
– Não sei pra que tanto espanto! — disse ela com os braços cruzados.
– Merida, qual foi a ultima vez que você perdeu esse cabelo? -
perguntei, e ela ficou calada por um tempo (acho que pensando no que
diria).
– Não importa! — ela exclamou depois de muito tempo — não é motivo para alarde!
Todos rimos e Punze entrou no carro, e fomos para a casa do Jack.
Quando ele saiu pela porta da frente de sua casa, foi que eu vim me
tocar: "vou segurar vela dupla?!".
– Merida — chamei — se importaria de sentar aqui a trás?
– Por que eu... — ela analisou a situação e entendeu o recado — ah, claro!
Ela veio para o banco de trás, e se ajeitou entre eu e Punze. Os
meninos não entenderam, mas deram de ombro.
Depois de Jack ter entrado na certa era para o Soluço dar a
partida e seguir, mas não! Ele ficou ali, parado, com as mãos no
volante, olhando para o Horizonte.
– Soluço, tem algum problema? — perguntei.
– Tem! — respondeu — Não sei aonde vamos!
Todos começaram a conversar entre se:
– Pensei que quem fosse decidir isso fosse o Jack!
– Não importa quem era para decidir, importa para onde vamos!
O barulho tomava conta do carro, e ninguém (exeto eu) ficava calado
por mais de meio segundo.
– Que tal o cinema — perguntou Punze, com o dedo indicador levantado.
– Não! — todos disseram juntos.
– Eu acho que deveríamos ir a um lugar que tenha comida — disse (você
já pode adivinhar quem!) Merida.
– Não! — todos disseram juntos.
– Eu já sei! — gritou Soluço, dando um pulo de animação, e quase
batendo com a cabeça no teto do carro — porque não fazemos uma
maratona? Ainda esta de manhã, e podemos começar pelo parque oficial
de Corona!
– Ficou louco? — gritou Merida — fica do outro lado da ilha!
– Pra mim não tem problema! — falei, todos olharam para mim com
espanto (talvez por eu não ter dado uma palavra até agora) — minha mãe
só vai chegar amanhã, então... Se eu tiver em casa até meia noite.
– Então eu também! — gritou Jack — meus pais tão viajando mesmo.
– Então eu vou — disse Punze (meio insegura) — vou ter que avisar...
Mas tudo bem!
– Minha mãe não vai dar problema — disse Merida — to dentro!
– Então ta combinado! — todos gritaram.
Soluço ligou o carro, e voou como um foguete, rumo ao parque.
Sinceramente nunca fui a um parque (considerando que vem de uma
menina que foi a sua primeira festa dois dias antes daquele...), mas
acho que seria divertido.
Caramba Beterraba! Você esta acabando com todas as suas regras esse ano!
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